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Glam Magazine

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Júlio Pereira e a cultura portuguesa no seu cavaquinho (Reportagem)

Júlio Pereira apresentou-se este sábado, 16 de Janeiro, no Cineteatro António Lamoso em Santa Maria da Feira a convite da Câmara Municipal e integrado nas festividades das fogaceiras, e na exposição “70 cavaquinhos, 70 artistas”, sendo ele o Presidente da Associação Museu Cavaquinho.

IMG_5819 (Cópia).jpgNum auditório praticamente cheio, Júlio Pereira subiu ao palco acompanhado pelos músicos Luís Peixoto (Bouzuki), Miguel Veras (Guitarra) e Sandra Martins (violoncelo). Um concerto bastante intimista, onde luz em palco evidenciava apenas os músicos, sentados, como se de um ensaio se tratasse. O concerto algo tímido no início, mas a partir da 2ª música o ritmo aumenta e o público acompanha com palmas, Júlio Pereira muito comedido com as palavras, de vez em quando conta alguma história ligada à música que tocou ou iria tocar.

Os músicos acompanham o ritmo, que Júlio Pereira comandava a partir do seu cavaquinho, o violoncelo 2º instrumento que mais se faz sentir numa orquestra onde tudo faz sentido e todos têm o seu espaço, exemplo disso é a guitarra nas mãos de Miguel Veras, que a meio do concerto se sobressai e mostra o porquê do músico acompanhar o maior embaixador do cavaquinho em Portugal. O público aplaude, acompanha o ritmo e ouvem-se sorrisos na plateia e partilham-se sorrisos em palco, a cumplicidade passa do palco para a plateia.

IMG_4971 (Cópia).jpg

O repertório é vasto, passando pelo fado, onde Júlio diz: “não sei como o fado saiu deste instrumento (cavaquinho), mas saiu, como também não se sabe como ele também chegou ao Brasil e tanto outro lugar”, recorda fado com “Museu do fado” e a música brasileira, para de seguida viajar de novo para Portugal com a memória do seu amigo Zeca Afonso, fala da sua amizade, “Venham mais 5”, colocou o público a cantar o refrão “já que ninguém aqui em palco sabe cantar, por isso é que eles (os músicos) não têm microfone, cantem vocês”. Salta a fronteira, e na Galiza “Laranxa” faz alusão á sua infância e compara esta música com a da infância, Cesária Évora “Sodade” também faz parte do repertório, que termina com o tema, talvez o mais conhecido, “Celtibera” de 1986, “que tem mais de 500 anos, como eu” diz Júlio.

IMG_4973 (Cópia).jpgFoi um concerto que durante 90 minutos encheu o auditório de música..., o público pediu um encore, numa ovação em pé… o público a não arredar pé e não se dar por vencido e a pedir um outro encore, que Júlio Pereira juntamente com os seu músicos retornam ao palco e fazem as delícias de quem ali esteve presente. Começou tímido e foi crescendo até ao fim. É um músico do mundo, e tão bem sabe trazer a nossa cultura portuguesa no seu cavaquinho.

 

Reportagem e fotografias: Sara Silva

 

Trans/Missão > Visões Úteis

"Era após Era, de Messias em Messias, ora o nariz empinado, ora a cabeça baixa. Mas sempre em rebanho. Cá vamos indo, não é?"

tra.jpg(c) Paulo Pimenta

 

Um espetáculo híbrido, que junta música e teatro, e onde o processo colaborativo artístico é utilizado como espelho das marcas de uma identidade nacional, que parece estar fadada à não-inscrição e à dificuldade de mobilização.

Partindo do diagnóstico traçado por obras como "Portugal Hoje, o Medo de Existir" de José Gil, a peça explora com humor a tensão entre o pensar e o agir, e a nossa aparente incapacidade de passar dos diagnósticos à mudança concreta.

 

TAGV (Coimbra)

20 janeiro 2016 | 21.30h

“Villa Soledade” é o segundo disco dos Sensible Soccers

Com edição prevista para Março deste anos, os Sensible Soccers preparam-se para editar o seu segundo album depois da edição de “8” de 2014.

ss01.jpg(c) 2014 Paulo Homem de Melo

 

A banda esta reduzida agora a trio após a saída do baixista Emanuel Botelho. O novo disco surge após a participação do grupo no projeto “Paulo” e dos concertos efetuados que contaram com a colaboração da artista visual Laetitia Morais. São 7 faixas apenas de um disco que como a banda referiu à agencia Lusa, “É um disco à Sensible Soccers.”

“Villa Soledade” tem como data de lançamento o dia 1 de Março e é uma edição de autor da própria banda. A apresentação do disco está agendada para o dia 11 do mesmo mês em Lisboa na ZDB e dia 26 no Cineteatro Garrett, na Póvoa de Varzim. O disco foi coproduzido por Filipe Azevedo e João Moreira.

Atualmente reduzidos a trio, a banda é constituída por Filipe Azevedo, Hugo Alfredo Gomes e Manuel Justo.

“Albertine, O continente celeste” de Gonçalo Waddington

“Albertine, o continente celeste” é uma criação com texto original de Gonçalo Waddington tendo como ponto de partida a obra Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust e os trabalhos de alguns dos mais destacados físicos teóricos e cosmólogos dos nossos dias, como Stephen Hawking, Lee Smolin, Sean Carroll, Carlo Rovelli e Pedro G. Ferreira.

02.jpgO intuito de Gonçalo Waddington ao abordar estas obras fundamentais da arte e da ciência é o de reflectir sobre a memória e o tempo. A memória como ferramenta para compreender o passado, mas também a memória imaginada, propositadamente ou não, reconstrutora daquilo que julgamos ter sido e, consequentemente, re-inventora do nosso eu. O tempo, aqui, como origem da vida no universo. Ou melhor, como a origem do próprio Universo. Uma busca interior versus uma busca exterior. Proust busca a essência. Os outros, a origem.

 

Texto e encenação: Gonçalo Waddington

Interpretação: Carla Maciel e Gonçalo Waddington

Espaço cénico e desenho de luz: Thomas Walgrave

Vídeo: Mário Melo Costa e Gonçalo Waddington

Figurinos: Carla Maciel

Espaço sonoro: Gonçalo Waddington

Construção de maquetas: Ângela Rocha

Chefe de iluminação (vídeo): Pedro Paiva

Direcção técnica: Manuel Alão

Produção executiva: Manuel Poças

Apoio às residências artísticas: Alkantara e O Espaço do Tempo

 

Espectáculo co-produzido no âmbito da rede 5 Sentidos

 

São Luiz – Teatro Municipal (Lisboa)

20 a 24 de Janeiro 2016 | quarta a sábado às 21.00h / domingo às 17.30h

 

Teatro Viriato (Viseu)

30 de Janeiro 2016 | 21.30h