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Glam Magazine

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Festivais: Conferência de Imprensa Vodafone Paredes de Coura 2015

Acaba de decorrer a conferencia de imprensa do festival Vodafone Paredes de Coura, edição de 2015.

A conferencia contou com a presença de João Carvalho da Ritmos e o representante da Vodafone, que em traços gerais salientaram a edição mais concorrida de sempre e estão muito satisfeitos como correu esta edição.

paerede.jpgQuiseram manter o contentamento e os sorrisos generalizados e pretendem que continue a manter a mesma qualidade de sempre.

A próxima edição decorrerá de 17 a 20 de Agosto de 2016. Igualmente anunciado que a próxima edição irá manter a parceria com a Vodafone.

Pelo 4 dias dos festival passaram cerca de 100.000 pessoas esgotando pela primeira vez o festival na já longa história do evento.

 

Texto: Sandra Duarte Pinho

 

Dia 3 do Vodafone Paredes de Coura… Charles Bradley desceu sob Paredes de Coura

Dia 3 do Vodafone Paredes de Coura… Charles Bradley desceu sob Paredes de Coura

Charles Bradley desceu sob Paredes de Coura e abraçou o público. O Soul que dominou a noite no dia em que o rock apareceu.DSC_0099 (Cópia).jpg

A tarde arrancou no palco Jazz com os escritores Carlos Vaz Marques e Pedro Mexia numa sessão de poesia sob um sol que convidava a banhos. A música fez-se ouvir junto à praia fluvial com os Penicos de Prata a apresentar a sua poesia “porno-erótica” musicada, seguindo-se a guitarra de Peixe, a banda sonora perfeita para um final de tarde de praia fluvial.

As Vodafone Jam Sessions reservaram para o terceiro dia um concerto acústico dos Waxahatchee, numa serração onde o som intimista de Katie Crutchfield se fez ouvir para um grupo restrito de festivaleiros.

DSC_0006 (Cópia).jpgNo recinto, a abertura ocorreu como habitualmente pelas 17 horas. Quase de uma forma inesperada o arranque do terceiro dia com a voz singela e angélica de Nicole Eitner, acompanhada pelos The Citizens, que teve as honras de abrir o palco Vodafone.FM pelas 18 horas. O som da cantora de origem alemã, nascida na floresta negra, enquadra-se em pleno com a calma de Paredes de Coura. A audiência vai-se aproximando ao apelo da sua música, tão calma, apropriada para iniciar ao mesmo ritmo este dia. O groove jazz da cantora encantou os presentes que tiveram a oportunidade de ouvir pela primeira vez o novo single da artista, “dance with me”.

 

Fotogaleria: Nicole Eitner & The Citizens

DSC_0048 (Cópia).jpgDoze anos depois e pelas 18.30 horas os X-Wife trazem o rock a Paredes de Coura. A banda desperta a assistência logo no primeiro tema, que ainda estava adormecida da “ressaca” do dia anterior. Bem aplaudidos logo ao segundo tema “Keep on Dancing” quando se ouve o público a manifestar para primeira vez neste terceiro dia. A banda do Porto regista o seu regresso 12 depois a Paredes de Coura e mostra o seu agrado por aqui estar a tocar. Foram 40 minutos de concerto que mobilizou o ambiente, bem como foram utilizados pela banda para passar os seus sucessos de uma carreira já de 14 anos, e que esta de regresso em 2015 com novos temas.

No palco secundário a banda espanhola de folk-rock, Grupo de Expertos Solynieve, com uma energia contagiante alegravam os festivaleiros que chegavam ao recinto, bem como os que se deslocaram ao palco secundário depois de terminar o concerto dos X-Wife.

 

Fotogaleria: X-Wife

DSC_0211 (Cópia).jpgPerto das 20 horas o rock chega novamente ao festival Paredes de Coura. Os californianos Allah-Las liderados por Miles Michaud com o seu surf-garage rock, recuam Paredes de Coura no tempo, fazendo as delicias de um anfiteatro que ganhava forma no final da tarde. Musicas simples, curtas e com muito surf à mistura foi o quarteto de Los Angeles apresentaram em palco.

 

Fotogaleria: Allah-Las

No palco secundário, os Waxahatchee regressavam, agora em formato banda, depois da atuação nas Jam Sessions, com o seu folk rock.

DSC_0058 (Cópia).jpgMark Lanegan Band era um dos grandes nomes aguardados da noite. O norte-americano, um dos impulsionadores do movimento grunge em Seattle, bem como a sua banda, entram em palco pelas 21.20 horas sob uma luz vermelha que se manteve constante ao longo de 60 minutos.

O rock-grunge alternativo acaba por não resultar e a voz rouca e soturna de Mark Lanegan torna-se um fator de desinteresse junto dos festivaleiros que se dirigem para o palco secundário para assistir ao concerto dos igualmente aguardados e imprevisíveis californianos Merchandise. É rock alternativo no seu melhor, uma combinação aparentemente improvável mas que ganha nas mãos de Carson Cox, David Vassalotti e Patrick Brady uma complexidade e expressão aliciantes, e uma das bandas que deveria ter atuado no palco principal. Mais uma vez o espaço do palco secundário foi pequeno para albergar todos os queriam escutar os norte-americanos.

 

Fotogaleria: Mark Lanegan Band

DSC_0101 (Cópia).jpgJames Brown, ou melhor Charles Bradley, subiu ao palco pelas 23.15 horas. O cantor natural da Florida, e que iniciou a sua carreira a fazer covers de James Brown, rapidamente conquistou os milhares que estavam no recinto do festival. Dono de uma voz impar, forte e a lembrar James Brown, o seu soul, R&B, a sua simpatia e principalmente a sua capacidade de mobilizar o público tornaram o seu concerto, o Concerto da noite e até, quem sabe, do festival. De origem humilde, e humilde em palco, presenteia o público com a frase “I love you. If you wouldn’t be here there was no me”, proferida em lagrimas de emoção.

Um final emocionado com o artista a abraçar o público que chorava com a sua atuação. “Eu não quero saber do vosso credo ou da vossa cor, eu só quero saber do vosso coração” dizia Charles Bradley emocionado. Os 60 minutos do concerto não foram suficientes para satisfazer o público que queria muito mais.

 

Fotogaleria: Charles Bradley

DSC_0155 (Cópia).jpgDe Filadelfia, os The War On Drugs foram a banda a fechar o palco principal, perto da 1 da manha, com o seu rock indie com alguns solos de guitarra de Adam Granduciel. Tarefa difícil de conquistar uma audiência que ficou completamente rendido pelo concerto anterior. A banda norte-americana conseguiu apesar de tudo levantar mais pó e proporcionar alguns, mas poucos, “crowdsurfings” da noite. A noite terminou como habitualmente ao som de dance music no palco After Hours.

 

Fotogaleria: The War on Drugs

DSC_0224 (Cópia).jpgAo terceiro dia a confirmação que Paredes de Coura vive a música e que a mesma encontra o seu “habitat” natural nas margens do Taboão, prova disso um cantor com 67 anos a conquistar o “paraíso”.

 

Reportagem: Sandra Duarte Pinho

Fotografias: Paulo Homem de Melo