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Glam Magazine

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Beautify Junkyards e Erica Buettner em digressão

O encontro entre os Beautify Junkyards e Erica Buettner deu-se durante a gravação do seu álbum de estreia. Após descobrirem a cantora folk americana radicada em Portugal, endereçaram-lhe um convite para participar em duas músicas do álbum, o resultado foi mágico e desde então que existia o desejo de programar uma tour conjunta. O momento agora é ideal, o álbum “The Beast shouted Love” dos Beautify Junkyards, alvo de calorosa recepção na imprensa nacional e também no estrangeiro, figurou nas principais listas de melhores álbuns do ano, destacando-se a revista Blitz (4º álbum nacional de 2015) e revistas estrangeiras como a americana Goldmine, a inglesa Terrascope. Quanto a Erica Buettner, tem um novo álbum pronto a ser editado e vai mostrar pela primeira vez ao vivo algumas das músicas que o compõem, músicas ainda assentes nas raízes da folk, mas que explora outras latitudes com a participação de diversos músicos convidados.

GLAM - Beautify Junkyards 2.jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Em Maio de 2015 os Beautify Junkyards editaram o seu 2º álbum pela NOS Discos “The Beast Shouted Love”, inteiramente composto por músicas originais. Em Setembro de 2015 edição internacional pela editora inglesa Mega Dodo, com distribuição para toda a Europa e Estados Unidos. O álbum tem sido aclamado pela imprensa estrangeira especializada e tem tido “airplay” em rádios como a BBC Radio 6 e a americana KEXP. A banda tem realizado concertos promocionais por todo o país e tem igualmente participado em festivais de relevo como o Adidas Urban festival, NOS Alive, o Jameson Urban Routes, o NOS Clubbing (na Casa da Música) e mais recentemente o Reverence Festival, o Porto D´Bandada e o Vodafone MEXEFEST.

Erica Buettner… fortemente influenciada pelos trilhos da folk, onde figuram nomes como Simon and Garfunkel, Nick Drake e Vashti Bunyan, Erica Buettner passou os últimos anos a viajar entre os Estados Unidos da América, França e Portugal onde se estabeleceu e encontrou novas inspirações, de José Afonso a António Variações. A cantora está em fase de conclusão da produção do disco que sucederá ao aclamado “True Love and Water” e que conta com Frankie Chavez (guitarra eléctrica) e Helena Espvall (violoncelo).

 

25 de Fevereiro | 22.00h – Musicbox (Lisboa)

4 de Março | 21.30h – Maus Hábitos (Porto)

5 de Março | 23.00h – Porta Onze (Monção)

6 de Março | 17.00h – Casa das Artes (Coimbra)

Lisboa Dance Festival… 9 perguntas a Karla Campos

A pouco menos de 2 semanas da 1ª edição do Lisboa Dance Festival, estivemos à conversa com Karla Campos, diretora da Live Experiences, produtora responsável pelo Festival.

Um festival a não perder já nos dias 4 e 5 de Março no LX Factory

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Glam: A 2 semanas do festival quais as expectativas em relação ao Festival de um modo geral bem como a procura de bilhetes?

Karla: São grandes! É o festival que faltava em Portugal, pelo seu formato: MUSIC |TALKS | MARKET. O cartaz, o local, o preço e o facto de ser no Inverno são os ingredientes responsáveis. Este mix faz a diferença e por isso desde o arranque em Novembro que se gerou um buzz à volta do LDF. As vendas desde o arranque deram bons indicadores considerando que é a 1ª edição, no entanto pelo público a que se destina, haverá muita venda em cima da hora.

 

Glam: Sendo uma primeira edição de um festival, bem como um conceito diferente dos vários eventos de “dance music” existentes, o que podemos esperar dias 4 e 5 de Março que fique como a marca do festival?

Karla: A marca que pretendo deixar é de um grande e diferente happening de música eletrónica e música urbana em Lisboa. Não necessariamente grande no sentido da palavra até porque se trata de um nicho de mercado, mas grande nas experiências, sensações, sentimentos, que os espectadores poderão sentir.

Que os amantes deste estilo de música, convivam e dançem até ao nascer do sol, ao som dos melhores djs. Aprendam nas TALKS com os protagonistas da música urbana presentes, com quem vão poder debater, trocar ideias, aprender sobre temas da actividade e da actualidade da música urbana. E no Market poder ver de perto o que de novo há no mercado da eletrónica: as lojas de discos de vinil e equipamentos entre outros. Dois dias de experiências memoráveis.

 

Glam: Sendo marcadamente um festival urbano, quer na sua localização, quer no estilo musical que abrange, qual o publico que o festival movimenta?

Karla: É um público dos 20 aos 45, que vive maioritariamente em Lisboa e arredordes, podendo haver alguns do resto do pais e turistas também.

É claramente urbano, alternativo, apaixonado e atualizado por novas tendências, trendy, ama a noite, ama dance music, ama conviver e estar com amigos até o nascer do sol.

Um público socialmente esclarecido e com algum poder aquisitivo.

 

Glam: Olhando para o excelente e vasto cartaz, quais são as apresentações que seguramente vão pautar esta primeira edição?

Karla: Os cabeças de cartaz do LDF estão no top do ranking de musica eletrónica deste estilo, e esta também foi a grande aposta para esta 1ª edição, por isso espera-se grandes Djs set e Live dos artistas: Sven Vath, Motor City Drum Ensemble, Move D, Prosumer, Vakula, a especial actuação de DJ Ride com convidados a apresentar em estreia ao vivo o novo álbum “From Scratch” e ainda os showcases das 16 editoras nacionais que se vão apresentar no festival, são o forte exemplo do estilo do novo festival de música eletrónica em Portugal.

 

Glam: Para além da “musica do festival” vamos ter nos 2 dias do evento, o Market a funcionar. O que destaca este “market” dos tradicionais locais de venda de musica, no fundo o que vai levar que um “festivaleiro” se perca no mundo dos discos e que diferencie de alguns espaços incluídos em festivais que “vendem” discos?

Karla: A Bloop, a Carpet & Snares, a Kambas, a Dance Planet e a Arturia vão apresentar o que de mais recente há no mercado.

Além dos Lab Bares em que as marcas de bebidas vão apresentar em primeira mão no LDF tasting de novos cocktails: Carlsberg, Redbull, Jameson, Beefeater, Schweppes.

 

Glam: No dia 5 a novidade são as talks, lectures e masterclasses. O que podemos saber mais sobre estas iniciativas inéditas até agora num festival de musica?

Karla: Outro dos pilares do Lisboa Dance Festival é a programação de Talks que terá lugar durante a tarde de dia 5 no espaço ACT For All da Lx Factory. Uma série de discussões e apresentações a cargo de alguns dos principais protagonistas, divulgadores e pensadores da música urbana permitirá abordar questões estruturantes desta cultura

 

DEBATES

- Hip Hop: do underground à força de mercado. A evolução de uma cultura em Portugal.

Moderador Rui Miguel Abreu. Nomes já confirmados: Bruno Martins, Fred Ferreira, Darksunn (Monster Jinx).

- O som das periferias e a Batida de Lisboa.

Moderador Vitor Belanciano. Nomes já confirmados: Dj Marfox (Príncipe Discos) e Rastronaut (Enchufada).

- Vinil, lojas e a realidade do consumo de música electrónica.

Moderador Luís Oliveira. Nomes já confirmados: José Moura (Flur), Jorge Caiado (Carpets & Snares, Groovement), Magazino (Bloop).

- A propagação do sinal: o papel da rádio no mapa musical português.

Moderador Isilda Sanches. Nomes já confirmados: Nuno Reis, Henrique Amaro e Carlos Cardoso (Oxigénio)

 

SEMINÁRIOS

- Como editar um disco de vinil: passos, questões, dicas práticas

Por Bruno Cardoso, Luis Clara Gomes (Discotexas)

- Como abrir e gerir uma editora?

Por Rui Torrinha (Groovement)

- Direitos para artistas e editoras

Por Nuno Saraiva (AMAEI)

 

MASTERCLASSES

- DJ Ride (scratch, produção)

- Slow J (mistura, masterização)

- Moullinex (sintetizadores)

 

Glam: Um dos grandes destaques do evento é a participação das várias labels nacionais. Já falamos no market, vão estar também lá representadas?

Karla: Só a Bloop estará representada no Market. Porém a loja Carpet & Snares irá ter a representação de algumas editoras.

 

Glam: Em termos gerais de público e fazendo uma atualização dos números, face ao que foi divulgado na apresentação do festival em Novembro, qual a previsão de afluência para os 2 dias?

Karla: À volta de 15.000 pessoas nas 2 noites.

 

Glam: A Karla, na apresentação, disse que este festival era a concretização de um sonho, sonho esse que esta a 2 semanas de se tornar realidade. Sabendo já da vossa experiência e know-how, é um sonho que vai perdurar em futuras edições?

Karla: O tempo e a dedicação ao longo destes anos de preparação do festival, permitiu que ao lançar esta 1a edição o fizesse com a força suficiente que marque e dure por muitos e muitos anos.

Espalhar o festival por toda Lisboa e em mais dias 

Tornar-se um festival de referencia internacional atraindo público de todo o mundo.

 

 

Entrevista e Fotografia: Paulo Homem de Melo / Glam Magazine

 

 

“Voyager” o album estreia do projeto Mirror People celebra agora 1 ano…

Mirror People surge no imaginário de Rui Maia, seu mentor, no meio da América durante uma tour com os X-Wife. Um projecto a solo com um universo musical que juntasse influências do disco-sound dos anos 70 com sons actuais da música de dança. Após algumas canções em editoras influentes como Permanent Vacation, Future Disco e a portuguesa Discotexas, editou em 2015 o álbum de estreia.

0004563759_10.jpgDepois do enorme sucesso de "Come Over" em 2014, a segunda canção de avanço foi "I Need Your Love", o single do disco de estreia "Voyager", editado a 23 de Fevereiro de 2015 pela NOS Discos. "Voyager" é o título perfeito para este album do projeto Mirror People. Escrito ao longo de 2 anos e tendo como epicentro o seu estúdio em Lisboa, Rui Maia contou com a colaboração de diferentes artistas espalhados pelo mundo.

Da dança de Manchester com Rowetta (dos Happy Mondays) em "Telephone Call" até ao funk de Chicago com James Curd (DFA Records) em "Look Out", passando pelo italo-disco dos Hard Ton em "Dance The Night Away", fechando a rota internacional com um toque de melancolia polaca ao som da voz de Iwona Skwarek em "Come Over" e "Nothing to Give”.

Amigos portugueses, Maria do Rosário em "I Need Your Love" e "Foolish Man" e Rodrigo Gomes (Thunder & Co) em "Ruby Went Out Dancing" também participaram nesta "viagem", que é o resultado musicalmente variado entre várias personalidades, que tem como base a visão de Rui Maia enquanto produtor e escritor de canções.

 

Produzido por Rui Maia, misturado por Zé Nando Pimenta (Meifumado Studios) e masterizado por Pedro Chamorra (Arroios Sound Machine), “Voyager” está já disponível para download gratuito aqui

Os Salto dão um “salto” ao Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor

Esta sexta-feira, 26 de fevereiro, a partir da meia-noite, o Café Concerto do CCVF recebe os Salto, banda promissora na cena musical nacional que traz a Guimarães o mais recente trabalho, “Passeio das Virtudes”, lançado no passado dia 30 de janeiro.

salto 06.jpg(c) 2014 Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

A vida de um músico pode nascer de várias formas. Os Salto tiveram a sorte de nascer na mesma família e de, desde cedo, terem vivido a música em conjunto.

Os primos portuenses Guilherme Tomé Ribeiro e Luís Montenegro rapidamente perceberam que juntos poderiam ser uma banda e, em 2006, pisam o palco pela primeira vez. Em 2012, editam o primeiro longa-duração. Em 2014, os Salto, a quem se juntam agora Tito Romão e Filipe Louro, revelam-nos parte do resultado destes últimos dois anos repartidos entre o estúdio, a sala de ensaios e os cerca de 70 concertos que os fizeram passar por vários palcos nacionais. “Passeio das Virtudes”, o segundo álbum dos Salto, reflete a nova dimensão que o grupo ganhou, depois ter crescido para um quarteto. Este novo trabalho é o culminar das vivências da banda depois do período que passaram em tour, espelhando um pouco as experiências vividas na estrada.

Os Salto são uma das revelações da música portuguesa e prova disso é o sucesso dos dois primeiros singles deste trabalho, “Mar inteiro” e “Lagostas”, que têm passado nas rádios e deixado o público rendido.

 

É a vez de Guimarães saltar ao som destes rapazes.

 

Café Concerto / Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)

26 de fevereiro 2016 | 00.00h

Os Quarteto de Bolso apresentam… 4º Bolso, o novo disco

Os Quarteto de Bolso, banda portuguesa embaixadora do Rock Moliçal, lança o Primeiro Bolso em 2010 com temas como “Cão” e “Elefante”, que conta com a participação de Emmy Curl.

Estes marinheiros de Portugal não editam álbuns ou EP’s, criam Bolsos compostos por cinco músicas, cinco chagas sociais que apostam na liberdade musical e compositiva.

DSC_0584 (Cópia).jpg(c) 2012 Paulo Homem de Melo / Arquivo Faceway Multimédia

 

Esta metáfora do Bolso não é mais do que o reflexo entre a celebração da música e da arte, num enredo de emoções que pertencem a cada um de nós – homens. A energia não se esgota, cada concerto vive de um enredo de emoções em que o palco vira casa portuguesa. Com vários concertos e festivais, estes marinheiros de Portugal, seguem no seu moliceiro: a vela é a língua portuguesa, a vara é a energia e a sirga é o quotidiano.

Trazendo consigo a receita de como cantarolar à moda antiga, apresentam no dia 27 de Fevereiro, no Cineteatro Alba, o seu 4º Bolso de originais.

 

Cineteatro Alba (Albergaria)

27 de fevereiro 2016

Tim Hecker apresenta novo disco, “Love Streams” em Portugal

Três anos depois do aclamado “Virgins”, o canadiano Tim Hecker está de regresso aos discos com “Love Streams”, disco que marca a sua estreia na conceituada editora britânica 4AD, atual casa para nomes como The National, Beirut ou Bon Iver.

Gravado ao longo dos últimos dois anos no Greenhouse Studios, em Reiquejavique, capital da Islândia - onde partes de Virgins e Ravedeath, 1972 foram também gravadas -, “Love Streams” contou com a colaboração da teclista Kara-Lis Coverdale e dos sopros de Grímur Helgason, ambos colaboradores no anterior “Virgins”.

TimHecker_TracyVanOosten1.jpeg(c) Tracy Van Oosten

 

O novo disco conta também com a participação da Icelandic Choir Ensemble, dirigida pelo referente compositor islandês Jóhann Jóhannsson. Com mais de 15 anos de carreira, Tim Hecker é um nome incontornável da música eletrónica nos dias que correm. Vencedor de um prémio Juno, Hecker passou a última década a habitar uma interseção única entre o ruído, a dissonância e a melodia. Nas suas variadas e celebradas obras observa-se um enlace muito forte entre fontes digitais e orgânicas.

O resultado é uma estética híbrida que relembra a abstração eletrónica e o minimalismo psicadélico. Com larga experiência de palco, contexto no qual se revela um mestre contemporâneo do volume e textura, tem apresentado as suas obras no Institute of Contemporary Art (Londres), Primavera Sound (Barcelona), Unsound Festival (Cracóvia), All Tomorrow’s Parties (Minehead), Fondation Cartier (Paris), Bimhuis (Amesterdão), Columbia University’s Miller Theatre (Nova Iorque), entre outros. Além do seu trabalho de composição a solo, Hecker tem trabalhado com músicos como Oren Ambarchi, David Bryant (Godspeed You! Black Emperor), Daniel Lopatin (Oneohtrix Point Never) e Aidan Baker. A obra de Hecker inclui ainda comissões para dança contemporânea, bandas sonoras de filmes e várias composições.

 

Gnration (Braga)

9 de Maio 2016

 

Teatro Maria Matos (Lisboa)

10 de Maio 2016

The Geordie Approach no Salão Brazil

Dois noruegueses - Ståle Birkeland (bateria) e Petter Frost Fadnes (sax alto e electrónica) – juntam-se ao guitarrista britânico Chris Sharkey e movimentam-se num terreno fértil que bebe das influências mais diversas, tanto acústicas quanto electrónicas.

geordie approach.jpgDR

 

A All About Jazz qualifica o seu som de “original e desafiante”.

Ao estabelecer um nexo coerente entre linguagens bastante diferentes, os The Geordie Approach conseguem criar um laboratório de “experiências de improvisação dissidente, onde a influência do pós-rock é talvez o traço mais evidente” (Massimo Ricci, em Touching Extremes).

 

Salão Brazil (Coimbra)

25 de Fevereiro 2016 | 22.00h

The Nude ao vivo… Concerto SPA… Novas Bandas, Novas Músicas

“um excelente espectáculo com um entertainer à altura, direito a groupies histéricas em ‘Bye-Bye’, muito à vontade em palco e uma conexão perfeita com a plateia. os The Nude têm algo que prende as atenções do princípio ao fim; não se sabe de onde saíram, mas espera-se que cheguem a algum lado depressa”.

assim rezava a crítica, publicada no Blitz em dezembro de 2004, a um de vários concertos que nesse ano os The Nude deram no Santiago Alquimista.

334.jpgCoisas da vida, sobretudo coisas que as pessoas fazem para ganhar a vida, interromperam o percurso, iniciado em 1998, desta banda lisboeta que sempre se assumiu como A Melhor Ilustre Desconhecida Banda do Mundo. os The Nude pisaram os mais emblemáticos palcos de Lisboa (Ritz Club, Paradise Garage, Santiago Alquimista, Caixa Económica Operária, etc) no final da década de 90 e início dos anos 2000. tiveram de parar, muito tempo, demasiado tempo; em 2015 voltaram a ensaiar, por saudades, porque a música fica nas pessoas e porque havia algo ainda por concretizar.

2016 é o ano em que a sua história vai continuar a ser escrita e a parte do lustre Desconhecida tem de ser retirada do auto-epíteto. a continuação da história dos The Nude começa a ser escrita no palco do Teatro do Bairro.

 

Teatro do Bairro (Lisboa)

26 de Fevereiro 2016 | 23.30h

 

David Fonseca conquista Barcelona e Madrid… e "Chama-me Que Eu Vou" nomeado para o Prémio SPA Autores 2016

David Fonseca regressou a Espanha na passada semana para dois concertos em que apresentou pela primeira vez em palco, o seu mais recente álbum "Futuro Eu". Impressionantemente cheias, Music Hall, em Barcelona, e o Teatro Barceló, em Madrid, renderam-se a David Fonseca e "à sua voz potente e à sua energia inesgotável" como é descrito, por exemplo, no blog nosolofado.com ou "(…) uma experiência do mais gratificante. Desses concertos que se sai com um sorriso na boca e um calorzinho na alma", como conta o Rockingnewsmagazine.

GLAM - David Fonseca (4).jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

“Lo de David Fonseca en el Teatro Barceló el pasado viernes 19 fue una experiencia de lo más gratificante. De esos conciertos de los que sales con una sonrisa en la boca y un calorcito en el alma. “

 

Com presença regular em Espanha desde 2008, David Fonseca tem consolidado a sua relação com o público espanhol através da edição dos seus trabalhos no mercado local "Dreams In Color", "Between Waves", "Seasons – Rising / Falling" e, mais recentemente, "Futuro Eu”, bem como dos espectáculos que periodicamente realiza nas mais importantes cidades espanholas. De salientar ainda a presença da comunidade portuguesa aí residente seus espectáculos.

Por cá, "Chama-me que eu vou", um dos singles extraídos deste álbum, totalmente cantado em português, recebeu a nomeação para o Prémio Autores 2016, na categoria de MÚSICA - Melhor Tema de Música Popular cuja a cerimónia se realizará no dia 22 de Março. Uma situação inédita para David Fonseca já que é a primeira vez na sua carreira que é nomeado para um galardão atribuído pela aquela instituição.

Há duas semanas, David Fonseca disponibilizou um novo vídeo do single "Deixa Ser", onde canta em dueto com Márcia.

Plutónio edita remix do tema "Última Vez" com a participação especial de Richie Campbell

Depois do sucesso que tem tido nas redes sociais, o vídeo “Última Vez” de Plutónio conta com mais de 440 mil visualizações no Youtube, o tema já está disponível em todas as plataformas digitais.

plutonio.pngO conceituado artista português Richie Campbell "apadrinhou" a música, não só por ter sido o produtor executivo, mas com um remix, agora também com distribuição digital. Plutónio está a trabalhar no seu primeiro álbum "Preto & Vermelho", que será editado, ainda este ano, através da Bridgetown Records.

Esse disco será apresentado ao vivo no Paradise Garage, no dia 30 de Abril no Paradise Garage, conta com os convidados especial: Dengaz, Kosmo DaGun Richie Campbell.

A primeira parte está assegurada por Mishlawi e Guettosupastars

 

Paradise Garage (Lisboa)

30 de Abril 2016

Los Negros lançam EP "Amor Nos Cornos"… dia 4 de Março

Chamam-se Los Negros e surgem do amor e desamor pelo teatro, a paixão pela poesia e pela canção.

Com quase 10 anos de carreira contam-se muitos os públicos, de Portugal a Angola, de Inglaterra ao Brasil, marcados pela intensidade com que o belo emerge no mar que é Sara Ribeiro, actriz e cantora.

Los Negros - Amor Nos Cornos.jpg

Do desassossego da intérprete surge a banda Los Negros...

Os exilados, os segundos, as mulheres, os negros, os loucos. Uma ideia, concertos e rituais.

Corpos e vozes, ora texto, ora canção, lirismo de guerrilha onde Sara Ribeiro junta Gil Dionísio (Pás de Problème, Criatura), Alexandre Bernardo (Laia, Criatura), Márcio Pinto (Terrakota, Olive Tree Dance) e Hernani Faustino (Red Trio, Rodrigo Amado Wire Quartet) para darem corpo ao som que embala as palavras, poética dançante.  Los Negros é poesia, medo, amor. Com letras e escritos de Sara Ribeiro e do encenador João Garcia Miguel, Los Negros exploram os abismos que se abrem entre o som e os ruídos das vozes, as subtis falhas e inconsistências do existir que fazem mover as almas.

Com o lançamento do seu primeiro EP “Amor Nos Cornos”, em Março de 2016,

gravado em take directo para deixar a nu uma lírica que se transforma e de movimentos distintos em cada aparição. E no final deste mesmo ano, Los Negros voltam ao estúdio para gravar o álbum, sucessor de “Amor Nos Cornos”.

Jill Scott pela primeira vez em Portugal no EDP Cooljazz

Jill Scott é o segundo nome confirmado do cartaz deste ano do edpcooljazz.

A galardoada cantora e compositora norte-americana estreia-se em Portugal no dia 12 de julho para uma atuação repleta de soul nos Jardins do Marquês de Pombal, em Oeiras. A artista americana, que se estreou na música há já 15 anos, vem pela primeira vez ao nosso país e traz não só o seu mais recente álbum de originais “Woman” , como uma compilação que reúne alguns dos seus maiores êxitos “Golden Moments”.

Jill Scott.jpgArquivo / DR

 

Entre a música, a poesia e o cinema, Jill Scott é um talento em palco que não deixa ninguém indiferente, juntando à fórmula da sua escrita prolífica uma sonoridade soul, jazz e R&B que a torna numa artista ímpar que não poderia faltar ao tipo de atuações que o edpcooljazz procura para o seu distinto público.

Jill Scott começou a sua carreira a colaborar com os ícones musicais The Roots, Will Smith e Common, no final dos anos 90. Lançou o seu primeiro trabalho há 15 anos, o monumental e inovador "Who Is Jill Scott? Words & Sounds Vol. 1”, editado em 18 de julho de 2000 pela Hidden Beach. Oito álbuns depois, "Who is Jill Scott" continua a ser uma obra-prima, tendo ganho quatro nomeações para os Grammy Awards, incluindo a de Melhor Novo Artista.

Desde a sua estreia, a carreira de Jill não parou de florescer, não só na Música. Dos seus papéis principais nos filmes de Tyler Perry "Why Did I Get Married?" à serie produzida pela HBO, "First Ladies Detective Series," não há nada que pare a sua paixão pelas artes. De Filadélfia para o edpcooljazz, a estreia absoluta em Portugal de uma das maiores estrelas do R&B/Soul do nosso tempo.

 

Jardins do Marquês de Pombal (Oeiras)

12 de Julho 2016 | 21.00h

Diabo a Sete apresentam “Tamboril”… single do álbum "Figura de Gente"

Os Diabo a Sete estão de regresso aos palcos e aos discos.

"Figura de Gente" é o título do álbum e do espectáculo preparado para ser apresentado pelo país nos próximos meses. De entre os novos originais, já pode ser escutado "Tamboril", o primeiro single do terceiro registo discográfico da banda.

diabo.jpgDR

 

O grupo nasceu em Coimbra em 2003 e, desde então, tem percorrido vários palcos nacionais (e não só), tocando em festivais como o MED em Loulé, o Intercéltico de Sendim ou o Bons Sons em Cem Soldos e o Festival de Músicas do Mundo de Sines. Os Diabo a Sete têm vindo a construir um repertório baseado em temas originais e outros inspirados na música tradicional portuguesa, ainda que procurem sempre abordá-los sem preconceitos puristas e com a consciência de que a música que elaboram é contemporânea.

Em 2007, a banda lançou "Parainfernália", o seu primeiro trabalho. Quatro anos depois, surgiu "Tarara" que contou com a participação de vários músicos convidados, entre os quais, Carlos Guerreiros (Gaiteiros de Lisboa), uma das vozes de "Paraíso Fiscal". Os novos temas de "Figura de Gente" aprofundam a tarefa de pegar em ritmos, sons e instrumentos associados à tradição e de lhes dar letras, roupagens e desenhos melódicos actuais.

Wushta lançou EP de estreia pela nova editora independente Oh Lee Records

Wushta editou o EP de estreia “Nuit Américaine/ Fête Sur La Plage”, registo que é profundamente inspirado na música disco dos anos 80 e na cultura futurística dessa época com uma imagética baseada no VHS e no Lo-Fi. Este trabalho foi editado pela recém criada editora independente Oh Lee Records, casa mãe de artistas como We Bless This Mess, Alpha Pup, Dirt Miles e Screaming Culture, que tem base no Porto e em Londres.

wu.jpgWushta é Marcelo Graf Reis, nascido no Porto, iniciou a sua aprendizagem musical aos 9 anos, começando a estudar percussão no Conservatório de Música do Porto. Alguns anos mais tarde, viria a ser o baterista dos Blackjackers, a sua primeira banda, onde desenvolveu as suas capacidades num projecto que misturava a emergência Punk com vários géneros como o Reggae e o Rock. Durante esse período, Marcelo foi estudante no curso de Cinema e Audiovisual, onde no seu último ano, começou a produzir a sua própria musica em disciplinas como Design do Som e Composição Musical para Filmes e onde desenvolveu um gosto especial pelo som retro dos anos 70 e 80. Em 2015, Wushta mudou-se para Londres e como não era capaz de ter consigo a sua bateria, começou a produzir mais, aprendendo a tocar outros instrumentos como sintetizadores e baixo.

"Monte Carlo" lançado no passado dia 19 de Fevereiro, é o seu primeiro single e vídeo. Foi produzido pela Inês Castanheira, artista do Porto que desenvolve instalações visuais e interactivas 

O EP está disponível aqui, desde 22 de Fevereiro de 2016, em digital e edição limitada em cassete (30 unidades personalizadas e únicas).

Ana Moura…Paris rendida no arranque da Tour “Moura”

Foi uma casa cheia, a que recebeu Ana Moura e os seus músicos no mítico Olympia em Paris, no passado dia 19, naquela que foi a primeira data da Tour Mundial de “Moura”. Nas duas noites seguintes, Ana Moura foi recebida com lotação esgotada no Casino 2000, no Luxemburgo. Noites inesquecíveis para quem as viveu...

GLAM - Ana Moura (9).jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Foram também os franceses os primeiros a editar o novo disco no território internacional e continuam a chegar os ecos da imprensa e rádios francesas. Entretanto, Ana Moura prepara-se para a estreia do vídeo do novo single de "Moura", o tema "Tens os Olhos de Deus".

O vídeo tem estreia marcada para o próximo dia 3 de março online

“Está dito”… o álbum dos Marafona editado a 4 de março

A Marafona anuncia e afirma o seu “Está dito”.

Após a edição do EP “Tia Miséria”, considerado entre os melhores da world music portuguesa de 2014, em menos de um ano e meio depois segue-se o lançamento do primeiro álbum previsto para 4 de Março de 2016 nas lojas. “Está dito” é um disco ambivalente, que se estende entre o passado e o presente, que se afirma como uma chegada e uma partida. Antes de ouvir o disco temos de nos preparar para uma viagem singular, de canção para canção, com o desafio de desenlear da abordagem vibrante da Marafona a inspiração na raíz popular portuguesa, tomando o gosto aos pós do corridinho, da chula, do vira, da cantiga de embalar, do fado, da canção de coimbra, da mazurca, da marcha, da alvorada transmontana e da valsa. Em verdade, este é um disco de canções-retrato seja de personagens vilanescas, do amor Bocagiano, da Marafona de Monsanto a descobrir as faustuosas marchas de Lisboa, das histórias do dia-a-dia e do que mais inquieta.

capa_ar.jpgA Marafona, é um quinteto que une um coro de vozes à voz grave e intensa de Artur Serra, assim como cruza os instrumentos de cordas e percussões da tradição portuguesa como as trancanholas, o cavaquinho, a guitarra portuguesa ou a viola campaniça de Gonçalo Almeida, os bombos e o adufe de Ian Carlo Mendoza, a instrumentos mais clássicos como o contrabaixo de Cláudio Cruz e a viola de Daniel Sousa. A premissa destes músicos é a de criar e recriar, fazer canções originais com pontos de partida mas sem atilhos, abraçar a llinguagem popular e a linguagem contemporânea resultando na sonoridade que apelidam de “MP3 a válvulas”.

Está dito” é um disco com a chancela da Editora PontoZurca (Aline Frazão, Melech Mechaya, entre outros), produzido por Sérgio Milhano e pela Marafona, masterizado nos estúdios Uwe Teichert’s Mastering Studio (BEL) (Yann Tiersen, dEUS, Placebo, entre outros). Conta ainda nas ilustrações com o trabalho de Catarina Sobral e com a participação especial de Ana Bacalhau (Deolinda) e da Mitó (Naifa) na canção “A improvável toponímia da Marcha Popular”, assim como de Luís Peixoto (Júlio Pereira, Sebastião Antunes Trio), no tema “Traz Paz”, com a sanfona. As canções são originais de Artur Serra e de Daniel Sousa, encontrando um tema da autoria de Pedro da Silva Martins (“Chovesse do Tinto”) e outro de José Oliveira (“Corridinho das Comadres”, com letra de Artur Serra).

 

Esta boneca de trapos, a Marafona, nasceu em Janeiro de 2014 juntando quatro músicos e um cantautor. Sob o seu signo cruzam-se as velhas memórias com a cultura moderna, numa reflexão critica sobre a música portuguesa. O ponto de partida é a portugalidade mas depois surgem as influências de cada músico ampliando o espectro da sua sonoridade à World Music. Em Junho de 2014 realiza a edição de autor do EP ”Tia Miséria”, apontado pela crítica como um dos melhores da world music desse ano. As suas canções chegam não só a rádios portuguesas como a rádios espanholas, nestas últimas por casualidade. Desde essa data, no espaço de um ano e meio, começa o périplo pelos cafés-concerto, os pequenos festivais de música portuguesa, passa para os auditórios e alcança festivais como a Festa do Avante ou o Sons do Atlântico, onde a par do fadista Camané representam Portugal entre outras bandas internacionais. Em Novembro de 2015 fecham a porta à itinerânca para se dedicaram exclusivamente à realização do primeiro álbum da banda, o “Está dito”