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Glam Magazine

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Jameson Urban Routes arrancam hoje no Musicbox em Lisboa

Cave Story

Nascidos nas Caldas da Rainha, os Cave Story são uma das bandas que tem surpreendido e entusiasmado a cena musical nacional neste arranque de 2015. O grande responsável é “Spider Tracks”, o EP lançado em Fevereiro deste ano. Os Cave Story são Gonçalo Formiga, Pedro Zina e Ricardo Mendes. Formados em 2013, lançaram um conjunto de demos que chamou a atenção de vários promotores e festivais nacionais e internacionais como a FatCat Records e o Reverence Valada.

0-cave.jpgEm 2014, editaram o single “Richman”, um tributo apaixonado a Jonathan Richman e uma versão do tema Helicopter Spies dos Swell Maps, que o próprio Jowe Head (Swell Maps, Television Personalities) questionou se não seria um bootleg esquecido no qual ele estaria a tocar.

0-galgo.jpgGalgo

Vindos do Mad Max português, os Nirvana Studios, os Galgo assumem influências no dance rock, math rock e afrobeat, traduzidas para uma linguagem instrumental densa, com constantes variações rítmicas e síncopes fortemente dançante. Alexandre Sousa, João Figueiras, Miguel Figueiredo e Joana Batista compõem o quadrado essencial deste colectivo que acaba de editar o EP de estreia, “EP5”.

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Pega Monstro é o nome ideal para juntar Júlia e Maria Reis em torno de uma linguagem que, não se pasme, só podia sair da cumplicidade de quem cresceu em conjunto. A tocarem juntas desde adolescência, numa altura em que Portugal ainda não estava habituado a ver mulheres no rock, Júlia e Maria têm sido coerentes na construção de um universo que tem tanto de punk como de sonho e inocência. Editaram o primeiro EP pelo braço forte da Cafetra, que, em 2012, as juntou a B Fachada para produzirem aquilo que seria o homónimo disco de estreia. Em 2014, mais adultas mas menos sérias, lançam “Alfarroba”, um disco que fala de crescimentos, músicas e o universo feminino.

 

Pilooski

Falar de Pilooski é olhar a música de dança dos últimos anos. Compositor, engenheiro de som, produtor e músico, assinou um sem número de êxitos inequívocos para as pistas de danças dos principais clubes em solo terrestre. Em nome próprio editou 7 Eps e singles, tendo produzido remixes para nomes como Ferry, LCD Soundsystem, Tame Impala, Jarvis Cocker ou Nina Simone. Como trabalho secundário alimenta o universo disco dos Discodeine. Como produtor partilhou estúdio com Jarvis Cocker (Pulp), Baxter Dury, Matias Aguayo and Kevin Parker (Tame Impala). Actualmente, prepara-se para editar um novo EP.

 

Magazino

Seja pelo poder de adaptação, lei do mais forte ou persistência audaz, só dos mais hábeis reza a história, Magazino está presente desde o big bang da música electrónica de dança dos anos 90. Acompanhado ao ritmo dos quatro por quatro construiu carreira assente num sólido conhecimento musical, reforçado pelo trabalho de produção e edição. Como resultado absoluto, há muito que mobiliza público atrás de si ou do preponderante coletivo bloop recordings. Atento e assistindo de perto à evolução dos tempos é porto de segurança para quem dança e referência inabalável para os seus pares.

 

Jameson Urban Routes

22.00h Cave Story

22.45h Galgo

23.30h Pega Monstro

00.30h Pilooski

02.30h Magazino

 

Musicbox (Lisboa)

22 de Outubro 2015 | 22.00h

 

 

 

Festival Big Bang…. A Cidade da Tristeza Profunda (Dead Combo)

Uma fábula sobre o poder da música.

A partir de duas personagens, Gato-pingado e Escanzelado (Dead Combo), entramos numa viagem ao centro dos corações, onde a alegria ainda não floresceu. Cheio de quadros e de metáforas, este conto aproxima-nos de um universo em que a música é a matéria primordial para que o sorriso tenha a qualidade da felicidade.

dead.jpgUm espetáculo de sombras, no qual músicos, marionetas, paisagens e objetos se encontram num imaginário sem palavras, cheio de notas musicais.

 

Conceção: Pedro Gonçalves, Tó Trips, Ainhoa Vidal, Nuno Salsinha, Carla Martinez e Helder Nelson

Música: Dead Combo / Atriz Ainhoa Vidal

Cenografia: Carla Martinez

Desenho e operação de luz e vídeo: Nuno Salsinha (Tela Negra)

Desenho e operação de som: Helder Nelson / Artwork Mackintóxico

Coprodução: Rede Big Bang

 

A Cidade da Tristeza Profunda (Dead Combo)

CCB (Sala de Ensaios) (Lisboa)

23 e 24 de Outubro 2015 | 12.00h 13.15h 15.30h

Capicua, Emicida, Rael e Valete juntos em estúdio, para colaboração transatlântica

Capicua, Emicida, Rael e Valete são o rosto de um projecto artístico único que reúne os melhores mc/rappers, letristas, compositores e produtores de língua portuguesa da actualidade. Esta parceria cultural encurta a ponte aérea geográfica entre Portugal e Brasil, estreitando as relações musicais, onde o fio condutor é a língua portuguesa e o hip hop.

Capicua+Emicida+Rael+Valete - Foto promo 2.jpgNesta aventura, Valete e Capicua representam Portugal e a defender as cores do Brasil estão Emicida e Rael. Mais do que uma battle, esta colaboração transatlântica resulta na partilha e nas rimas e batidas perfeitas entre Portugal e Brasil. Da tripulação fazem também parte Kassin, Fred Ferreira e Nave, que asseguram a produção musical deste projecto. Atualmente, todos os elementos envolvidos encontram-se em estúdio a finalizar algo que se adivinha muito especial e único, que se materializará numa edição que está agendada para o segundo semestre de 2016 pela Sony Music Entertainment Brasil e Portugal, com apoio do selo Laboratório Fantasma, de Emicida e Evandro Fióti.

 

A viagem ainda agora começou.

Jameson Urban Routes… Andy Stott

Andy Stott tem, ao longo da última década, percorrido diferentes nichos da electrónica, entre o universo dub mais imersivo até ao mais frio techno, assumindo edições que são, de alguma forma, testamentos da sua procura artística.

Andy Stott.jpgDos tempos de “Passed Me By” e “We Stay Together”, até ao mais recente “Faith in Strangers“, lançado em Julho de 2014 e apontado pela crítica internacional como um dos seus mais coesos registos, o produtor de Manchester assinou o compromisso com os lados mais negros e introspectivo da electrónica. Ao tirar partido da cruzada mistura de gravações de campo, um sem número de instrumentações e estilos de produção hi-tech, Andy Stott volta a colocar-se na dianteira da fronteira entre a tradição e a inovação.

 

Jameson Urban Routes

Musicbox (Lisboa)

24 de Outubro 2015 | 01.30h

37.º Portugal Fashion Celebration… Carla Pontes

Para o verão 2016, Carla Pontes apresenta ‘ALGA‘, uma coleção delicada, inspirada pela leveza das algas de correntes de rio. A leve dança destes elementos nas margens remete para movimentos suaves de corpos frágeis e escorregadios.

Carla_Pontes_1276160.jpgCarla_Pontes_1276167.jpg

Sob sons ondulantes, também eles dançam cobertos por vestidos pingados, depurados e bem delicados. São peças que fugiram da alfaiataria para se desconstruírem e misturarem com uma linguagem mais contemporânea, onde assumem detalhes refinados, conjugados com cortes em fio e costuras desportivas. Os materiais reúnem toques aveludados entre a pele de pêssego e o cupro, efeitos óticos de sobreposições de redes e efeitos riscados em duplas faces rugosas.

Carla_Pontes_1276175.jpgCarla_Pontes_1276189.jpg

As cores centram-se em tons neutros de nude, cinza e marinhos, quebrados apenas pelo yves klein blue. Caracterizada por uma constante procura do apuramento formal e da simplicidade contemporânea, as propostas de Carla Pontes desenvolvem-se sob influência da linguagem minimalista e do cuidado com os materiais aplicados em peças de carácter urbano.

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Cada peça é encarada como um objeto tridimensional de desenho apurado. O desnecessário é anulado e o pormenor exaltado. Em Carla Pontes pretende-se envolver e dar continuidade ao corpo humano

Carla_Pontes_1276229.jpgCarla Pontes é licenciada em Design de Equipamento pela ESAD Matosinhos e Politecnico di Milano, e em Design de Moda pelo CITEX/MODATEX, Porto. Em outubro de 2011, apresentou a coleção “ob>jec>>tor” no espaço BLOOM do Portugal Fashion, em representação desse mesmo centro de formação. Em 2012, realiza o estágio de final de curso no atelier de Nuno Baltazar, após o qual passa a integrar a sua equipa como júnior designer até finais de 2013. No término de 2012, apresenta pela primeira vez no espaço BLOOM / Portugal Fashion, e ainda no Matadero de Madrid, no âmbito do Young Designers Fashion Show. Em 2014 e 2015, expõe em Londres durante a London FW, integrando o grupo de designers que representaram Portugal no International Fashion Showcase.Em 2014, torna-se ainda formadora no MODATEX. Em fevereiro de 2015, é a vencedora portuguesa do European Young Designers Contest, parte do Porto Fashion Show. Vem sendo, desde 2012, convidada a apresentar na plataforma BLOOM / Portugal Fashion, alargando, simultaneamente, a sua exposição internacional com feiras e showrooms em Londres, Paris, Copenhaga e Xangai

 

37.º Portugal Fashion Celebration (Lisboa)

21 Outubro 2015

37.º Portugal Fashion Celebration… Alves / Gonçalves

Conceção cujo desenvolvimento contraria o clássico em termos de construção,

intercetando, justapondo, desnudando, criando ritmos e movimentos livres, numa silhueta sensual, longilínea, mas densa de detalhes!

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Um patchwork de tecidos estampados, outros com brilhos numa combinação rebelde, onde estes assumem uma feminilidade provocadora, ritmada pelos sons mais underground.

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Contraposição das matérias criando uma nudez semi-escondida, pela utilização de aberturas, que adivinham a liberdade do corpo, ou pela transparência dos materiais utilizados, sem esquecer um glamour próprio dos tecidos luxuosos empregues.

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Estampados em sedas naturais, quer crepes quer organzas. Paiettes, crepes de seda natural. Tecidos rendados.

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Um todo completado com laços tipo nós, acessórios com brilho, apontando esta estética para o ritmo urbanode hoje.

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ALVES/GONÇALVES

Manuel Alves nasceu em Montalegre e José Manuel Gonçalves em Abrantes. A colaboração de ambos tem início em 1984, quando decidem em parceria inaugurar duas lojas no Bairro Alto, em Lisboa, para comercializarem as suas coleções masculina e feminina.

Em 1985 apresentam-se no Palácio do Correio Velho e, desde então, têm vindo a mostrar regularmente as suas coleções. Para além do seu percurso como criadores, colaboraram com a indústria no período compreendido entre 1989 a 1992, criando várias marcas para os mercados nacional e internacional. Como convidados do então designado ICEP, em 1993/94 e 95, os dois criadores apresentaram coleções no Salão Gaudi, em Barcelona. No currículo internacional destacam-se ainda as presenças no SEHM e na IGEDO. No mesmo âmbito, foram convidados para ações de divulgação da moda portuguesa em Londres, Copenhaga e Washington.

Conquistaram o Globo de Ouro “Personalidade de Moda” e desenharam uniformes para empresas como a Vodafone e a TAP, assim como figurinos para cinema, teatro e bailado. A dupla já desenvolveu também uma linha de cerâmica e uma outra de joias e acessórios, tendo criado em 2008 um selo para os Correios de Portugal. Entre 1991 e 2013, os dois criadores foram ainda docentes convidados da Faculdade de Arquitetura de Lisboa, onde lecionaram a cadeira de Design de Moda. Com o apoio do Portugal Fashion, já desfilaram em São Paulo e Nova Iorque

 

37.º Portugal Fashion Celebration (Lisboa)

21 Outubro 2015

37.º Portugal Fashion Celebration… Storytailors

Esta coleção é uma nova história do livro de contos que abrimos com a coleção anterior, sobre a descoberta através da imaginação, sobre a riqueza resultante dos cruzamentos interculturais. O nosso conceito está refletido num diário – o diário de uma princesa em descoberta. Incluídos nesta coleção, estão os dois vestidos comissariados pelo Kennedy Center, exibidos, em março deste ano, em Washington, na exposição Iberian Suite.

Story_Taylors_1276021.jpgDiário de uma princesa em descoberta cruza três histórias da cultura portuguesa: a lenda das “Três mouras encantadas”; a história de “Santa Joana Princesa”, padroeira de Aveiro; e a epopeia de Luís de Camões, “Os Lusíadas”.

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As silhuetas desta coleção estão marcadas pelos elementos ar e água, pela porcelana e a azulejaria, pelo casamento entre arte e ciência, pela eterminação e o vibe resistente, que vencem a tragédia e o fatalismo e que conduzem à descoberta e à conquista.

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dealizar/sentir; delicadeza/força; criar/construir; (auto)descoberta/viagem.

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Brancos e azuis, reflexos molhados, motivos e símbolos delicados, materiais sólidos mas frágeis, corpos rígidos, opacos, mas com camadas de transparência na técnica de construção. Criação e ciência de mãos dadas; arte com alicerces na ciência e vice-versa (ilustram-no Da Vinci, Einstein, Pitágoras e a suas descobertas geométricas). Na forma das peças usamos o número de Ouro e a proporção Áurea tal como surge na natureza; a sua construção e os volumes são influenciados pela espiral de Fibonacci.

Story_Taylors_1276147.jpgSTORYTAILORS

João Branco e Luís Sanchez criam a Storytailors em 2001, após concluírem os estudos em design de moda na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa.

Juntam esforços, amadurecem ideias e decidem criar um projeto com um nome-conceito que refletisse internacionalmente a sua forma de ver e trabalhar a moda. A paixão pela história, por histórias, por metáforas e o seu fascínio pela construção do vestuário, a alfaiataria e a moda juntam duas palavras inglesas numa só e é assim que story e tailors se tornam Storytailors. A partir das suas pesquisas e inspirações criam e contam histórias ao futuro de uma forma libertadora, assumindo-as em capítulos a cada coleção. A inguagem metafórica, implícita em cada peça de vestuário, é a sua forma de comunicar.

O seu trabalho mistura história, contemporaneidade e futuro em design intemporal. Cada peça Storytailors sobrevive à estação em que foi criada e pode ser reproduzida em qualquer altura, por encomenda ou em edições especiais. Apresentam as suas coleções nas edições nacionais do Portugal Fashion. Com o apoio do Portugal Fashion, a dupla participou cinco vezes no calendário da Semana de Moda de Paris. Consequentemente, as peças Storytailors têm presença assídua nos editoriais das mais prestigiadas publicações nacionais e internacionais. Em 2006, instalam-se no centro de Lisboa, no Chiado, com loja e atelier na Calçada do Ferragial 8. Em termos de guarda-roupas, salienta-se o trabalho desenvolvido com os artistas musicais The Gift, Amália Hoje, Mísia e Yolanda Soares

 

37.º Portugal Fashion Celebration (Lisboa)

21 Outubro 2015

Festival Big Bang…. no CCB

Quando uma banda de metais belga e uma Big Band portuguesa se encontram, o resultado é explosivo. O que acontece quando uma Big Band de jovens é infetada pelo vírus de rua da Hop Frog? Possíveis sintomas do vírus incluem: vontade incontrolável para fazer experiências musicais, pés dançantes e explosões vocais. Vais certamente descobrir um novo estilo!

A fanfarra Hop Frog é uma banda de metais belga que opera na fronteira entre o free jazz, o teatro e o absurdo. Dois músicos da Hop Frog, Bert Bernaerts (trompete) e Tijl Piryns (percussão), irão ensaiar em Lisboa com 13 músicos portugueses da Big Band Júnior. O resultado desta intensa semana de ensaios será apresentado num concerto em que todos os músicos da Hop Frog e da Big Band Júnior te vão fazer sorrir… e dançar.

big.jpgO projeto Nómadas: Em cada versão do festival, o país organizador convida um músico ou um coletivo de artistas de outro país. Estes “nómadas” irão preparar um concerto em que tocarão ao vivo com crianças ou com jovens músicos do país anfitrião.

 

Hop Frog Fanfare – Koen Bollen (saxofone soprano), Hanne De Backer (saxofone barítono), Bert Bernaerts (trompete), Mario Conjaerts (trompete), Loes Minnebo (trombone), Glen De Jonghe (sousafone), Tijl Piryns (tarola), Sarah Vanimpe (percussão), Tim Coenen (bombo), Peppi Pepermans (saxofone alto)

 

Big Band Junior Direção Artística Claus Nymark / Direção Pedagógica Alexandra Ávila e João Godinho / Músicos Frederico Araújo (clarinete) / André Simões (saxofone alto) / Bernardo Tinoco (saxofone alto) / Ricardo Neto (saxofone alto) / Sofia Sena (saxofone alto) / Thomas Childs (trompete) / Tomás Ferreira (trombone) / Diogo Lopes (piano) / Francisco Gomes (piano) / Afonso Lourenço (guitarra elétrica) / Pedro Finisterra (baixo elétrico) / Tomé Ferreira (bateria) / Matilde Madeira Lopes (voz) / Produção CCB | Hot Clube de Portugal

 

Hop Frog Fanfare + Big Band Júnior

CCB (Grande Auditório) (Lisboa)

23 e 24 de Outubro 2015 | 16.30h (23/10) e 17.00h (24/10)

 

37.º Portugal Fashion Celebration

Depois de Lisboa, evento prossegue no Porto de 22 a 24 de Outubro. Programa compreende 22 desfiles na passerelle principal e dez na passerelle Bloom, com a participação de 19 criadores, seis jovens designers, três marcas de jovens designers, três escolas de moda, oito marcas de vestuário e seis marcas de calçado

Celebration é o tema/conceito desta 37.ª edição. O evento regressa ao Coliseu Porto e ainda instala a passerelle no Palácio de Cristal, no Parque Silo Auto e no Quartel de Serpa Pinto. Miguel Vieira, Fátima Lopes, Luís Buchinho, Nuno Baltazar, Pedro Pedro, Luís Onofre, Diogo Miranda, Susana Bettencourt, Dielmar e Carlos Gil são alguns dos nomes que constam do line-up. Anabela Baldaque celebra 30 anos de carreira, Elsa Barreto estreia-se no evento, Katty Xiomara apresenta coleção em formato interativo e com performance de DJ japonês e Instalação alusiva ao 20.º aniversário é inaugurada, dia 23, na Alfândega do Porto

É com estes dados que se faz a celebração dos 20 anos do Portugal Fashion, evento que conheceu a sua 1.ª edição a 27, 28 e 29 de julho de 1995, na recém-inaugurada sede nacional da ANJE. Celebration é por isso o tema/conceito do 37.º Portugal Fashion.

PORTUGALFASHIONCELEBRATION_IMAGE.jpgNestas duas décadas, o Portugal Fashion assumiu-se como uma referência de cosmopolitismo, criatividade e sofisticação estética. Não faltam, portanto, boas razões para revisitarmos os 20 anos de um dos maiores eventos de moda ibéricos, salientando o seu forte contributo para a promoção das criações portuguesas nas mais consagradas passerelles do mundo”, afirma o presidente da ANJE, João Rafael Koehler, justificando assim a pertinência do tema/conceito do 37.º Portugal Fashion. De resto, na Alfândega do Porto vai ser inaugurada, no dia 23 de outubro, uma instalação alusiva ao 20º aniversário do Portugal Fashion.

“A moda é celebração, júbilo, êxtase. Desde a criação das coleções até à sua apresentação nas passerelles, passando pelo frenesim dos bastidores, a moda é uma grande festa de cores e formas, estilos e movimentos, conceitos e linguagens. É tudo isto que vamos celebrar nesta 37.ª edição do Portugal Fashion, homenageando assim todas as pessoas, instituições e empresas envolvidas no evento ao longo destes 20 anos”, acrescenta o mesmo responsável

 

Na capital nortenha, o evento arranca já hoje no Coliseu Porto, às 19h00, com o desfile de Pedro Pedro. Trata-se do regresso a um local que se inscreve na história do Portugal Fashion e que vai acolher, nessa noite, cinco desfiles: para além de Pedro Pedro, vão subir à passerelle as coleções de Júlio Torcato, Anabela Baldaque, Elsa Barreto (é a estreia no evento desta estilista de Braga) e Fátima Lopes. Anabela Baldaque está também em modo de celebração, já que completa 30 anos de carreira, a qual é indissociável do Portugal Fashion. Por isso, a sua nova coleção chama-se “Em nome próprio”. Trata-se, nas palavras da criadora, de uma “coleção fluida, romântica, divertida, que se constrói pelos muitos vestidos longos e saias divertidas e desconstruídas”. Avultam, pois, as “saias amplas e de trespasse diagonais e longas” e as “blusas hiper-românticas, enriquecidas com fitas de debruns, presilhas, contendo vários tecidos de texturas diferentes, por vezes só de padrões”. Destaque ainda para os “mini tops, rígidos e fluidos” inspirados nos anos 70. Nas cores predominam os azuis, rosas (desde o pálido ao pêssego), amarelos, verdes camuflados, castanhos dourados e pretos. Nos materiais, temos as sedas, os algodões, as lantejoulas, as cambraias e os bordados.

Elsa Barreto faz a sua estreia no Portugal Fashion com uma coleção inspirada na arquitetura, pintura e escultura, disciplinas que influenciaram “o traço do desenho, o contorno, a textura e os padrões das matérias”. De tal forma que a “nova temporada com a assinatura Elsa Barreto conhece coordenados estruturados, de personalidade intensa que tocam a delicadeza da pintura e a natureza orgânica da arquitetura e da escultura”. Importa salientar que Elsa Barreto é uma estilista com um percurso de mais de 25 anos na moda portuguesa. Formada pela Academia de Moda do Porto, a criadora de Braga construiu uma carreira sólida, em que “cada uma das suas coleções desenha uma identidade muito própria, facilmente identificável pelo público e onde o traço feminino e a sofisticação são vetores essenciais”, diz a própria. A ‘mulher Elsa Barreto’, acrescenta, “é moderna, segura e transborda sensualidade”.

No dia seguinte, 23, o programa do 37.º Portugal Fashion arranca na Alfândega do Porto com o desfile conjunto de Susana Bettencourt e Estelita Mendonça, às 17h00. Até à hora de jantar vão realizar-se, no mesmo local, mais sete desfiles: três na passerelle principal e quatro na plataforma Bloom, projeto com o qual o Portugal Fashion revela e divulga o trabalho de jovens designers. Depois, às 21h30, no Silo Auto, Katty Xiomara apresenta, não só a sua coleção, mas também uma linha de sportswear que desenhou para a Sport Zone, com o apoio do Portugal Fashion. Mais tarde, às 23h00, Miguel Vieira revela a sua nova coleção no Palácio de Cristal.

Em nome próprio, Katty Xiomara dá a conhecer a coleção “8 Bit flash back”. As novas propostas da criadora têm por “base a revolução tecnológica que invadiu as nossas casas no final dos anos 70, com os videojogos e os computadores pessoais. A estética desta coleção concentra-se, principalmente, no grafismo básico e bidimensional dos jogos de vídeo desta época, evocando uma paisagem ‘pixelizada’”. Partindo destas premissas, “a paleta de cores é neutra e contemporânea, transformando as cores vibrantes, tradicionalmente associadas aos antigos videojogos, em cores mais doces, suaves e elegantes. Os materiais são diversos na textura e no seu comportamento, provocando uma mistura interessante de superfícies. Sedas leves e pesadas, algodões e linhos; lisos, falsos lisos ou mesmo micro padrões, que preenchem as formas simples e elegantes mas curiosamente inventivas nos detalhes. As formas evocam os anos 70, de um ponto de vista feminino e divertido”. Revelam, assim, “uma mulher que sustenta o seu poder na elegância delicada da sua força”. Refira-se que Katty Xiomara apresenta a sua nova coleção num “novo formato mais interativo e peculiar, distanciando-se do tradicional desfile”, segundo a própria. Esta decisão é motivada pelo tema que inspira a coleção: os vídeo jogos da década de 70 e 80. Este tema, diz a criadora, “permite explorar o universo criativo sob um outro ponto de vista, motivando o cenário perfeito para esta apresentação”. Aliás, o desfile/instalação de Katty Xiomara é enriquecido com uma performance ao vivo de Hige Driver, artista e DJ japonês de chiptune (música 8bit que envolve a reprogramação de computadores antigos, permitindo mudar as propriedades originais dos sons das consolas de jogo).

No sábado, dia 24, Nuno Baltazar apresenta as suas propostas para a estação quente logo às 12h30, na Alfândega do Porto. Também este criador tem um motivo de celebração a somar aos 20 anos do Portugal Fashion: o 30º aniversário do filme “Out of Africa”. Por isso, a sua nova coleção “tem como ponto de partida a vivência de Karen Blixen, no Quénia, entre 1917 e 1931. As fascinantes texturas, cores e detalhes da tribo Kikuyu são o ponto de partida para propostas urbanas onde peças e detalhes sofisticados se fundem com elementos casuais e easywear” De acordo com o descritivo da coleção, “silhuetas x e h ganham tridimensionalidade pelas texturas e grande profusão de elementos étnicos. Estruturas anatómicas, decotes em v quebrados, saias soleil, detalhes nas linhas de tórax e cintura acentuam uma figura feminina forte. Marfim, baunilha, caramelo, marsala, sanguínea, terracota, diospiro e preto são as cores protagonistas desta estação, onde marcam ainda presença tons néons, ouro, bronze e azul denim”. Nos materiais, o criador privilegia o jacquard de algodão, as telas viscose/cupro, os crepes e a seda natural, que coexistem com elementos fantasiosos tridimensionais, plissados e acabamentos foil.

Segue-se, às 14h30, Luís Buchinho que, desta feita, escolheu como cenário para o seu desfile o Quartel de Serpa Pinto. O regresso à Alfândega do Porto faz-se às 16h00 e estende-se pela noite dentro com sete desfiles na passerelle principal, mais cinco desfiles do projeto Bloom. Destaque para o desfile de marcas de vestuário, com propostas da Ballentina by Filomena Portela, Concreto by Helder Batista, Cheyenne e Mad Dragon Seeker by Alexandrine Cadilhe & Daniel Simões. Também haverá, como habitualmente, um desfile coletivo de calçado, com as marcas Ambitious, Dkode, Fly London, JJ Heitor, J. Reinaldo e Nobrand.

Entre os nomes presentes no último dia de desfiles, destacam-se Luís Onofre e Carlos Gil, que encerra esta edição do evento, e as marcas Vicri, Dielmar e Lion of Porches. De referir ainda que a passerelle do Bloom também estará aberta a alunos finalistas de três escolas de moda do Grande Porto: MODATEX – Centro de Formação Profissional da Indústria Têxtil, Vestuário, Confeção e Lanifícios, ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos e Escola de Moda do Porto.

O designer de calçado Luís Onofre vai apresentar a coleção “Earth & Fire”, na qual desenvolve “uma geometria simbólica que cruza formas, cores, materiais e sons, numa multiplicidade comum às artes plásticas e sobretudo à vida”. Na nova coleção, “as plataformas regressam pujantes, em contraste com os rasos”, enquanto “nos saltos agulha (...) o formato torna-se também quadrangular”. Ao nível cromático, “as cores apropriam-se dos quatro elementos e criam um confronto complementar à dinâmica do mundo: castanho, mel e bege são terra; amarelo, vermelho e fúcsia são fogo; o azul-cobalto e o turquesa transmitem a força da água; o branco, por sua vez, reflete a inocência do ar. O preto representa o dark side de toda a coleção”. Camurças, peles estruturadas, cetins, aplicações metálicas e cristais Swarovski são os materiais eleitos por Luís Onofre para a estação quente.

 

O Portugal Fashion é um projeto da responsabilidade da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários em parceria com a ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, sendo atualmente financiado pelo Portugal 2020 – Compete 2020