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Glam Magazine

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Rentrée do Ciclo Pássaro arranca já esta sexta com JP Simões

Rentrée do Ciclo Pássaro arranca já esta sexta com JP Simões. Weyes Blood, Sean Nicholas Savage e Emmy Curl até ao final do ano. Pássaro – denomina-se desta forma o ciclo de música com que a promotora covilhete na mão arrancou este 2015. Uma iniciativa que procura levar à região transmontana, e particularmente à cidade de Vila Real, artistas de referência nacional e internacional da música contemporânea, apresentados num espetáculo mensal, com lotação reduzida a 100 pessoas e em local singular não habituado a receber espetáculos.

jpsimões.jpgO ciclo de música Pássaro está de regresso este mês de Outubro e anuncia a sua permanência até ao final do ano da sua estreia. Já neste mês de Outubro, a 23 de Outubro, esta sexta-feira, o Pássaro apresenta JP Simões em concerto no Museu da Vila Velha.

Em Novembro, será a vez da norte-americana Weyes Blood e do canadiano Sean Nicholas Savage, dois nomes incontornáveis na atual música contemporânea. O primeiro ano do ciclo de música terminará a 12 de Dezembro com a prata da casa, Emmy Curl.

Pelo Pássaro passaram já nomes como Norberto Lobo, Jozef Van Wissem, Tó Trips Jennifer Castle e Peixe. No que refere a locais, o ciclo de música estreou-se no Conservatório Regional de Música de Vila Real, passou pelo magnífico Salão Nobre dos Paços do Concelho de Vila Real, visitou o Centro Cultural Regional de Vila Real, a Biblioteca Municipal de Vila Real e ainda, na sua versão verão e ao ar livre, pelo Parque Corgo. O ciclo Pássaro é uma iniciativa da promotora covilhete na mão, produzido pela própria e com coprodução do Teatro de Vila Real. A iniciativa conta com o apoio Câmara Municipal de Vila Real, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Traga Mundos, Greengrape, Altodouro.com, O Revelador e Transa Cooperativa Cultural.

 

JP Simões

Cofundador de marcos da recente música nacional, como é o caso dos Lulu Blind ou Dead e impossíveis. Cantor, compositor, letrista, contista e dramaturgo, nasceu em Coimbra e vive em Lisboa.

Edita álbuns desde 1995, respectivamente com Pop Dell’Arte, Belle Chase Hotel, Quinteto Tati e a solo ou em colaboração com outros compositores. O seu último álbum a solo, "Roma”, foi editado em 2013 e mereceu uma longa digressão nacional e internacional. No teatro escreveu e compôs duas Óperas: "A Ópera do Falhado" (2003) e "A Íntima Farsa" (2012).

Publicou dois livros: "A Ópera do Falhado" (teatro) e "O Vírus da Vida" (contos).

Recentemente compôs a música para "A Boa Alma", uma adaptação da obra homónima de Brecht, encenada e interpretada por Mónica Calle, que teve a sua estreia em Lisboa, no mês de janeiro de 2015.

 

Museu da Vila Velha

23 outubro 2015 | 22.00h

 

Fotografia: Paulo Homem de Melo

Anozero ’15… Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra

Anozero’15 Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra é uma iniciativa proposta pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, organizada em parceria com a Câmara Municipal de Coimbra e a Universidade de Coimbra, que assume como objectivo primordial promover uma reflexão sobre a recente circunstância da classificação da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

LINK _ Gabriela Albergaria_cortesia da artista.pngSurgindo como tentativa de compreensão do significado simbólico e efetivo desta nova realidade da cidade – ser detentora de Património Mundial – a bienal propõe um confronto entre arte contemporânea e património, explorando os riscos e as múltiplas possibilidades associadas a este património cultural que agora é da Humanidade. A Anozero é portanto um programa de acção para a cidade que, através de um questionamento sistemático sobre o território em que se inscreve, poderá contribuir para a construção de uma época cultural atuante e transformadora, em Coimbra e na Região Centro. A primeira edição da bienal Anozero tem lugar em Novembro de 2015 e prevê a realização de um conjunto de iniciativas curatoriais em espaços classificados e outros lugares de relevante valor patrimonial e cultural da cidade de Coimbra. Para tal, aposta na programação de cerca de 30 atividades delineadas por três áreas de atuação: exposições de arte contemporânea com alguns dos mais relevantes artistas nacionais e internacionais; acções de mediação, sensibilização e formação de públicos para a cultura e as artes através da ação do serviço educativo; programação de actividades paralelas multidisciplinares no contexto da vida artística e cultural contemporânea.

 

Com o título “Um lance de dados”, a primeira edição do Anozero assenta na ideia da circunstância efémera do mundo. Adoptando como mote o poema “Um lance de dados jamais abolirá o acaso” (1897), do poeta simbolista Stéphane Mallarmé, o projecto converge sobre a problemática do transitivo, sobre o ciclo de vida e morte das actividades humanas. Tal como o poema de Mallarmé, esta primeira edição do Anozero escreve-se num jogo de binómios inerentes à condição humana: construção / destruição; efémero / perene; criação / interpretação; possibilidade / impossibilidade; totalidade / fragmento.

 

 

Gala Drop e Filho da Mãe & Ricardo Martins juntam-se ao cartaz do Cellos Rock 2015

Os Gala Drop, uma das mais admiradas bandas portuguesas da atualidade, e a ilustre e recente dupla composta por Filho da Mãe & Ricardo Martins são os mais recentes nomes adicionados ao cartaz da edição 2015 do festival Cellos Rock. Ambos marcam presença a 20 de Novembro. Anunciados estavam já os garage-rockers Glockenwise, a primeira confirmação do mais antigo festival de música da cidade de Barcelos, que lançarão o novo disco, “Heat”, no final deste mês de Outubro.

GLAM - Gala Drop.jpg“II”, o mais recente disco dos portugueses Gala Drop, será mote para a passagem, exótica por sinal, do grupo de Lisboa pela terra do Galo. Já o cruzamento de universos de Filho da Mãe, guitarrista de vanguarda na atualidade portuguesa, e Ricardo Martins, baterista exímio que se deu a conhecer com os lendários Lobster, duo rock que partilhara outrora com Guilherme Canhão, atual guitarrista de Gala Drop, assegurarão também um dos pontos altos do festival.

 

A 20 & 21 de Novembro, sexta e sábado, respetivamente, Barcelos voltará a receber o melhor da nova música moderna portuguesa. Em 2014, o festival Cellos Rock mudou-se para uma nova casa, apresentando uma aposta no melhor da nova música moderna portuguesa, num line-up 100% nacional e esgotando por completo os dois dias do festival. Sensible Soccers, Sequin, Black Bombaim, Duquesa, Dreamweapon e Jibóia levaram mais de meio milhar de pessoas ao mais antigo festival de Barcelos, que se apresentou pela primeira vez no auditório do Círculo Católico de Operário de Barcelos (CCOB), espaço que o voltará a acolher em 2015.

O festival Cellos Rock é uma organização da Associação Rock Na Barragem, com apoio da Câmara Municipal de Barcelos e da Casa da Juventude, e produção da promotora covilhete na mão. A curadoria artística está pelo quarto ano consecutivo a cargo de Ilídio Marques, jornalista e promotor cultural natural de Barcelos. A conceção gráfica está, também pelo quarto ano consecutivo, a cargo do ilustrador local Bruno Albuquerque.

 

Fotografia: Paulo Homem de Melo

“Dizer que não”…. é o novo single de Dengaz

“Dizer que não” é o novo single de Dengaz editado na passada segunda feira, 19 de outubro. Para este tema foi convidado o cantor de gospel Ruben Matay.

DENGAZ - DIZER QUE NÃO (cover).jpgEste single fará parte do disco de originais que o artista se prepara para lançar no mês de Novembro. Um tema sobre as consequências de uma carreira profissional exigente na vida de uma família, uma descrição fiel às dificuldades que as famílias portuguesas enfrentam no dia de hoje.

O vídeo conta com a participação dos actores Gustava Vargas e Leonor Beleza.

“Fado Veneno”… o novo album de Luísa Rocha

“Fado Veneno”, o novo álbum da fadista Luísa Rocha, foi lançado no passado dia 16 de outubro pela Music In My Soul. Composto apenas por poemas inéditos redigidos por Maria de Lourdes Carvalho, José Carlos Malato, Gonçalo Salgueiro, Nuno Miguel Guedes, este novo trabalho apresenta “uma evolução amadurecida e consistente na carreira, tendo sido muito refletido e feito com toda a calma necessária”, segundo a fadista.fado veneno.jpgPara Luísa Rocha, o fado surgiu desde cedo como um sonho urgente. Como a única maneira de partilhar uma verdade. Como vida. Assim foi, assim será. Agora, para os amantes de fado, quatro anos depois da estreia impunha-se outra urgência: um disco novo.

E chegou: “Fado Veneno” foi o nome escolhido para o sucessor de “Uma Noite de Amor”, e é retirado de um tema com letra de José Carlos Malato. Ainda antes da sua edição o produtor radiofónico Michael Rossi escolheu para o seu programa Late Junction o tema “Quando Chegar A Hora” (letra de António Rocha para o Fado Alexandrino de Joaquim de Campos), estreando assim o disco na BBC3.

É o próprio Rossi que conta: “Mesmo sem conhecer ou entender as palavras, implicitamente entendemo-las através da melodia e a forma como a Luísa [Rocha] lhes dá vida. Quando a ouvi fiquei encantado com a sua voz - a riqueza do tom, a profundidade de alma que encontramos no seu canto.”

luisa.jpegDe novo produzido por Carlos Manuel Proença, “Fado Veneno” junta fados tradicionais com temas originais de vários autores, como Guilherme Banza. A entregar palavras estão nomes como Maria de Lourdes Carvalho, Tozé Brito, Jorge Fernando, Nuno Miguel Guedes, Gonçalo Salgueiro e José Carlos Malato. A unir tudo, a voz de Luísa Rocha. Mais madura, mais vivida, mais intensa e sábia. Mas exactamente com a mesma maravilhosa perplexidade da criança no primeiro dia em que conheceu a urgência do fado.

A Tour Isaura \ Francis Dale chega ao norte....

Um espectáculo conjunto de “música electrónica tocada em tempo real”, onde as duas promessas da nova música portuguesa se deixam descobrir. Sobem ao palco Fred Ferreira (Orelha Negra, Banda do Mar, 5:30) e Ben Monteiro (D’Alva, Ana Cláudia) para integrar a banda que viajará por Portugal com os temas dos últimos trabalhos de Isaura e Francis Dale, “Serendipity” e “square”, respectivamente. Entretanto, Isaura, acaba de ser nomeada para Actuação Revelação, no Portugal Festival Awards.Isaura_FrancisDale_@MariaRita_Original.jpgAgora a tour chega a norte com a passagem dia 21 no CineTeatro António Lamoso (St. Maria da Feira), dia 22 no Centro Cultural de Ílhavo, 23 passagem por Coimbra no Salão Brazil e terminando este mês de Outubro em Ponte de Lima, no Teatro Diogo Bernardes a 24 de Outubro.

 

“Há histórias que se escrevem lado-a-lado; sem se ver, sem se tocar. Isaura \ Francis Dale nasce para contar uma dessas histórias. Não são complementares, não são antagónicos, não são compensatórios, não são invertíveis, não são comparáveis, não são imiscíveis, não são fundíveis. Isaura \ Francis Dale são duas verdades singulares, duas perspectivas do mesmo espaço e do mesmo lugar. É o estar bem e o estar mal, é o gostar mas não compreender, é o querer mas não aceitar, é o precisar mas não consentir. Protagonizam uma história para nos lembrar de quantas vezes falamos sem nos conseguirmos verdadeiramente explicar; de quantas amizades se perdem na falta de harmonia e de quantos amores se apagam depois de lutar simplesmente porque se chegou ao fim.  Francis Dale tem sol, Isaura tem sombra; Francis Dale canta a força de ficar, Isaura o desalento de partir. Estão lado-a-lado sem se ver e sem se tocar; guardam as cores que trocaram.”

 

21 Outubro – Cineteatro António Lamoso, Sta. Maria da Feira

22 Outubro – Centro Cultural, Ílhavo

23 Outubro – Salão Brazil, Coimbra

24 Outubro – Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima

Imaginarius 365… Conferência internacional reúne redes e artistas

Estão abertas as inscrições para a conferência “Internacionalização de Projetos Artísticos para o Espaço Público – O Papel das Redes”, a realizar dia 14 de novembro, às 15h00, na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira. Um encontro informal de debate e partilha de experiências entre representantes de redes internacionais e de artistas de França, Espanha e Portugal.imagem-conferencia-2015.jpgA francesa Anne-Louise Cottet, coordenadora geral da Circostrada Network e responsável de relações internacionais do Hors les Murs, será uma das oradoras desta conferência, a par da espanhola Antònia Andúgar i Andreu, diretora de mercados do Departamento de Cultura do Governo Regional da Catalunha e responsável pela plataforma Creative Catalonia. Cristina Farinha, diretora Executiva da ADDICT e responsável portuguesa pelo EFFE – Europe for Festivals, Festivals for Europe, e Lígia Lebreiro, diretora artística da Companhia Persona, serão as representantes portuguesas neste encontro, moderado por Joana Fins Faria, subdiretora Geral das Artes.

 

Esta conferência internacional, promovida no âmbito do Imaginarius 365, pretende ser um espaço de discussão em torno do papel das redes de artistas e de programação na difusão internacional de projetos artísticos dirigidos ao espaço público. O objetivo é promover uma aproximação aos conceitos de criação em rede, essenciais nas novas tendências de financiamento para a cultura à escala europeia.

A internacionalização dos projetos artísticos é, atualmente, um dos fatores determinantes do sucesso e desenvolvimento de projetos artísticos à escala global, pelo que é fundamental desenvolver estratégias adequadas para a divulgação, comunicação e circulação numa dinâmica internacional.

 

A Direção Geral das Artes financia esta conferência, no âmbito de uma candidatura tripartida apoiada pelo Município de Santa Maria da Feira e que, no que se refere ao Imaginarius, centra-se no desenvolvimento de ações ao longo de todo o ano, destinadas a apoiar a criação e aquisição de competências. As inscrições devem ser registadas em aqui www.imaginarius.pt.

A história do Grupo Novo Rock… GNR

O Grupo Novo Rock (GNR) constitui-se oficialmente em Setembro de 1980. Os elementos da formação do grupo eram Toli César Machado (bateria), Alexandre Soares (guitarra) e Vítor Rua (guitarra). Pouco tempo depois da formação da banda, entra o baixista Mano Zé que já tinha tocado com Rui Veloso.

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Em 1981 a banda assina contrato com a Valentim de Carvalho e edita em Março desse mesmo ano o primeiro single, com os temas "Portugal na CEE" e "Espelho Meu". O single torna-se um grande sucesso vendendo mais de 15.000 exemplares. Mano Zé abandona o grupo e Miguel Megre entra para o seu lugar e mais tarde iria também ocupar-se das teclas. Nesse mesmo ano o grupo lança o single "Sê um GNR" que acaba por vender mais do que o primeiro. Em Setembro entra para a banda o vocalista Rui Reininho.

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O primeiro LP, "Independança", é editado em 1982. O disco foi um êxito junto da crítica, mas em termos comerciais é um fracasso, devido ao baixo volume de vendas. Deste álbum foi editado um single que se tornou outro grande sucesso do grupo, "Hardcore (1º Escalão)". O lado B do álbum incluía a faixa "Avarias" com 27 minutos de duração. A seguir à edição do álbum começam a aparecer os problemas internos na banda. Miguel Megre sai e Alexandre Soares é convidado a sair, ficando o grupo reduzido a 3 elementos. Em Agosto de 1982, os GNR participam no Festival de Vilar de Mouros, apenas com Rui Reininho, Toli Machado e Vitor Rua. O concerto no Festival chega mesmo a ser anunciado como o último do grupo. Em Outubro de 1982, Nuno Rebelo (ex-Street Kids) colabora com os GNR, chegam a ser gravados dois temas, um original e uma versão do clássico "Soul Finger", mas que nunca seriam editados. Toli Machado e Vitor Rua são convidados a produzir o álbum de estreia de António Variações. As gravações param a meio porque o estúdio estava super-lotado. Vitor Rua e Jorge Lima Barreto deslocam-se então a Nova Iorque e quando regressam Rua decide abandonar o grupo. 

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O baixista Jorge Romão (ex-Bananas) entra para o grupo e Alexandre Soares regressa. Em Junho de 1983 é editado um EP com os temas "Twistarte", "TV Mural" e "General Eléctrico".Até esta altura o grupo continua a mostrar alguma instabilidade na sua formação.

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Em Outubro de 1984 é lançado o álbum "Defeitos Especiais", com temas como "Piloto Automático", "Muçulmania", "Pershingópolis" e "Mau Pastor". "I Don't Feel Funky (Anymore)" e "Pershingópolis (na versão inglesa)" são editados em formato Máxi-single. Nessa mesma altura o teclista Manuel Ribeiro entra para o grupo. Actuam em Vigo e em França numa mini-digressão.

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Entretanto o local de ensaios do grupo passa para a cave da casa de Alexandre Soares. "Os Homens Não Se Querem Bonitos" é editado em Julho de 1985. O disco inclui clássicos como "Dunas" e "Sete Naves". Toli Machado passa a ocupar-se dos teclados.  No ano de 1986, os GNR esgotam a Aula Magna, naquele que foi o seu primeiro grande concerto em Portugal. A banda actua ainda em Madrid, na Sala Astoria. Deslocam-se nesse mesmo ano a Toulose onde participam num programa em directo para toda a Europa.

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Em Setembro é lançado o álbum "Psicopátria" que chega a disco de prata graças a temas como "Efectivamente", "Pós Modernos" e "Bellevue". Após o lançamento do disco, tocam no Printemps de Bourges e apresentam-se várias vezes na Galiza. Entretanto mais uma saída, Alexandre Soares abandona o grupo em 1987. Para o seu lugar entra, temporariamente, o guitarrista Zézé Garcia, dos Mler Ife Dada, que actua, em Abril, no concerto do Coliseu dos Recreios.

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Ainda em 1987, o grupo edita o single "Ao soldado desconfiado", tema incluido no album "Psicopatria". Regressam aos originais em Janeiro de 1988, com a edição do EP "Video Maria". O disco contou com a participação de Hermínio Tavares (Entes Queridos) e chegou a gerar alguma polémica tendo na altura a RTP proibido a transmissão do videoclip do single. Nesse mesmo ano de 1988, Zézé Garcia regressa em definitivo ao grupo depois de se desligar dos Mler Ife Dada.

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O álbum "Valsa dos Detectives", com produção do francês Remy Walter, é editado em Março de 1989. Os maiores sucessos deste disco são "Impressões Digitais", "Morte ao Sol", "Dama Ou Tigre" e "Falha Humana". O livro "Afectivamente GNR" de Luís Maio é editado em Setembro de 1989.

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Os anos 90 marcam o sucesso do grupo. Oito mil pessoas assistiram em 30 de Abril e 1 de Maio de 1990 aos dois concertos no Coliseu dos Recreios. As gravações desses dois espectáculos, inspirados no disco "Valsa dos Detectives" (parte do palco estava enfeitado com um automóvel da época dos gangsters), seriam editadas no disco "GNR in Vivo", álbum duplo que incluía uma versão de "Runaway" de Del Shannon e os maiores êxitos do grupo, bem como um medley com os temas "Sê Um GNR", "Portugal na CEE", "Espelho Meu", "Twistarte" e "Piloto Automático". Devido à intervenção judicial de Vitor Rua as edições seguintes do disco deixaram de incluir os primeiros singles do grupo sendo substituídos pelo tema "Homens Temporariamente SOS". A primeira edição do disco chegou inclusive a ser retirada do mercado.

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Em 1992 é editado o álbum "Rock in Rio Douro" que inclui duetos com Javier Andreu ("Sangue Oculto") e Isabel Silvestre ("Pronúncia do Norte") e outros temas como "Ana Lee" e "Sub-16". O grupo consegue encher o Estádio de Alvalade com 40.000 espectadores, até à data o maior concerto da banda. O disco vendeu 94 mil cópias e esteve 38 semanas no top nacional, atingindo o galardão de 4 Discos de Platina, um feito inédito para a altura.

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Em 1994 são convidados a participarem na compilação Filhos da Madrugada de homenagem a José Afonso, com a versão "Coro dos Tribunais". Nesse ano regressa ao Estádio de Alvalade para um concerto integrado nesse projeto. É editado o disco "Sob Escuta", que incluía temas como "+ Vale Nunca" (o primeiro single), "Las Vagas" (que teve um videoclip gravado nos Estados Unidos), "Dominó" e "Lovenita" (um dos temas com a participação do guitarrista de flamenco Vicente Amigo). Zézé Garcia sai do grupo e entra Alexandre Manaia para o seu lugar.

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Para celebrar os 15 anos de carreira, em 1996 é editada a compilação "Tudo O Que Você Queria Ouvir - o Melhor dos GNR" que incluía os inéditos "Julieta Su&Sida" e "Pena de Morte". Vitor Rua e Alexandre Soares compareceram à festa de apresentação do disco, pondo assim o fim ao diferendo que existia entre o grupo e Vitor Rua. Os dois músicos aparecerão ainda no concerto que o grupo deu no Coliseu, em Fevereiro de 1997. A 2ª edição da compilação inclui mais um tema, o inédito "Corpos" que fazia parte da compilação "A Cantar Con Xabarín" da TV Galiza.

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Em 1998 regressam às edições com o disco "Mosquito" com temas como "Saliva", "Tirana", "Ananás" e "Mosquito", este com a participação de Janelo da Costa dos Kussondulola. Em 1999 participam no disco de tributo aos Xutos & Pontapés e gravam "Quando Eu Morrer" para o disco “XX Anos XX Bandas”

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O ano 2000 arranca com as gravações de "Popless" onde recorrem aos préstimos do produtor Nilo Romero. O primeiro single é "Asas (Eléctricas)" tema incluído na banda sonora do primeiro telefilme da SIC, "Amo-te Teresa". O disco inclui também os temas "Popless" (com direito a mais um vídeo censurado na rtp), "L's", "Essa Fada" e "Benvindo Ao Passado". O single “Digital Gaia” torna-se um sucesso nas pistas de dança

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Em Fevereiro de 2002 é lançada a antologia "Câmara Lenta" com baladas e outros temas "tranquilos". O disco obtém um grande sucesso chegando a nº 1 do top de vendas. "Você" e "Nunca Mais Digas Adeus" são os dois inéditos incluidos deste disco.

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No final desse mesmo ano é editado "Do Lado dos Cisnes", produzido novamente pelo brasileiro Nilo Romero, que mostra uns GNR de volta ao rock. Tóli toca guitarras neste disco. "Sexta-Feira (um seu Criado)" e "Morrer em Português" são os temas em destaque deste álbum que em termos comerciais não correspondeu às expetativas. Em 2003 gravam uma nova versão de "Canadádá", acústica e com a participação do brasileiro Paulinho Moska.

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A compilação "ContinuAcção, Vol. 3", com uma versão de "Quero Que Vá Tudo Pró Inferno", um original de Roberto Carlos e alguns dos temas menos conhecidos do grupo, é editada em 2006, comemorando assim os 25 anos de carreira. É lançado o disco de tributo "Revistados 25-06 GNR" com temas interpretados por nomes do hip hop, reggae e R&B nacional: NBC, Virgul (Da Weasel), Expensive Soul, Melo D, Guardiões do Subsolo, entre outros. O ano de 2006 é igualmente um ano de grandes concertos para a banda com passagem nos Coliseus e no Rock in Rio. O livro "Líricas Com & Onianas" de Rui Reininho, com textos e vários recortes interessantes, é lançado pela editora Palavra em 2007. Em 2008, uma super produção marca a carreira do grupo, encerrando a polémica entre a banda e a instituição militar GNR por causa do nome em comum, sobem ao palco do Pavilhão Atlântico com a Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana no dia 18 de Abril.

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O ano de 2010 é o ano de edição do 10º disco de originais da banda. "Retropolitana" é lançado em Junho e traz o single “Reis do Roque”.

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Em 2011, e comemorando os 30 anos de carreira, lançam o disco "Voos Domésticos" colectânea com músicas já conhecidas mas com novas roupagens “light”. Do album editam o singel "Cais". Regressam às colectâneas em 2012 com "Concentrado - O Melhor dos GNR" numa faze da carreira sem grandes novidades.

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O single “Cadeira Eletrica” é lançado em 2014 e finalmente em 2015 surge a “Caixa Negra”, o novo álbum de originais da banda, editado pela recente criada Indiefada, a editora do grupo. O single "Caixa Negra" é editado em Setembro.

São 34 anos de carreira, 34 anos de canções que vão subir ao palco nos dias 23 no Coliseu no Porto e no dia 30 em Lisboa para um conjunto de 2 concertos muitos especiais e com alguns convidados especiais.

 

Discografia:

Independança (LP, EMI, 1982)

Defeitos Especiais (LP, EMI, 1984)

Os Homens Não se Querem Bonitos (LP, EMI, 1985)

Psicópatria (LP, EMI, 1986)

Valsa dos Detectives (LP, EMI, 1989)

In Vivo (2LP, EMI, 1990)

Rock In Rio Douro (CD, EMI, 1992)

Sob Escuta (CD, EMI, 1994)

Tudo O Que Você Queria Ouvir (Compilação, EMI, 1996)

Mosquito (CD, EMI, 1998)

Popless (CD, EMI, 2000)

Câmara Lenta (Compilação, EMI, 2002)

Do Lado dos Cisnes (CD, EMI, 2002)

ContinuAcção (Compilação, EMI, 2006)

Retropolitana (Farol, 2010)

Voos Domesticos (EMI, 2011)

Caixa Negra (Indiefada, 2015)