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Glam Magazine

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O TREMOR em digressão….

TREMOR, o festival que vira do avesso Ponta Delgada e a Ilha de São Miguel, nos Açores, entra em tour na contagem decrescente até à semana de 15-19 Março 2016.

tremor.jpgA TREMOR TOUR passa por Lisboa, Porto e Londres e conta com os açorianos Sara Cruz e King John em estreia em território nacional e inglês, mas também com as actuações de Duquesa, TORTO, Lovers&Lollypops Soundsystem e Orlando. Depois da passagem pelo Festival Le Guess Who?, em Utrecht, na Holanda, o TREMOR volta a meter-se num avião para levar o espírito do festival açoriano além mar, e apresentar ao vivo dois prometedores nomes da Nova Música Açoriana e uma mão de artistas que se associam ao festival.

Estas três noites são o cartão de visita que extrapola o TREMOR e os Açores da imaginação e cria uma situação de encontro, música e festa e, quem sabe, surpresas para acessar Ponta Delgada em Março próximo.

A programação traz a missão do TREMOR de levar a música açoriana mais longe, com o blues rock dorido das três vidas de King John e a colecção de canções para a voz de veludo de Sara Cruz, Nuno Rodrigues no seu alter-ego Duquesa, os TORTO a mandarem ao mundo o portentoso “ESCABROSO”, a dança com as escolhas Lovers&Lollypops Soundsystem. Em Londres, a música deliciosamente hipnótica e fora deste mundo de Orlando e Hirvikolari. O programa da TREMOR TOUR vai assim:

 

Duquesa, King John, Sara Cruz

Casa Independente (Lisboa)

21 de Janeiro 2016 | 22.00h

 

TORTO, King John, Sara Cruz, Lovers & Lollypops Soundsystem

Café au Lait (Porto)

22 de Janeiro 2016 | 22.00h

 

Orlando, Hirvikolari, King John, Sara Cruz

The Shacklewell Arms (Londres)

24 de Janeiro 2016 | 17.00h

 

O TREMOR regressa à Ilha de São Miguel de 15 a 19 de Março de 2016. No cartaz confirmam-se os Capitão Fausto, Zeca Medeiros, Killimanjaro, Equations, The Ultimate Love Gang e a curadoria Le Guess Who? + Belmont Bookings que traz a estreia nacional de Black Mountain, assim como actuações de Julianna Barwick e SUUNS.

Dani Black e o “Dilúvio” em Portugal

O Brasil é esse universo imenso preenchido de muitas galáxias e corpos celestes que brilham com uma intensidade tal que não há como não reprar neles, mesmo a olho nu. Dani Black é um desses astros que agora entra na órbita de Portugal com uma digressão que o vai levar a várias salas importantes: São Luiz em Lisboa (27 Jan.), Auditório Municipal de Sines (29 Jan.), Casa do Povo de Santo Estevão de Tavira (30 Jan.), Casa da Música, Porto (1 Fev.), Salão Brazil, Coimbra (2 Fev.) e Espaço Cultural Pedro Remy, Braga (3 Fev.).

dani.jpgNa bagagem, Dani Black trará o celebrado “Dilúvio”, segundo registo de uma carreira que parece curta, mas já é imensa. Na sua história pessoal, Dani regista cumplicidades com Zélia Duncas e Chico César, que foi um dos seus primeiros apoiantes, e regista escrita de canções para outros corpos celestes cintilantes como Elba Ramalho, Maria Gadú e Ney Matogrosso.

Dani estreou-se em nome próprio em 2011 com o singelamente titulado “Dani Black”, álbum em que cantava criações próprias e em que dava voz a “Comer na Mão” de Chico César. Antes de Dilúvio, lançado já no Verão de 2015, Dani ainda lançou um EP com gravações ao vivo, exactamente porque o palco é uma das suas principais plataformas de afirmação: guitarrista de excepção, Dani Black é um performer tão insenso como as suas canções, entregando-se de corpo e alma sem rede, facto que lhe tem valido os mais rasgados elogios no Brasil e não só.

Depois veio “Dilúvio”, álbum em que conta com Milton Nascimento como convidado (no tema “Maior”), onde se ouve Renato Neto, teclista que tocou com Prince durante mais de uma década, e que conta com a produção de Conrado Goys. Entre baladas de uma beleza imensa, embaladas em cordas e melodias refinadas, e temas que buscam no rock, no funk e no reggae as suas coordenadas maiores, “Dilúvio” revela Dani Black como intérprete e compositor de excepção, um artista de corpo inteiro que escreve de forma divina: “E quando acender a minha chama / Todos os sins vendo os nãos em apuros / Eu quero é morrer num beijo puro / De línguas e sais”, canta ele no tema que dá título ao novo álbum.

E que disco é este que agora Portugal se prepara para descobrir em palco? É Dani quem responde: “É um dilúvio de ideias, de mensagens, de sensualidade muitas vezes. É um disco espontâneo. Por mais que tenha sido feito minuciosamente, a parte orgânica, que sou eu, é muito espontânea.”

Um disco de verdades, portanto. O que condiz com o autor: honesto, brilhante. E agora é a nossa vez de o aplaudir.

“No Shoes” dos The Lemon Lovers é o novo single

“No Shoes” é o novo single / vídeo dos portuenses The Lemon Lovers e faz parte do seu álbum de estreia “Loud Sexy & Rude”.  Em tempos conturbados, um sapato foge da sua noite anterior. Esta é a necessidade de liberdade que as obras, quando personificadas, devem sentir perante a indústria, sem esquecer os nossos brandos costumes e a forma leve e despreocupada de como lidamos com a situação.

the lemon lovers.jpg(c) 2015 Paulo Homem de Melo

 

O lançamento deste vídeo marca o início de um ano onde mais concertos pela Europa se avizinham e que promete um segundo disco lá para os primeiros raiares de sol. 

Esta semana a banda passa por Espanha em 3 datas regressando a Portugal para uma passagem em Évora e depois Famalicão. Para Março estão agendadas datas para uma digressão na Europa que brevemente vamos adiantar…

 

14 Janeiro 2016 - Club Clavicémbalo (Lugo) ES

15 Janeiro 2016 - JJ Copas (Ponteareas) ES

16 Janeiro 2016 - La Fábrica de Chocolate (Vigo) ES

23 Janeiro 2016 - Sociedade Harmonia Eborense (Évora)

30 Janeiro 2016 - CRU (Famalicão)

 

Entretanto a banda avança já em Fevereiro para a gravação do seu novo álbum…

Dreamers… os novos sons no CineTeatro António Lamoso

Dreamers é o produto da ligação entre indie e eletrónico. Constituída em 2014, a banda portuguesa é o resultado da ligação entre Mike Pestana e Jou Maia, ambos já ligados à música com outros projetos.

dreamers.jpg(DR)

 

Deste cruzamento surgiu uma linguagem muito peculiar, marcada pela forte influência de Depeche Mode, 30 Seconds to Mars, The 1975 ou The Killers, que culminou com o lançamento de “Light”, álbum que nos transporta para uma realidade paralela.

 

CineTeatro António Lamoso (Feira)

13 de Janeiro 2016 | 21.30h

Suecos GREENLEAF em Leiria… Data Extra da Tour Ibérica

Os suecos GREENLEAF dão o pontapé de saída para o grande ano de concertos que será 2016, assinalando uma data-extra no nosso país, 17 de Janeiro, no Texas Bar em Leiria, depois de actuarem Sexta-Feira em Cascais e Sábado no Porto. Oportunidade de ouro para ver e ouvir uma das bandas mais entusiasmantes da cena stoner europeia.

greenleaf.jpgCom mais de 15 anos de actividade, o projecto fundado por Tommi Holappa (Dozer) viu o seu 5º álbum "Trails & Passes" ser editado em 2014, disco que fez disparar o reconhecimento e popularidade da banda, levando-os a actuar por toda a Europa desde o seu lançamento. Em Novembro deram-nos a conhecer a primeira amostra do seu próximo disco, "Rise Above The Meadow", a sair em Fevereiro pela Napalm Records, com alguns dos temas que o compoem a serem mostrados ao vivo em primeira mão nesta visita ibérica.

 

Responsáveis pela primeira parte do quarteto sueco estarão os Fuzzil de Alcobaça, que se estrearam nas edições em Novembro com o EP "Boliling Pot".

 

Texas Bar (Leiria)

17 de Janeiro 2016

Jack Garratt vence o BBC Sound of 2016

Jack Garratt é um dos artistas revelação da eletrónica britânica. Depois de ter sido nomeado um dos Brit Critics' Choice de 2016, agora o músico venceu o BBC Sound of 2016, distinção da reputada BBC que destaca o artista mais promissor de cada ano. Simultaneamente, Jack Garratt revelou também os primeiros pormenores do seu novo single, "Worry", cartão-de-visita do seu álbum de estreia, "Phase", a ser editado a 19 de fevereiro.

picture.jpgA crítica especializada já se rendeu ao carácter inovador de música de Garratt, que cruza produções eletrónicas com uma sensibilidade pop e alguns toques de folk, numa amálgama de sonoridades criadas somente por este jovem de 24 anos. "Uma nova direção na música pop", escreve o The Telegraph. "Um assalto sónico de batidas estrondosas, graves profundos e uma guitarra estridente", salientou o The Sunday Times. Já a revista Q elegeu-o como uma "sensação electro-folk". O Evening Standard destaca: "Beats electro glaciais e melodias brilhantes. [Jack Garratt] criou o seu próprio mundo, corajoso, inovador e sempre em expansão".

 

"Worry" é a canção com a qual Jack Garratt começou a sua viagem incrível, há 18 meses. O tema era um dos destaques incontestáveis do seu primeiro EP, lançado por si próprio em 2014, e desde então tem sido impressionante ver este jovem artista e produtor britânico ao vivo. O lançamento de "Worry" coincide com a notícia do músico ter sido o vencedor do BBC Sound of 2016, poucas semanas depois de ter sido nomeado um dos Brits Critics' Choice para 2016 e de ter recebido o BBC Introducing Award, nos BBC Awards.

 

O crescente sucesso que Jack Garratt tem tido no Reino Unido também se replicou um pouco por todo o mundo. Além de ter andado em digressão nos Estados Unidos e Reino Unido como artista de primeira parte dos Mumford & Sons, o músico esgotou ainda muitas datas a solo, tanto no seu país natal, como pela Europa e EUA. Em palco Jack Garratt monta um espetáculo impressionante, tocando sozinho todos os instrumentos a que recorreu no álbum "Phase", o que se concretiza numa performance multifacetada e de cortar a respiração, o que naturalmente o tem conduzido aos grandes palcos, aos quais está destinado.

 

Pouco depois de lançar "Phase", a 19 de fevereiro, Garratt iniciará uma digressão de 11 datas em nome próprio pelo Reino Unido e Irlanda. A digressão arranca em Dublin, no The Academy, e chegará ao fim com um concerto já esgotado na O2 Academy Brixton, em Londres, a 15 de abril.

 

“Gente Muito Perto” no Teatro do Bairro

“Gente Muito Perto” é um espetáculo de teatro construído a partir da ideia de casal. Publicámos um anúncio nos classificados de vários jornais nacionais à procura de histórias de casais e ouvimos quem nos quis contar o que aconteceu quando decidiu ficar muito perto de alguém. Convidámos casais para dar opiniões e partilhar experiências, participando no processo criativo. Trocámos fotografias de (des)amor. Procurámos, convidámos e trocámos. Quisemos o encontro para descobrir o que se lhe segue.

Contas feitas, um + um é = a mais do que dois.

02t.jpgEncenação: Sofia Cabrita

Interpretação: Ana Sofia Paiva e Nuno Nunes

Concepção Plástica: Sara Franqueira

Máscaras: Matteo Destro

 

Teatro do Bairro (Lisboa)

14 a 17 de Janeiro 2016 | 21.30h / 17.00h (sábado)

Guimarães acolhe mais uma edição do seu Festival Internacional de Dança Contemporânea

Entre os próximos dias 4 e 13 de fevereiro, o GUIdance - Festival Internacional de Dança Contemporânea, em Guimarães, volta a marcar o calendário cultural de inverno do país pelo 6º ano consecutivo. Uma ideia edificada na antecâmara da Capital Europeia da Cultura, que a atravessou e lhe sobreviveu, consubstanciando-se como património imaterial fundamental para caraterizar a história recente da cidade de criação contemporânea em que Guimarães se está a transformar.

nostos_1_1280_720.jpg(DR)

 

Em 9 peças que compõem o programa deste ano do GUIdance, há duas estreias absolutas: “Se alguma vez precisares da minha vida, vem e toma-a” de Victor Hugo Pontes (4 de fevereiro, Centro Cultural Vila Flor) e “Maremoto” de Miguel Moreira, Útero (6 de fevereiro, Centro Cultural Vila Flor). Há duas peças que constituem recriações de duas obras, ambas inicialmente estreadas em 2002 e que são significativas como iniciáticas de identidades dos seus criadores: o português Miguel Moreira na sua relação em movimento entre a dança e o teatro, com “Parede” (10 de fevereiro, Plataforma das Artes e da Criatividade) e “Kaash” de Akram Khan (peça emblemática, recriada com novo elenco mais de uma década depois e que reafirma o diálogo da dança com outras artes, neste caso revisitando esse ato gerador de uma identidade que uniu um trio então apresentado como representantes de uma nova geração de artistas britânicos-asiáticos: o escultor Anish Kapoor e o músico Nitin Sawhney).

 

Há ainda estreias nacionais – “Hyperfruit” de Ludvig Daae (6 de fevereiro, Plataforma das Artes e da Criatividade), “Je danse parce que je me méfie des mots” de Kaori Ito (dia 12, Centro Cultural Vila Flor) e “Golden Hours (as you like it)” de Rosas, Anne Teresa de Keersmaeker (dia 13 de fevereiro, Centro Cultural Vila Flor). Por fim, o GUIdance apresenta ainda duas peças de referência do repertório de criadores nacionais, “Hu(r)mano”, obra de 2014 de Marco da Silva Ferreira (5 de fevereiro, Centro Cultural Vila Flor) e “Nevoeiro”, obra de 2013 de Luís Guerra (dia 13 de fevereiro, Plataforma das Artes e da Criatividade).

 

O GUIdance é já um elemento identitário de uma visão coletiva e comunitária que se expressa através das artes, consolidando a mundividência de um território urbano a viver o presente, mas em permanente preparação do seu futuro. Nesta era, a da imagem, o corpo coloca-se cada vez mais no centro enquanto veículo de todas manifestações vitais. Quer no domínio existencial, das artes ou até mesma na ocupação do espaço público. É portanto um assunto que a todos nós diz respeito. Algo intrínseco. Uma área de interesse comum que deve carregar o fascínio de uma descoberta permanente. Para esta 6ª edição, foram mantidas as condições fundamentais que fazem do GUIdance um acontecimento cultural com significado, como o são as estreias absolutas e nacionais, a presença de criadores consagrados e outros mais jovens, também eles nacionais e internacionais, a componente formativa, a relação com as escolas e com a comunidade artística e a abertura à participação do público nas várias atividades paralelas. E também como aditamento uma contextualização obrigatória à história do Útero, estrutura associada ao Centro Cultural Vila Flor nestes últimos anos.

 

A edição de 2016 do GUIdance encontra-se alicerçada numa ideia forte e clara que orientou o pensamento programático deste ano: construir um festival de diálogos. Ou seja, a dança contemporânea na sua mais completa relação com as outras artes. Foram definidos quatro pontos cardeais para incendiar criativamente as 9 peças do programa deste ano: teatro, música, literatura e artes visuais, onde se inclui a fotografia. No programa encontramos Tchekhov, Mapplethorpe, Anish Kapoor, Nitin Sawhney, Brian Eno, Shakespeare, entre outros. E claro, em primeiro plano, grandes criadores deste nosso tempo.

 

À semelhança das edições anteriores do festival, o GUIdance inclui atividades paralelas que possibilitam a bailarinos e alunos de dança uma dimensão mais participativa através da frequência de masterclasses. Este ano, as masterclasses serão orientadas por Victor Hugo Pontes (05 de fevereiro) e pela Akram Khan Company (10 de fevereiro). A proposta para estas ações de formação consiste na ideia de serem ministradas com fundamento no processo criativo de ambos os espetáculos, uma após a apresentação (Victor Hugo Pontes) e outra antes (Akram Khan Company), com o objetivo de permitirem diferentes ângulos de leitura das peças, que poderão ser visionadas pelos participantes enquanto tarefa complementar da formação a realizar. As inscrições para as masterclasses podem ser efetuadas através do formulário disponível no site www.ccvf.pt.

 

 

“Grande Livro dos Pequenos Detalhes”… um caos na vida

O “Grande Livro dos Pequenos Detalhes” conta duas histórias em paralelo. Na primeira, uma locutora de rádio decide um dia fornecer informações de trânsito erradas, causando o caos na cidade. Na segunda, um departamento secreto cria distrações no mundo, fazendo com que as pessoas olhem para outras coisas que não os seus próprios problemas.

rivoli01.jpg(DR)

 

Paula Diogo nasceu em Lisboa a 5 de outubro de 1977. Foi cofundadora do Teatro Praga (1995), da TRUTA (2003) e da produtora O Pato Profssional Lda (2003), onde trabalhou como criadora e coordenadora de produção, cruzando várias competências. Em 2009 começa a desenvolver a Má-Criação, uma marca associada à produtora dedicada a projetos colaborativos de performance e teatro. Neste momento colabora com diversos criadores e companhias em Portugal, França e Itália.

 

Cláudia Gaiolas nasceu em Lisboa a 19 de Março de 1976. É intérprete e criadora, foi cofundadora do Teatro Praga (1995). Tem trabalhado com diversas companhias e criadores, como a Mundo Perfeito, Mala Voadora, Teatro da Garagem, TRUTA, Má-Criação, entre outros.

 

Michel Blois nasceu no Rio Grande do Sul em 1983. Formou-se como ator em 2006. Como ator trabalhou com autores como Enrique Diaz, Simon Will, Lola Arias, Tiago Rodrigues, entre outros. Faz parte do coletivo Pequena Orquestra e do grupo de dramaturgia Inventário de Mentiras. Foi diretor artístico do Teatro Ipanema entre 2012 e 2015. É um dos programadores do Festival Dois Pontos.

 

Thiare Maia Amaral nasceu no Rio de Janeiro em 1981. É atriz e criadora desde 2005, tendo colaborado já em projetos de Tiago Rodrigues, Jefferson Miranda, Felipe Rocha e Renato Linhares, entre outros. É cofundadora do coletivo Pequena Orquestra.

 

Elenco: Cláudia Gaiolas, Renato Linhares, Paula Diogo e Thiare Maia Amaral

Criação e Direção: Cláudia Gaiolas, Michel Blois, Paula Diogo e Thiare Maia Amaral

Dramaturgia: Alexander Kelly

Coprodução: EGEAC e Maria Matos Teatro Municipal

 

Teatro Rivoli (Porto)

15 e 16 de janeiro 2016 | 21.30h (15/1) 19.00h (16/1)

E do Brasil chega “Frou Frou” de Barbara Eugénia

2015 é um ano tenso, turbulento, agressivo. Polaridades disparam em radicais opostos para chocar-se de frente. Tudo está em xeque: comportamentos, ideologias, gêneros, classes sociais, estéticas, pontos de vista. O ano é uma catarse de emoções e elas vêm intensas, contraditórias, díspares, em bando. Mas uma virada de bateria corta o horizonte sonoro, passeando pelas peças de seu instrumento numa lenta e didática virada que ao mesmo tempo em que testa a sonoridade de cada tambor e anuncia a suspensão da realidade para um anúncio importante, como um juiz da realidade que apita “tempo” para que possamos prestar atenção em um detalhe. Ao concluir no bumbo, a virada passa a contar o tempo num lento e hipnótico compasso bate-estaca em câmera lenta, perseguido por um baixo cúmplice e cordas dramáticas, que funcionam como base para um riff discreto e reverente, que reforçam o pedido de atenção exigido pelo ritmo com doses de elegância e reverência.

123.jpgBárbara Eugenia surge solene e séria, como se dispusesse a se tornar arauta deste ano turbulento. “Nesse tumulto de emoções”, canta quase conversando, antes de mudar drasticamente o ponto de vista do ouvinte, “que se chama ‘eu’, quero uma liteira que me carregue pra longe do meu coração para mantê-lo hermeticamente fechado, isolado da dor, imune. ”. A tensão começa a ser dissipada como uma manteiga cortada por uma faca quente – a guitarra que acaricia arabescos entre a surf music e o western spaghetti, pista de pouso para um teclado que repousa, a cada verso, acordes de sonho – baixo e bateria, seguem marcando o tempo e determinando o pulso marcial do início da canção que abre o terceiro disco de Bárbara.

 

“Acontece que não sei viver à margem. Prefiro ser assim – amando, sofrendo, gozando a vida de verdade”, Barbara segue implacável como se rogasse uma praga almodovariana sobre si mesma, aos poucos vai baixando a guarda, ao mesmo tempo em que o ritmo vai deixando a seriedade de lado para começar a instigar a dança – e ela mesma vai anuncia que cede à própria fragilidade: “Tentei fugir, fingir que nada se passava. Inevitável – essa amizade foi longe demais” – ela repete a última frase vocalizando as vogais e cedendo a um drama teatral que se entrega por inteiro quando o baixo se pronuncia em primeiro plano, como se acendesse luzes coloridas traduzidas em cordas de tom épico girando ao redor de um muquifo escuro que segundos antes era feio, forte e formal como um pub de filme policial. “E quanto mais eu me aproximo, mais colada eu tô”, Barbara atira seu vocal à pista de dança e nos recebe em um delírio brasileiro de disco music, tecendo uma ponte entre a música pop e a música popular brasileira que foi abalada pelo surgimento da geração rock dos anos 80.

 

Vidrada no teu sorriso com a cara de besta que sou” – ela canta o título da primeira canção – “Besta” – de forma quase jocosa, tirando toda a pseudosseriedade do início da faixa e exorcizando completamente as tensões do ano de seu lançamento. “Besta” é a melhor introdução a Frou Frou, um disco fútil e volúvel à primeira vista, que esconde exatamente essa necessidade de criar um hiato ou um aposto que consiga nos isolar da enxurrada de animosidade que convivemos diariamente. Bárbara Eugenia vem elegante como um trocadilho dadaísta, mas sua raiz é passional, quente, latina, novelesca. Ela abre uma fenda interdimensional para um universo minúsculo, um inferninho discothèque abrasileirado que daria continuidade à casa noturna carioca Noites Tropicais ao misturar as atmosferas de um Studio 54 à brasileira com todo o espectro emocional de programas de calouros e da Discoteca do Chacrinha nos anos 80. “Eu bem que sabia que isso era uma cilada”, ela confessa num momento de pausa da canção, “eu tinha certeza, mas adoro uma roubada” – e aí entra um sax rasgando tudo, tão clichê, autorreferente e eficaz quanto os “uh uhs” que fazem a canção retomar o tom solene inicial. Mas aí já era. Toda pose foi desfeita e o que parecia arrogância era só a própria insegurança esparramada em um comentário irônico e sério sobre este 2015. Com um risinho no canto da boca, piscando discretamente um dos olhos, ela nos pede um favor: “Menos, galera.”

A primeira metade do disco – e algumas faixas da segunda metade – traz outros exemplos desse campo de força criado ao redor de uma pseudofutilidade. “Vou Ficar Maluca” parece ecoar “Penny Lane” ironicamente, mas o groove puxado pelo piano como o de “Modern Love” nos devolve à pista de dança do início do disco. Prince e Debbie Harry se encontram num subúrbio brasileiro em “Pra Te Atazanar”, dobradinha com o arisco Rafael Castro (que também atravessa 2015 em fase dance) que nos dá uma explicação impossível de ser rebatida: “Por quê? Porque sim. Porque eu cismei com você. Por quê? Porque sim. Porque eu pirei, ” enquanto os dois nos levam madrugada adentro aos limites de uma relação afetada e paranoica. Mais adiante ela derrete-se blueseira cabaret no pé na buda de “Ai, Doeu!” que parafraseia Lulu Santos (“Tudo passa, tudo sempre passará”) bem temperada de órgãos elétricos, meio como os blues de Paul McCartney, que misturavam os sentimentos mistos das dores de cotovelo de Wanderléa com o andamento pesado da banda de Janis Joplin.

 

Recomeçar”, composta pelo líder do Cidadão Instigado, o guitarrista Fernando Catatau, talvez seja um dos grandes momentos de Frou Frou. Bárbara já conhecia a canção desde antes do lançamento do disco Uhuuu, que a banda cearense lançou em 2009, e ao ver que ela não havia entrado nem naquele disco nem no Fortaleza, lançado este ano, chamou a responsabilidade para si e gravou uma canção romântica perfeita para ser tocada nas rádios brasileiras dos anos 70 e 80, uma música que Roberto Carlos, Fagner e Odair José provavelmente gostariam de tê-la escrito. Mesmo com seus “papapa” e “tchururu” próprios do pop brasileiro, “Recomeçar” também passeia pela pista de dança que aos poucos vai tomando conta do disco em um breque que aponta para os momentos disco music do disco The Wall do Pink Floyd. “Vamos parar algum momento pra recomeçar”, lamenta e confessa uma das músicas mais firmes de Fernando Catatau, “partir do princípio de quando nosso olhar se encontrou. ”

 

O ponto de meditação “Para Curar o Coração” reúne comadres – Andreia Dias, Blubell, Andrea Merkel, Claudia Dorei e Naná Rizzini – para repetir uma frase em português entreouvida por um acaso num mantra cantado em tibetano – e funciona como uma vinheta de transição para a segunda metade do disco, que deixa seu lado hedonista e porraloca em segundo plano para entrar numa internalização a respeito dos próprios sentimentos.

 

Como é o caso de outro ponto alto do disco, a delicada “Ouvi Dizer”, composta com o compositor Peri Pane – que faz um dueto com Bárbara na gravação – e o poeta arrudA, que contrapõe Pasárgada e Atlântida como ideais de utopias coletivas, refletindo sobre sua efemeridade num arranjo quase oriental. A versão para “Cama”, de Tatá Aeroplano, outro velho conhecido da cantora, assume outro holofote do disco, ao levar a canção de amor impulsivo e obsessivo naquele limite entre o hard rock e o rock progressivo, puxando a eletricidade no talo para amplificar ainda mais a birra original da música. Como na música de Catatau, Bárbara encarna o protagonista originalmente masculino da canção sem o menor estranhamento, trazendo completamente as músicas para o coração feminino.

 

Doppelganger Love”, a primeira música composta em inglês do disco, retoma o tom dançante e aparentemente fútil do disco, chacoalhando-se retilínea entre a new wave e o pós-punk, a Gang 90 e o Gang of Four. A beatlesca “Tudo Aqui” equilibra as duas metades do disco à medida em que ele vai chegando perto do final. A faixa ecoa o trabalho anterior de Bárbara – o subestimado duo em inglês Aurora, que gravou ao lado de Fernando “Chankas” Cappi, do Hurtmold – e foi a primeira canção que ela compôs na guitarra, logo que começou a aprender a tocar o instrumento, uma mudança nas apresentações ao vivo.

 

A praiana “Só Quero Seu Amor” – com o cantor Pélico fazendo backing vocal ao lado dos outros integrantes de sua banda – aos poucos vai fazendo o sol do disco se pôr, depois de apresentar-se com um riff de guitarra glam rock. A sonhadora “Baby”, também em inglês e levada no ukulele, antecipa uma noite leve e tranquila, completamente diferente daquela em que começamos o disco. O disco termina com a música-tema, uma faixa instrumental que ela compôs em Lumiar para um pinheiro chamado Carvalhão (pois é). “Frou Frou” encerra o disco que batiza da forma mais sessão da tarde possível, liberando a banda que a acompanha para farrear à vontade, com vocais divididos com Tatá Aeroplano.

 

Esta é formada essencialmente pelo guitarrista Davi Bernardo, o baixista Jesus Sanchez e o baterista Clayton Martin, que coproduziu o disco ao lado de Bárbara, sugerindo instrumentos, virando músicas do avesso e compondo riffs. Ao redor dos três, um contingente de músicos de primeira desfila pelas faixas do disco – do piano de Dudu Tsuda ao minimoog do Astronauta Pinguim, passando pelos teclados de Pedro Pelotas, João Leão, André Whoong e Dustan Gallas, o violão de Regis Damasceno, o sax de Dharma Samu e o baixo de Diogo Valentino. Um disco leve e alto astral, que funciona como um refúgio para o excesso de tensão deste ano. Uma brecha aberta com gosto, que nos convida para a fuga. Siga aquela garota!

 

Alexandre Matias

Kind of Magic & The Flashing Voices - Tributo a Queen

Os Kind of Magic & The Flashing Voices são o tributo português a Queen que reproduz em palco a sinfonia dos clássicos intemporais da banda britânica. O seu espectáculo leva o público numa viagem, não só musical, mas também visual, através da história de uma banda icónica, que marcou gerações. Com 9 músicos em palco, os eternos arranjos instrumentais e vocais que caracterizam Queen tornam-se possíveis e muito reais.

untitled.jpgApós um ano repleto de concertos por todo o país e tendo chegado a milhares de pessoas, a Greatest Hits Tour aproxima-se do seu fim, no próximo dia 23 de Janeiro vão estar em Palmela e no dia 27 de Fevereiro no CAE Portalegre

 

Teatro S. João (Palmela)

23 de Janeiro 2016 | 21.30h

 

CAE (Portalegre)

27 de Fevereiro 2016

HOUSE by Mike Stellar

Todos nós temos perfeita consciência que trocar lençóis por uma pista de dança, a uma quarta-feira, não é a situação ideal para qualquer jovem que se esteja a entregar ao trabalho e ao mundo das contribuições fiscais. É por isso que temos a certeza de que as novas noites HOUSE vão dar-vos a alegria de estar ressacado no escritório ou nas aulas, absolutamente felizes. Sair à noite é um passatempo, sair para dançar e divertir é um statement e nada melhor que evocar as míticas noites do Studio 54 ou o eterno Larry Levan, enquanto pregador máximo da libertinagem. Só que aqui haverá um convidado por mês que ficará encarregue de encontrar 4 parceiros e distribuí-los pelas quartas-feiras do mês. O conceito é simples e pouco inovador, mas fica a promessa de que estas noites não serão indicadas aos agentes da autoridade moral, porque sexy e sexo podem confundir-se facilmente.

image1BR.jpgO ponto de partida para esta curadoria é Lisboa como CASA/HOUSE alheia, ponto de encontro e de passagem. As minhas escolhas perante este amável convite da Match Attack e do Musicbox reflectem isto. Todos os meses conheço alguém que se muda ou passa por Lisboa que está envolvido com música, foi só uma questão de em Janeiro ver quem "andava" por aí. A par disto, olhei para fora cá dentro e fui convidar um dos meus dj favoritos ao Porto. E, olhando para dentro, dei espaço a uma outra geração, tal como no meu começo foi importante ter convites para fazer warm ups. O mais importante no meio disto tudo é que vamos ter noites de absoluta partilha musical!

 

Mike Stellar… À procura da batida perfeita. Esta é a missão de Mike Stellar. Sem se confinar a nenhum estilo particular, pode-se ouvir nos seus sets uma mistura explosiva de nu-jazz, breakbeat, house, techno Detroit, drum & bass e dub e uma atenção especial a pérolas perdidas das décadas de 60,70 e 80. O elemento unificador de toda esta panóplia de estilos é o groove. Já actuou nos melhores clubes e nos festivais mais importantes de Portugal. A sua carreira internacional tem-se solidificado desde 2001, com actuações regulares em países como Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda do Norte, Espanha, França e Hungria. A sua faceta de programador e booker também é relevante, sendo um taste maker da club scene em Portugal, com propostas que oscilam entre a ousadia e um sentido forte das raízes da música urbana contemporânea. Faz parte da equipa da Red Bull Music Academy em Portugal desde 2004.

 

MusicBox (Lisboa) // Lyon Take Over

13 de Janeiro 2016

Os The Parkinsons em documentário e em digressão

A propósito da comemoração dos 15 anos de carreira da banda de Coimbra The Parkinsons, estreou em dezembro de 2015 no lendário Prince Charles Theatre, no centro de Londres, o documentário intitulado “The Parkinsons: A Long Way to Nowhere”.

11111111111111111.jpg"São a melhor banda ao vivo de sempre" afirmou à agência Lusa, Caroline Richards, a conceituada realizadora do documentário de cerca de 98 minutos que percorre a história da banda considerada como uma das mais interessantes formações de punk-rock a surgir no incio do século XXI, tendo sido mesmo comparada aos “Sex Pistols” pelo jornalista Dave Simpson do jornal britânico The Guardian. O documentário será igualmente apresentado em Portugal juntamente com concertos do grupo, estando as primeiras datas e locais já confirmados:

 

29 Janeiro 2016 - Teatro das Figuras (Faro)

6 Fevereiro 2016 - TAGV (Coimbra)

30 Abril 2016 – Beat Club (Leiria)