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Glam Magazine

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6º Festival de Jazz… Porta-Jazz

A Porta-Jazz apresenta a 6ª edição do Festival que todos os anos realiza nos dias 7 e 8 de Dezembro, concentrando aqui a comunidade de músicos de Jazz do Porto, que partilha este palco com artistas nacionais e internacionais. O 6º Festival Porta-Jazz reúne cerca de 50 artistas em 11 concertos de projetos de música original. Pelo auditório Manoel de Oliveira, auditório Isabel Alves Costa e Café Concerto do Rivoli irão passar desde os novos valores do jazz a músicos já consagrados, num ambiente fervilhante e enérgico, mostrando o que de melhor se faz no jazz português, com especial ênfase no Porto. É nesta montra que poderão assistir a concertos de vários formatos, desde trios intimistas a large ensembles, de jazz vocal a instrumental, com propostas variadas em estilo e do mais elevado nível.

untitled1.jpgA trompetista Susana Santos Silva, o cantor Kiko Pereira, o contrabaixista Demian Cabaud, o guitarrista André Fernandes, os saxofonistas João Guimarães e José Pedro Coelho e o baterista Marcos Cavaleiro são alguns dos nomes nacionais a evidenciar, enquanto que do estrangeiro destacamos: o baixista irlandês residente em Nova Iorque, Simon Jermyn, o pianista suiço residente em Brooklin, Sebastien Ammann, o baixista dinamarquês Anders Christensen e o baterista galego Iago Fernandez. O concerto final será protagonizado pelo CORETO (grupo de 12 jovens músicos, com três discos editados e com o seu trabalho reconhecido pela crítica) que, para este momento em especial, convidou alguns dos mais importantes e consagrados músicos / compositores do panorama Portuense a integrarem o ensemble: Carlos Azevedo, Mário Santos, Nuno Ferreira, Paulo Gomes, Paulo Perfeito e Pedro Guedes.

É ainda de salientar a colaboração com a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto para a animação das jam sessions que irão encerrar a programação de cada dia, reforçando o Festival Porta-Jazz como ponto-de-encontro obrigatório entre as diversas gerações de músicos e o público. Esta é a 6ª edição de um festival que cresce a cada ano, e que devolve à cidade e aos amantes do Jazz um festival anual no espaço que acolheu o icónico Festival de Jazz do Porto durante 15 anos.  Fica o convite para ouvir, ver e viver no pulsar de uma comunidade altamente criativa e que muito tem contribuído para a dinâmica cultural do Porto.

Nos próximos dias vamos apresentar em detalhe as presenças no festival.

 

A Porta-Jazz é uma associação de músicos sediada no Porto, que tem vindo a dinamizar o circuito de concertos e propostas de jazz na cidade desde 2010, tem um projeto editorial – o Carimbo Porta-Jazz – já com 20 discos originais editados, e habita atualmente na Avenida dos Aliados, bem no centro da cidade. É neste espaço, a Sala Porta-Jazz, que decorrem ensaios, oficinas, residências e gravações, onde os projetos tomam forma e são apresentados ao público, todos os Sábados, numa agenda semanal ininterrupta desde 2013.

Exposição “BD Facebook - a culpa é do like” na Amadora

A exposição BD Facebook - a culpa é do like, organizada pela Câmara Municipal da Amadora, em parceria com a ACASO - Associação Cultural e Artística de uma Sociedade Original - realiza-se de 26 de novembro a 31 de março, na Bedeteca da Amadora e reflete o uso da internet, em particular do Facebook como berço da publicação de banda desenhada. Baseada no trabalho de quatro autores cujas obras publicadas recentemente partem deste universo, a exposição mostra-nos a obra de Sara-a-dias, A minha mãe acha que fui trocada à nascença, Fernando Caeiro, As crianças são muito infantis, Miguel Montenegro, Psicopatos - Entre loucos, quem tem juízo é pato e do autor anónimo que criou A Criada Malcriada.

bd1.jpgTendo como ponto de partida o texto de Pedro Cleto, “Internet: um novo berço da BD”, esta exposição, apenas focada na rede social a partir da qual nasceram os livros dos autores em destaque, pretende espelhar o processo de mediação entre o autor e o público até à publicação de um livro. Indo ao encontro da forte interatividade proporcionada pelas redes sociais, possibilitadora de transformações várias, pretende-se que o visitante interaja no espaço da exposição BD Facebook - a culpa é do like, à semelhança daquilo que faz através do seu computador e, consequentemente, a transforme. Também aqui, o visitante pode comentar e “gostar” da exposição e dos seus conteúdos numa área definida para o efeito.

 

Assim, a visão conceptual assenta na linha de tempo que se inicia no autor e no seu trabalho de campo antes de chegar ao Facebook e termina no livro publicado, com a particularidade de ter a rede social como canal mediador. Neste sentido, há dois pontos essenciais: em primeiro lugar, o autor, o Facebook e o livro, que desvenda o processo criativo do autor, mostra a publicação online na página de Facebook e destaca o livro e, em segundo lugar, o visitante e a BD Digital, um espaço para a criação digital por parte do público através da mesa tátil/digital que será publicada na página de Facebook criada para o efeito - www.facebook.com/BDaculpaedolike.

 

Serão ainda organizadas visitas guiadas e ateliês para famílias e escolas, dedicados a um público-alvo entre os 4 e os 12 anos. Os trabalhos daqui resultantes serão também publicados na página de Facebook da exposição.

A entrada é livre.

 

Bedeteca da Amadora

26 de Novembro 2015 a 31 de Março 2016

A Próxima Estação de Diogo Vida Trio

Depois de “Alegria”, álbum de estreia, de 2011, considerado pela crítica como um dos melhores discos de jazz portugueses editados nesse ano, Diogo Vida regressa com o seu mais recente trabalho de música original, “Próxima Estação” (2013). À semelhança do que ocorre no álbum anterior, a diversidade instrumental está presente, através de uma canção, interpretada pela voz de Selma Uamusse, e de uma miniatura intimista para piano solo. Os cúmplices desta aventura são João Custódio e Jorge Moniz, ambos instrumentistas muito conhecidos e solicitados no nosso panorama musical.

diogovida.jpgA música alinhada neste álbum reflete algumas questões que o pianista coloca ao jazz na atualidade: o posicionamento face à tradição e ao formalismo desta linguagem e a permeabilidade inata do jazz e da improvisação a outras linguagens musicais; deste modo, é possível encontrar aqui os ecos do bebop, do piano romântico, da lusofonia e do flamenco, do rock e do drum'n'bass, como algumas das matérias que se fundem para a criação do universo de sons do seu autor. Gravado no clube Ondajazz, em Lisboa, esta é uma música "viva", no sentido do risco assumido pelos músicos ao privilegiarem a interação e o calor de um palco de jazz em lugar do habitual estúdio de gravação. Por essa razão, em Próxima Estação não há overdubs, há apenas os melhores takes da sessão, à semelhança do que acontece com muitos discos que fizeram a história do jazz.

Podem ouvir e adquirir o disco de Diogo Vida aqui

 

Centro Cultural de Belém – Pequeno Auditório (Lisboa)

3 de dezembro 2015 | 21.00h

Buraka Som Sistema divulgam primeiras datas da tour 10 anos

Amesterdão, Roterdão, Berlim, Paris, Londres e Bruxelas são as primeiras cidades divulgadas a receber os Buraka Som Sistema em 2016. São as primeiras divulgadas de uma tour que marca a celebração dos 10 anos de carreira. Depois da anunciada paragem em Agosto deste ano, os Buraka Som Sistema anunciam agora as datas europeias em que vão fazer apresentações nas cidades que marcam de alguma forma a história da banda de Branko, Blaya, Conductor, Kalaf e Riot. São espectáculos que pretendem marcar o legado do grupo com uma das carreiras mais singulares a nível mundial.

picture22.jpgDos concertos memoráveis na ADE em Amesterdão, às históricas noites em Paris e Londres, os Buraka pretendem marcar de forma vincada esta ultima ronda antes da entrada no hiato. Em todas as noites, os Buraka têm como companhia os Alo Wala, nome que também pertence à label Enchufada.

Para breve são divulgadas mais datas incluindo, obviamente, Portugal.

 

Datas na Europa:

25 Fev - AMESTERDÃO (Melkweg)

26 Fev - ROTERDÃO (Annabel)

27 Fev - BERLIM (Yaam)

04 Mar - PARIS (Trabendo)

05 Mar - LONDRES (Electric Brixton)

18 Mar - BRUXELAS (Ancienne Belgique)

19 Mar - LAUSANNE (Les Docks)

Orelha Negra com nova data no Hard Club em 2016

Após a estreia absoluta do novo álbum de Orelha Negra que acontece no grande auditório do CCB, em Lisboa, no dia 16 de janeiro de 2016, também a cidade do Porto será contemplada com um concerto de apresentação do novo trabalho da banda. Ainda antes do lançamento físico e digital, os Orelha Negra tocam os temas do futuro disco de originais na íntegra no dia 30 de janeiro no Hard Club pelas 22h00.

ON_CARTAZ_CCB_1.jpgDJ Cruzfader, Fred, João Gomes, Sam The Kid e Francisco Rebelo têm estado a trabalhar nos novos temas em estúdio e a preparar este espetáculo sem revelar detalhes uma vez que a essência deste conceito assenta no fator surpresa de um concerto inédito com temas que o público fica a conhecer, pela primeira vez, ao vivo. Os bilhetes para o concerto de dia 30 de janeiro no Hardclub, Porto, estão à venda a partir de hoje, dia 26 de novembro, na sala e locais de venda habituais

 

Centro Cultural de Belém / CCBeat (Lisboa)

16 de Janeiro 2016 | 21.00h

 

Hard Club (Porto)

31 de Janeiro 2016 | 22.00h

Seu Jorge anuncia concertos em Lisboa e Guimarães em 2016

Imagine-se numa sala, com uma plateia completamente sentada, num ambiente descontraído e intimista, com um cenário que nos leva até ao Rio de Janeiro e ao "calçadão" de Copacabana. Neste novo espetáculo ouvir-se-ão as novas músicas bem como todos os seus grandes sucessos será certamente um momento de "Felicidade"!

picture1.jpgSeu Jorge, nasceu em 1970 em Belford Roxo no Rio de Janeiro, Brasil. Músico dos pés à cabeça, cantor, compositor, instrumentalista, produtor e ator, define-se a si mesmo como um cantor e compositor popular, que gosta de inúmeros géneros musicais, mas cujo fundamento é o samba: "O samba é a nossa verdade, nossa particularidade, é nossa medalha de ouro, nosso baluarte, nosso estandarte brasileiro." Com uma carreira internacional brilhante, tem em Portugal uma legião de fãs que fazem dele um dos artistas brasileiros mais ouvidos e reconhecidos atualmente no nosso País.

Depois de ter estado em Portugal a apresentar o seu último trabalho "Músicas para Churrasco I", Seu Jorge, regressa a Portugal em março de 2016, para apresentar o seu mais recente trabalho "Músicas para Churrasco II", dia 4 de Março no Multiusos de Guimarães e dia 5 de Março no MEO Arena, em Lisboa. Canções como "Felicidade", "Bipolar", "Mina Feia", "Burguesinha", "Mina do Condomínio", "Amiga da Minha Mulher", entre muitas outras, vão fazer parte do alinhamento destes dois grandes espetáculos, que não poderá perder.

 

 

Pavilhão Multiusos (Guimarães)

5 de Março 2015

 

MEO Arena (Lisboa)

5 de Março 2015

Adele em Portugal para duas datas no MEO Arena

Adele acaba de anunciar uma digressão europeia em 2016 que passará por Portugal com dois espetáculos em Lisboa. Esta é a primeira tournée da artista desde os últimos quatro anos. A digressão que arranca em Belfast vai passar pelo Reino Unido, incluindo Dublin, Manchester, Londres, Glasgow e Birmingham.

adele.jpgA pré-venda, exclusiva para membros do clube de fãs, terá lugar através do site oficial da artista a partir das 09h00 de dia 2 de dezembro. A venda geral arranca dia 4 de dezembro, nos locais habituais. A digressão europeia de Adele passará por Estocolmo, Oslo, Copenhaga, Hering, Berlim, Hamburgo, Colónia, Zurique, Lisboa, Barcelona, Verona, Amesterdão, Paris e Antuérpia.

O novo disco de Adele “25” já está à venda através da editora XL Recordings

 

MEO Arena (Lisboa)

21 e 22 de Maio 2015

Vodafone Mexefest… É já amanhã... Últimos 300 bilhetes disponíveis

Arranca já amanhã o Festival de Inverno mais aguardado!

O Vodafone Mexefest reserva o último fim de semana de novembro para se dedicar a dois dias de música pela Avenida da Liberdade. Seja para os mais aficionados e experientes que dificilmente se perdem, ou para os estreantes, está disponível no site oficial do Festival, toda a informação útil para que se possa desfrutar do Vodafone Mexefest na sua plenitude: transportes, estacionamento, mapa, salas e horários dos concertos, entre outros.

0000.pngRelembramos alguns serviços essenciais:

 

Vodafone BUS – fazendo a ligação entre o Cinema São Jorge e os Restauradores entre as 20h00 e a 01h00, é um palco já icónico do Festival, que promete mais uma vez momentos inesquecíveis com os The Sunflowers e os Pás de Problème.

 

Vodafone Shuttles – avenida acima, avenida abaixo, entre as 20h00 e as 02h00, os shuttles são gratuitos para quem tem a pulseira do Festival e proporcionam a todos maior conforto e rapidez de deslocação, para que não se perca nenhum concerto.

 

App Vodafone Mexefest – a app do Vodafone Mexefest está já disponível com todas as informações sobre o Festival. Agenda, horários, informações sobre o cartaz e a lotação das salas em tempo real, tudo disponível no telemóvel em Android e iOS.

 

Mercado Música Independente – esta iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Santo António juntamente com Rui Miguel Abreu volta a reunir algumas das mais importantes etiquetas independentes nacionais. Durante os dias do Festival, o Picadeiro Real estará aberto ao públicode forma gratuita, e as editoras presentes oferecerão 10% de desconto a todos os portadores de pulseira de acesso ao Vodafone Mexefest. O Mercado estará aberto entre as 12 e as 19 horas, sendo o início perfeito para cada um dos dois dias de Festival. Toda a informação, bem como horários dos showcases podem ser consultados aqui.

 

Troca de bilhete por Pulseira – a troca de bilhete por pulseira é obrigatória e pode ser efetuada já a partir de hoje no Coliseu dos Recreios (das 13h00 às 20h00) ou nos dias do Festival (das 13h00 à 01h00). A pulseira é de uso obrigatório, pessoal e intransmissível, colocada apenas pela organização de forma ajustada ao pulso.

 

Dar a ouvir as diferenças…. Paus + Pop Dell’ Arte

Uma noite, dois concertos, duas gerações de música.

Novos olhares. É este o conceito central em torno desta noite do CCBeat, que chama até ao Grande Auditório do Centro Cultural de Belém dois grupos distintos e de eras bem diferentes da música portuguesa, como é o caso dos PAUS e dos Pop Dell’ Arte. “Se aparentemente nada os une, tenho em crer que ambos são marcos inquestionáveis da evolução que temos vindo a ser testemunhas”, afirma Fernando L. Sampaio, programador do CCBeat e Consultor para Dança e Músicas Plurais, que teve a ideia de juntar numa mesma noite os históricos Pop Dell’ Arte com os mais novatos PAUS. Esta é, de facto, a natureza programática do CCBeat, “a de inclusão de todas as propostas e projetos musicais que tenham qualidade e revelem uma notável renovação de linguagens e caminhos”. Daí que Fernando L. Sampaio tenha levado a cabo este desafio de colocar em confronto as diferenças de geração e de conceitos musicais que tanto os Pop Dell’ Arte como os PAUS representam, cada um à sua medida e da sua forma muito particular: “Acho que numa programação com as características do CCBeat, uma noite com esta cumpre um propósito – dar a ouvir as diferenças”. Diferença é, de facto, um valor chave para definir e compreender estes dois grupos que, nas palavras do programador do CCBeat, “criaram sonoridades próprias” e “trilham o caminho do experimentalismo, do risco inovador”.

PDA© Joaquim Pinto e Nuno Leonel.jpgA originalidade dos Pop Dell’ Arte

Se recuarmos no tempo e nos centrarmos algures em Campo de Ourique, em Lisboa, no ano de 1985, encontramos os Pop Dell’ Arte. O grupo, então formado por João Peste como vocalista, Zé Pedro Moura como guitarrista, Ondina Pires como baterista, Paulo Salgado como baixista e Luís Saraiva como percussionista, gravou a sua primeira maqueta no dia 11 de fevereiro de 1985. Sonhos Pop, Turin Welisa Strada, Bladin e Eastern Streets foram as canções gravadas para essa maqueta e foi com ela que concorreram à 2.ª edição do Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous, um marco incontornável para compreender a história da música pop portuguesa do pós-25 de Abril. Não saíram do Rendez-Vous, no dia 5 de maio, com o prémio principal (que na altura foi para os THC, um projeto de João Cabeleira, guitarrista dos Xutos & Pontapés), mas acabaram distinguidos com o Prémio de Originalidade, um título que acabou por antecipar a riqueza e idiossincrasia musical com que os Pop Dell’ Arte nos brindaram nas mais de três décadas que se seguiram. Na altura, António Sérgiu definiu-os entusiasticamente como “a melhor banda do mundo”.

De facto, se existe forma para descrever apurada e fielmente o percurso dos Pop Dell’ Arte, esse tem de, obrigatoriamente, passar pela originalidade. Na história da música pop portuguesa não existe um nome igual aos Pop Dell’ Arte, que tenha desde tão cedo desafiado os limites normativos daquilo que se considera uma canção pop, cruzando ao longo de mais de 30 anos influências musicais díspares, ecos de estímulos artísticos como a literatura ou as artes plásticas. Em 1985, os Pop Dell’ Arte eram também fruto de uma nova cultura, jovem e alternativa, que ganhava expressão em Portugal, depois de se terem abrandado os tumultos políticos e sociais consequentes da Revolução dos Cravos. A liberdade conquistada permitiu que um grupo tão diferente de tudo o que vinha para trás e do que existia então pudesse conquistar o seu espaço.

A originalidade com que foram definidos quando participaram no Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous teve os seus ecos não só na música que criaram, mas inclusivamente na forma de a editar e distribuir. João Peste decidiu então criar a Ama Romanta, primeira editora independente em Portugal gerida somente por músicos, e através da qual foram divulgados os trabalhos de nomes como Anamar, Croix Sainte, Mler Ife Dada, Mão Morta, Santa Maria Gasolina em Teu Ventre, Sei Miguel, ou, claro, dos próprios Pop Dell’ Arte. Tudo músicos que ousaram, entre o cinzentismo, experimentar, explorar, trilhar um caminho só seu. "Querelle”, lançado em janeiro de 1987, foi o primeiro single que editaram e que tornou logo evidente o carácter único da personalidade dos Pop Dell’ Arte, não só pela estética, mas na recuperação de referências de outros universos artísticos, neste caso específico o romance de Jean Genet, publicado em 1947, e o filme homónimo de Rainer Werner Fassbinder, estreado originalmente em 1982. Aliás, para compreender o total alcance da música dos Pop Dell’ Arte é preciso ter sempre em conta diversas correntes artísticas. Como o jornalista Nuno Galopim descreveu num artigo publicado no Diário de Notícias, a 11 de outubro de 2014, as “heranças de visões de Braque e Picasso sobre colagem (em inícios do século XX), a ideia do ready made de Duchamp e a pop art de Warhol foram apenas alguns entre os muitos dados que o grupo levou às suas composições, imagens e concertos”. “Free Pop” (1987) foi o primeiro álbum do grupo, ao qual se sucederam “Ready Made” (1992), “Sex Symbol” (1995) e “Contra Mundum” (2010), bem como vários EPs, entre eles “Ilogik Plastik” (1989) ou “So Goodnight” (2002). Da música de cariz mais surrealista, à chanson française, passando pelo assimilar de vivências da música de dança, em particular, da cultura rave dos anos 1990, pelo hip hop ou pela “simples” canção rock, até hoje os Pop Dell’ Arte têm mantido os seus horizontes largos e, por isso, permanecem um caso único no nosso panorama musical.

PAUS.jpgPAUS: a nova geração

O que une então os Pop Dell’ Arte aos PAUS?

Segundo o programador do CCBeat, “os Pop Dell’ Arte têm uma história que não pode ser esquecida, têm pressupostos musicais e culturais bem precisos. Os PAUS têm um percurso mais recente, é certo, mas o processo de composição e a sonoridade que os une, isto é, a colagem, o improviso, a citação ou o reenvio para outros universos musicais aproxima-os e distingue-os, simultaneamente”.

A força rítmica é, essencialmente, o que caracteriza o som dos PAUS, grupo que é hoje formado por Hélio Morais, Joaquim Albergaria, Makoto Yagyu e Fábio Jevelim e que tem, desde logo, a particularidade de ter duas baterias que estão unidas pelo mesmo bombo. Depois de um primeiro concerto, no final de 2008, ainda sem nome, num espaço da Avenida da Liberdade, o grupo fez as suas primeiras gravações em maio de 2009 e em 2010 saiu o EP “É Uma Água”, editado pela Enchufada, casa mãe dos Buraka Som Sistema. Logo aí o carácter tribalista e celebratório desta música começou por conquistar públicos um pouco por todo o país.

O fenómeno teve a sua primeira expressão maior quando lançaram o primeiro álbum, homónimo, no final de 2011, pela Valentim de Carvalho, e entraram diretamente para o terceiro lugar do top nacional de vendas. Curioso facto, uma banda que encontra no caos a sua forma de brilhar, alcançar tamanho reconhecimento público. Os aplausos têm vindo inclusivamente do estrangeiro. Já atuaram, por exemplo, no México, Estados Unidos, França, Reino Unido, Holanda, Itália ou na vizinha Espanha, que distribuiu internacionalmente o segundo álbum do grupo, “Clarão” (2014), através da El Segell, editora ligada ao festival Primavera Sound. Em Portugal o álbum saiu pela multinacional Universal. Praticantes de uma música que ora reflete heranças do pós-rock, como faz eco do denominado math rock, género de estruturas rítmicas atípicas e com gosto pela experimentação, tudo isto define, em parte, a proposta dos PAUS, um grupo que é em palco que também se tem celebrizado, pela intensidade das suas performances. Estando já previsto o lançamento do próximo álbum, “Mitra”, para fevereiro de 2016, este concerto no CCB acaba por ser uma oportunidade única para entrar no novo universo sonoro que os PAUS estão a conceber.

Não devemos, por isso, recear uma proposta programática como esta, a de juntar numa mesma noite grupos como os PAUS e os Pop Dell’ Arte, até porque a diferença e diversidade que cada um representa só pode estimular a partilha de novas experiências musicais, tanto em palco, como entre o público. E, como o célebre António Sérgio tão bem propagou, que se celebre “o direito à diferença”.

 

Texto: João Moço

Fotografias: Joaquim Pinto e Nuno Leonel

 

Centro Cultural de Belém (Lisboa)

5 de Dezembro 2015 | 21.00h

Maria Gadu… Concertos de apresentação do novo disco Guelã

Maria Gadú, compositora, cantora e autora de temas que correm o mundo como “Shimbalaiê” ou “Altar Particular”, um dos maiores nomes de referência da Música Brasileira da actualidade. Ao terceiro álbum, Maria Gadú pode orgulhar-se de ter deixado o plano das promessas e ser hoje uma absoluta certeza no plano dos talentos firmados no Brasil. “Guelã”, o seu novo álbum, apresentado com grande sucesso no passado mês de Julho em São Paulo, primeiro, e no resto do Brasil, logo depois, é a prova desse talento maior: letras cuidadas, melodias ricas de imaginação, canções que têm garras para se manterem firmes nos nossos ouvidos por muito tempo.

gadu.jpg“Guelã” é um trabalho ambicioso que traduz também as vistas largas de mundo que a cantora foi obtendo depois da estreia em 2009 e do crescimento, dois anos depois, com a edição do seu anterior trabalho, “Mais Uma Página”. Poder tocar em diferentes países fora do Brasil abriu-a a novas sonoridades e experiências e “Guelã” é a prova disso mesmo: James Brian, artista canadiano conhecido em Londres, ou Mayra Andrade, cantora cabo-verdiana conhecida em Lisboa, são alguns dos cúmplices nesta íntima viagem apresentada em Guelã. Apesar do tom solitário, talvez estas canções revelem que artistiocamente Maria Gadú abriu as suas asas. Afinal de contas, “Guelã“ significa Gaivota.

Canções como “Vaga” ou “Trovoa” são fundas e mostram como Gadú domina a arte das emoções feitas palavras e melodias. Quando canta, não há quem não acredite que é para si em especial que Maria Gadú está a cantar, talvez por as suas canções conterem tanta vida.

 

Centro Cultural de Belém (Lisboa)

4 Março 2016 | 21.00h

 

Casa da Música (Porto)

6 Março 2016 | 21.00h

Os Italianos IANVA são a primeira confirmação do Entremuralhas 2016

São oito os músicos que dão corpo aos italianos IANVA (pronuncia-se “ya-noo-ah”), colectivo que chega de Génova e que, à sétima edição do festival ENTREMURALHAS, se estreia, finalmente, em Portugal. O grupo, onde pontificam elementos oriundos de diferentes quadrantes estéticos, é detentor de um universo musical facilmente identificável, o que lhes confere personalidade e um território sonoro próprio.

00033.jpgAs suas composições, repletas de arranjos que tanto nos remetem para a música popular italiana como para as vielas pecaminosas do pigalle parisiense, toca-nos pelo apelo poético que permanentemente as percorre. E é aí que verdadeiramente nos rendemos, ao sermos embalados no exotismo latino da língua em que cantam e que exorta sentimentos da alma transalpina, como a paixão, a ousadia ou a dignidade. De resto, a apologia do passado, inspirado nalguns dos acontecimentos históricos mais relevantes do seu país, é invocado por entre influências assumidas dos pioneiros da new wave conterrânea até aos seus mestres da sétima arte como Ennio Morricone, Bruno Nicolai, Armando Trovajoli, Franco Micalizzi ou Stelvio Cipriani. Na amálgama de figuras que os inspiram a banda coloca ainda nomes como Scott Walker, Marc Almond, Fabrizio De Andrè, Piero Ciampi e Jacques Brel.

Em suma, os IANVA são senhores de uma sonoridade empolgante, cinemática, às vezes épica outras vezes introspectiva, mas sempre com uma indelével capacidade de nos prender a atenção de uma forma absolutamente arrebatadora. A música ligeira tricolor encontrou nos IANVA a sua mais esplendorosa e exuberante dimensão, tornando este grupo de excepcionais músicos num dos mais fascinantes estandartes da “vecchia” península itálica

 

Fotografia: Giulia Bellemo

“Sur lie” o envelhecimento de Grutera….

Sur lie é um processo de envelhecimento do vinho, com o objetivo de desenvolver ainda mais a sua estrutura, corpo, complexidade aromática, profundidade e sabor. Quer isto dizer que Grutera está a amadurecer? A verdade é que, depois de um primeiro disco na segurança do estúdio e de um segundo abençoado num mosteiro, o músico instalou-se com a sua guitarra no Túnel das Barricas da Herdade do Esporão para gravar o terceiro álbum, inspirado pela arte vinícola e pela planície alentejana.

a4123215809_10.jpgTudo começou quando o guitarrista e Vasco Durão, responsável pelo projeto Guitarras ao Alto, se conheceram no início do ano. Grutera andava à procura de um espaço diferente para dar voz à dimensão da sua nova música e Vasco desafiou-o a experimentar uma adega alentejana. A opção pelo Esporão foi natural. O Túnel das Barricas, onde nunca antes se tinha gravado um disco, é um espaço mágico, ou, como diz Grutera, “cada segundo é mais intenso aqui”. Uma intensidade que encontrou paralelo na vontade do Esporão em apostar em ideias diferenciadoras e de fazer da sua Herdade um ponto de encontro único entre cultura e enoturismo. Na madrugada de 27 para 28 de Junho, a doze metros de profundidade, a guitarra de Grutera absorveu a textura e o aroma da adega e fez eco pelo Alentejo fora. Para a história fica “Sur lie”, produzido e masterizado por Diogo e Tiago Simão, com fotografia de Leonor Fonseca e design de Ana Gil.

O disco teve edição no dia 1 de Novembro pela Fnac Cultura e apoio do Guitarras ao Alto e do Esporão.

Alinhamento do disco:

  1. Nervo
  2. Deixa-me Chegar
  3. Perdi o Fim
  4. Eva
  5. Os Dois
  6. Hoje é para sempre
  7. Se não ficares, volta
  8. Mosto

O disco pode ser adquirido na FNAC e escutado/adquirido igualmente aqui

Rihanna divulga digressão mundial….

Três anos depois da sua última digressão mundial, a multiplatinada artista Rihanna anunciou uma nova digressão, "ANTI World Tour", que servirá para promover o seu próximo álbum de estúdio, "ANTI". A digressão, produzida pela Live Nation, arranca a 26 de fevereiro do próximo ano na Viejas Arena, em San Diego, sendo que só na América do Norte contará com perto de 40 datas, entre Nova Iorque, Los Angeles, Toronto, Chicago, Vancouver ou Washington DC. A Samsung e a Puam são parceiras da parte norte-americana desta digressão. O rapper Travis Scott será o convidado especial de Rihanna nestes concertos. Depois dos Estados Unidos, a cantora segue para a Europa, onde tem concertos já marcados em Londres, Amesterdão, Berlim, Milão, Viena, entre outras cidades. Os bilhetes para as datas europeias são colocados à venda no próximo dia 3 de dezembro no site Live Nation.

pictureCAG20S4H.jpgRihanna permanecerá na Europa de 11 de junho até 12 de agosto, sendo que nestes concertos contará com o canadiano The Weeknd como convidado especial, além de estar confirmada a presença do rapper Big Sean nas primeiras partes. Os membros da plataforma TIDAL terão um acesso exclusivo à pré-venda de bilhetes para os concertos da "ANTI World Tour", que decorrerá de 30 de novembro a 2 de dezembro.

Envolto em mistério continua a estar o próximo álbum de estúdio da cantora, "ANTI". Em outubro foi divulgado o artwork do disco, da autoria do artista contemporâneo Roy Nachum, numa inauguração de uma exposição na MAMA Gallery, em Los Angeles. Entretanto, ao longo deste ano Rihanna lançou três singles que rapidamente se tornaram das canções mais populares de 2015: "FourFiveSeconds", numa colaboração com o rapper Kanye West e o veterano Paul McCartney, "Bitch Better Have My Money" e "American Oxygen".

Rihanna é hoje um ícone incontornável não só da música moderna, mas da indústria do entretenimento e do mundo da moda. Até agora já vendeu mais de 54 milhões de álbuns em todo o mundo e 240 milhões de canções em formato digital, o que faz dela a artista que mais vendeu em plataformas online desde sempre. Em sete anos lançou sete álbuns, 13 dos seus singles alcançaram o n.º 1 dos tops e vendeu 8 prémios Grammy. A cantora é também a artista mais vista no Vevo/YouTube, com mais de 7 mil milhões de visualizações e 23 vídeos certificados pela plataforma Vevo, um recorde para qualquer outro artista. Rihanna é também uma das artistas com mais seguidores no Facebook, com mais de 81 milhões de amigos. Em paralelo à carreira na música, a cantora já lançou seis fragrâncias, duas coleções com a Armani, quatro coleções com a linha de roupa River Island, além de ser representante para a MAC & Viva Glam e de ser a nova cara da campanha "Secret Garden", da Dior.

Captain Boy ao vivo…. no Armazém do Chã

Captain Boy é o alter-ego de Pedro Ribeiro. Vagabundo com voz rouca e guitarra a tiracolo que canta histórias que transcendem o tempo. A sonoridade ferrugenta acompanha-o em todas as actuações remetendo-nos para um ambiente intimista, como se nós próprios estivéssemos a bordo de um barco imaginário. Assim como o mar, Captain Boy é imprevisível, transformando todos os concertos numa viagem distinta.

GLAM - Captain Boy.jpgO nome “Captain Boy” é inspirado numa história de Júlio Verne Dick Sands, The Boy Captain – escrita em 1878. Dick Sands, com 15 anos, torna-se comandante de um navio. O primeiro EP do Artista conta com a distribuição digital da Universal Music Portugal e resulta da parceria com o Tradiio. Captain Boy chegou ao Top50 das mais de 1200 bandas a votação no Tradiio e foi o primeiro Artista a ser selecionado para actuar na 21ª edição do Festival Super Bock Super Rock. O Artista foi escolhido para abrir o palco EDP no dia 18 Julho de 2015

 

Armazém do Chã (Porto)

28 de Novembro 2015 | 22.30h

 

Fotografia: Paulo Homem de Melo