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Glam Magazine

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Cage The Elephant anunciam novo album “Tell Me I’m Pretty”

Os Cage the Elephant anunciaram a edição do quarto álbum de estúdio, “Tell Me I’m Pretty”, que será lançado a 18 de Dezembro 2015 via RCA Records. “Tell Me I’m Pretty” foi produzido por Dan Auerbach dos The Black Keys e The Arcs (Lana Del Rey, Ray LaMontagne, The Black Keys, The Arcs), misturado por Tom Elmhirst (Adele, Arcade Fire, Florence + the Machine) e gravado nos Easy Eye Sound em Nashville, TN, perto da cidade-natal do grupo, Bowling Green, KY.

Através da pré-venda do álbum já disponível aqui, os fãs terão acesso a itens exclusivos, incluindo postais da banda, posters assinados e instrumentos, bem como folhas com letras escritas à mão, entre outros.Cage01.jpgCom “Tell Me I’m Pretty”, os Cage the Elephant inovaram desde o último álbum “Melophobia” de 2013, que foi nomeado para os Grammy na categoria de Best Alternative Álbum, preservando simultaneamente as sonoridades que inicialmente inspiraram o grupo a fazer música.

“With this record, we wanted to be more transparent,” revela o vocalista Matt Shultz. “We wanted to capture the sentiment of each song, and whatever emotional response it provoked, to be really honest to that”. O resultado traduz-se nas canções mais poderosas, enérgicas e intensas da banda até à data, um set pungente de garage-pop e melodias inspiradas nos anos 70, com um sentimento que o guitarrista Brad Shultz descreve como “John Wayne at an Iggy Pop show on acid”.

 

O grupo gravou a maior parte das 10 canções que compõem o novo álbum em apenas um take, capturando a energia crua e frenética da banda em palco.

“Melophobia” elevou o estatuto da banda na cena musical, ao ter dois singles a conquistar o primeiro lugar no Top Alternativo, “Come a Little Closer” e “Cigarette Daydreams”, e com a Rolling Stone a descrever o álbum como “Kentucky's Cage the Elephant warp Sixties garage rock, Seventies punk and Eighties alt-rock into excellently weird new shapes”; o segundo álbum “Thank You Happy Birthday” de 2011, estreou em #2 da tabela Billboard Top 200 e foi considerado como “one of the best rock albums of the year”.

Há muito celebrada como uma das mais explosivas bandas do mundo, os Cage the Elephant fizeram digressões extensas, esgotando salas e encabeçando vários festivais ao lado de nomes como The Black Keys, Foo Fighters, Muse e Queens of the Stone Age.

Os Cage The Elephant são Matt Shultz (voz), Brad Shultz (guitarra), Daniel Tichenor (baixo), Jared Champion (bateria).

 

Fotografia: Paulo Homem de Melo

Jazz em Português… RED Trio no Pequeno Auditório do CCB

O RED Trio foi formado em 2007 e é constituído por Rodrigo Pinheiro no piano, Hernâni Faustino no contrabaixo e Gabriel Ferrandini na bateria, todos eles destacados elementos da nova geração de músicos da cena portuguesa de improvisação livre. Partindo do clássico trio de piano, uma das formações mais exploradas na história do Jazz, o RED Trio afasta-se deste paradigma colocando no mesmo plano de importância sonora todos os instrumentos que o constituem, todos eles tendo uma participação forte no som do grupo. É das intersecções, confluência, perturbações e utilização de técnicas extensivas que surge o discurso único do grupo: uma gama dinâmica que parte do quase silêncio até descargas de energia sónica plenas de fisicalidade e emoção.RED TRIO.jpgFoi precisamente este discurso único que contribuiu para a ascensão vertiginosa do RED Trio no espaço de meros dois anos: o seu primeiro álbum, homónimo, lançado em 2010, valeu-lhes de imediato um reconhecimento mundial esmagador, com a atribuição de prémios para melhor registo de estreia pelo enciclopédico site All About Jazz e uma tour pela Europa de Leste.

O ano de 2011 viu a edição do segundo trabalho, “Empire”, em colaboração com uma das lendas vivas do jazz mundial, o britânico John Butcher. A recepção crítica a este disco extravasou por completo todas as enormes expectativas deixadas pelo registo de estreia: prémio de melhor álbum de jazz do ano para incontáveis publicações da especialidade, concertos em Nova Iorque e Chicago, presença em vários dos maiores festivais de Jazz europeus, actuações nas maiores salas de Portugal (CCB, Serralves, Gulbenkian), e uma aclamação generalizada por parte de público e crítica às suas inacreditáveis prestações ao vivo.

 

O RED Trio é hoje por hoje um verdadeiro acontecimento; ao vivo, e em disco, constitui uma das maiores bandeiras do jazz no país, um símbolo inequívoco da qualidade e criatividade do momento musical português, e um dos pontas de lança da música nacional além-fronteirass.

Em Março de 2012 é editado pela Clean Feed o terceiro disco “Stem” com a participação do trompetista Nate Wooley.

Esta colaboração remonta ao ano de 2010 quando se cruzam com o trompetista, em Nova Iorque, num concerto que acabaria de revelar a química espontânea entre o trio e o extraordinário trompetista norte americano, fazendo do acontecimento um dos momentos inesquecíveis para o corpo crítico presente. A relação parecia condenada a ser repetida, e em 2011, em Lisboa, RED trio e Nate Wooley decidem trocar votos num estúdio para que um álbum testemunhasse todos os predicados da comunhão.

“Rebento”, de 2013, assinala o regresso à formação base do trio, sem convidados, e recebe uma merecida aclamação, de novo, um pouco por toda a imprensa especializada nacional e internacional.

 

CCD – Pequeno Auditório (Lisboa)

17 de Outubro 2015 | 21.00h

Mike Doughty, ex-vocalista dos Soul Coughing, de volta a Portugal para concerto único

O músico norte-americano Mike Doughty, membro fundador e antigo vocalista da banda de culto Soul Coughing, vem ao Porto para um concerto único em Portugal, no sábado, dia 31 de outubro, no Rádio Bar, numa produção fruto da parceria da Sister Ray com a Mouca.

Em palco e num registo intimista, Mike Doughty deverá tocar temas dos álbuns “Circles Super Bon Bon…”, um álbum de músicas re-imaginadas dos Soul Coughing, editado em 2013 e gravado com o DJ Good Goose, e “Stellar Motel”, produzido também por Good Goose e editado no ano passado.

Mike Doughty.jpgMike Doughty, actualmente com 45 anos, fundou os Soul Coughing em Nova Iorque no começo dos anos 1990, uma banda surgida ainda na senda do rock e do grunge, mas cuja sonoridade experimentou outros patamares musicais, sobretudo o jazz. A banda editou três álbuns que tiveram sucesso nos circuitos independentes: “Ruby Vroom” (1994), “Irresistible Bliss” (1996) e “El Oso” (1998), estes dois últimos que incluíam os singles “Super Bon Bom” e “Circles”, respectivamente.

 

O grupo separou-se em 2000 e Doughty continuou com uma carreira a solo, que conta já com 19 títulos, entre álbuns de estúdio e ao vivo e vários EP’s.

O multifacetado cantor, autor, fotógrafo, guitarrista, poeta e escritor, deu três concertos a solo em Portugal, em Abril de 2009, e desde então afirmou em várias entrevistas o desejo de voltar a encontrar-se com o público português.

 

Rádio Bar (Porto)

31 de Outubro 2015 | 23.00h

The Happy Mess… novo álbum “Half Fiction” é editado a 9 de Outubro

“Half Fiction” é o segundo álbum de estúdio dos The Happy Mess que será editado a 9 de Outubro. O single de apresentação intitula-se “The Invisible Boy”.  O grupo sobe ao palco do Hard Club (Porto) e CCB (Lisboa), nos dias 9 e 15 de Outubro, respectivamente, para apresentar ao vivo as novas canções que fazem parte deste “Half Fiction”

O novo registo de originais conta com a produção de Rui Maia (Mirror People, X-Wife) e surge inesperadamente de um refúgio ermita da banda numa floresta, em plena paisagem protegida de Corno de Bico, em Paredes de Coura.half.jpgEste é um trabalho dividido entre canções que mergulham num universo de estórias e personagens ficcionadas... e outras tantas reais, inquietas, politicamente inconformadas. É um disco de anacronismos, de torrentes de energia e momentos de contemplação.

“Half Fiction” sucede a “Songs from the Backyard” de 2013, de onde se extraíram os singles “Backyard Girl”, “Homeland” e “Sorrows Av” e que, por sua vez, foi editado após o EP de estreia “October Sessions” de 2011, que deu a conhecer o single “Morning Sun”.

 

The Happy Mess é composto por Miguel Ribeiro (voz e guitarra), Rui Costa (teclados), Joana Duarte (voz e sintetizadores), Pedro Madeira (bateria), João Pascoal (baixo). O grupo inclui uma vertente transdisciplinar que alia a arte e o vídeo, uma comunicação artística muito vincada que resulta da parceria constante com artistas de vídeo/multimédia, quer em videoclips quer nas suas actuações ao vivo.

 

Alguns testemunhos sobre este novo disco da banda de Miguel Ribeiro.

“Fiquei surpreendido ao ouvir as novas canções dos The Happy Mess, a evolução faz-se notar por todo o disco. Existe agora uma maior complexidade nos arranjos e uma produção muito mais elaborada. Bato palmas a isso.”

Nuno Calado, radialista (Antena 3)

 

“Em 2015, os The Happy Mess renovam-se com um som fresco e actual, procurando novos territórios e sonoridades. Sob um traço de indie rock com electrónica à mistura, "Half Fiction" tem garra nunca perdendo o sentido pop já conhecido da banda.”

Rui Maia, Músico/produtor (X-Wife, Mirror People)

 

“Os Happy são uma banda que muito estimo. Bons amigos, pessoal fantástico e extremamente trabalhadores. Tive a sorte de trabalhar com eles no primeiro disco. Ao ouvir o novo disco sinto uma grande evolução, uma produção do grande Rui Maia, espetacular e a banda cada vez mais entrosada. Vários motivos para ouvir do princípio ao fim com atenção e apreciar mais um grande disco feito em Portugal em 2015.”

Fred - músico (Orelha Negra/Banda do Mar) e produtor

Delfins… “Ser Maior – Uma História Natural” em reedição

A reedição especial remasterizada do álbum conceptual dos Delfins “Ser maior”, acaba de ser editado no passado dia 2 de Outubro. A reedição inclui o dvd com o histórico concerto da banda no estádio de Alvalade, em 1993, bem como os icónicos temas “Ao passar um navio” e “A queda de um anjo”

Capa - Ser Maior - Uma Historia Natural - Delfins "Era uma vez um disco que era um sonho e aconteceu..."

Em Janeiro de 1993, abrimos os estúdios ‘1 Só Céu’ em Cascais e satisfazíamos uma das maiores ambições de qualquer banda: a de poder gravar, quase sem restrições, em estúdio próprio. Desde o ano anterior que preparávamos uma obra de fôlego - depois de uma "paragem de actividade" onde demos à luz e ao som o colectivo Resistência - e a abertura do estúdio criou-nos a oportunidade.Éramos apaixonados pela música - e pela ideia de a fazer - desde os anos 70 e devotos de obras conceptuais como o "The Lamb Lies Down on Broadway" dos Genesis (à qual eu assistira ao vivo - com oito anos de idade - no Pavilhão do Dramático de Cascais, em 1975) ou "Tommy", dos The Who, que passou no grande ecrã como obra de culto adolescente.

Sabíamos que em plena época de rave culture e grunge poderia ser quase ofensivo desenterrar uma abordagem mais progressiva e sinfónica, amaldiçoada na música popular desde o advento do movimento punk. E foi por isso que o fizemos.

Hoje "Ser Maior" - esgotado nas lojas desde meados dos anos 90 e inacessível nas plataformas digitais - é para muitos o álbum por excelência dos Delfins, antes da massificação pop com que a banda bateu todos os recordes que havia para bater em Portugal.

Se "Ao Passar um Navio", "A Queda de um Anjo" e "Ser Maior" são o "triunvirato" visível do triplo vinil e duplo CD lançado em 1993 e ante estreado no "Portugal ao Vivo", perante um Estádio de Alvalade repleto, muitas das outras canções são tão ou mais efectivas no relato da viagem e metamorfose do delfim. São essas canções que esta reedição pede para serem (re)descobertas.

Miguel Ângelo (Agosto de 2015)

 

“Ser maior – uma história natural”. É editado em digipack triplo e exclusivamente em formato físico!

Delfins – “Ser Maior - Uma Historia Natural” (2015)

 

CD 1

1.Abertura

2.Travessia

3.Ser Maior

4.A Estrela Da Vida

5.Sal

6.Novos Rumos

7.Casa Em Sintra

8.Ao Passar Um Navio

9.Oração

10.A Queda De Um Anjo

11.Manhã Perdida

12.Viagens Da Mente

 

CD 2

1.+ Amor

2.Revelações

3.Flirtin'

4.Soluçando

5.O Último Capítulo

6.Chrysallis

7.Não Eras Só Uma

8.Esperança

9.1ª Canção D'Amor

10.Os Melhores Anos Das Nossas Vidas

11.Alto Na Serra

12.Pairando Nas Nuvens

13.Abertura ((A Metamorfose))

 

DVD

1.Intro

2.Abertura

3.Marcha dos desalinhados

4.Um só céu

5.Ao passar um navio

6.O último capítulo

7.Mais amor

8.Sal

9.Bandeira

10.Primeira Canção de Amor

11.Nasce selvagem

Ludgero Rosas edita “Esboço de Mim”… o seu novo disco

"Horas Sem Dias” é o nome do álbum de estreia de Ludgero Rosas, editado em 2012. Um disco onde o Soul, o Funk, o Jazz e o Blues se cruzam, usando a língua portuguesa como forma de expressão. Com este trabalho, o músico teve oportunidade de realizar concertos em espaços tão históricos como o Mosteiro de Tibães, a Casa do Infante no Porto, o Moinho do Papel em Leiria assim como no mítico Rivoli. O Tribecca Jazz Club, no Porto, foi um espaço onde o artista se apresentou num formato intimista, piano e voz.

0101.jpgApós dois anos e meio, surgiu a vontade de criar novas canções e novas histórias para contar. E assim nasceu o segundo álbum onde o piano, instrumento de eleição do músico, toma mais do que nunca o papel principal. Assinando toda a composição musical e letras deste “Esboço de mim”, Ludgero Rosas assumiu também a produção total deste novo trabalho, com uma sonoridade ligada ao blues e ao jazz.

O tema “Foi sem Contar” é o single de apresentação deste seu novo álbum que é editado a 30 de Outubro.

 

Entretanto Ludgero Rosas no dia 9 de Outubro vai apresentar alguns dos temas novos em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva, na 4º gala “Sorrisos da Julinha”

Ludovico Einaudi edita novo álbum, “Elements” a 16 de Outubro

Ludovico Einaudi, o pianista cujo estilo musical único é reconhecido em todo o mundo, está de volta com um novo álbum. Intitulado "Elements", o disco será lançado a 16 de outubro pela Decca. "Elements" foi gravado ao longo deste ano em Itália, na casa do próprio Einaudi. O compositor inspirou-se tanto em elementos da natureza, como em elementos matemáticos, científicos, em formas musicais e até em obras de arte. O resultado final é uma obra simultaneamente emocionante e transcendente.

 

O próprio Einaudi diz: "Vi novas fronteiras, no limite entre o que já sabia e o que desconhecia, que há muito queria explorar: criação de mitos, a tabela periódica, a geometria de Euclides, os escritos de Kandinsky, a matéria sonora e da cor, a grama selvagem no prado, as formas da paisagem. Durante meses sonhei com uma mistura aparentemente caótica de imagens, pensamentos e sentimentos. Depois, gradualmente, tudo se uniu como se de uma dança se tratasse, como se todos estes elementos fizessem parte do mesmo mundo, e eu dele".

elements.jpgPara este novo álbum, Ludovico Einaudi reuniu um grupo talentoso de músicos, entre eles Francesco Arcuri, Marco Decimo, Mauro Durante, Alberto Fabris, Federico Mecozzi e Redi Hasa. "Elements" conta ainda com a participação do ensemble de cordas Amsterdam Sinfonietta, Robert Lippok, músico do panorama da música eletrónica berlinense, o grupo de percussão Parco della Musica of Rome, o percussionista brasileiro Mauro Refosco e ainda o aclamado violinista Daniel Hope, que toca no primeiro tema do álbum, "Petricor". O pianista e compositor é ainda responsável pelo artwork do álbum, tendo desenhado uma grande variedade de símbolos e ilustrações que ecoam a música que aqui se ouve.

 

Ludovico Einaudi é um dos músicos mais bem-sucedidos da atualidade, tendo vendido mais de 1,5 milhões de discos e chegado aos tops de música clássica de todo o mundo. No Reino Unido é mesmo o artista de música clássica com mais streams, somando mais de 130 milhões de streams da sua música. Além disso, já compôs música para mais de duas dezenas de filmes, tendo sido nomeado para os BAFTA pela banda sonora do filme "This Is England 86". O próximo "This Is England '90" contará com música deste novo "Elements", bem como outras composições do pianista italiano.

"Desfado" atinge as 5 Platinas e torna-se o disco nacional mais vendido dos últimos anos

A notícia de que "Desfado" atingiu, esta semana, o galardão de Quíntupla Platina é um auspicioso ponto de partida para o novo álbum de Ana Moura. Um marco importante para um disco e uma artista que continuam a fazer história: este é o disco nacional editado nos últimos cinco anos mais vendido em Portugal. São 145 semanas consecutivas no top de vendas nacional, este foi o disco que globalizou Ana Moura.

O primeiro editado mundialmente pela Universal Music, através da Decca, chegou ao 1.º lugar várias vezes em Portugal, tendo atingido também o 1.º lugar das tabelas de World Music em Inglaterra, Espanha e Estados Unidos.

ana.jpg"Desfado" reuniu alguns dos melhores compositores da atualidade e o single que lhe dá o nome tornou-se no primeiro fado a ser tocado nas rádios mainstream nacionais. A tour "Desfado" levou Ana Moura a grandes palcos nacionais e internacionais, cantando para multidões nos mais de 300 concertos que realizou depois de editar "Desfado".

 

A pouco tempo de editar um novo disco, Ana Moura é a artista nacional contemporânea com a carreira com maior projeção e prestigio internacional. O sucessor de "Desfado", ainda sem nome, está previsto ser editado ainda em 2015. Em breve serão desvendados mais pormenores.

“Portugal dos pequenitos”… o disco dos Irmãos Catita

O melhor disco do Mundo, O melhor povo do Mundo, o melhor país do Mundo. Um disco feito a pensar especialmente em Portugal, nos Pequenitos e em si. No ano em que este excelso agrupamento musical celebra o seu quarto de século, depois de 25 anos a encatitar Portugal (essa Terra Maravilhosa que nunca esqueceram apesar de lá nunca terem saído), surge finalmente o terceiro disco. Cheio de músicas foleiras, para agradar e desagradar a gregos e portugueses.

ic.jpgQual Quarto Milagre de Fátima, este terceiro Segredo-Disco encerra em si visões de um futuro reencontrado revisitante de lugares de onde nunca devíamos ter saído. Nele encontramos, por vezes os ritmos frenéticos do Yé-Yé, ou as medievas canções de escárnio, ou ainda os surpreendentes ritmos de dança que nos chegam de paragens distantes, como o popular kericucu, oriundo da minúscula ilha de Budonga!. Música para descontrair e amar, pequenitamente, em português de Portugal, com grandes temas nacionais e internacionais. Trata-se, efectivamente, de uma catitologia: Dezanove melodias exemplares que neste robusto LP proporcionam uma variedade de emoções e um colorido naipe de alegrias para toda a família, petizes e animais domésticos. Não há lugar para a sujeição ás novas modas culturais anglo-saxónicas, que surgiram entre nós recentemente e que tão justamente irritam o nosso venerado Exmo Sr Presidente do Conselho, Dr. Torneira Alcazar. (Artista desta Editora).

 

Não prescindem no entanto os nossos amiguinhos e irmãos de uma versão portuguesa de “Do you want to know a secret ”, do celebrado quarteto do momento em terras de sua majestade britanica, “Os Beatles”, mostrando o espírito aberto bem português, que nunca esquece as suas origens mesmo quando navegando por outros mares em terras bárbaras e distantes. O disco viaja ainda noutras paragens, como a bonita cidade de Paris (“Em Paris há gajas boas”), a elegante urbe da Damaia (“Bela Matulona da Damaia”), o distante Far-West (“Um tiro na Cabeça”), esta última revendo de uma forma alegre e instrutiva o flagelo do suicídio, tema bem actual, a par com outro, escandinavo e moderno, o fenómeno da educação sexual, patente na canção “É mau”. Temos ainda a Itália, com a clássica canção “Parole”, original do dueto Mina e Alberto Lupo, cantado pela virginal Miss Suzie, cantora internacionalmente categorizada. Ainda, “Numa Ilha contigo” (já cantada pelo nosso grande Paulo Jorge), e o eterno feminino, pintado numa aguarela, em “Julieta” ou “Regina”. Teremos ainda o adocicado português do Brasil, com as músicas “Eu vou” e “Voçê me encornou” (mais um cancro da sociedade moderna abordado com perspicácia). Por falar em chaga da sociedade, é esse mesmo o tema da canção “Democracia de sucesso”, que descrevendo um sistema que faz furor no mundo da política económica, tem como diametralmente oposta a musiqueta “Animal Farm”, onde se canta a ternura, saúde e auto-suficiência da vida campestre.

 

Mundo de emoções!!! Paixão e Futebol! Crime e Castigo!!! Guerra e Paz!!!!

... Mas.... Não vamos falar de tudo, para que o melómano que há em si tenha a hipótese de descobrir por si próprio esse novo continente que é a vasta obra-prima, “Portugal, dos Pequenitos”. Venha cá para fora lá dentro com a Música Portuguesa por si própria apaixonada