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Glam Magazine

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Agenda: Ralph Towner… em Braga

Inovação musical não é uma caraterística fácil de se encontrar. Requer talento inato e uma devoção à arte que não é ofuscada pela visão de comercialização da cultura popular.

ralph.jpgRalph Towner é tão inovador no panorama musical moderno que as suas ideias são sempre frescas, apesar de já contar com mais de trinta anos de careira. Mais conhecido enquanto compositor, guitarrista e teclista do ensemble de jazz Oregon, a sua careira a solo tem sido rica e variada, tendo colaborado com grandes músicos como Gary Burton, John Abercrombie, Egberto Gismonti, Larry Coryell, Keith Jarrett, Jan Garbarek e Gary Peacock.

 

Theatro Circo (Braga)

17 setembro 2015 | 21.30h

 

Biografia da Música Portuguesa: Plaza

Plaza, banda portuguesa criada em 2003, formada por Simão Praça na voz (ex-Turbo Junkie), Paulo Praça na guitarra e voz (ex-Turbo Junkie), Quico Serrano nas teclas (ex-Salada de frutas, ex-Poke), Pedro Saraiva no baixo (ex-Culto da Ira, ex-Dr.Sax), Pedro Moreira na bateria e Miguel Moreira.

plaza1.jpgLançaram o disco "Melting Point" em 2005, tendo também colaborado num disco de tributo a Scott Walker editado pela Transformadores.

Chegaram a fazer uma muito interessante versão de "White Light White Heat" dos The Velvet Underground para o disco tributo que nunca chegou a sair.

frente.jpgSe os Plaza tivessem nascido nos anos 80 seriam um grupo com um sucesso ainda maior do que aquele que alcançaram. Praticantes de um som electrónico, que conheceu o expoente máximo numa década onde os sintetizadores ganharam estatuto de estrelas sob a égide de grupos como Human League, Visage, Heaven 17, Talk Talk, Ultravox ou Dead Or Alive, entre muitos outros. São de facto estas bandas que marcam o som criado pelos Plaza, que como eles recuam aos anos 70 dos Kraftwerk para beber inspiração.

Se escutarmos os temas "Drum Machine" e "Electrical Mind", especialmente este último onde aparecem vozes de robot, percebemos o papel importantíssimo que a banda alemã desempenhou no mundo da música. Simão Praça, Paulo Praça, e Quico são artistas que já deram muito à música portuguesa. São pessoas experientes, que não se deixam levar por caminhos mais óbvios. Bastaria um sintetizador, uma guitarra disfarçada, e uma voz para criar um conjunto de temas fáceis e que ficam na ponta da língua, fazendo girar a anca. A banda arranjou uma forma hábil de se desmarcar de muitas das bandas que apontadas como influência. Ao ouvirmos faixas como "Easy Date" ou "On a Magazine", onde as guitarras tapam quase sempre os teclados, percebemos que existe um outro movimento dos anos 80 que igualmente marca o som da banda. Falamos da onda neo-romântica, que, de forma tão promiscua, se baralhava com o electro-pop. Falamos de nomes como Duran Duran ou Classic Nouveaux. No entanto, a imagem de marca dos Plaza, deixada pelos singles "(Out) On a Radio" ou "In Fiction" esta bem presente na sua música.

 

Porém, devemos louvar os Plaza pelo facto de não terem ido beber apenas a uma fonte. Ao passarem em revista o que de melhor se fez nos anos 80, mostraram ter uma visão muito mais ampla da música que grande parte das bandas actuais, estrangeiras incluídas.

Os Plaza não se desviaram dos seus princípios. O resultado foi de tão grande teimosia que os levou a criar um disco com altos e baixos, com algumas faixas a atingirem o brilhantismo e outras a ficar uns furos abaixo.

Plaza_All Together_Front.jpgPlaza_All Together_Back.jpg

Em 2014, apoiados numa edição de autor, lançaram um novo álbum, "All Together".

Agenda: Entrada Livre…. no Teatro Nacional D. Maria II

Entrada Livre é a celebração de um novo projeto artístico para o D. Maria II e um momento simbólico de abertura do teatro ao público, aos artistas, à cidade e ao país. Não se chama Entrada Livre apenas porque os bilhetes são gratuitos durante um fim de semana. Tem esse nome porque o gesto de entrar num teatro nacional e fruir da criação artística é, mais do que um direito ou um dever, um gesto de liberdade.

entrada.jpgEntre os dias 11 e 13 de setembro, são inúmeras as atividades que preparadas para o público.

São quatro espetáculos em estreia absoluta nas salas Garrett e Estúdio, assim como teatro para a infância, exposições, lançamentos de livros e uma grande homenagem à atriz Eunice Muñoz.

Em redor do teatro, haverá ainda concertos de músicos e DJs (na varanda), a primeira edição da Feira do Livro de Teatro, leituras encenadas e, em colaboração com o Festival Todos, o regresso do Teatro das Compras à cidade, com uma série de espetáculos apresentados em lojas históricas do centro de Lisboa

 

Programação completa do evento aqui

 

O Entrada Livre é uma iniciativa integrada no programa Lisboa Na Rua, dinamizado pela EGEAC.

A entrada é livre mediante levantamento de bilhetes na bilheteira do D. Maria II, a partir das 13h, para as sessões do próprio dia. Limite de 2 bilhetes por pessoa, para uma atividade à escolha, sujeito à lotação disponível.

 

Biografia da Música Portuguesa: Minta... & The Brook Trout

Francisca Cortesão nasceu no Porto em 1983.

Inserida num ambiente familiar imbuído de grande apetência pela música, começou muito cedo a escrever canções.fra.jpgDesde os 13 anos de idade que foi acumulando material que deu a conhecer, primeiro com os Casino ao lado de Filipe Pacheco e mais tarde sob a designação de Minta. Após a fraca receptividade comercial dos Casino, a banda vai entrando em estado de hibernação. No entanto, Francisca Cortesão continuou a compor e gravar músicas em casa e depois a divulgá-las através da internet.

Como se viu sem banda, grava as músicas sozinha, toca todos os instrumentos e faz os arranjos, surgindo assim na sua nova pele de cantautora. Em 2006, realiza o primeiro concerto a solo em Évora. Em Junho de 2007, recebe um convite de B Fachada para fazer a abertura do concerto na Crew Hassan, fazendo-se acompanhar do baterista José Vilão. Posteriormente, junta-se Filipe Pacheco, antigo companheiro nos Casino, e também Nuno Rafael, primeiro como produtor e depois como baixista nos concertos.

A designação Minta, só surge no Verão de 2008, para aparecer na compilação “Novos Talentos” e reflecte algo mais que um projecto a solo.

Minta_You_Front.jpgEm finais de 2008, é editado o EP “You” com 5 temas, resultado do trabalho desenvolvido ao longo de dois anos, que foi o tempo que intermediou as primeiras gravações caseiras e a masterização final. O disco recebeu boas críticas da imprensa musical, o apoio da Antena3 e de várias rádios locais mais alternativas. No inicio de 2009, realiza diversos concertos nas lojas FNAC da zona de Lisboa, onde se apresenta sozinha em palco, coincidindo com o relançamento do EP, agora distribuído pela Compact Records.

A edição de um novo disco não estava prevista para antes de 2010, mas os novos temas vão ganhando corpo e em Outubro de 2009, é lançado “Minta & The Brook Trout”. Neste novo registo, Francisca Cortesão ocupa-se da guitarra e voz, sendo acompanhada por Manuel Dordio (guitarra), Mariana Ricardo (baixo e voz) e José Vilão (bateria e percussão), contando ainda com a colaboração de Walter Benjamin, BlackBambi e João Cabrita.

Minta_Minta & The Brook Trout_Front.jpgMinta_Minta & The Brook Trout_Back.jpg

“Minta & The Brook Trout” apresenta um conjunto de onze temas escritos em inglês, maioritariamente acústicos, desenvolvendo o percurso iniciado no disco anterior. Subsistem o refinado sentido melódico, as segundas vozes e os coros, a segurança da interpretação de Francisca Cortesão.

O universo trilhado é o da folk, alt-country e o de cantautores como Elliott Smith, Laura Veirs, Fiona Apple, Aimee Mann, Catpower, Lisa Germano, Sufjan Stevens, Suzanne Vega, Graham Parsons, Gillian Welsch, Beth Orton, entre outros, mas sem ser derivativa de qualquer um deles.

Os temas são de curta duração, em tom intimista, com uma certa estranheza e melancolia agridoce. O disco foi apresentado ao vivo na Livraria Trama em Lisboa e no Passos Manuel no Porto.

cartaz_final_net.jpgEm 19 de Dezembro de 2010, realiza-se um espectáculo especial no Teatro da Luz, com os convidados Márcia Santos, Noiserv, Walter Benjamin e BlackBambi, além de João Cabrita, colaborador habitual dos Brook Trout.

Minta & The Brook Trout_Carnide_Front.jpgMinta & The Brook Trout_Carnide_Back.jpg

A partir desse concerto, é editado em formato digital um novo disco intitulado “Carnide”. No meio deste percurso, Francisca Cortesão é escolhida por David Fonseca para substituir Rita Redshoes na sua formação de palco, acrescentando à banda do ex-Silence 4 uma sonoridade mais folk/country. Paralelamente, lança um novo projecto “They’re Heading West” juntamente com Sérgio Nascimento, João Correia e Mariana Ricardo, cujo desígnio principal é fazerem uma digressão pela Costa Oeste dos EUA e Canadá.

Minta & The Brook Trout_Olympia_Front.jpgMinta & The Brook Trout_Olympia_Back.jpg

“Olympia”, editado em 2012, é o segundo disco de estúdio de Minta & The Brook Trout, e chega três anos depois da edição do primeiro álbum.

A banda, Francisca “Minta” Cortesão na voz e guitarra, Mariana Ricardo na voz, baixo e ukulele, Manuel Dordio na guitarra eléctrica e lap steel e Nuno Pessoa na bateria e percussão, usou esse tempo para escrever as dez canções que o compõem e para, com toda a calma do mundo, encontrar a melhor maneira de as vestir.

O disco foi produzido por Mariana Ricardo e Francisca Cortesão. ”Olympia” foi acabado em Phoenix, no Arizona, onde foi masterizado pelo veterano Roger Siebel.

mar2.jpgO aguardado terceiro disco de Minta & The Brook Trout chega em 2015 e os novos temas são interpretados ao vivo tal como aconteceu com a apresentação do segundo álbum "Olympia", de norte a sul do país.