Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Glam Magazine

Glam Magazine

Discos: The Japanese Girl lançam Single de estreia

Os Portugueses The Japanese Girl assinaram pela editora espanhola Munster Records, a já lendária etiqueta de Madrid. A data de lançamento do álbum já foi entretanto revelada, estando agendada para meados de Outubro com distribuição internacional.

the japanese girl.jpgO álbum “Sonic-Shaped Life”, foi gravado nos Estúdios Sá da Bandeira no Porto por Cláudio Tavares e João Brandão e masterizado por Miguel Pinheiro Marques no SdB Mastering. O design ficou a cargo de Emanuel Cunha.

O single de estreia, "You Should Have Switches", cujo tema é uma alusão à paixão destes músicos pelos equipamentos dos anos 60, como as guitarras, os amplificadores ou os teclados, será lançado já no próximo dia 18 de Setembro, altura em que também irá estrear o video oficial do tema.

Para o lado B do single, a escolha recaíu num tema não incluído no álbum, e em tom de surpresa, uma versão de “Telephone Operator” de Pete Shelley.

 

Os The Japanese Girl foram formados em Dezembro de 2013, na cidade do porto, e são constituídos pela Corinna Sousa, Bruno Sousa e Emanuel Cunha

Discos: Benjamim edita “Auto Radio” a 18 de Setembro

O escritor de canções que passou quatro anos radicado em Londres voltou para Portugal em 2013 para se instalar no coração do Alentejo sem passar pela sua casa partida: Lisboa. Veio para escrever canções novas e revolucionar a sua maneira de olhar para o mundo. Construiu o seu estúdio em Alvito e começou a dar vida às novas canções que enchem o seu novo (e agora primeiro) disco “Auto Rádio”.

Depois de uma épica Volta a Portugal com 33 datas seguidas entre 14 de Julho e 15 de Agosto, Benjamim regressa aos palcos para nova série de concertos de apresentação de “Auto Rádio”, o seu disco de estreia, nas lojas a 18 de Setembro.

Luís Nunes, nome de baptismo, voltou pela necessidade de escrever na sua língua, reflectir sobre o seu universo específico, falar sobre as pessoas que existem no seu dia-a-dia sem a barreira da linguagem. Benjamim voltou às raízes.

Benjamim_Auto_Radio_Capa.jpg“Auto Rádio” é um disco feito para que todas as pessoas consigam compreender. Pessoas que não precisem de ser ensinadas numa outra língua porque lhes basta uma, a que falam todos os dias. Acima de tudo, é um disco em busca da identidade que parecia adormecida mais a norte da Europa, à procura das histórias que não existem em mais parte nenhuma do mundo.

Trata-se de organizar as memórias daquele que é um dos filhos do Portugal colonial, o pai veio de Angola depois de 74, e alia as memórias que lhe foram transmitidas pelos filmes de Super 8 ou pelas longas histórias à mesa, pelo amigo Quinito que passa a vida a falar no dia em que foi enviado para a Guiné para lutar numa guerra que ficava demasiado longe do Alentejo, para falar da crise, do Porto que lhe vem do lado da mãe, do amor, de carros a acelerar pela marginal de uma qualquer cidade e para pôr pessoas a dançar numa quase esquecida vila alentejana e mostrá-lo ao mundo.

 

Benjamim percorreu o país na sua Volkswagen Golf de 96, na companhia do músico António Vasconcelos Dias, o técnico de som Manuel San Payo e o fotógrafo/realizador Gonçalo Pôla. A Volta a Portugal em Auto Rádio partiu de Alvito, coração do Alentejo, terra onde o álbum foi gravado e terminou em Ílhavo. A equipa levou a cabo uma digressão inédita na história da música portuguesa, apresentando as novas canções em locais tão diferentes como o Luso, a Aldeia da Pedralva, as festas da cidade de Vizela, o Noites na Nora em Serpa, Cuba do Alentejo ou o Festival Bons Sons. A plateia variou das 3 até às 600 pessoas num total de 5675kms percorridos.

No fundo, é a tentativa de explorar um universo novo que se abre à frente e o reaprender a escrever canções. E também por isso tem o lado esquizofrénico da despreocupação em arranjar um fio condutor sónico. As canções entram umas pelas outras como acontece nas melhores viagens, quando o rádio nos vai alimentando as canções ao sabor da paisagem. Vai dos oito aos oitenta e não existe qualquer espécie de complexo musical, tudo é válido neste disco, tal como na vida.

Porque nada é feito na solidão total, o álbum conta com a participação dos amigos de sempre: António Vasconcelos Dias que deu uma fundamental ajuda na produção, João Correia e Nuno Lucas na secção rítmica mais sólida da história, Pedro Girão (também desconhecido como Baga), Jónatas Pires (Os Pontos Negros), AP Braga (o baladeiro de Lisboa) que canta na única versão deste disco, José Maria Gonçalves Pereira (saxofonista de muitas bandas), Ernesto Silva (Pista) e o radialista Pedro Ramos.

 

O concerto de lançamento tem lugar na Galeria Zé dos Bois no dia 26 de Setembro pelas 22.00h, uma festa que contará com a grande maioria dos músicos que tocou no disco, entre outros convidados. A primeira parte será feita pelo mítico António Pedro Braga (AP Braga), que também empresta ao disco a voz e uma canção, “Rosie” co-escrita com Fausto Bordalo Dias em 1973.