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Glam Magazine

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A magia de Júlio Pereira ao vivo

Júlio Pereira, compositor e multi-instrumentista, propõe um diálogo entre tradição e contemporaneidade num espetáculo de paisagens sonoras criativas. O músico, que conta uma história de 30 anos com o cavaquinho, revisita a expressividade do instrumento numa abordagem acústica, uma atualização de sons, modos e formas na persecução contínua de novos caminhos.

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Com sete anos de idade aprende a tocar bandolim com o seu pai. Durante a adolescência faz parte de várias bandas de rock entre as quais Xarhanga e Petrus Castrus com quem grava quatro discos. A partir dos seus vinte anos e até aos trinta colabora, em concertos e inúmeros discos, com os compositores mais importantes de Portugal destacando-se a sua colaboração com José Afonso, a partir de 1979, com o qual colabora regularmente tocando em vários sítios do Mundo e co-produzindo os seus últimos discos. Ainda nessa década trabalha como músico em alguns grupos de Teatro com encenadores como: Augusto Boal, Águeda Sena e João Perry .Grava os seus primeiros Álbuns de autor: Bota-Fora, Fernandinho vai ó vinho, Lisboémia e Mãos de Fada.

 

Em 1981 lança o álbum “Cavaquinho”, um trabalho que veio abrir novas portas à música portuguesa, totalmente instrumental, resultado de uma longa investigação, ganhando todos os prémios de música do País, iniciando assim o seu percurso como instrumentista. A partir de 1983 e até 2003 grava regularmente os seguintes discos, alguns premiados: “Braguesa” (1983), “Nortada” (1983), “Cadoi” (1984), “Os sete instrumentos” (1986), “Miradouro” (1987), “Janelas Verdes” (1990), “O meu Bandolim” (1991), “Acústico” (1994), “Lau Eskutara” (gravado com Kepa Junkera) (1995), “Rituais” (que serviu de base à coreografia com o mesmo nome de Rui Lopes Graça e os bailarinos da Companhia Nacional de Bailado) (2000), e “Faz-de-conta” (o primeiro CD Multimédia para crianças) (2003).

 

Faz vários concertos no Mundo, produz, orquestra e participa como Multi-Instrumentista em vários discos de outros autores e colabora paralelamente com vários nomes da música entre os quais: Kepa Junkera, Pete Seeger, Mestisay e The Chieftains, com os quais grava o CD Santiago que ganha o Grammy Award, 1995. Em 2006 Colabora no Filme “Fados” de Carlos Saura com Chico Buarque e Carlos do Carmo produzindo o tema "Fado Tropical". Ainda com o Bandolim, em 2008 grava o CD “Geografias” e cria um concerto com o mesmo nome. Em 2010 lança “Graffiti” um álbum de canções que conta com a participação de cantoras de vários países entre as quais: Dulce Pontes, Maria João, Sara Tavares, Olga Cerpa (Espanha), Nancy Vieira (Cabo-verde) e Luanda Cozetti (Brasil). Dos concertos dados ao longo deste tempo destaca-se aquele que dirige no Théâtre de la Ville em Paris (2012) de homenagem a José Afonso com artistas da actualidade como António Zambujo, Mayra Andrade, João Afonso, etc

Em 2013 retoma, o Cavaquinho e grava o CD “Cavaquinho.pt.” como ponto de partida para uma nova etapa dedicada a este instrumento. Actualmente é Presidente da Associação Museu Cavaquinho que visa documentar, preservar e promover a história e a prática deste instrumento. Júlio Pereira conta com 20 discos de Autor e participa como Instrumentista, Orquestrador ou Produtor em cerca de 80 discos de outros Artistas.

 

Em palco estarão também os músicos Luís Peixoto (Bouzuki), Miguel Veras (Guitarra) e Sandra Martins (Violoncelo).

 

CineTeatro António Lamoso (Feira)

16 de Janeiro 2016 | 22.00h

"Eden's Inferno"… os Mancines no Theatro Circo

A viagem sonora pelo universo ímpar dos Mancines continua em 2016…

Mancines1.jpgO ano que irá marcar o lançamento do segundo álbum da banda de Coimbra começa com um concerto imperdível no cenário único do Theatro Circo, em Braga.

Raquel Ralha (Wraygunn, Belle Chase Hotel, Azembla's Quartet) e Toni Fortuna (D3o, Tédio Boys, M'as Foice), Pedro Renato (Belle Chase Hotel, Azembla's Quartet) e Gonçalo Rui levam-nos pelo “Eden's Inferno”, jornada às profundezas dos seus infernos idílicos.

 

Theatro Circo (Braga)
23 de janeiro 2016 | 22.00h

GNR… 35 anos de carreira. Celebrações começam com "Jantar dos Reis do Roque" com os fãs da banda

Ao longo de 35 anos, os GNR somam recordes de vendas de discos e de concertos e os seus êxitos musicais fazem parte da banda sonora das nossas vidas. Temas como “Dunas”, “Efectivamente”, “Bellevue”, “Morte ao Sol”, “Popless”, “Sangue Oculto”, “Pronúncia do Norte”, entre outros, nomeadamente, o recente Cadeira Eléctrica serão para sempre um marco incontornável da música portuguesa.

GLAM - GNR.jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo

 

As celebrações começam já esta quarta-feira, dia 13 de janeiro, com o jantar anual dos Reis do Roque, um evento que vai na sua quinta edição e no qual os GNR se sentam à mesa com os seus fãs, recordando histórias vividas e momentos únicos. O jantar acontece na Casa de Pasto Manuel da Feira, em Espinho, o local onde sempre se realizam estes encontros (Acesso mediante reserva e limitado aos lugares disponíveis)

 

As celebrações dos 35 anos de carreira dos GNR continuam ao longo do ano com concertos e outras ações inéditas a anunciar em breve….

 

Novo Top nacional de consumo de música é hoje lançado

As canções mais ouvidas em Portugal nos serviços de streaming vão ter um ranking de escutas. Correspondendo a uma tendência clara do mercado de consumo de música é hoje divulgado o primeiro "TOP de Streaming" nacional numa parceria entre a AFP - Associação Fonográfica Portuguesa e a AUDIOGEST (entidade de Gestão Colectiva de Produtores de Música em Portugal).

picture2.jpgEste TOP será produzido pela consultora GFK Portugal e demonstrará, com uma periodicidade semanal quais as músicas mais ouvidas através das plataformas digitais de serviços de Streaming licenciados para o território nacional. Deste TOP semanal, que será divulgado em conjunto com as restantes Tabelas de Vendas, constarão as 50 músicas mais escutadas nas seguintes plataformas de serviços de streaming licenciadas para Portugal: Apple, Google, Napster, Spotify, Xbox. As canções que constem do novo TOP de Streaming, integrarão, a par com as canções que constem do TOP de Download, também um novo TOP de Singles, que integrará assim as duas formas de consumo digital de música.

 

Atualmente, o Streaming representa mais de 30% do mercado total de música em Portugal e cerca de 80% do mercado digital de música em Portugal. É de longe a forma de consumo de música com o maior crescimento dos últimos anos, tendo já superado em muito o Download.

 

No ano 2015 o mercado de Streaming apresentou uma taxa de crescimento muito próxima dos 60%.

Um breve estudo sobre o Homem e o meio social… Ana Jezebel & António Torres

Um corpo que pretende explorar e perceber tudo aquilo que ignora, algo que desconhece, procurando uma outra densidade paralela. Um debate sobre o próprio corpo, sobre as suas características, sobre a personalidade que oveste, aspectos que pretenderia esquecer, ocultar, e que contudo perduram e incontrolavelmente emergem, expondo-se paradoxalmente a uma larga escala, que quem convive com esse corpo deliberadamente conserva.

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(DR)

 

Ana Jezabel nasceu em Lisboa, em 1990. Licenciou-se em Dança, na Escola Superior de Dança, em 2014. Fez ERASMUS na Fonthys University (Tillburg, Holanda), trabalhando com Eddy Bequart e Gabriela Maiorino. Participou em 2013 no festival Ao Gosto onde apresentou a sua co-criação com Duarte Valadares Silent Mercy. Em 2015 trabalhou com Marco da Silva Ferreira interpretando um excerto da peça “Hu(r)mano”, e com a Cia. Instável fazendo parte do elenco da peça Cribles de Emmanuelle Huynh. É estagiária na Cia. Paulo Ribeiro e interpreta a peça FESTA da Insignificância.

 

António Torres nasceu em Esposende, em 1987. É licenciado na Escola Superior de Dança (2014), e em Artes Performativas na ESTAL (2009). Integrou FALL, de Victor Hugo Pontes (2014), interpretou CLOUDS AFTER CRANACH, de Esther Balfe (Cia. William Forsythe) e BLUR, com Clarissa Omiecienski (em 2014). Intepretou This is not a love story, de Maurícia Neves (CCB, 2015) e Eternuridade, de Amélia Bentes (2015).

 

Criação: Ana Jezabel e António Torres

Interpretação: Ana Jezabel e António Torres

 

Auditório Campo Alegre (Porto)

16 de janeiro 2016 | 21.30h

Wack lança novo single “Once you go Wack”

Wack está a provar ser um dos grupos mais ousados da nova geração do Hip Hop Nacional. Wack junta músicos com diversas influências a artistas Hip-Hop para assegurar a criação de um estilo próprio que soa a uma mistura entre RAP, Funk & Jazz.

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Once You Go Wack (you never go back)” é o novo single de apresentação do EP “Sem Pés Nem Cabeça” e mostra-nos imagens exclusivas retiradas das atuações ao vivo que mais marcaram 2015. É o primeiro vídeo de 2016 sucedendo o single “Dias de Sol” lançado em Novembro do ano passado.

Os Wack mostram nesta canção toda a sua energia com uma mensagem agressiva e singular. Este tema serve de aperitivo para o próximo trabalho de Wack, o disco “Quem Tem Visa Teu Amigo É”.

Best Youth iniciam o ano no Cineteatro Alba

Em 2015 foram mais de vinte os concertos desde o lançamento do seu primeiro longa duração, “Highway Moon”, a 30 de Março do ano passado. E se há coisa que têm provado, entre os espectáculos em salas nacionais e as passagens por Budapeste, Londres e Manchester, é que sabem defender primorosamente os temas ao vivo.

Já quando apresentaram este “Highway Moon” no Porto, a sua cidade Natal, a sala do Hard Club não terá ficado com muito espaço para permitir os movimentos bamboleantes àqueles que ali se deslocaram no dia 7 de Novembro, não por falta de vontade mas porque a casa estava cheia. Cenário que se repetiu em salas como o Theatro Circo, em Braga, o Teatro Diogo Berardes, em Ponte de Lima, ou o Teatro de Vila Real, em Vila Real. Em Lisboa no Vodafone Mexefest esgotaram o São Jorge com um dos melhores concertos da edição de 2015 do Festival.

GLAM - Best Youth.jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo

 

Sábado, dia 16 de Janeiro, os Best Youth regressam aos concertos com a apresentação do album no Cine Teatro Alba. Para o duo, "Highway Moon" “é um registo que explora uma vulnerabilidade de cadência eletrónica que reflete não só desejo mas também uma mudança”. O disco foi considerado o melhor disco de 2015 para a Glam Magazine bem como para outra publicações.

 

Cineteatro Alba (Albergaria-a-velha)

16 de Janeiro de 2016 | 21.30h

David Bowie… 48 anos de carreira com dezenas de colaborações…

Com uma carreira de 48 anos, David Bowie conseguiu ao longo dos anos colaborar com mais de 3 dezenas de artistas dos mais variados quadrantes musicais. Glammers, rockers, disco, rappers, etc, Bowie trabalhou com todo o tipo de músicos. A música de Natal num dueto com Bing Crsoby também faz parte da sua longa viagem de 5 décadas.

david-bowie-iggy-pop-lou-reed1-e1383014948757.jpgEm 1972, David Bowie foi o autor do single “All the young Dudes” dos Mott the Hoople, uma das bandas de referência do Glam Rock do inicio da década de 70. Um ano mais tarde, Lou Reed em inicio de carreira a solo, recorre a Bowie em alguns temas do album “Transformer”, caso da faixa “Satellite of love” onde as “vozes de fundo” são de Bowie e Mick Ronson

Em 1975 grava “Fame” juntamente com John Lennon. Segundo Yoko Ono, viúva de John Lennon, “Bowie era como da família…” O single foi o primeiro do cantor inglês a atingir o primeiro lugar nos Estados Unidos. Nesse mesmo ano surge no programa de Cher na CBS, onde canta 2 temas com a artista, "Can You Hear Me?" e um medley de vários temas dos dois artistas. Ainda em 1975, Luther Vandross iniciava a sua carreira como “backing vocals” no album “Young Americans”.

Em 1977 Iggy Pop inicia a sua carreira a solo depois da sua saída dos The Stooges, conhece Bowie que colabora com ele no primeiro disco a solo de Iggy, produzindo o album “The Idiot”.

Em 1981 juntamente com os Queen, grava, na Suiça, “Under pressure”, talvez o dueto mais importante da carreira de Bowie bem como dos Queen. Em 1982, Giorgio Moroder, produtor associado à “onda disco” de finais dos anos 70, escreve “Cat People”. O tema teria novamente destaque em 2009, quando Tarantino o usou no Filme “Inglourious Basterds”.

Em 1982, o tema de natal “Peace on Earth/Little Drummer Boy”, junta Bowie a Crosby, num tema que se desvia completamente do trabalho desenvolvido por Bowie ao longo dos anos.

Junta-se em 1984 a Tina Turner e grava o single “Tonight”, num registo r’n’b do tema que tinha passado pelas “maõs” de Iggy Pop. “The Falcon and the Snowman”, filme de 1985, teria como tema titulo a canção “This is not America”, que juntava David Bowie a The Pat Metheny Group. Seria nesta altura que o gosto pelo jazz marcaria de uma forma mais notória a carreia de David. Seria nesse mesmo ano que “Dancing in the Streets”, tema original de Martha and the Vandellas, juntaria em palco (live aid) e em disco Bowie com Mick Jagger.

Chegavamos a 1990, e Bowie lançava a digressão “Sound + Vision”, reeditava os seus álbuns com alguns temas inéditos e juntava-se à rapper Queen Latifah numa versão atualizada de “Fame’90”. Depois do relativo sucesso dos Tin Machine, edita “The Buddha of Suburbia”, segundo o artista, um dos seus álbuns favoritos. Convida Lenny Kravitz para um solo de guitarra no tema que dá titulo ao album.

A pop sempre fascinou Bowie ao longo das décadas, e em 1996 os Pet Shop Boys surgem na sua carreira com o single gravando em conjunto “Hallo Spaceboy”. Mas Bowie não ficava pela pop, como sempre a música de todo o estilo fascinava-o. Em finais da década de 90, o drum'n'bass massificava-se e surgia como a alternativa eletrónica ao Pop. Junta-se a Goldie no tema “Truth” incluído no disco do produtor “Saturnz Return”.

O Glam Rock sempre foi sua linha condutora. Na viragem do século, os Placebo eram a sua referencia no estilo que ele próprio tinha ajudado a construir ao longo dos anos 70. Resultado da junção com Brian Molko, é o tema “Without You I'm Nothing” dos Placebo em 1999.

Primeiro o drum'n'bass e depois o trip-hop… “Nature boy” é o tema que junta Bowie aos pioneiros do trip-hop, Massive Attack. O tema fazia parte da banda sonora do filme “Moulin Rouge”. A versão original era de Nat King Cole que tinha gravado a faixa em 1948.

Reflektor” dos canadianos Arcade Fire em 2013, seria um dos últimos temas em que Bowie participaria, inclusivé no video. Ao longo destes 48 anos, David Bowie colaborou com muitos mais artistas e músicos, por vezes sem essa colaboração ser creditada nas edições. Ao longo dos anos participou em duetos em concertos e apresentações na Televisão. Sendo um verdadeiro camaleão musical, Bowie sempre teve a capacidade de construir a sua carreira e a sua música percorrendo todos as vertentes musicais.

 

Branko e Da Chick no Eurosonic Noorderslag

Durante o Eurosonic Noorderslag, a conferência europeia de música e festival de showcases, Portugal será representado pelos projetos musicais Branko e Da Chick.

da chick.jpg(C) 2015 Paulo Homem de Melo

 

A AMAEI - Associação de Músicos Artistas e Editoras Independentes, enquanto associada da WIN (Worldwide Independent Network) e da IMPALA (Independent Music Companies Association), também estará presente de forma a representar e defender os interesses dos seus associados e indústria da música independente em geral nos inúmeros eventos e reuniões a que terá acesso. Além dos espetáculos de Branko e Da Chick, o festival português Westway Lab Festival, pertencentes à rede ETEP e único festival profissional de música em Portugal, marca presença no Eurosonic em busca de novos talentos incluídos na completa lista European Talent Exchange Programme (ETEP).

 

No caso do Westway Lab Festival, esta será, também, a oportunidade para apresentar as bandas portuguesas inscritas nas residências artísticas do festival de forma a cruzá-las com talentos europeus que darão origem aos grupos de trabalho destas residência em abril de 2016, altura em que se realiza o festival em Guimarães (6 a 16 de abril).

 

O Eurosonic será transmitido em Portugal pela Antena 3, rádio que pertence à rede EBU - European Broadcasting Union - de forma a dar a maior visibilidade aos artistas e entidades portuguesas presentes no evento. O Eurosonic Noorderslag decorre de 13 a 16 de janeiro em Groningen na Holanda.

Bossarenova Trio estreiam-se em Portugal com concertos em Lisboa, Famalicão e Ponta Delgada

O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a Casa das Artes, de Vila Nova de Famalicão, e o Teatro Micaelense, de Ponta Delgada, recebem dias 29 de Março, 1 e 2 de Abril, respectivamente, três concertos da digressão europeia de Bossarenova Trio.

Bossarenova Trio 2.jpg(DR)

 

O Trio transatlântico, formado em 2009, a propósito das comemorações dos 50 anos da bossa nova, é constituído pela Brasileira Paula Morelenbaum, a grande voz da Bossa Nova que trabalhou com Tom Jobim e nos aclamados projectos Jobim – Morelenbaum e Morelenbaum2/ Sakamoto; e dois músicos Alemães de excepção: o conceituado pianista Ralf Schmid, que nos EUA trabalhou com Diane Warwick, Natalie Cole e Herbie Hancock; e Joo Kraus, vencedor de um Grammy e um dos melhores trompetistas de jazz europeus.

 

Samba Prelúdio”, unanimemente aplaudido pela crítica, reúne interpretações de Schubert, Schumann, Tom Jobim e Villa-Lobos entre outros, inaugurando com sucesso uma nova linguagem musical: o projecto desenvolve uma combinação única da herança musical brasileira e alemã, assegurando a criação de pontes culturais nunca antes estabelecidas entre a bossa nova, o jazz e o clássico. Os Bossarenova Trio apresentam-se agora em Lisboa, Vila Nova de Famalicão e Ponta Delgada, depois de terem percorrido prestigiadas salas e festivais como o BASF, Haus em Ludwigshafen, Alte Oper Frankfurt, Luxembourg Philharmonie, Nikolaisaal Potsdam, Half Note Athens, Blue Note Milan, Jazzkaar Tallinn, Porgy & Bess Vienna, e Mosaic Music Festival em Singapura.

 

Centro Cultural de Belém (Lisboa)

29 de Março 2016 | 21.00h

 

Casa das Artes (Famalicão)

1 de Abril 2016

 

Teatro Micaelense (Ponta Delgada)

2 de Abril 2016

Banda sonora de "Os Oito Odiados" vence Globo de Ouro

"Os Oito Odiados", o mais recente filme do célebre cineasta Quentin Tarantino, que estreia nas salas de cinema portuguesas a 4 de fevereiro, foi um dos vencedores da última edição dos Globos de Ouro, no passado domingo, tendo sido distinguido com o prémio de Melhor Banda Sonora, composta pelo icónico Ennio Morricone. Tarantino recebeu o prémio em nome de Morricone e afirmou durante a cerimónia: "[Morricone] é o meu compositor preferido. Quando digo isto não me refiro ao compositor preferido para cinema, estou a falar de Mozart, Beethoven, Schubert".

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 Compositor e realizador estiveram recentemente juntos nos estúdios de Abbey Road para a apresentação desta banda sonora. Na cerimónia, Tarantino e os atores Kurt Russell e Walton Goggies assistiram a Morricone a dirigir a Orquestra Sinfónica Nacional Checa, numa gravação ao vivo da música de "Os Oito Odiados" passada para vinil. Os fãs que já fizeram pré-venda do álbum terão agora a oportunidade de receber uma destas edições em vinil, com estampado feito à mão. Tarantino é um admirador de longa data do trabalho de Morricone, tendo utilizado a sua música nos seus últimos cinco filmes. No entanto, a colaboração agora encetada para "Os Oito Odiados" marca a primeira vez que Morricone compôs e gravou música original especificamente para um filme de Tarantino. Esta é também a primeira vez que Morricone compõe a banda sonora de um Western em mais de 40 anos, desde o emblemático "O Bom, o Mau e o Vilão".

 

Em "Os Oito Odiados", entre seis e oito anos após o fim da Guerra Civil dos Estados Unidos, uma carruagem avaria no meio da paisagem invernal de Wyoming. Entre os passageiros estão o caçador de recompensas John Ruth (interpretado por Kurt Russell) e a fugitiva Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que seguem para Red Rock, onde Ruth entregará a sua fugitiva à justiça. Mas, durante o percurso, encontram o Major Marquis Warren (Samuel L. Jackson), um antigo soldado que se tornou num terrível mercenário, e Chris Mannix (Walton Goggins), um renegado sulista que quer ser o novo xerife da cidade. Ao se perderem na tempestade, Ruth, Domergue, Warren e Mannix procuram refúgio numa estalagem nas montanhas. Aí não são recebidos pela proprietária, Minnie, mas por quatro desconhecidos: Bob (Demian Bichir), que gere o estabelecimento enquanto Minnie visita a mãe, Oswaldo Mobray (Tim Roth), o carrasco de Red Rock, o cowboy Joe Gage (Michael Madsen) e o Confederado General Sandy Smithers (Bruce Dern). À medida que a tempestade passa pelas montanhas, estes oito viajantes apercebem-se de que, afinal, talvez não consigam chegar a Red Rock.

 

Realizado e com argumento do próprio Quentin Tarantino, "Os Oito Odiados" foi produzido por Richard N. Gladstein, Stacey Sher e Shannon McIntosh e tem como produtores executivos Georgia Kacandes, Harvey Weinstein e Bob Weinstein.

Nuno Cardoso estreia “Subterrâneo” em Guimarães

Esta sexta-feira, 15 de janeiro, pelas 22 horas, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, é palco para a estreia de “Subterrâneo”, de Dostoiévski, com encenação de Luís Araújo e interpretação de Nuno Cardoso. Vinte anos depois de uma experiência marcante no seu percurso, Nuno Cardoso regressa como ator a esta peça, partindo do texto homónimo de Fiódor Dostoiévski. Desta vez com encenação de Luís Araújo e com uma nova dramaturgia, “Subterrâneo” promete mergulhar o público num texto intenso que se tornaria um marco na literatura.

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Há vinte anos atrás, mais concretamente a 8 de setembro de 1995, Nuno Cardoso interpretou, pela primeira vez, este “Subterrâneo”, no Mosteiro de São Bento da Vitória, no Porto. Além do Porto, a peça foi apresentada em Aveiro, Coimbra, Évora, Braga, Almada, Tondela e Montemor-o-Velho e em 16 estabelecimentos prisionais no âmbito do Projeto Liberdades num total de 68 apresentações. Na altura, a peça teve encenação de Paulo Castro.

 

Agora, com uma nova dramaturgia, e com encenação de Luís Araújo, Nuno Cardoso volta a interpretar a voz de um homem acossado que se entrega a um monólogo pleno de desencontros e contradições. A peça parte de “Cadernos do Subterrâneo”, ponto de viragem na obra de Dostoiévski, que antecederia e marcaria as suas principais obras, despertando de forma implacável uma nova consciência sobre o lugar do homem na sociedade e avançando para territórios não explorados da literatura, o que levaria George Steiner a considerá-lo, em termos formais, o mais decisivo texto para a modernidade literária. “Subterrâneo” é um monólogo que constantemente se reinventa como falso diálogo com interlocutores imaginários, fingindo respostas que de imediato desmonta, num jogo de espelhos onde fuga e confronto se equivalem, aqui exposto na solidão do palco.

 

Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)

15 de Janeiro 2016 | 22.00h

Courtney Barnett no NOS Alive’16

A australiana Courtney Barnett, nomeada para um Grammy, na categoria “Best New Artist”, é a mais recente confirmação do NOS Alive’16. A artista vai subir ao Palco Heineken dia 8 de julho para apresentar pela primeira vez em Portugal o seu álbum de estreia “Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit”, editado em março do ano passado.

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A artista ganhou a atenção dos fãs e da crítica com o lançamento dos dois EPs “I've Got a Friend Called Emily Ferris” e “How to Carve a Carrot into a Rose”, editados em 2011 e 2013, respetivamente. Já em 2014 decidiu lançar “Double EP: A Sea of Split Peas”, que tal como o nome indica reunia os temas dos dois primeiros. Conhecida pelo seu humor inteligente e pelas líricas divagadoras, Courtney Barnett confirmou, com o lançamento de “Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit”, ser hoje uma das mais distintivas e poderosas vozes do indie rock.

A guitarrista e compositora encontra-se nomeada para o prémio “Best New Artist” na 58.ª edição dos Grammys. Os vencedores serão divulgados no próximo dia 15 de fevereiro.