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Glam Magazine

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A “primavera” dos Orelha Negra (Reportagem)

Os Orelha Negra anteciparam o seu novo disco em dois concertos únicos. O primeiro aconteceu no Centro Cultural de Belém, e o segundo aconteceu ontem no Hard Club, Porto, que se encheu para ouvir o alinhamento previsto para o novo disco dos Orelha Negra. As expetativas eram muitas, e a ansiedade e o nervosismo do público eram mais que evidente. Era o culminar de meses de espera desde que foi anunciado o regresso do grupo em 2016.

ON01.jpgAo contrário do que é habitual, a banda de Sam, Fred, Francisco, João Gomes e DJ Cruzfader, prepararam um alinhamento do que vai sei o disco deste super grupo, que despontará na primavera deste ano. Durante 58 minutos, desfilaram beats, loops, riffs num ritmo frenético, conjugando efeitos de luz numa completa harmonia com o ambiente que se vivia na sala, transpirando Orelha Negra.

ON02.jpgA cada novo beat, o público aplaudia, como se num concurso, onde os temas novos estivessem a votação. Era notório o apoio do público, que vibrava a cada novo tema que surgia.

Misto de beats e sampling, saudações “Isto é Orelha Negra 2016”, surgiam entre temas de modo a seguir um desfile contínuo. Num alinhamento planeado ao segundo, o concerto segue, após o desfile dos novos temas, com a visão do grupo do que é o hip hop, destacando o tema “Hotline Bling” de Drake, a conseguir criar (mais) uma grande ovação por parte do publico.

ON03.jpgNo final, e como se de um encore se tratasse, a banda recupera 3 clássicos dos seus anteriores trabalhos, finalizando esse segmento do concerto com o já mitico “M.I.R.I.A.M”.

Antevendo o novo álbum, não será difícil de prever que 2016 trará uma primavera em que a Orelha Negra será o fator dominante da música em Portugal. Uma antevisão clara do que será um dos discos deste ano

 

Mais fotografias aqui

 

Reportagem e fotografias: Paulo Homem de Melo

 

O melhor do cinema italiano em Lisboa, diversas cidades portuguesas e países lusófonos

Em 2016, a 9ª edição do 8 ½ Festa do Cinema Italiano inaugura em Lisboa, de 30 de Março a 7 de Abril, apresentando o melhor do cinema produzido em Itália aliado à experiência daquilo que é ser-se italiano, através de momentos de cultura e de lazer apetecíveis que marcam a agenda cultural da cidade. Para além de decorrer, como habitualmente, no Cinema São Jorge, onde no ano passado contou com 11 000 espetadores, o festival realiza-se, este ano pela primeira vez, nos Cinemas UCI - El Corte Inglés, com uma programação especial. Segundo Stefano Savio, diretor do 8 ½, “com esta presença, procuramos chegar a pessoas que, por vezes, estão distantes do circuito dos festivais de cinema e que desejamos integrar no nosso público e no espírito da Festa”.

image14540009607583.jpg (DR)

 

O filme de abertura da 9ª edição do festival é a aguardada antestreia, em parceria com a NOS Audiovisuais, de Il racconto dei racconti (Tales of Tales/O Conto dos Contos), de Matteo Garrone, realizador dos premiados Gomorra e Reality – A Grande Ilusão. O filme, que concorreu à Palma de Ouro do Festival de Cannes 2015, é inspirado nos contos de fadas clássicos italianos e conta com um elenco de exceção, onde se destacam Salma Hayek, Vincent Cassel e Toby Jones, nos papéis principais.

A Festa do Cinema italiano faz também uma homenagem a Ettore Scola, um dos grandes mestres do cinema italiano, falecido no passado dia 19 de Janeiro e cujo último filme, Que estranho chamar-se Federico foi exibido em antestreia na edição passada do festival. Scola assinou alguns dos filmes mais icónicos da cinematografia transalpina, obras-primas como o vencedor do prémio Cesar Tão Amigos Que Nós Éramos, o enorme sucesso de público Feios, Porcos e Maus, e os nomeados aos Oscars e à Palma de Ouro de Cannes: Um Día Inesquecível, O Terraço e A Família.

 

Destaque ainda para o espaço que a Festa do Cinema Italiano dá regularmente aos grandes sucessos internacionais da sua cinematografia. Após exibir, nas passadas edições filmes como O Leopardo e Cinema Paraíso, este ano, apresenta uma nova versão, digital, de um dos filmes mais amados pelo público português, vencedor de três Óscars A Vida é Bela, de e com Roberto Benigni.

Outra das novidades da edição de 2016 é a expansão da Festa por um número ainda maior de cidades portuguesas, que expressa o evidente crescimento e ambição da organização. O encantamento, a surpresa e as maravilhas de Itália acontecem assim, para além de Lisboa, em Cascais, de 15 a 17 de abril, Coimbra, de 18 a 20 de abril, Porto, de 21 a 24 de abril e Loulé, de 12 a 14 de maio, Caldas da Rainha, de 13 a 15 de maio, entre outras, cujas datas serão anunciadas em breve.

Simultaneamente, o 8 ½ Festa do Cinema Italiano reforçará a presença em vários países lusófonos, sendo de destacar o forte crescimento no Brasil, onde, para além de Porto Alegre, estará em mais seis cidades.

De salientar ainda as atividades paralelas que fazem parte da tradição do festival, nomeadamente: Festa de Abertura, sempre divertida e surpreendente, Rota dos Sabores, um roteiro dos melhores representantes da gastronomia italiana em Lisboa, selecionados pela Festa do Cinema Italiano, impulsionando o conhecimento da riqueza dos sabores de Itália e com descontos para os espetadores do festival; Italiano per Principianti, aulas de introdução à língua italiana temáticas e em locais emblemáticos; o sempre esgotado Cine-Jantar, um evento onde o cinema é aliado à gastronomia e Piccolini, a secção dedicada aos espetadores mais pequenos, com filmes e atividades didáticas, que regressa pela segunda vez à Festa do Cinema Italiano, após o grande sucesso na edição do ano passado. Para além destas, estão ainda previstas outras atividades ligadas à moda, música, artes plásticas.

 

8 ½ Festa do Cinema Italiano é um festival de cinema organizado pela Associação Il Sorpasso, com o apoio da Embaixada de Itália e do Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, é uma parceria estratégica CML/EGEAC e uma co-produção com o Cinema São Jorge.

Sam, artista e autor do Guarda Ricardo, comemoraria este Domingo o seu 92º aniversário

Sam, o cartoonista e artista português que criou personagens como o Guarda Ricardo - publicado pelo Diário de Notícias e mais tarde pelo Público - e Heloísa - publicada na revista Flama e em A Capital - celebraria neste Domingo, dia 31 de Janeiro, o seu 92º aniversário. A efeméride comemora-se com a divulgação de um desenho publicado em 1992, pelo Público, que em 2016 mantém a actualidade política.

1453996589.jpgO Guarda Ricardo nunca perdeu o seu carácter contemporâneo, ainda que tenha sido criado no Estado Novo, abordando temáticas como a autoridade, o poder, a liberdade e a ordem. Samuel Azavey Torres de Carvalho marcou a cultura portuguesa pela sua abordagem ao humor e ao absurdo. Para além do trabalho enquanto cartoonista, Sam foi também um proeminente artista plástico, trabalhando objectos do quotidiano, como cadeiras, funis ou bules, numa abordagem moderna e futurista, centrada na corrente surrealista.

 

Sam trabalhou ainda outras formas de expressão da linguagem plástica e gráfica, como a escrita e a criação de pequenos filmes de humor para a RTP. Já nos anos 90 foram erigidas em Lisboa três esculturas da sua autoria, os monumentos "Ad Ephemeram Gloriam", na Alemeda Dom Afonso Henriques, "A Oliveira", nos Olivais, e “A Infância”, no Campo Grande. A título póstumo, Samuel Azavey Torres de Carvalho foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. O seu espólio é composto por mil objectos artísticos e mais seis mil cartoons.

O Melhor Livro de Chocolate do Mundo editado em inglês

A boa recetividade registada pela edição original de O Melhor Livro de Chocolate do Mundo, que já vai na quarta edição, e a presença da marca “O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo” em Portugal mas também em países como a Espanha, o Brasil, a América, a Austrália e Angola, justificam a edição em inglês que esta semana chegou às livrarias pela mão da LeYa/Casa das Letras.

Capa The Best Chocolate Book.jpgThe Best Chocolate Book in the World, de Carlos Braz Lopes, é uma viagem por histórias com sabor a chocolate contadas pelo criador do MBCM, que agora está acessível aos compradores internacionais da iguaria, aos turistas que visitam o nosso país e são fãs de chocolate e da nossa gastronomia e também àqueles que querem oferecer algo especial a um amigo estrangeiro.

Esta versão em inglês é o reflexo do prestígio que “O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo” já possui não só enquanto produto, mas acima de tudo como marca de sucesso da gastronomia portuguesa da atualidade.

 

Diana Martinez & The Crib… novo single “Reverie”

Depois de em 2015 dar a conhecer o single de apresentação “That’s Just How We Do It”, um dos temas nacionais mais rodados em 2015, Diana Martinez & The Crib apresentam “Reverie”, o segundo tema a ser incluído no primeiro álbum da banda.

Diana Martinez & The Crib_reverie_capa single - DIDiana Martinez participou recentemente na nova versão do tema “We Are The Ones”, dos We Trust (música da autoria de André Tentúgal), single que também roda intensamente nas rádios nacionais.

Para 2016, estão já confirmados vários espectáculos de Diana Martinez & The Crib, entre os quais a estreia a solo na Casa da Música (Porto) e no Centro Cultural Olga Cadaval (Sintra). Estão também já confirmados alguns dos mais relevantes festivais de verão portugueses, cujas datas serão divulgadas brevemente.

 

3 de Março 2016 - Salão Brazil (Coimbra)

4 de Março 2016 - CC Olga Cadaval (Sintra)

16 de Março 2016 - Casa da Música (Porto)

Joana Amendoeira apresenta "Muito Depois " em Lamego e Vila Real

Joana Amendoeira vai estar no dia 5 de Fevereiro em Vila Real e no dia 6 de Fevereiro em Lamego para apresentar o seu novo disco, “Muito Depois”, que marca o regresso da fadista aos álbuns de originais. Este trabalho, que conta com o apoio da Associação Mutualista Montepio, reflecte mais de 20 anos de fado inclui temas de diversos autores, letristas e compositores da actualidade. Neste disco destacam-se nomes como Tiago Torres da Silva, Joaquim Pessoa, Vasco Graça Moura, António Quintino e Pedro Amendoeira, ou fados tradicionais de Amadeu Ramin, Fernando P. Coelho e Acácio Lopes.

untitled.jpgCom produção do poeta Tiago Torres da Silva, ”Muito Depois” foi enriquecido com diferentes matizes dos convidados especiais; Pedro Jóia na guitarra, Filipe Raposo no piano, e a voz incontornável de Paulo de Carvalho, com quem Joana Amendoeira gravou o primeiro dueto da sua carreira.

A estes convidados junta-se o núcleo de músicos da fadista, composto por, Pedro Amendoeira na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira na viola de fado, e António Quintino no contrabaixo que nos próximos dias 5 e 6 de Fevereiro acompanham Joana Amendoeira em Vila Real e Lamego.

 

Zona Livre (Vila Real)

5 de fevereiro 2016 | 21.30h

 

Teatro Ribeiro Conceição (Lamego)

6 de fevereiro 2016 | 21.30h

 

Ivo Soares lança single de estreia… "For a Little While"

Ivo Soares é ex-concorrente do programa da SIC Factor X e estreia-se agora a solo com o seu novo single “For a Little While”. Este tema é o primeiro, de uma série de singles que o músico irá lançar durante este ano, que promete agitar as playlists das principais rádios nacionais.

Ivo Soares.jpgIvo Soares nasceu a 6 de Junho de 1995, em Lisboa. Atualmente é estudante da Universidade Lusíada no curso de Jazz e Música Moderna. Cantor, compositor e pianista, Ivo Soares, cresceu rodeado por arte. O seu pai é Zé Soares, guitarrista de Jazz, e a mãe São Nunes, performer e artista plástica, influenciaram-no desde muito pequeno, tendo vindo a demonstrar um talento especial para a música. Em 2010 foi finalista do programa da SIC “Portugal Tem Talento”. Em 2011 foi selecionado para integrar a Big Band Júnior Hot Clube/CCB, como cantor. Ao longo da sua carreira tem tocado com grandes nomes do panorama musical português como Mário Laginha, Carlos Bica, Bárbara Lagido e Mário Delgado. Tem, neste âmbito, pisado vários palcos como Centro Cultural de Bélem, Hot Clube, Duetos da Sé, Teatro S. João (Palmela), “Festival de Jazz de Palmela” e “Abril Jazz Mil”.

Elogiado pelo músico Mário Delgado como “profissional” e pelo maestro e músico Claus Nymark como um “talento de voz”, gravou em 2011 um single com Flip de Riviera e Deepblue, sendo o criador da letra e melodia. Em 2012 ganhou o concurso da MTV e cantou com a Áurea no Meo Like Music. Também teve grandes prestações no programa da SIC ‘Factor X’, em 2013.

 

Ivo Soares escreve, produz e toca as suas músicas indo buscar influências ao R&B, Hip Hop, Jazz, Soul e Gospel. O seu objetivo é inspirar as pessoas, de forma a identificarem-se com as suas músicas, falando das suas paixões, dos seus desgostos de amor, inseguranças, medos e também sucessos. As músicas de Ivo Soares são o espelho da sua alma e 2016 promete ser o ano da afirmação das suas canções que começam a conquistar público de norte a sul do país.

 

“Final do Amor” de Pascal Rambert

“Num palco quase vazio, um homem e uma mulher confrontam-se num diálogo que é na verdade dois monólogos, e isso através de palavras-soco, que batem forte, machucam, deixam vestígios. As perguntas/respostas sucedem-se, a respiração bloqueia-se, torna-se uma espécie de abismo entre o medo e a libertação, entre o alívio e o choque. É uma experiência que o público vive como se olhasse pelo buraco da fechadura. Num texto que soa como uma arma de fogo, assistimos, impotentes, às deflagrações. Tal como as personagens, estamos "sentados em cima de um vulcão", com medo da erupção iminente. O masculino e o feminino enfrentam-se: dois olhares, duas linguagens para exprimir a violência de um amor que acaba. Último round.” (Victor de Oliveira)

finaldoamor@2x.png(c) Edgar de Oliveira e Marta Angelozzi

 

Dramaturgo, encenador, realizador e coreógrafo, Pascal Rambert é diretor do Théâtre de Gennevilliers. Final do Amor é uma peça premiada que estreou em Avignon em 2011 e que Rambert encenou já em várias línguas e cidades, de Roma a Nova Iorque, de Osaka a Barcelona. Nascido em Moçambique, Victor de Oliveira fez o curso de atores do Instituto Franco-Português e mudou-se para Paris em 1994, trabalhando com encenadores como Wajdi Mouawad e Stanislas Nordey. Em Portugal apresentou Magnificat (Festival de Almada, 2000) e Na Solidão dos Campos de Algodão de Koltès (enc. Philip Boulay, Culturgest / Festival de Almada, 2006).

 

Texto: Pascal Rambert (Clôture de l'amour, 2011)

Tradução e encenação: Victor de Oliveira

Com: Gracinda Nave e Victor de Oliveira

Música: Vítor Rua

Cenografia e desenho de luz: Michel Gueldry

Figurinos e assistência de encenação: Cláudia Lopes Costa

Coprodução: Culturgest e Roundabout.lx-Candela Varas

 

Culturgest – Pequeno Auditório (Lisboa)

2 a 6 de Fevereiro 2016 | 21.30h

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