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Glam Magazine

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Ana Miró regressa aos primórdios de Sequin com o agridoce “Eden”

Penelope” ainda é um capítulo aberto na narrativa de Sequin, que chegou às bocas do mundo com as doces melodias do primeiro álbum, em que a pop aquecia o corpo e logo se entranhava na memória. “Eden”, o novo EP de Ana Miró, cristaliza o seu olhar sobre os primeiros passos na senda de Sequin, e encarna a melancolia e o saudosismo de uma visita a tempos mais simples. O primeiro single, "Ellipse", já pode ser ouvido no seu novo vídeo.

sequin.jpgO EP será lançado a 15 de Fevereiro, numa edição especial e limitada a 100 exemplares com uma peça de joalharia assinada por Medula, do designer Francisco Perdigão, escolhido por Sequin para esta colaboração. Cada embalagem terá uma peça única e especialmente desenhada, assim como um código de download para descarregar “Eden” gratuitamente.

Eden” é o diluir da tensão entre as melodias delicadas e vivas de Sequin, e o espírito saudosista que inspirou Ana Miró neste novo registo. O resultado, menos alegre do que o seu registo habitual, mas embalado na tangibilidade do impossível dos primeiros tempos a compor música, mostra uma Sequin menos iluminada, mas com o mesmo condão para se fechar nas nossas cabeças de forma cândida.

Arte...

Em 1998 e 2003, 180.000 espectadores tornaram Arte, com António Feio, José Pedro Gomes e Miguel Guilherme, num sucesso sem precedentes. Em 2016, Arte está de regresso ao palco com novo elenco e nova encenação.

arte_press_digressao.jpg A compra de uma “tela branca com riscas brancas, transversais”, assinada pelo famoso pintor Antrios, não é consensual para 3 amigos de longa data. Conhecem-se bem mas têm gostos diferentes. Discutem-nos até à exaustão. Até se zangarem. Até dizerem tudo o que queriam e não queriam.

Assinado por Yasmina Reza, Arte é um texto belíssimo e sempre actual sobre a amizade, seus limites e valor. Mas, no fim, a questão permanece: Deverá dizer-se a um amigo querido que o quadro que comprou, e tanto aprecia, de nada vale?

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Adriano Luz nasceu a 9 de Abril de 1959 na cidade do Porto. Actor e encenador português, iniciou a sua carreira em 1985 na série televisiva Duarte & Companhia. Mais tarde, estreou-se no cinema com o filme “Filha da Mãe” e participou noutros filmes, onde se destacam, “Tráfico”, “O Fatalista”, “A Falha”, “451 Forte”, “Tarde Demais”, “A Monte”, “A Idade Maior”, “Camarate”, “O Capacete Dourado”, “A Costa dos Murmúrios”, “Rosa Negra” e “O Homem do Comboio”. No seu trabalho enquanto encenador destacam-se as peças “Antes que a Noite Venha”, “Um Certo Plume” e “O Último a Rir”.

Em televisão, participou nas séries “Débora”, “Sra. Ministra” e “A Raia dos Medos”. Em 2005 pudemos vê-lo na mini série televisiva, realizada por Joaquim Leitão, “Até Amanhã, Camaradas”, no drama “O Fatalista”, realizado por João Botelho, e na telenovela apresentada pela TVI “Dei-te Quase Tudo”, interpretando Afonso Capelo.

Com uma extensa carreira em cinema, teatro e televisão, Adriano Luz integrou os elencos dos Teatros da Comuna, Teatro Aberto, Teatro da Cornucópia, Teatro da Malaposta e Teatro D. Maria II, entre outros. Mais recentemente, em 2013, participou no filme “Comboio Noturno Para Lisboa”, uma adaptação do livro de Pascal Mercier, no papel de Rui Luís Mendes, o carniceiro de Lisboa.

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João Lagarto nasceu a 5 de Outubro de 1954. Actor profissional desde 1974, João Lagarto trabalhou como actor, encenador e tradutor em mais de 80 peças de teatro. Frequentou durante três anos o Conservatório Nacional, em Lisboa, e estreou-se no palco do Parque Mayer na revista “Uma no Cravo, Outra na Ditadura”, ao lado de Herman José, Nicolau Breyner e Ivone Silva.

Em 1975, foi um dos fundadores do Centro Cultural de Elvas, onde participou em várias peças. Trabalhou com os grupos de teatro: Os Bonecreiros, Os Saltitões, Maizum (do qual foi fundador), Contrarregra, Oficina de Teatro e Dança e Alta Recreação (também um dos fundadores). Das muitas peças em que participou, destacam-se “D. João e a Máscara”, “O Amante”, “Dança de Roda”, “O Indesejado”, “A Floresta”, “De Faca e Alguidar” e “Jantar de Idiotas” com a UAU. Em televisão destacam-se as suas participações nas telenovelas “A Banqueira do Povo”, “Terra Mãe” e “Os Lobos”, nas séries televisivas “Polícias” e “Ballet Rose - Vidas Proibidas”, e na sitcom “Não És Homem Não És Nada”. Em 1978, estreou-se no cinema com “Histórias Selvagens” e, desde então, participou em vários filmes como “Amor e Dedinhos de Pé”, “Sinais de Fogo”, “Adeus Pai”, “Mortinho por Chegar a Casa”, “Tentação” e “A Falha”, entre outros.

João Lagarto foi também responsável pela área de teatro, no lançamento da Escola de Circo Chapitô, professor de actuação no IFICT (Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral) e no Curso de Teatro da Universidade de Évora.

Paulo Sabino_6052.JPGVítor Norte nasceu a 29 de janeiro de 1951, em Borba. Aos 17 anos deixou o Alentejo em direcção a Lisboa onde começou por trabalhar como ajudante de camionista e, mais tarde, como empregado de escritório. Em 1970, interrompeu os estudos em Ballet Clássico e Mímica para cumprir serviço militar na Guiné e no regresso a Portugal, trabalhou como modelo, bailarino e fez a sua estreia como actor na Casa da Comédia.

Convidado por Nicolau Breyner para o elenco da telenovela “Vila Faia”, Vítor Norte estreou-se em televisão ao lado de Anna Paula, Ruy de Carvalho, Varela Silva e Glória de Matos. Depois de uma passagem pela série televisiva infantil “Rua Sésamo”, Vítor participou nas séries “Polícias” e “Capitão Roby”, na sitcom “Solteiros”, nos telefilmes “Monsanto” e “Mustang” e nas novelas “Queridas Feras”, “Paz dos Anjos” e “Desencontros”. Estreou-se em cinema com o filme “A Vida É Bela”, e mais tarde, participou em filmes como “Chico Fininho”, “Agosto”, “A Mulher do Próximo”, “Amor e Dedinhos de Pé”, “Medo”, “O Miradouro da Lua”, “Até Amanhã”, “Mário”, “Cinco Dias, Cinco Noites”, “O Fascínio” e “Sapatos Pretos”.

Numa carreira onde alternou as aparições teatrais com as televisivas, Vítor Norte foi distinguido com o Troféu Nova Gente para Melhor Actor em “Cinco Dias, Cinco Noites” de Fonseca e Costa, (1996). Mais tarde, recebeu os Globos de Ouro na categoria de Melhor Actor de Cinema com o filme “Jaime” de António Pedro Vasconcelos (1999), depois com o filme “Tarde Demais” de José Nascimento (2000), e em 2002 pelo filme “O Gotejar da Luz”, de Fernando Vendre

 

Texto: Yasmina Reza

Tradução: António Feio

Encenação: Adriano Luz e Carla de Sá

Cenografia e Figurinos: Rui Francisco

Música: João Loio

Desenho de Luz: Paulo Sabino

Interpretação: Adriano Luz, João Lagarto e Vítor Norte

 

Teatro Tivoli BBVA (Lisboa)  - A partir de 27 de Janeiro 2016

Teatro Sá da Bandeira (Porto) - A partir de 9 de Junho 2016

 

Digressão nacional:

29 Março - Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra)

1 e 2 Abril - Theatro Circo (Braga)

9 Abril - Cine-Teatro de Estarreja

16 Abril - Auditório Municipal de Lagoa

7 Maio - Teatro Virgínia (Torres Novas)

14 Maio - CAE Portalegre

20 e 21 Maio - CAE Figueira da Foz

3 Junho - Centro Cultural Olga Cadaval (Sintra)

 

Fotografias: Paulo Sabino

Chico Buarque por Cristina Branco e Mario Laginha Trio

“Curiosidades e circunstâncias à parte, recebi um destes dias “O Presente”. Cantar um concerto inteirinho só canções do Chico Buarque. Li mais que uma vez aquele mail. Chico, o génio de olhar marítimo, o maior compositor da MPB? É um privilégio, um encanto!

Mãos na massa, juntei o Mário Laginha e o carinho que só conheço nele quando se dedica à música num corpo a corpo que nos envolve e convida a participar da sua alegria, só porque é dos génios que nasce esse ardor! É um namoro com as palavras do Chico Buarque numa história sem tempo criada para o Festival Literário de Óbidos e é mais do que um Fado ou um Samba. É Chico!

sl.jpgE fazendo uso das sábias palavras de Clarice Lispector, deixo uma frase que me faz sorrir sempre quando penso nele, na sua música intemporal e me faz corar de emoção: - "Ele não é de modo algum um garoto, mas se existisse no reino animal um bicho pensativo e belo e sempre jovem que se chamasse Garoto, Chico Buarque de Holanda seria da raça montanhesa dos garotos". Cristina Branco

 

Cristina Branco: voz

Mário Laginha: piano

Bernardo Moreira: contrabaixo

Alexandre Frazão: bateria

 

Teatro Municipal São Luiz / Jardim de Inverno (Lisboa)

4 a 12 de Fevereiro 2016

Carnaval de Ovar 2016…

A Câmara Municipal de Ovar tem vindo, ao longo dos últimos anos, a apostar no engrandecimento do Carnaval, potenciando toda a programação, incrementando a organização, investindo na sua projeção, sendo que um dos principais objetivos é atrair novos públicos, internacionalizando o Carnaval de Ovar.

DSC_0424 (Cópia).jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo

 

Nos dias 7 e 9 de fevereiro, surge o momento alto do Carnaval de Ovar, os Grandes Corsos Carnavalescos que invadem a Avenida Sá Carneiro, atraindo milhares de pessoas. São cerca de 2000 figurantes, provenientes de 14 Grupos Carnavalescos, 6 Grupos de Passerelle e 4 Escolas de Samba que anualmente escolhem um tema para o Grupo e, posteriormente, surge um trabalho de criatividade e inovação, que tem sido bastante aclamado pelo público presente todos os anos.

 

Temas em desfile para 2016:

Charanguinha - “Tudo o que pedimos é para viver em paz”

Catitas - “GNR”

Vampiros - “Apinócarkuntigo”

Melindrosas - “Beleza rara”

Pindéricus - “#aiiimarchavasmarchavas”

Xaxas - “Xaxas dá-te Asas”

Juventude Vareira - “A chama que arde no peito, é amor, é emoção... é fogo”

Zuzucas - “Apara-me as Suíças”

Marroquinos - “Ca Ganda Malucas”

Barulhentas - “Ao infinito e mais além”

Marados - “Contaba-TÊ uma história”

Não Precisa - “NP at Work”

Kan-Kans - “Desafio a África”

Pierrots - “E tudo a água levou”

Bailarinos de Válega - “Amor ao rubro”

Hippies - “Kálkamos”

Joanas do Arco da Velha - “A Epopeia”

Carrucas - “Mais vale sê-lo que parecê-lo”

Costa de Prata - “O Olho que tudo vê”

Condores - “Xprimentar e ver o que dá”

Levados do Diabo - “Boa Boa Curação”

Palhacinhas - “Trocar de casa”

Pinguins - “O bicho que virou bicha”

Garimpeiros - “A sair do armário”

TREMOR 2016: Happy Meals, Filho da Mãe & Ricardo Martins, Modernos e mais encerram cartaz

O último role de confirmações para abalar São Miguel em definitivo…

De 15 a 19 de Março, Ponta Delgada recebe o TREMOR, que junta aos já anunciados Black Mountain, Dan Deacon e Bitchin’ Bajas & Bonnie ‘Prince’ Billy os escoceses Happy Meals e nomes portugueses como Filho da Mãe & Ricardo Martins, Modernos, entre outros.

GLAM - Filho da Mãe.jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo

 

O último abalo premonitório, aquele que precede o derradeiro terramoto cultural TREMOR, apontado para os 15,16,17,18 e 19 de Março, acontece sob forma fecho de cartaz, novidade encabeçada pela dupla escocesa Happy Meals, e pelos portugueses Filho da Mãe & Ricardo Martins, Modernos, El Salvador e Landforms.

GLAM - El salvador.jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo

 

A estas confirmações acrescem, ainda, o projecto a solo de Ricardo Martins, os belgas Alek et le Japonaises, o rapper e percussionista dos HHY & the Macumbas, O Gringo Sou EU, o norueguês Sturle Dagsland, a colaboração entre Luís Fernandandes e Joana Gama e os locais Luís Senra & Yves Decoster, TIO e Nuno Cabral. Inaugura-se também uma colaboração com o Festival WALK&TALK que apresenta a DJ, artista e ativista SONJA.

 

Lineup:

Bitchin Bajas & Bonnie ‘Prince’ Billy, Dan Deacon, PAUS , Capitão Fausto, Black Mountain, Suuns, Julianna Barwick, Filho da Mãe, Clinic, Lost Tapes DJ7, Bitchin Bajas, Zeca Medeiros, HHY & The Macumbas, Sturle Dagsland, Happy Meals, Modernos, Equations, Filho da Mãe & Ricardo Martins, Killimanjaro, Landforms, Spank Lord, Rafael Carvalho, O Gringo Sou EU, Rapeciâz Trio, ZA! + ESMUSICA.RP, Sara Fontán, Luís Fernandes & Joana Gama, Ricardo Martins, El Salvador, The Ultimate Love Gang, Alek et les Japonaises, #hiphopaçoriano (Fred Cabral, DJ Rush Rap, Swift Triiga, DML), Luís Senra & Yves Decoster, TIO, Nuno Cabral, SONJA

 

TREMOR (Ponta Delgada, São Miguel – Açores)

15 a 19 de Março 2016

 

Xutos & Pontapés e Stereophonics no Rock in Rio….

Xutos & Pontapés e Stereophonics são as mais recentes confirmações para a 7.ª edição do evento.

A banda galesa e o grupo português sobem, ambos, ao Palco Mundo da Cidade do Rock a 19 de maio, primeiro dia desta edição, juntando-se ao já anunciado cabeça de cartaz Bruce Springsteen e completando o alinhamento do Palco Mundo para este dia – por onde vai, também, passar o espetáculo Rock in Rio – O Musical.

GLAM - Xutos.jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo

 

A presença dos Xutos & Pontapés é, já um clássico no Rock in Rio - Lisboa e na edição que celebra os 30 anos do maior evento de música e entretenimento do mundo, o rock n’ roll de Tim, Zé Pedro, João Cabeleira, Kalú e Gui não podia faltar! Dia 19 de maio vão levar, uma vez mais, a plateia ao rubro, num concerto que celebra também os 37 anos da banda. 

Os Stereophonics são uma das mais conhecidas bandas galesas, com uma legião de fãs que os segue desde sempre por toda a parte. A 19 de maio os fãs portugueses vão poder ver e ouvi-los no Palco Mundo da Cidade do Rock!

Keep the Village Alive” é o nono e o mais recente trabalho dos Stereophonics, lançado em setembro de 2015, com entrada direta para os TOPs, “C’est La Vie” foi o single de estreia deste álbum de 10 faixas, onde também se incluem temas como “I Wanna Get Lost With You”, “Song For The Summer” e “White Lies”. O álbum sucedeu o aclamado e platina “Graffiti On The Train” (2013) e, uma vez mais, Kelly Jones foi o compositor de todas as músicas tendo também participado na produção do disco com Jim Lowe, com quem já havia colaborado anteriormente. Desde que venceram um Brit Award na categoria de “Best New Group”, em 1998, os Stereophonics não abrandaram o ritmo e continuaram a trabalhar em novos temas e a brindar os fãs com espetáculos inesquecíveis. São o oitavo grupo a ter conseguido alcançar o número um nas tabelas de UK com cinco álbuns consecutivos – sendo os outros sete The Beatles, Led Zeppelin, ABBA, Genesis, Oasis, Blur e U2; as vendas dos álbuns da banda ultrapassam os 10 milhões de cópias, incluindo seis álbuns platina, multiplatina e quadrupla platina na coletânea “best of - Decade In The Sun”. Do portefólio dos Stereophonics fazem, ainda, parte 11 singles TOP10, incluindo o êxito número 1, “Dakota”. A banda esgotou 16 concertos em pavilhão durante a tournée ‘Graffiti On The Train’, tendo vendido mais de 15.000 bilhetes. Nascidos em 1992, os Stereophonics foram criados pelos colegas de escola Kelly Jones, Richard Jones e Stuart Cable, que abandonou o grupo em 2003.

Hoje fazem parte da formação da banda Kelly Jones (voz/guitarra), Richard Jones (baixo), Adam Zindani (guitarra) e Jamie Morrison (bateria).

   

A 7.ª edição do Rock in Rio - Lisboa realiza-se no Parque da Bela Vista, nos dias 19, 20, 26, 27 e 28 de maio. Do Cartaz do evento fazem, já parte:

19 maio: Bruce Springsteen & The E Street Band; Xutos & Pontapés; Stereophonics; Rock in Rio – O Musical

20 maio: Queen+Adam Lambert; Mika; Fergie; Rock in Rio – O Musical

27 maio: Hollywood Vampires; Korn; Rival Sons; Rock in Rio – O Musical

28 maio: Maroon 5; Ivete Sangalo; Rock in Rio – O Musical

Billy Bragg confirmado no FMM Sines 2016

Billy Bragg nasceu em 1957, em Barking, a leste de Londres. Iniciou a carreira nos anos 70, influenciado pelo punk (The Clash são uma das suas principais referências) e pelos grandes cantautores folk, como Woody Guthrie e Bob Dylan.

bb.jpgÉ considerado uma figura influente do movimento “anti-folk” dos anos 80, ao trazer uma postura mais rebelde e politicamente assertiva para o discurso da folk tradicional. As suas canções são hinos de protesto entre os mais acutilantes da música britânica, expressão de uma vida pública marcada pelo ativismo e pela intervenção social. A par das canções de protesto, escreve canções de amor, que completam o artista político com uma dimensão pessoal.

Ao longo da carreira, gravou 12 álbuns de estúdio, sete compilações e duas “box sets”. Nesta sua estreia em Sines, irá cantar e interpretar à guitarra novas e velhas canções do seu repertório, bem como versões de Woody Guthrie, de quem musicou letras inéditas, a convite da filha do cantautor americano. Será acompanhado no palco do FMM por CJ Hillman nas guitarras pedal steel, dobro e Rickenbacker.

Os sentimentos e vivências de Dani Black (reportagem)

Eu vim lá do Brasil, estou longe de casa mas desde que cheguei aqui que me sinto em casa”, foram estas a primeiras palavras que Dani Black brindou todos aqueles que ontem estiveram na Casa da Música, na apresentação do albúm “Dilúvio” do jovem “trovador” brasileiro.

DB01.jpgIrradiando simpatia, mas algo tímido de inicio, foi apenas no final da 3ª música que o jovem paulista saudou o público que acorreu à Casa da música. Dani Black surge em Portugal a promover o seu segundo disco, depois de ter surgido em 2011 com o seu álbum estreia. Trovador de canções, inspirado no dia a dia e com fortes ligações à bossa nova com laivos de jazz, assentes num baixo acústico e num falso falsete, Dani acima de tudo acarinha o público que esta ali para o escutar. Romântico por excelência canta o amor de numa forma natural e improvisada mas planeada.

DB02.jpgFalou de problemas sociais no estado de São Paulo, de onde é natural, problemas esses relacionados com a educação. Escreveu o “Trono de estudar” como um tema de revolta dos estudantes contra o encerramento de escolas Paulistas. Como forma de sentir aquilo que escreve, em palco cantou acapella a música.

DB03.jpgEm palco falou ainda das suas cumplicidades com outros cantores Brasileiros, caso de Zélia Duncan e Milton Nascimento, com quem canta o tema “Maior” que encerrou este concerto. Envolve-se no laços familiares com o tema “Deixar o barco ir“, sobre como largar o controle das situações, referindo como o pai lhe ofereceu a composição como prenda de anos. Um verdadeiro dilúvio de canções e emoções, a melancolia da tristeza, a alegria do riso e a sabedoria de saber chorar, estão bem patentes no que Dani transmite.

DB04.jpgNa reta final concerto, que segundo Dani não pode ser muito longo, surge a história de uma canção estranha. A letra “U” como canção e com acento. Estranha como o título “U” surge igualmente com a sonoridade mais estranha do concerto, misto de black jazz com psicadelismo. O dilúvio acabou por dar asas a que a sua música se espalhasse pela sala.

Regressa ao palco para o encore, ou “bis” como lhe chama e a pedido do público interpreta o tema “Aurora” (que não estava no alinhamento), mais uma vez acapella. Termina com “Maior” o tema que junta no disco a sua voz à companhia de Milton Nascimento.

 

Alinhamento

- Pega de jeito

- Encontros carnais

- Areia

- Miragem

- Juntos outra vez

- Seu gosto

- Comer na mão

- Trono do estudar

- Deixar o barco ir

- Não! Não! Não!

- Só sorriso

- Ú

- Linha ténue

 

Encore:

- Aurora

- Maior

 

Mais fotografias do concerto aqui

 

Reportagem e fotografias: Paulo Homem de Melo

A aventura de Elton John começava em 1969 com “Empty Sky”

Empty Sky” foi o álbum de estreia do cantor, pianista e compositor Elton John, o álbum que começou a aventura que o tem levado a concertos pelo mundo inteiro. Estávamos em 1969 quando a 3 de Junho o disco era editado na Inglaterra. Mas seria preciso esperar mais 6 anos até 1975 para que o disco fosse editado nos Estados Unidos, já Elton John marcava presença em festivais na Europa.

ej.jpgEm 1969, Elton John tinha 22 anos. O single "Skyline Pigeon" servia de apresentação ao LP que foi gravado entre dezembro de 1968 e abril de 1969 nos Dick James Music Studios (DJM) em Londres. Com uma toada psicadélica, o álbum despertou a atenção à critica numa altura que projetos mais revivalistas surgiam um pouco por todo o lado. Apesar de não conter nenhuma pérola, o disco era o embrião necessário para evoluir. "Skyline Pigeon", o single de apresentação acaba por ser o único tema que marcou este lançamento. Em 1975, aquando do seu lançamento nos Estados Unidos, o álbum acabaria por conseguir o 6ª lugar no Top da Billboard.

Reginald Kenneth Wight de seu nome de nascença, mais conhecido como Elton John, é considerado um dos maiores ícones da música pop. Nasceu no dia 25 de março de 1947, em Middlesex, Inglaterra. Ocupa o 38º lugar na lista dos 100 melhores cantores de todos os tempos, de acordo com a revista Rolling Stone. O seu nome também consta na lista dos 100 maiores artistas da história, segundo a mesma publicação.

Desde a sua infância, Elton John destacou-se como pianista. Começou a tocar piano com apenas 3 anos de idade acabando por ser escolhido para o "The Skater's Waltz" de Winifred Atwell. Tocava frequentemente em festas e reuniões de família e com 7 anos começou os seus estudos de música. Com 11 anos de idade era premiado com uma bolsa de estudos pela Royal Academy of Music, um dos conservatórios de música de maior prestígio no mundo. Em meados da década de 60 adopta o nome artístico de Elton John, numa homenagem ao cantor Long John Baldry e o saxofonista Elton Dean. Em 1969, lançou o seu primeiro álbum "Empty Sky".

Elton John já vendeu mais de 550 milhões de discos em todo o mundo, e detém o recorde do single mais vendido de todos os tempos. Desde 1969 conta com mais de 3500 concertos. Em 1997, a Rainha Elizabeth II nomeou-o Cavaleiro do Império Britânico pela sua dedicação à musica. "Your Song", “Crocodile Rock," "Bennie and the Jets", "Island Girl”, “Goodbye Yellow Brick Road” ou “Rock of the Westies”, fazem parte da sua lista de singles que conquistaram os principais tops mundiais ao longo de 5 décadas.

 

Em Julho de 2016 regressa a Portugal para um concerto no Festival Marés Vivas.

The Unthanks confirmados no FMM Sines 2016

Os The Unthanks são a mais recente confirmação para a 18.ª edição do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, que se realiza entre 22 e 30 de julho de 2016, em Porto Covo e Sines.

777.jpgThe Unthanks são um agrupamento de folk da região da Nortúmbria, formado em 2004, então com a designação Rachel Unthank and The Winterset, com a qual se apresentou em Sines em 2008. O coração do grupo é formado pelas irmãs Rachel e Becky Unthank. Rachel é casada com o pianista, produtor, arranjador e compositor Adrian McNally. As canções que escrevem contam sempre uma história. Tomam como ponto de partida a música tradicional do nordeste da Inglaterra, mas absorvem influências de músicos como Steve Reich, Sufjan Stevens, Robert Wyatt, Antony & The Johnsons, King Crimson e Tom Waits. Sobre elas, a revista Uncut escreveu: “The Unthanks parecem encarar a música folk da mesma forma como Miles Davis encarava o jazz: como a rampa de lançamento para explorar possibilidades mais amplas.”

O seu disco “The Bairns”, de 2007, foi o único disco folk a integrar as listas de melhores álbuns da primeira década do século XXI publicadas pelo jornal The Guardian e pela revista Uncut. “Mount the Air”, o seu oitavo disco de originais, lançado em 2015, foi igualmente aclamado pela crítica.

Kayne West… novo disco apresentado a 11 de Fevereiro

O próximo álbum de estúdio de Kanye West, "Waves", é, indiscutivelmente, um dos discos mais aguardados de 2016, mas a espera está quase a chegar ao fim. Já no próximo dia 11 de fevereiro terá lugar no Madison Square Garden, em Nova Iorque, a primeira grande apresentação pública deste álbum, numa cerimónia que será transmitida, em direto, em mais de 700 salas de cinema de 23 países.

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Em Portugal esta apresentação será transmitida nos cinemas UCI El Corte Inglés, em Lisboa, e UCI Arrábida Shopping, no Porto. Os bilhetes já se encontram à venda. O evento contará ainda com uma performance visual da artista Vanessa Beecroft. Além da apresentação do sétimo álbum de estúdio do rapper norte-americano, na cerimónia será ainda revelada a nova linha de roupa com assinatura de Kanye West: "YEEZY Season 3".

" Waves " é o sucessor de "Yeezus" (2013), o muito aplaudido sexto álbum de Kanye West, tendo, então, sido nomeado para dois prémios Grammy, inclusivamente o de Melhor Álbum Rap.

Criatura… disco de Estreia "Aurora" a 5 de Fevereiro…

Fruto de uma odisseia entusiasta de quase dois anos de trabalho, começou por ser a criatura pessoal de um único músico mas, ao ganhar vida, moveu quase meia centena de pessoas, unidas pela vontade de recriar a Música Popular Portuguesa no século XXI. São músicos, criadores, artistas, homens e mulheres. Jovens, os pais da Criatura, regidos até então pela mão de Edgar Valente. E junta-se ainda assiduamente o Cante Alentejano do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa. Lançam agora a 5 de Fevereiro de 2016 o seu disco de estreia depois de sair à rua nas noites de verão quando se mostrou a milhares de cúmplices: em Serpa (Encontro de Culturas), em Lisboa (Bairro Intendente em Festa) e em Cem Soldos (Festival Bons Sons). Já no outono passou pelo Salão Brazil e pelo FOLIO em Óbidos.

GLAM - Criatura.jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo

 

Dos corpos que teimam em cantar, surgem os contos, os cantos e as histórias da pele e dos seus bailes, bem vincados, onde o tempo se estende e se transforma, num espaço limitado por fronteiras mas livre de expandir a energia que nele se gera. Aqui a língua desmultiplica-se nos tantos nomes quantas as formas possíveis de se ser tradição. São as ideias e os caminhos, saberes antigos e sabores do futuro, gerações diferentes e das suas respectivas sensibilidades e sentidos. É movimento. É, acima de tudo, um trabalho feito de amor à Terra, da música, da arte como ponto de partida para chegar ao homem, ou à mulher que se revisitam, que se transformam, que cantam na esperança de um despertar.

 

Quem são a Criatura….

Edgar Valente (voz, teclados)

João Aguiar (guitarra eléctrica)

Paulo Lourenço (baixo eléctrico)

Gil Dionísio (voz, violino e experimentalismos)

Fabio Cantinho (bateria e percussão electrónica)

Acácio Barbosa (guitarra portuguesa, cavaquinho)

Eloísa d' Ascenção (voz e percussões tradicionais)

Yaw Tembe (trompete e instrumentos de percussão)

Alexandre Bernardo (guitarra acústica, cavaquinho e bandolim)

Tiago Vicente (percussões tradicionais portuguesas e do resto do mundo)

Ricardo Coelho (aerofones tradicionais, flauta transversal e percussões tradicionais)

 

Villagers, Petite Noir e Fidlar… 3 novas confirmações para o Super Bock Super Rock

O cartaz do Super Bock Super Rock continua a crescer e os nomes que hoje se anunciam confirmam a diversidade sonora do festival, mas também o cuidado minucioso na construção qualitativa do cartaz: Villagers, Petite Noir e Fidlar.

GLAM - Villarger.jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo

 

Da Irlanda para o Palco EDP do Super Bock Super Rock, no dia 14 de julho, Villagers. A banda de Conor O’Brien é por demais conhecida por oferecer a melhor folk com pop da música alternativa. Nomeados para vários galardões editaram um dos melhores discos de 2015, “Darling Arithmetic”. Canções confessionais e muito tocantes, são o que têm para oferecer, e ao vivo soam retumbantes.

Petite Noir é Yannick Ilunga. Filho de um pai Congolês e de uma mãe Angolana, este vocalista e autor estreou-se no ano passado com “La Vie Est Belle / Life Is Beautiful”, fundindo a contemporaneidade com os sons africanos. A música é muitíssimo original e os dotes interpretativos de Petite Noir não deixam ninguém indiferente. Dia 15 de julho, terá como casa o Palco EDP.

No dia 16 de julho, no Palco EDP, os californianos Fidlar. Estrearam-se há 3 anos com um disco homónimo que os levou a abrir para alguns gigantes do Rock. O quarteto, na altura, disparava canções sobre skate, festas e outras atividades lúdicas. No entanto, para o segundo disco “Too”, editado em 2015, a banda quis crescer lírica e musicalmente. Não desvirtuando o som direto e impactante do punk e rock, juntam mais ingredientes, acrescentando letras intimistas e mais profundas. Ao vivo são de uma energia contagiante, com riffs viciantes de eletricidade.

 

Mais novidades a anunciar brevemente.

 

Já confirmados:

14 de julho

Palco Super Bock - The National

Palco EDP - Jamie XX, Kurt Vile, Villagers

 

15 de julho

Palco Super Bock - Bloc Party

Palco EDP - Mac DeMarco, Kwabs, Petite Noir

 

16 de julho

Palco Super Bock -Kendrick Lamar

Palco EDP - Fidlar

Mirror People com novo single e espectáculo no CCB

Mirror People celebra o 1º aniversário da edição do disco de estreia, “Voyager”, com um espectáculo no CCB, inserido no cíclo CCBeat, no dia 5 de Março. E o ano que antecede esta celebração não poderia ter corrido melhor. Com uma agenda cheia de espectáculos que incluíram vários grandes festivais (Vodafone Paredes de Coura, Super Bock Super Rock, Lisb-ON, entre muitos outros),

Mirror People viu “Voyager” ser celebrado como um dos melhores discos do ano por vários meios, entre eles: os leitores da Revista Blitz, Espalha Factos, Joana Dias, Pedro Costa e André Santos e Isilda Sanches da Antena 3, Autores Fora D'Horas da Sic Notícias, Máquina de escrever de Nuno Galopim.

9999.jpgJá a rodar está o novo single, “Telephone Call (feat. Rowetta)”, extraído do álbum de estreia e que conta com a participação de Rowetta da aclamada banda inglesa Happy Mondays, e que será re-editado digitalmente a 4 de Março em formato EP. Além do tema título com remisturas de artistas nacionais como Cut Slack, Ka§par e Daily Misconceptions, este novo EP inclui canções inéditas que vêem agora a luz do dia.

 

Desde uma interessantíssima remix por To Ricciardi para "Nothing to Give (Ft Rebeka)", passando pelo "funk" de "We Wonder (Ft. Mauro Fernandes)" ou "The Voyager Instrumental Space Theme".  No total, são oito temas que marcam o desfecho desta aventura chamada “Voyager”.

 

Alinhamento do EP:

  1. Telephone Call (Ft. Rowetta)
  2. We Wonder (Ft. Mauro)
  3. The Voyager Instrumental Space Theme
  4. Telephone Call (Ft. Rowetta) (Cut Slack Remix)
  5. Telephone Call (Ft. Rowetta) (Kaspar Remix)
  6. Telephone Call (Ft. Rowetta) (Daily Misconceptions Rework)
  7. Nothing to Give (Ft. Rebeka) (To Ricciardi Remix)
  8. Telephone Call (Instrumental Mix)

 

Centro Cultural de Belém / CCBeat (Lisboa)

5 de março 2016 | 21.00h

Grimes pela primeira vez em Portugal no NOS Alive ‘16

A cantora Grimes vai estrear-se em Portugal dia 9 de julho no Palco Heineken. Claire Elise Boucher, que em palco assume o nome artístico Grimes, traz ao NOS Alive’16 o seu mais recente longa duração “Art Angels” editado no passado dia 6 de novembro de 2015.

Grimes Image1.png(DR)

 

O quarto registo de originais da produtora e cantora canadiana, sucessor do aclamado “Visions”, foi considerado pelas mais conceituadas publicações como um dos melhores álbuns de 2015, entre as quais as revistas Billboard, Pitchfork e Rolling Stone e ainda o jornal The New York Times. Já a revista britânica NME considerou “Art Angels” o disco número um de 2015.

A artista atua no último dia do festival, no qual marcarão igualmente presença os já anunciados Arcade Fire, M83, José González e Paus.

 

Nomes já anunciados:

Arcade Fire, Courtney Barnett, Father John Misty, Foals, Grimes, Hot Chip, Jagwar Ma, John Grant, José González, M83, Paus, Pixies, Radiohead, Robert Plant, Tame Impala, The 1975, The Chemical Brothers, Vintage Trouble, Wolf Alice e Years & Years.