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Glam Magazine

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"Wake Up Call"... Vídeo-Instalação de Jorge Abade e Pedro Vasconcelos

A obra reflete sobre a persistência do viver ininterrupto, mas também da pontual necessidade de detenção ou reflexão, principalmente sobre o que é este contínuo viver e significado que ele tem para cada um. É por esse motivo que as imagens de incessante movimento têm o contraponto de imagens quietas (fotográficas, em still), quer se tratem de circunstâncias contemplativas ou situações que lembram a ação do homem e do tempo, bem como de algumas que sugerem ainda a iminência da finitude.

Image1.jpgEste rememorar de que há uma inevitabilidade conclusiva, a que o incessante viver conduz, é reforçado pelas sucessivas aparições duma contagem temporal que relembra a aproximação ao final do ciclo da própria obra, reforçado pela velocidade crescente em que a sequências de imagens se vai sucedendo. “Wake Up Call” é um alerta para se viver, para se viver com o máximo de elevação possível.

Wake Up Cal" é uma vídeo-instalação realizada por Jorge Abade e Pedro Vasconcelos.

A sua inauguração acontece, esta próxima sexta, pelas 23h no Plano B.

Bed Legs com “Black Bottle”ao vivo este fim de semana

Situada algures entre a reivindicação de um Blues musculado e o descomprometimento do Rock n Roll, a música de Bed Legs é marcada por uma constante "tertúlia" entre uma voz de charme e um power trio de intervenção.

Entre os vários temas destaca-se como objecto principal uma silhueta feminina, que aparece dançando e desaparece num sobressalto por entre as cortinas vermelhas de veludo do bar onde Ferna, Tiago, David e Hélder são habitués.

411389_4277216526196_2002399036_o.jpgDepois do lançamento do primeiro EP “Not Bad” em 2014, “Black Bottle” é o nome do álbum de estreia deste projecto de Braga.

O que dá a beber?

Um rock que enrola e envolve, concentrado em 9 canções, que contam a história de uma noite estranha naquele bar onde entras enganado, mas do qual não queres sair. Pelo raiar do dia, a garrafa cai ao chão, ou quebra-se para fazer frente a alguém numa rixa que não tem pernas para andar e, seja qual for o sentimento, a cama poderia ser o conforto certo para quem, ao acordar, teria um novo tema para uma nova canção. Mas não te enganes, Bed Legs são, sobretudo, as pernas da cama que sustentam a ressaca de acordar com uma cara desconhecida.

Mas quem são os Bed Legs?

Nascidos na cidade de Braga em 2011, os Bed Legs caracterizam-se por uma sonoridade forte e energética, fruto de uma mescla musical que vai desde os anos 60 até aos dias de hoje. Em Janeiro de 2014, lançam o seu primeiro Ep intitulado "Not Bad" e, de seguida, arrancam numa tour de apresentação do mesmo na qual deram cerca de 40 concertos, passando por festivais como o Indie Music Fest, Braga Music Week, Ponte Party People, Sounds of Peace (Arménia), Expand Your Mind, entre outros, e tocando em salas como o Theatro Circo, MusicBox, Generation, Toca, etc.

Em 2015, gravam o seu primeiro longa duração intitulado "Black Bottle" que vai ser lançado a 29 de janeiro de 2016.

 

Os Bed Legs são: Tiago Calçada na guitarra, Hélder Azevedo no baixo, David Costa na bateria e Fernando Fernandes na voz e este fim de semana vão apresentar o seu novo disco aqui:

18 Fevereiro - Convento do Carmo (Braga)

19 Fevereiro - SHE (Évora)

20 Fevereiro - Sabotage Club (Lisboa)

21 Fevereiro - FNAC Chiado (Lisboa)

Minta & The Brook Trout apresentam “Slow” no CCB

Slow”, o terceiro longa duração dos Minta & The Brook Trout, e chega às lojas no final de fevereiro de 2016. Este é o primeiro concerto em que se vão ouvir as novas canções e aquele em que renovada formação da banda se estreia ao vivo.

minta.jpg(C) 2015 Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam Magazine

 

Depois de “Olympia” (2012), editado em Portugal pela NOS Discos e nos EUA pela Hope For The Tape Deck, de Filadélfia, e apresentado ao vivo por todo o país, Minta & The Brook Trout regressam às edições e aos palcos com um trabalho novo na manga, sem esquecer as dezenas de canções gravadas desde o princípio desta história, no ano de 2008.

Esta será a data que coincide com a saída do novo trabalho de Minta e, por isso, no dia do concerto, estarão à venda no CCB os primeiros exemplares do disco. “Can’t handle the summer” é o single de avanço que já se pode ouvir e ver.

 

Centro Cultural de Belém – Pequeno Auditório (Lisboa)

26 de Fevereiro 2016 | 21.00h

Blasted Mechanism em tributo a David Bowie… + Música + Ajuda

O convite aos Blasted Mechanism para a participação neste evento da Associação Caís + Música + Ajuda surgiu exatamente no dia da morte de David Bowie. A banda aceitou esta missão de recriar alguns dos seus temas mais emblemáticos como "Space Oddity " e "Starman" pintando-os à Blasted, como homenagem a um Artista que os inspirou ao longo dos tempos. E não só os inspirou pela sua abordagem aos diversos estilos musicais mas também pela sua paixão pelas artes cénicas e pela capacidade camaleónica de se expressar.

Blasted_24.jpgPara os Blasted Mechanism é uma grande oportunidade poder fazer parte desta onda de solidariedade que é o projecto + Música + Ajuda, que seja um bom exemplo de economia solidária no panorama musical e que traga muitas outras iniciativas neste e noutros âmbitos.

 

Casa da Música / Sala 2 (Porto)

24 de Fevereiro | 21.30h

Frankie Chavez e Sean Riley são as novas confirmações Caparica Primavera Surf Fest

Frankie Chavez e Sean Riley sabem tanto sobre guitarras como os melhores surfistas sabem sobre pranchas. E, curiosamente, pode até dizer-se que há muitas semelhanças entre pranchas e guitarras: ambas permitem realizar verdadeiras obras de arte, umas sobre ondas feitas de água, outras sobre ondas sonoras feitas de ar. Ambas inspiram paixões. O programa variado do Caparica Primavera Surf Fest não podia, por isso mesmo, esquecer as sonoridades mais elétricas, mais rock, que aliás sempre fizeram parte das preferências do público do surf. E não esquecer: quando um guitarrista solta um riff aguçado da sua guitarra, quem se coloca em frente do PA consegue sentir a deslocação do ar com a força dos graves. Uma guitarra também pode fazer vento. Isto está tudo ligado!

GLAM - Frankie Chavez.jpg(c) 2016 Paulo Homem de Melo

 

Frankie Chavez, que é um dos melhores guitarristas da sua geração, é ele mesmo um adepto de surf que até já assinou bandas sonoras para filmes desta cultura das ondas. E Sean Riley pode não ser um longboard rider, mas conta sempre com os seus Slowriders. Ambos contam igualmente com o aplauso do público e da crítica, sendo dos mais respeitados nomes das novas gerações de rock independente que se faz em Portugal.

A ligação de Frankie Chavez ao surf é tremenda… Fez bandas sonoras para filmes de surf e é ele mesmo um surfista, pelo que entende a cultura e a traduz tantas vezes na sua música. Que vai aos blues, mas também pode ir ao fado buscar inspiração. Isso sente-se na sua mais recente criação, “Heart and Spine”, lançado em Portugal em 2014 e em diversos países europeus em 2015, facto que o tem levado a viajar bastante com a sua música e a colecionar justos aplausos nessas viagens. “Fight” ou “Don’t Leave Tonight” transformaram-se aliás em êxitos, tornando esse trabalho mais recente num dos mais bem sucedidos da sua já bem recheada carreira. Frankie Chavez toca no dia 24 de Março

Sean Riley & The Slowriders. É um vento novo que os traz de volta ao presente…. têm afirmado uma visão singular no panorama rock nacional. “Farewell”, trabalho com onze belíssimas canções que projetaram Sean Riley & The Slowriders como autores de uma das melhores estreias discográficas da história da música produzida em Portugal, ou “Only Time Will Tell”, que a crítica não hesitou em aplaudir e que a banda tratou de sustentar com grandes prestações ao vivo, são etapas importantes da sua jornada. Seguiu-se a edição nacional de “It’s Been a Long Night”, um disco cheio de luz em que o grupo se permitiu absorver todas as referências que povoam o seu imaginário artístico. Depois de 3 anos afastados para prosseguirem projetos paralelos, 2015 marcou o regresso aos palcos e 2016 o regresso aos discos de originais. É um vento novo que os traz de volta ao presente. E vem aí novo material. Os filhos do Vento

“Hit the Road: Take 1”… A viagem documental dos Fingertips…

Os Fingertips não param de surpreender… “Hit The Road” é a prova disso!

Hit The Road” é o nome daquela que será uma série composta por vários episódios que, no final, vão dar origem a um documentário acerca das experiências internacionais da banda.

ooo.jpgDepois de viajar pelos quatro cantos do mundo, os Fingertips não conseguem esconder o entusiasmo em conhecer novas culturas, costumes e pessoas, mostrando a sua música por onde passam! E é isso mesmo que o “Hit The Road” promete: levar cada vivência a cada fã como se fosse dele!

O primeiro episódio passa-se em Shanghai e foi gravado no final de 2015, por Vasco Mendes. E já está disponível!

 

Sam Alone & The Gravediggers regressam com "Believers and Renegades"… novo single

Sam Alone & The Gravediggers acabam de lançar o vídeo do tema “Believers And Renegades” retirado do álbum “Tougher Than Leather” com data de edição marcada para 18 de março de 2016. O vídeo foi realizado por João Correia e produzido pelos Diffuse Studios em associação com a BAMP Films. O novo trabalho de Sam Alone é composto por 11 temas originais e é lançado mundialmente pela People Like You, parte da Century Media.

sam 1.jpgA música de Poli Correia (aka Sam Alone) é uma forma de contar histórias próximas da sua experiência diária sobre pessoas reais com as quais todos nos podemos relacionar. Muitos dos temas abordam o crescimento pessoal, lutas e heróis quotidianos. Para Sam Alone & The Gravediggers, Poli veio armado com o seu “Working Class Rifle”, uma guitarra velha e enrugada e acompanhado pelos The Gravediggers, um grupo de músicos que pensam da mesma forma e partilham a mesma visão de tocar "música para as pessoas" fortemente apoiada no folk e canções de protesto tradicionais, mas sempre com um toque contemporâneo. Acima de tudo, Sam Alone & The Gravediggers mantêm uma atitude positiva enquanto expressam as suas frustrações sobre injustiças sociais tendo como objetivo tornar o mundo num lugar melhor.

Logo após o lançamento do álbum “Tougher Than Leather”, Sam Alone & The Gravediggers seguem para uma digressão europeia que inclui as seguintes datas

 

Sam Alone & The Gravediggers são Apolinário Correia (aka Sam Alone), Nuno Marques (aka Guru), Pedro Matos, João Brito e Ricardo Cabrita

“António e Maria” a partir da obra de António Lobo Antunes

A partir do universo literário de António Lobo Antunes, “António e Maria” apresenta um monólogo múltiplo de mulheres, que correspondem a uma certa matriz lusitana. Com dramaturgia e adaptação do escritor Rui Cardoso Martins, a peça é interpretada por Maria Rueff, que desenha mulheres no silêncio de cenas quotidianas ou em explosão pela dor que o mundo lhes inflige. Com “António e Maria” o Teatro Meridional dá continuidade ao projeto de criação de novas dramaturgias baseadas em adaptações de textos portugueses e da lusofonia.

FEV2016_20.jpg

Autor: António Lobo Antunes

Interpretação: Maria Rueff

Versão cénica, encenação e desenho de luz: Miguel Seabra

Dramaturgia e adaptação: Rui Cardoso Martins

Espaço cénico e figurinos: Marta Carreiras

Música original e espaço sonoro: Rui Rebelo

Assistência de encenação e direção de cena: Vítor Alves da Silva

Assistência de cenografia: Marco Fonseca

Montagem: Marco Fonseca e Rafael Freire

Operação técnica: Rafael Freire

Assistência de produção: Susana Monteiro

Produção executiva: Rita Conduto

Direção artística do Teatro Meridional: Miguel Seabra e Natália Luíza

Coprodução: Teatro Meridional e Centro Cultural de Belém

Fotografia: Nuno Figueira

 

Cineteatro Alba (Albergaria-a-Velha)

20 de fevereiro 2016 | 21.30h

Ossos d’Ouvido… O rock progressivo chega de Benavente…

Chamam-se Ossos d’Ouvido e o seu espectro musical situa-se no rock instrumental psicadélico progressivo. Surgiram em 2014 em Benavente mas mudaram-se de malas e bagagens para Lisboa.

ossos.jpg(C) 2015 Miguel Vieira Pinto

 

A banda é constituída por Diogo Lourenço (Guitarra), João Massano (baixo) e Pedro Almeida (bateria). Ao longo destes 2 anos já contaram com a parceria de outros músicos.

O grupo tem concentrado a sua carreira em concertos ao vivo na zona norte e centro de Portugal, mas segundo os próprios tem muito mais para ofercer. Em 2014, de uma forma independente, lançaram o EP de estreia “E.Partida” constituído por 6 temas originais. Em Dezembro de 2015 gravaram mais 4 temas disponíveis no bandcamp da banda.

 

A banda foi uma das finalistas da 1ª edição do concurso de música moderna “Amanha-te” promovido pela Rádio AVfm de Ovar.

Disclosure… no Super Bock Super Rock

Depois de um início de carreira marcado pela edição de uma série de singles com retumbante airplay nas rádios mundiais, o duo constituído pelos irmãos Guy e Howard Lawrence conquistou definitivamente o êxito com o magnífico “Settle”, LP de estreia e sem dúvida um dos discos mais marcantes, não só de 2013, mas dos últimos anos. Fazedores de uma eletrónica dançável num cozinhado synthpop, garage com laivos rock e electro com house dentro, cada tema dos Disclosure tem a capacidade de contagiar os corpos e os sentidos.

disclosure-bang-that-single-new-song.jpgRegressaram este ano com o explosivo “Caracal”, uma colecção de singles que conta com um leque absolutamente único e invejável de colaborações num só registo, desde o primeiro single "Omen" com a voz de Sam Smith, a “Holding On" com participação de Gregory Porter, passando por “Nocturnal” com The Weeknd, “Magnets” com Lorde, “Good Intentions” com Miguel ou as mais recentes revelações, Kwabs em “Willing & Able” ou Lion Babe em “Hourglass”.

Aclamados pela crítica – especializada e generalista -, a dupla inglesa foi nomeada para o melhor disco de dança/electrónica nos Grammy Awards de 2014 e 2016 e para outros quatro prémios para os Brit Awards do ano que passou.

Disclosure, uma banda que ao vivo confirma de forma festiva, estimulante e irresistível, a qualidade oferecida nas suas elogiadas edições discográficas, dia 14 de julho, no Palco Super Bock.

 

14 de julho

Palco Super Bock - Disclosure, The National

Palco EDP - Jamie XX, Kurt Vile, Villagers

 

15 de julho

Palco Super Bock - Bloc Party

Palco EDP - Mac DeMarco, Kwabs, Petite Noir

 

16 de julho

Palco Super Bock - Kendrick Lamar

Palco EDP - FIDLAR

 

Mais novidades a anunciar brevemente.

Primeiras confirmações do NOS Summer Opening… Orelha Negra e Jazzanova feat. Paul Randolph

Os Orelha Negra são um fenómeno musical avassalador cuja tradução em concertos ao vivo resulta num prazer verdadeiramente misterioso. Comunicam através dos sons e samples de Sam The Kid, das dinâmicas dos teclados de João Gomes, do groove de baixo de Francisco Rebelo, da batida certa e forte de Fred e ainda os scratches inesperados e certeiros de Cruz Fader.

GLAM - Orelha.jpg(C) 2016 Paulo Homem de Melo

 

2016 começa a desenhar-se, um novo álbum e dois concertos de apresentação com temas dos dois primeiros discos e uma maior incidência sobre os novos temas, não faltando os medleys surpreendentes aos quais já nos habituaram. Resultaram duas lotações esgotadas, Lisboa e Porto. Dia 22 de julho pela primeira vez ao vivo na Madeira, os Orelha Negra prometem uma estreia ritmada, contagiante e inesquecível.

 

Quem já teve a oportunidade de ver os Jazzanova ao vivo sabe o quão mágica poderá ser esta experiência. Há mais de 15 anos que o lendário colectivo de Berlim se reinventa, evoluindo e surpreendendo a sua legião de fãs. Desta vez renascem em formato banda liderados por Paulo Randolph, um verdadeiro animal de palco vindo de Detroit.

 “The Funkhaus Studio Sessions” é o álbum que serve de mote e antevisão, qualquer amante de boa música sentirá afinidade pelo calor desta orgânica e genuína musicalidade. A magia, o funk, a soul, o house e as boas vibrações chegam à Madeira. Para viver e testemunhar no dia 23 de Julho.

 

 

Yann Tiersen com live solo tour no coliseu de Lisboa

Yann Tiersen traz ao Coliseu de Lisboa, dia 8 de outubro, um concerto único e intimista onde serão apresentados pela primeira vez 10 temas inéditos, ainda não editados. O novo livro de partituras, “Eusa”, pretende levar o público numa viagem pela ilha Ushant, na Bretanha, terra natal do músico. Esta é a primeira digressão a solo realizada na última década.

yann-tiersen-4df4cb94a47df1.jpgDR

 

O músico vai tocar uma nova coleção de peças ao piano, com arranjos de violino, que pretendem levar o público numa viagem pela ilha Ushant, na Bretanha, terra natal do artista. Para além de temas já conhecidos do público, o core da atuação vai basear-se nos novos temas, sendo esta a primeira oportunidade para conhecer ao vivo os 10 registos que compõem “Eusa”.

 

Tiersen explica que “cada peça está relacionada com uma determinada localização desta ilha localizada ao largo da costa da Bretanha, chamada Ushant, “Eusa” na linguagem local, onde eu vivo. Ushant é mais do que uma casa, é uma parte de mim. A ideia foi criar um mapa musical da ilha e por consequência de quem eu sou”. O galardoado compositor registou esta viagem ancestral através de registos fotográficos, captados pela sua noiva Emilie Quinquis, bem como através da captação do som ambiente de cada um dos espaços escolhidos.

 

Coliseu dos Recreios (Lisboa)

8 de Outubro 2016 | 22.00h

Conferência “Território: Casa Comum" junta escritores, geógrafos, arquitectos em Vila Nova de Famalicão

O território é um produto social em contínua transformação.

Tece-se na tensão e nos (des)encontros entre o conjunto de acções e representações, discursos e debates, imagens e projectos colectivamente produzidos que conferem sentido(s) à realidade e definem plataformas da vida em comum. Na cidade continuada do Vale do Ave parecem faltar leituras partilhadas e, sobretudo, consensos sobre o que este território é e sobre o que se pretende que ele venha a ser. Nem nas habituais codificações do que seja cidade e campo ou urbano e rural, nem nos modelos disciplinares de planeamento e desenho urbano, encontramos os instrumentos adequados ao entendimento destes territórios, essencial para guiar a sua transformação. Torna-se por isso necessário um processo alargado de construção colectiva que nos ofereça leituras sobre esta realidade, e nos permita determinar quais os temas sobre os quais importa deliberar, quais os projectos de futuro, e como podemos fundamentar e legitimar essas escolhas.

untitled.jpgNa conferência “Território: Casa Comum”, autores de referência de diferentes áreas disciplinares vão juntar-se para, juntos, pensarmos este território: quais os modos de o olhar e representar?, quais as formas de o planear e gerir?, como se inventa, afinal, esta realidade?

Com esta conferência encerra-se o projecto “Território: Casa Comum”, resultado da parceria entre o grupo de investigação Morfologias e Dinâmicas do Território do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

 

Iniciado em Julho de 2015 com a abertura da exposição na Casa do Território, o projecto integrou excursões por terras do Médio Ave, conversas públicas entre alguns dos mais relevantes actores locais e oficinas de discussão e cartografia crítica com diferentes grupos de técnicos, estudantes e moradores. Com a diversidade das aproximações e dos temas, pretendeu-se dar a ver o território convocando vivências e modos de ler, partilhar, reflectir e habitar. Tratou-se apenas de cumprir uma etapa de um processo contínuo de construção em conjunto, que não encontra aqui nem o seu início nem o seu fim, mas que terá de ser constantemente alimentado e dinamizado.

 

A conferência propõe um ponto de situação: ao mesmo tempo, momento de síntese e de alargamento do debate, onde se irá reflectir sobre o que podemos aprender com esta cidade continuada e aquilo que nela podemos projectar como ideia para avançar.

 

Fundação Cupertino de Miranda (Famalicão)

20 de Fevereiro 2016 | 9.30h – 19.30h

Hard Ass Sessions pela 1ª vez no Maus Hábitos com Branko, Rastronaut e Marginel Men

As Hard Ass Sessions, noite bi-mensal com curadoria da editora Enchufada no Lux Frágil, sobem ao Porto já no próximo dia 20 de Fevereiro e trazem a festa mais tropical do país até ao Maus Hábitos.

Hard Ass Sessions - Poster.jpgComo esta é uma ocasião tão especial, também os convidados precisavam de ser especiais. Por este motivo, o Maus Hábitos recebe os Marginal Men, gurus absolutos da nova cena baile funk de São Paulo, para mostrar ao público português pela primeira vez porque o mundo já se rendeu ao novo som do Brasil. Se ainda não estão a par do quão incrível é esta dupla, basta verem o set do Boiler Room que fizeram na festa de lançamento de “Atlas”, álbum de estreia a solo de Branko, onde os antigos e novos êxitos do baile funk convivem com o bass e trap actuais para pegar fogo à pista.

 

No entanto, como nem só de convidados se faz uma Hard Ass Sessions, vão marcar presença a dupla de DJs residentes destas sessões: Branko - membro fundador dos Buraka Som Sistema e produtor/DJ internacionalmente reconhecido - e Rastronaut - produtor nacional afiliado à Enchufada.

 

Maus Hábitos (Porto)

20 de fevereiro 2016