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Glam Magazine

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Cavalheiro + Máquina del Amor

Depois do EP “Trégua”, Cavalheiro renova a tripulação e volta a fazer-se ao mar. A placidez do registo anterior dá agora lugar a um rock direto, pujante e incisivo, executado com um foco e segurança ainda sem precedentes no percurso do músico. O maior cuidado na construção, arranjo e produção dos temas, sem sacri­ficar o tom urgente e espontâneo do disco, revela a mão calejada de quem há muito deixou a água doce. Esgotadas as metáforas náuticas, sobra dizer que, apesar de tudo o que de novo consegue, “Mar Morto” nos traz a quinta-essência de Cavalheiro: o assumir do desconforto que é estar vivo e a forma que Tiago Ferreira tem de o traduzir para a sua música – o diálogo sincero, a voz áspera e despida e, sobretudo, a fé inabalável na amargura como arma de sedução.

GLAM - Cavalheiro.jpg(c) 2014 Paulo Homem de Melo

 

Não há um ponto de entrada fácil para a música de Máquina del Amor.

E ainda bem que assim é. As máquinas são complexas. E o amor, ainda mais. Quatro almas musicais uniram visões e vontades, sedes e prazeres, e decidiram exorcizar memórias e géneros. Ao sabor de melodias ecoantes, promovem uma experiência inclusiva, penetrante, futurística e teletransportante. Em Máquina del Amor, Filipe Palas (Smix Smox Smux), José Figueiredo (Smix Smox Smux e peixe:avião), Ronaldo Fonseca (peixe: avião) e Miguel Macieira (Smix Smox Smux) promovem uma expressão de conetividade que surge a partir da passagem do tempo; descrevem e negam - brilhantemente - a realidade desse mesmo tempo.

 

Theatro Circo (Braga)

8 de Janeiro de 2016 | 22.00h