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Glam Magazine

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Agenda: Rita Redshoes em concerto em New York e Fall River

A convite do Arte Institute, Rita Redshoes estará na próxima semana nos Estados Unidos para a realização de duas apresentações para o público local. Ainda que não sendo uma estreia em solo americano, esta será a primeira vez que Rita Redshoes actuará em Nova Iorque bem como em Fall River, a segunda cidade a visitar nesta deslocação.

Red-USA-1-750x269.jpgO primeiro dos concertos decorrerá na carismática sala do East Village nova-iorquino, o “Drom”, no dia 8, estando a apresentação em Fall River agendada para o dia 11 para o palco do “Narrows”, uma das mais reconhecidas salas da costa este.

Para estas apresentações levará na bagagem um repertório baseado no seu último lançamento discográfico “Life Is A Second Of Love” publicado no ano passado sem esquecer as canções que se destacaram nos seus anteriores discos, o de estreia, “Golden Era” de 2008 e “Lights & Darks” editado em 2010.

A colaboração de Rita Redshoes com o Arte Institute sucede depois das apresentações realizadas em 2014 em Londres e Joanesburgo.

 

Entretanto, antes da partida para os Estados Unidos, Rita Redshoes integrará o programa do Festival F que se realiza em Faro já neste fim de semana. No final do mês, a 26, regressa às Noites Ritual, no Porto, depois de ali ter actuado pela primeira vez em 2008.

Agenda: Lisboa na Rua… Thoneline Orchestra, António Chainho, Quinteto de Metais da Metropolitana

Lisboa na Rua até 20 de Dezembro

Na terceira semana do Lisboa na Rua, a cidade é palco de música, com a orquestra de jazz alemã Thoneline Orchestra, a guitarra portuguesa de António Chainho, o Quinteto de Metais da Metropolitana; e de cinema, com filmes em que Lisboa é protagonista; e muito mais, sempre em praças e jardins da cidade e com entrada livre.

untitled11.bmpÉ sob a luz de Lisboa que, até 20 de Setembro, as artes saem à rua nesta que é a 7.ª edição do Lisboa na Rua. De quinta a domingo, ao final do dia ou pela noite dentro, o Verão será celebrado ao ar livre e as praças e jardins da cidade, habitadas de uma outra forma, com uma programação cultural variada, para toda a família.

 

As quintas-feiras são dias de jazz. Dia 3 de Setembro, às 19h, é a vez do Largo da Estação do Rossio receber a big band alemã Thoneline Orchestra, uma das poucas no mundo conduzidas por uma maestrina.

Sexta-feira, pelas 21h30, é a vez do Fado, com a guitarra portuguesa de António Chainho no Largo do Teatro Nacional de São Carlos e antes, às 19h, no MNAC – Museu do Chiado, do músico grego Bill Kouligas.

Sábado, às 19h no recôndito Jardim da Aministia Internacional, em Campolide, ouve-se ragtime, K. Weill, Marley ou Wonder, pelos sopros que compõem o Quinteto de Metais da Metropolitana.

20082015-20082015-Photo.jpgAs noites de sábado e domingo, às 22h passam-se ao relento com filmes sobre ou passados em Lisboa, em lugares que casam sempre com o próprio filme, no ciclo Fitas na Rua: dia 5, às 22h, no Miradouro do Recolhimento (junto ao Castelo de S. Jorge) assiste-se ao filme Lisboa: As Grandes Cidades do Mundo, de Augusto Cabrita e Fernando Lopes; dia 6, na Rua Augusta ao Arco é exibido Geração Feliz, de Leonor Areal.

 

Na Travessa do Marta Pinto, em Belém, o projecto Vicente continua e, a partir de dia 3, o alemão Gabriele Seifert é o artista convidado a intervir com performance e instalações.

 

Até dia 20 de Setembro Lisboa parte à descoberta dos seus anfiteatros naturais, praças, jardins e ruas recônditas. Grandes e pequenos palcos a céu aberto são o cenário para big bands de jazz; ensembles de música moderna da Metropolitana; cinema ao ar livre com uma selecção de filmes nunca ou raramente vistos sobre Lisboa; uma homenagem ao Fado no emblemático Largo de São Carlos; artes visuais e performance com o Projecto Vicente; e música no Jardim das Esculturas do MNAC - Museu do Chiado. Pela primeira vez, damos a conhecer o Flâneur, projecto já experimentado noutras cidades que desafia artistas a mostrar novas perspectivas de Lisboa através de instalações de fotografia no Intendente; Entrada Livre, que convida a conversas, teatro, leituras, e até DJ, dentro e fora do Teatro Nacional D. Maria II; e Cidade das Tradições, três dias para toda a família, dedicados às tradições portuguesas, no Parque de Jogos 1.º de Maio.

 

Festivais: Misty Fest 2015 apresenta… Dom La Nena

O Misty Fest tem sido palco de espectáculos absolutamente extraordinários por ser capaz de proporcionar aos artistas a rara possibilidade de oferecerem ao público espectáculos de uma maior proximidade e intimidade. E esse será certamente um ambiente que servirá na perfeição a apresentação de Dom La Nena, artista brasileira que tem merecido os mais rasgados elogios e que o público português bem conhece, até por causa da sua estreita colaboração em palco com o grupo Danças Ocultas em ocasiões anteriores.

dom 1.jpg

Desta vez, porém, há uma novidade a considerar: a do seu mais recente álbum “Soyo” que será estreado precisamente no âmbito do Misty.

Os elogios não têm parado de distinguir a voz, a música, a postura e o trabalho de Dom La Nena. “Soyo” levou o conceituado New Yorker a escrever que todas as suas canções "soam sagradas". O disco conta com produção do grande Marcelo Camelo, ele mesmo um artista de méritos mais do que reconhecidos em Portugal, e o cantor e compositor só tem palavras lindas para falar de Dom La Nena: "Dom é exemplo raro das contradições que carregamos. Uma menina doce de rosto franco e olhos determinados, que compõe com frescor germinal as canções que ainda queremos ouvir, canções sobre os sentimentos que nos são tão verdadeiros que às vezes escapam despercebidos entre as luzes e presenças de apelo mais cintilante".

Dom la Nena, que também é violoncelista, tocou nas bandas de Jane Birkin e Jeanne Moreau, cantou com uma das mais apreciadas artistas do pop alternativo francês, Camille. A experiência adquirida em grandes palcos, como o do Festival de Jazz de Montreux, foi toda usada em “Soyo”, um disco trabalhado em Lisboa, com Marcelo Camelo que nos afiança que a sua música "tem carnaval e tem silêncio" e um "cello delicioso".

Ingredientes que certamente agradarão ao exigente público do Misty Fest.

 

Auditório de Espinho - Academia (Espinho)

31 Outubro 2015 | 21.30h

 

Centro Cultural de Belem (Lisboa)

4 Novembro 2015 | 21.00h

Festivais: 1 milhão e 750 mil espectadores presentes nos festivais de música

Dos festivais de música que ocorreram em Portugal até ao momento, 2 de Setembro 2015 no corrente ano, foram contabilizados mais de 1 milhão e 750 mil espectadores. Depois de recolhidos dados partilhados pelos festivais à APORFEST e em consonância com o que foi partilhado à imprensa em alguns dos casos.

X0.jpgAqui fica aqui o ranking dos treze festivais com mais público

  1. MEO Sudeste – 188.000 (5 dias)
  2. NOS Alive – 155.000 (3 dias)
  3. Festival do Crato – 100.000 (4 dias)
  4. VODAFONE Paredes de Coura – 100.000 (4 dias)
  5. FMM Sines – 100.000 (9 dias)
  6. MEO Marés Vivas – 90.000 (3 dias)
  7. NOS Primavera Sound – 77.000 (3 dias)
  8. O Sol da Caparica – 75.000 (4 dias)
  9. RFM Somnii – 70.000 (2 dias)
  10. Super Bock Super Rock – 56.000 (3 dias)
  11. EDP Beach Party – 40.000 (2 dias)
  12. Andanças – 40.000 (7 dias)
  13. Bons Sons – 37.000 (4 dias

x01.jpgAté final do ano ainda irão ocorrer 174 festivais de música em Portugal. 65% destes ocorrem nos três meses de verão (21 junho a 20 setembro), música confinada a 90 dias do ano, sendo aqui que municípios, marcas, imprensa fizeram as suas maiores apostas tentando atrair público nacional e internacional aos festivais.

Este é ainda um número que será revisto, pois alguns festivais estarão ainda por ser comunicados. Em 2013, aconteceram 127 festivais e no ano passado 156, segundo o estudo “Perfil do festivaleiro português e ambiente social nos festivais de música em Portugal”, que terá nova versão este ano, disponível para resposta em outubro.

X02.jpgAlguns dados sobre os Festivais em portugal:

- 48 novos festivais (1ª edição)

- 126 festivais que voltam a acontecer em 2015, após edição no ano anterior

- 27 festivais que aconteceram em 2014 e não acontecem em 2015

- 21 festivais com naming sponsor

- 3 festivais cancelados após sua comunicação em 2015

- Período com mais festivais - 3 a 9/ago – 16 festivais

- 22 festivais em Lisboa (cidade com mais festivais, um de grande dimensão)

- 11 festivais no Porto (2ª cidade com mais festivais, três de grande dimensão)

 

Fonte: APORFEST

Fotografias: Paulo Homem de Melo

Agenda: Márcia inicia digressão de "Quarto Crescente" no São Luiz e Casa da Música

“Quarto Crescente”, o mais recente disco de Márcia, é co-produzido por Filipe C. Monteiro, responsável pela produção do anterior “Casulo”, em conjunto com a própria cantora.

 Como quem diz: esta ainda é uma obra em crescimento, um percurso de descobertas e encantos. Onde existe “A Insatisfação” (título do primeiro single) ou “A Urgência”, mas também um “Ledo Sorriso” ou um “Bom Destino”. Aberto ao que vier e disposto a convidar o público para essa viagem.

marcia.jpgMárcia queria ser pintora e cursou Belas-Artes. Talvez seja por isso que a sua música tem a delicadeza de um traço numa página em branco, ou invoca cores pintadas com paciência numa tela. Márcia também esteve próxima do cinema, e talvez seja por isso que a sua música nos cria imagens tão fortes.

 

Márcia Santos: voz

Filipe Monteiro: guitarra e pedal steel

Manuel Dordio: guitarra

David Santos: baixo

Rui Freire: bateria

 

Numa entrevista publicada recentemente, Márcia afirma que se existe uma função na vida de cada um de nós, a sua será a de sossegar quem a ouve, de "apaziguar tormentos". A 25 de Setembro apresenta o primeiro concerto desta digressão, num ambiente intimista, de união e cumplicidade entre quem canta e quem escuta.

 

São Luiz Teatro Municipal (Lisboa)

25 de setembro 2015 | 21.00h

 

Casa da Música - Sala Suggia (Porto)

8 de outubro 2015 | 21.30h

 

Fotografia: Paulo Homem de Melo

Festivais: Maior edição de sempre do NOS em D`Bandada

Foi apresentada ao final desta manhã, no Coliseu do Porto, a 5ª edição do festival, NOS em D`Bandada, que promete voltar a encher de vida e música a Baixa do Porto no próximo dia 12 de setembro.

Naquela que promete ser a maior edição de sempre do evento, há várias novidades no cartaz, que inclui 78 concertos de entrada livre, distribuídos por 21 palcos, num total de 14 horas de música.

untitled.bmpA Câmara Municipal do Porto e a PortoLazer voltam a ser parceiros na organização desta que é uma das maiores demonstrações de música portuguesa em todo o território nacional e que em 2014 bateu todos os recordes, juntando mais de 250 mil pessoas na Baixa da cidade.

Nesta quinta edição, o NOS em D'Bandada manterá o seu caráter de festa popular, transversal e participativa, sem deixar de introduzir algumas novidades no seu formato, que incluirá, pela primeira vez, o Coliseu do Porto, a Avenida dos Aliados, o Largo da Estação ou a Igreja de Santo Ildefonso, na Praça da Batalha. O local escolhido para a apresentação deste ano junta-se em 2015 ao "São João da Música" para oferecer ao público dois momentos em tudo díspares, já que ao fado de Carminho e Aldina Duarte se seguirá a música eletrónica de Ecko Deck e Mirror People.

 

Na Avenida dos Aliados, o protagonista será Miguel Araújo, um dos maiores embaixadores do evento, enquanto a Igreja de Santo Ildefonso, na Praça das Batalha, receberá os concertos de Benjamim, Tape Junk e Éme.O público infantil também não foi esquecido nesta edição, com a organização a reservar o Jardim do Passeio dos Clérigos para uma série de atuações, com início logo a partir das 14h00 e se prolongam até perto das 19h30.

Mantendo o espírito de levar a música a todo o lado, o elétrico 203 volta a receber um concerto móvel que percorrerá a Baixa do Porto, com um dos mais consagrados artistas portugueses a bordo, Jorge Palma.

Também sem perder a tradição de espaço reservado ao festival, a Praça dos Leões será o palco para os projetos eletrónicos que têm vindo a ter cada vez mais destaque nacional e internacional, enquanto a Praça dos Poveiros, que há um ano se estreou no mapa do evento, levará ao público os aclamados nomes do hip-hop português, como serão os casos de Valete e Sam The Kid/Mundo Secreto, entre outros.

De resto, e reforçando uma das principais caraterísticas do NOS em D'Bandada, a organização volta a desafiar a cidade a juntar-se através da dinamização de espaços próprios (lojas, restaurantes, hotéis, hostels, cafés, casas particulares) e na mobilização de artistas para atuações nesses espaços que possam complementar e enriquecer o evento.

A programação volta a ter como base o projeto da editora NOS Discos, sob a alçada do diretor artístico e programador do evento, Henrique Amaro, e conta novamente com a colaboração de várias prestigiadas editoras e promotoras de música 100 por cento portuguesa.

 

Artistas Presentes nesta edição:

Aldina Duarte, Alex FX, Arruada, B Fachada, Bamba Social, Banda às Riscas, Basset Hounds, Beautify Junkiards, Benjamim, Birds Are Indie, Black Mamba, Branko, Caos Fofinho, Carminho, Coelho Radioativo, O.G.B.E., Cut Slack, Deau, Desligado, DJ Miguel Quintão, Ekco Deck, Éme, Filho da Mãe e Ricardo Martins, Flamingos, Francis Dale, Ghost Hunt, Gin Party Sound System, Golden Slumbers, Helena Sarmento, Isaura, Janeiro, Jorge Palma, Keep Razors Sharp, Lola Lola, Marionetas, Melopeias, Miguel Araújo, Mike El Nite, Mirror People, Modernos, Moullinex, Mr. Herbert Quain & João Pedro Fonseca, Niagara, Nuno Prata, O Incrível Homem Bomba, Olavo Lúpia, Oliveira Trio, Paulo Barros, Pega Monstro, Peixe, Pista, Plus Ultra, Rated With an X, Sam The Kid / Mundo Segundo, Sampladélicos, Savanna, Stone Dead, Super 8, Tape Junk, The Sunflowers, The Walks, The Wild Booze, They're Heading West, Thunder & Co., Tó Trips, Trêsporcento, Vaarwell, Valete, Weatherman, Xinobi, Youth Culture HiFi, Youthless

 

Espaços:

Avenida dos Aliados, Café Au Lait, Café Ceuta, Cave 45, Coliseu Porto, Elétrico, Era Uma Em de Paris, Hotel Paris, Igreja Santo Ildefonso, Locomotiva, Maus Hábitos, Passos Manuel, Plano B, Poveiros, Praça dos Leões, Praça Lisboa, Rua Conde de Vizela, Rádio Bar, Rua Cândido dos Reis.

 

Curadorias:

Azáfama, Filho Único, Lovers & Lollypops, Maus Hábitos, Pataca Discos, Sister Ray, Turbina.

Festivais: Os números Reverence Festival Valada 2015

Terminou no passado sábado, dia 29 de agosto, a 2ª edição do Reverence Festival Valada que, este ano, apostou numa programação de três dias em vez de apenas dois como na edição de 2014.

Na edição deste ano, o Reverence Festival Valada recebeu mais de 9.000 pessoas no recinto que esteve a funcionar de 27 a 29 de agosto no Parque de Merendas de Valada, nas margens do rio Tejo.

reverance.jpgO público presente teve oportunidade de assistir a 72 atuações, incluindo 56 bandas divididas pelo Palco Rio, Palco Praia e Palco Reverence, 2 Sunrise Jam Sessions que encerraram o recinto nos dias 28 e 29 de agosto e ainda 14 DJ sets.

De todas as bandas presentes, 40 eram internacionais, 30 das quais atuaram pela primeira vez em Portugal. Nos dias 28 e 29 de agosto, dois dos três palcos estiveram sempre a funcionar em simultâneo fazendo com que o Reverence Festival tenha conseguido garantir 16 horas corridas de música ao vivo, tanto na sexta como no sábado. No total dos três dias, o Reverence Festival garantiu 42 horas de música ao vivo.

 

Apesar de ainda não ser possível confirmar as datas da edição de 2016, a organização Reverence Festival refere que "estão reunidas as condições para que o Reverence Festival Valada se realize em 2016 no Parque de Merendas de Valada no Cartaxo. A edição de 2015 ultrapassou todas as nossas expetativas e esperamos continuar a garantir a qualidade de programação e do evento no próximo ano."

 

Fotografia: Paulo Homem de Melo

Agenda: Espetáculos Lloyd Cole Live Electronics cancelados

Por motivos alheios ao GNRation (Braga) e ao Teatro Maria Matos (Lisboa), os concertos de Lloyd Cole Live Electronics, agendados, respetivamente, para o dia 16 e 22 de Setembro do presente ano, foram cancelados. A devolução do valor dos bilhetes já adquiridos para o espetáculo de Braga será realizada na bilheteira física do GNRation e para o espetáculo de Lisboa, na bilheteira física do Teatro Maria Matos

lloyd cole.jpgA pedido do artista, divulgamos o texto onde Lloyd Cole apresenta os motivos desta sua decisão, primeiro numa versão literal em português e, posteriormente, na sua versão original em inglês:

 

“No início do ano fui convidado para me juntar a Hans-Joachim Roedelius [HJR] em palco numa celebração da sua carreira. Para tocar a minha música instrumental. Senti-me honrado, lisonjeado e concordei. Tenho um sintetizador modular de grandes dimensões no meu sótão e, com ele, nos últimos anos tenho conseguido fazer música da qual me orgulho de assinar, incluindo um álbum com o HJR.

Não vi nenhuma razão para não montar uma versão portátil do sintetizador, reduzida, e levá-la para Berlim. Contactei amigos em Portugal, e mais espetáculos, com mais colaborações, foram marcados. O plano foi anunciado em Junho. Ainda estava em digressão pelos Estados Unidos com o meu concerto de canções mas teria seis semanas para me preparar para o concerto eletrónico.

Estamos agora no final da sexta semana e não tenho um concerto. Têm existido problemas técnicos, muitos, mas a raiz do problema é interna e de processo mental. A música que gravo com o sintetizador modular é feita com uma peça de cada vez. Por vezes a mesma peça fica ativa durante vários dias. Consigo ponderar opções e andar a um ritmo onde o meu cérebro consegue acompanhar o que está a acontecer com os vários módulos e matrizes de configuração. Timbres, e tudo o resto, pode ser afinado. No final, fui incapaz de traduzir este processo num espetáculo ao vivo que pudesse levar em digressão, com múltiplas peças consecutivas de sintetizadores, como tinha originalmente planeado. Não sabia isto em janeiro nem em junho. Mas agora que sei percebo que foi ingénuo e imprudente da minha parte aceitar o convite de Berlim.

Aqui está.

Escrevi ao Hans-Joachim e aos outros músicos - todos foram compreensivos. HJR sugeriu, em vez de cancelar, que eu trouxesse a minha guitarra, e assim o farei. Também levarei um sistema muito pequeno com o qual posso tocar uma peça só. O outro concerto em Berlim também concordou que posso fazer algo parecido.

Contudo, isto não é o suficiente como base de um concerto inteiro, por isso, infelizmente, tenho de anunciar o cancelamento dos meus concertos em Braga e Lisboa, no dia 16 e 22 de Setembro. Assumo a inteira responsabilidade. Peço desculpa a todos os lesados pelo inconveniente”.

Lloyd Cole

1 de Setembro de 2015

 

“At the beginning of the year I was invited to join Hans Joachim Roedelius on stage in a celebration of his life’s work. To perform my instrumental music. I felt honoured and flattered and I agreed. I have a substantial modular synthesizer in my attic and over the last few years I have been able to make music with it that I am happy to put my name to, including an album with HJR. I saw no reason why I couldn’t assemble a portable version of the synth, slimmed down, and take it to Berlin. I approached friends in Portugal, and more shows, with more collaborations, were booked.

The plan was announced in June. I was still touring my singer songwriter show in the USA, but would have six weeks to prepare for the electronic show. We are now at the end of the 6th week and I don’t have a show. There have been technical issues, plenty of them, but the underlying issue is mental. The music that I record with the Modular synthesizer is made one piece at a time. Sometimes the same piece will be active for several days. I can ponder options and move at a pace where my brain can keep track of what is happening with the various modules and patching matrices. Timbres, and everything else, can be fine tuned. In the end, I was unable to translate this process into a traveling live show, with multiple consecutive modular synth pieces, as I had initially planned. I didn’t know this in January, or June. But now I know it I believe I was recklessly naive to accept the Berlin offer.

There you have it.

I wrote to Hans Joachim and the other musicians and they were all very understanding. HJR suggested that, instead of canceling, I bring my guitar, which I will do. I will also bring a very small system with which I can perform a single piece. The other gig in Berlin have agreed that I can do something similar. However, this would not be enough to base a whole concert around, so sadly I must announce the cancellation of my Braga and Lisbon gigs on the 16th and 22nd of September. I accept full responsibility. I apologize to all concerned for the inconvenience”.

Lloyd Cole

Sept 1st 2015