Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Glam Magazine

Glam Magazine

Festivais: Dia 4 do Vodafone Paredes de Coura… E a chuva chegou ao “resort” do Rock...

Dia 22 de Agosto…

4º e último dia do Festival Vodafone Paredes de Coura e a chuva fez-se notar logo ao início da tarde. Como é habito dizer-se… “Paredes de Coura sem chuva não é Paredes de Coura”.

DSC_0125 (Cópia).jpgO dia começou pelas 13 horas com poesia no palco Jazz com a presença do escritor Rui Cardoso Martins, seguindo-se as tardes musicais junto praia fluvial, que neste último dia tiveram presença de Serushio e de El Rupe, mas devido à chuva, a afluência foi bastante reduzida. Muitos festivaleiros aproveitavam a tarde para desocupar o campismo antes dos concertos da noite.

Neste último dia, as Vodafone Music Sessions convidaram para um concerto acústico os Woods. Como sempre o concerto foi reservado para um grupo restrito de festivaleiros e para a comunicação social.

A abertura de portas ocorreu pelas 17 horas, em ritmo lento, apesar da chuva ter feito tréguas e não se ter confirmado a ameaça de temporal. O ambiente do festival era calmo e sombrio como a cor do céu. Uma certa nostalgia já se notava no ar neste que era o derradeiro dia…

A organização do festival agendou para as 18 horas a conferência de imprensa com o rescaldo da edição de 2015, conferencia que contou com as presenças de João Carvalho (diretor do festival/Ritmos) e de Emanuel Sousa (Vodafone).

Foi a confirmação oficial que pelos 4 dias do evento passaram cerca de 100.000 pessoas, esgotando pela primeira vez na já longa história do festival. Anunciado igualmente que a parceria com a Vodafone é para se manter no próximo ano, bem com as datas de próxima edição serão de 17 a 20 de Agosto de 2016.

DSC_0161 (Cópia).jpgA música, teve inicio como habitualmente pelas 18 horas com os portugueses Holy Nothing no palco secundário. Musica eletrónica a animar a abertura de portas.

A banda nacional aproveitou a sua passagem pelo festival para apresentar alguns dos temas do novo disco, “Hypertext” a editar já em setembro deste ano. Apesar da pouca assistência, foram 40 minutos cheios de energia e ritmo.

 

Fotogaleria: Holy Nothing

DSC_0180 (Cópia).jpgO projeto Luso-brasileiro, Banda do Mar, sobe ao palco pelas 18.30 horas, nesta que foi a sua 3ª presença em festivais de verão em 2015, animando o já bem composto anfiteatro natural do festival. Um concerto bem disposto, imagem de marca da “banda”, com os fãs de Mallu Magalhães rendidos à sua beleza. Eram notórios os mais diversos cartazes ilustrativos desse apoio dos mais variados fãs. Foi o encerrar de uma (longa) digressão que levou o projeto de Fred Ferreira, Marcelo Camelo e Mallu Magalhães por vários locais, no Brasil e em Portugal.

Será o encerrar igualmente do projeto?

 

Fotogaleria: Banda do Mar

DSC_0263 (Cópia).jpgA norte americana Natalie Prass, uma das revelações deste festival, apresentava-se no palco secundário pelas 19 horas. Sorridente e bem disposta, e com um objetivo expresso ao longo do seu, (curto) concerto, “Let’s party Portugal”. Um pop rock ligeiro, melancólico e com letras pouco animadoras, mas que soava bem num final de tarde sem chuva. De registar a considerável assistência no concerto da cantora.

 

Fotogaleria: Natalie Prass

DSC_0303 (Cópia).jpgDepois da sua passagem pela Vodafone Music Sessions, os Woods sobem ao palco principal perto das 20 horas. Indie rock com riffs de guitarra e muito energia debitada para o recinto do festival, que a esta hora já estava bastante preenchido. Igualmente a esta hora já se verificava uma grande afluência de público pelo recinto do festival, o que era de esperar sendo o último dia.

 

Fotogaleria: Woods

 

Sylvan Esso, o duo norte-americano proveniente da Carolina do Norte, marcou presença no palco secundário pelas 20.30 horas. O indie-pop eletrónico, assente na voz melódica de Amelia Meath, combinado com as suas coreografias em palco, trouxeram algo de diferente e original a Paredes de Coura. Um concerto que acabou por atrair bastante público que seguia o apelo sonora do grupo e que abandonava o palco principal depois da atuação dos Woods. Sem serem geniais cumpriram com os mínimos em palco.

DSC_0055 (Cópia).jpgUm dos nomes mais aguardados nesta última noite, eram sem dúvida os Temples. Sobem ao palco pincipal pelas 21.20 horas ao som de “Sun Structures”. A banda britânica, liderada por James Bagshaw, rapidamente conquista o público com o seu som indie rock e influencias no psicadelismo revivalista de finais dos anos 60. Sons melódicos mas com (muitos) riffs e distorções, os Temples protagonizam em palco um dos concertos do dia, com muita energia e com o rock a conquistar mais uma vez o seu espaço no seu resort.

 

Fotogaleria: Temples

 

O rock prosseguia o seu caminho e o palco secundário era literalmente sacudido pelas 22.30 horas pelos energéticos Fuzz. Lotação mais que esgotada junto ao palco Vodafone.FM para assistir a um dos concertos mais rebelde desta edição do Vodafone Paredes de Coura. Descargas de energia constantes, moches, “crowdsurfings”, tudo aconteceu ao som da música efusiva dos Fuzz. A banda de San Francisco, que conta com Ty Segall na bateria, criou um verdadeiro alvoroço em Paredes de Coura. O espaço envolvente do palco secundário foi mais uma vez pequeno para acolher os milhares que tentavam assistir ao concerto.

DSC_0071 (Cópia).jpgO grande nome da noite surgia depois do concerto dos Fuzz.

Pelas 23.30 horas e já todo o recinto em silêncio, Lykke Li sobe ao palco principal, vestida de negro e com o seu olhar sinistro libertando uma onda de histerismo junto do público. A cantora sueca, que até falou em Português, não precisou de muito para conquistar as 25.000 pessoas que estavam em Paredes de Coura. A sua voz misteriosa hipnotiza, cria empatia e conquista. “I follow rivers” é o ponto alto do concerto com a assistência a gritar em plenos pulmões o refrão do tema. Eram muitos os que estavam ali no recinto apenas e só para ouvir a cantora sueca. Era percetivel os verdadeiros fãs que sabiam as letras de cor dos seus temas.

Apenas 57 minutos de concerto, em ritmo “best off”, que encerra ao som do tema de 2010 “Get some”. Soube a pouco, mesmo a pouco, aquele que juntamente com o concerto de Charles Bradley foram os 2 grandes momentos da edição de 2015 do Festival Vodafone Paredes de Coura.

 

Fotogaleria: Lykke Li

DSC_0011 (Cópia).jpgA fechar o palco principal, os Nova Iorquinos Ratatat com a sua musica de dança de fusão, levaram ao rubro um festival em hora de despedida. Efeitos visuais invulgares, uma guitarra, um baixo, percussão e caixas de ritmos, aliados a uma desenvoltura em palco pelo duo constituído por Mike Stroud e Evan Mast, vestidos de igual, colocaram um ponto final na noite num exercício bem elaborado. Apesar dos sons dançáveis o “crowdsurfing” foi uma constante ao longo de pouco mais de 60 minutos de concertos dos Norte-americanos.

 

Fotogaleria: Ratatat

 

O palco After hours haveria ainda de receber os The Soft Moon e os Sascha Funke para os mais resistentes no final da noite.

 

É o final da edição mais concorrida de sempre do Vodafone Paredes de Coura. Segundo os números oficiais da organização foram cerca de 100.000 festivaleiros que passaram pelo festival nos 4 dias, e mais cerca de 40.000 os que passaram nos 3 dias antes do festival nos vários concertos que decorreram na vila bem como os concertos ao meio da tarde junto à praia fluvial, e que eram de livre acesso.

Um festival “premium” segundo a organização, e que vai continuar nos mesmos moldes no próximo ano, com algumas melhorias para dar mais conforto a todos os que já fazem de Paredes de Coura a sua “residência de verão”.

Em 2016 cá estaremos para mais e melhor Paredes de Coura para a 23ª edição…

 

Reportagem: Sandra Duarte Pinho

Fotografias: Paulo Homem de Melo