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Glam Magazine

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Festivais: NEOPOP 2015…. NEO Stage… Loco Dice + Dixon

Loco Dice / Yassine Ben Achour é um artista dos tempos modernos, absorvendo e deixando-se influenciar pelas mais diversas sonoridades, enriquecendo-se no contacto humano com diferentes nacionalidades, criando uma identidade única e diferenciadora.15 - Loco Dice.jpgDos vinis de hip-hop, com que animava pistas de dança em meados dos anos 90, passou para os de techno e house com que assombra festivais nos 4 cantos do mundo. Minus, Cadenza, Ovum, Cocoon ou Desolat (fundada por si e Martin Buttrich) são algumas das editoras responsáveis por dar a conhecer o trabalho do alemão, celebrizado pelas residências no DC10/Circo Loco ao lado de Tania Vulcano e Luciano, no clube Tribehouse em Düsseldorf, ou acompanhando Richie Hawtin nas tournées de Enter e CNTRL Beyond EDM.

NEO Stage

15 agosto | 05.00h

 

Vai longa a carreira de Dixon, iniciada no inicio dos anos 90 quando os seus all night sets construídos como se de histórias se tratassem, com os seus altos e baixos, e desenvolvimentos inesperados, se tornavam miticos, fascinando os clubbers berlinenses. E ainda hoje é assim.15 - Dixon.jpgA amizade com a banda Jazzanova e o envolvimento com a Sonar Kollectiv leva-o à criação com Âme da editora Innervisions, uma plataforma que se dispôs a honrar o legado da música house, juntando os seus fieis e inovando a partir da criação de uma identidade distinta. Para além de ambos podemos encontrar no seu catálogo os nomes de Laurent Garnier, Henrik Schwarz, Agoria, The XX ou Recondite, sendo considerada uma das mais relevantes editoras da actualidade. Quando no final de 2014 os leitores da reputada publicação Resident Advisor voltaram a colocar Dixon na primeira posição da sua lista top djs, já poucos se mostraram surpreendidos, surgindo apenas como reconhecimento de um génio que marca o seu tempo.

NEO Stage

15 agosto | 10.00h

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Discos: The Walks Editam “Fool’s Gold”

Gonçalo Carvalheiro (baixo), Hélder Antunes (bateria), John Silva (voz), Miguel Martins (guitarra) e Nelson Matias (guitarra) cruzaram os seus caminhos em meados de Setembro de 2012. Donos de um processo criativo relativamente fugaz, fizeram a sua estreia em palco no Salão Brazil, no dia 6 de Junho de 2013.

cover front low res the walks fool's gold.jpgPrezando o distanciamento a rótulos e a ideias pré-concebidas, o grupo tem apostado fortemente nas suas prestações ao vivo, procurando dessa forma a criação de uma sonoridade própria e autêntica. The Walks fizeram os trabalhos de casa e na sua sonoridade há sinais de personalidade na mestria com que fundem a força do ‘garage rock’ com o groove do ‘rhythm and blues’, e na subtileza com que misturam o ‘british beat’ dos anos 60 e a ‘britpop’ dos anos noventa.

 

Gravado nos Estúdios Sá da Bandeira, Porto, com o acompanhamento de Víctor Torpedo (The Parkinsons e Tédio Boys) ao longo da sua produção, o EP “R” marcou os primeiros passos no trabalho discográfico do grupo, conhecendo a luz do mercado a 13 de Julho de 2014, após um longo processo de divulgação, do qual fizeram parte espectáculos em Espanha (Madrid e Cáceres), NOS Alive 2014, Festas Académicas de Coimbra e Porto, entre outros, com seu single de apresentação “Redefine” a ser incluído na colectânea “Novos Talentos FNAC 2014”.

Depois da sua estreia discográfica ter revelado um bom pronúncio para o futuro da banda, apresentam-se agora com novo trabalho e nova formação. Com Paula Nozzari na bateria, preparam-se para o lançamento e divulgação do seu primeiro longa-duração: “Fool’s Gold”. À imagem do trabalho anterior, o mérito de gravação é atribuído aos Estúdios Sá da Bandeira e todo o trabalho de produção foi realizado em colaboração com João Brandão. Tal como aconteceu com "R", a edição do novo trabalho está a cargo da Lux Records.

Com um caminho cada vez mais traçado para uma sonoridade original, mostram-se mais consistentes e artisticamente adultos. “Fool’s Gold” é o espelho disso mesmo, pujante, o disco entra no ouvido sem pedir licença. Para aqueles que identificaram a força do grupo em “R”, o novo trabalho não desilude, é directo àquilo que interessa, sem rodeios ou grandes floreados. Liderados por uma inegável musculatura das guitarras, os temas são conduzidos pela densidade cativante do baixo que, sensualmente, se contorce nos meandros da bateria, e em que a voz se continua a afirmar como uma das marcas mais vincadas na personalidade da banda. 2015 promete ficar na memória da banda e daqueles que a acompanham. “Fool’s Gold” tem lançamento marcado para o final do próximo mês de Setembro e promete agitar o segundo pé esquerdo mais tímido

 

 

 

Discos: “Auto Radio” de Benjamim

Benjamim já não é Walter Benjamin.

 

O escritor de canções que passou quatro anos radicado em Londres voltou para Portugal em 2013 para se instalar no coração do Alentejo sem passar pela sua casa partida: Lisboa. Veio para escrever canções novas e revolucionar a sua maneira de olhar para o mundo. Construiu o seu estúdio em Alvito e começou a dar vida às novas canções que enchem o seu novo (e agora primeiro) disco “Auto Rádio”.

 

Luís Nunes, nome de baptismo, voltou pela necessidade de escrever na sua língua, reflectir sobre o seu universo específico, falar sobre as pessoas que existem no seu dia-a-dia sem a barreira da linguagem. Benjamim voltou às raízes.

Benjamim_Auto_Radio_Capa.jpg“Auto Rádio” é um disco feito para que todas as pessoas consigam compreender. Pessoas que não precisem de ser ensinadas numa outra língua porque lhes basta uma, a que falam todos os dias. Acima de tudo, é um disco em busca da identidade que parecia adormecida mais a norte da Europa, à procura das histórias que não existem em mais parte nenhuma do mundo.

Trata-se de organizar as memórias daquele que é um dos filhos do Portugal colonial, o pai veio de Angola depois de 74, e alia as memórias que lhe foram transmitidas pelos filmes de Super 8 ou pelas longas histórias à mesa, pelo amigo Quinito que passa a vida a falar no dia em que foi enviado para a Guiné para lutar numa guerra que ficava demasiado longe do Alentejo, para falar da crise, do Porto que lhe vem do lado da mãe, do amor, de carros a acelerar pela marginal de uma qualquer cidade e para pôr pessoas a dançar numa quase esquecida vila alentejana e mostrá-lo ao mundo.

 

"Auto Rádio" também é uma ode de amor à sua Volkswagen Golf de 96 que usa para percorrer o país a tocar durante 33 dias seguidos, em 33 pontos diferentes do país. O carro é o fiel companheiro de viagem, onde tanta música se ouviu através das suas colunas de som duvidoso já cansadas pelo tempo. Daí vêm as referências ao Duo Ouro Negro, à Lena d'Água, ao Chico, ao Zeca como ao Dylan que lhe encheu a juventude de sonhos de uma terra distante, aos Beatles, aos Beach Boys e a todas as coisas que o fizeram mexer.

No fundo, é a tentativa de explorar um universo novo que se abre à frente e o reaprender a escrever canções. E também por isso tem o lado esquizofrénico da despreocupação em arranjar um fio condutor sónico. As canções entram umas pelas outras como acontece nas melhores viagens, quando o rádio nos vai alimentando as canções ao sabor da paisagem. Vai dos oito aos oitenta e não existe qualquer espécie de complexo musical, tudo é válido neste disco, tal como na vida.

Porque nada é feito na solidão total, o álbum conta com a participação dos amigos de sempre: António Vasconcelos Dias que deu uma fundamental ajuda na produção, João Correia e Nuno Lucas na secção rítmica mais sólida da história, Pedro Girão (também desconhecido como Baga), Jónatas Pires (Os Pontos Negros), AP Braga (o baladeiro de Lisboa) que canta na única versão deste disco, José Maria Gonçalves Pereira (saxofonista de muitas bandas), Ernesto Silva (Pista) e o radialista Pedro Ramos.

 

As fotografias são do Gonçalo Pôla, realizador do vídeo da canção "Os teus passos".

A edição do disco esta agendada para 18 de Setembro pela Pataca Discos

 

 

Discos: Bombs and Bullets editam “The Real Medication”

O álbum de estreia dos Bombs and Bullets, “The Real Medication”, foi editado no passado dia 26 de junho.

Deste trabalho, “The Impossible Dream” é o single de apresentação. Com o selo da Music In My Soul, o álbum marca o início de uma jornada que os músicos pretendem que seja longa e enriquecedora.

BombsAndBullets_FotoPromocional.jpgOs Bombs and Bullets surgem, no início de 2013, da ideia do seu cantor e compositor Paulo Amado, que, através do produtor Vítor Neves, reuniu um grupo de músicos, os quais rapidamente se tornaram amigos com ideias e objetivos comuns; são eles Dimitar Kókov na guitarra solo e vozes, Carlos Magano no baixo e Francisco Lima na bateria.

Durante esse ano e grande parte do ano seguinte, trabalharam em conjunto na criação de um novo projeto musical que poderá agora ser escutado em disco ou ao vivo na apresentação do mesmo.

 

Com a sonoridade Rock, cantada em inglês, os Bombs and Bullets pretendem ultrapassar fronteiras e tornar­se o mais abrangentes possível, rodando não só nas principais playlists nacionais como também nas internacionais.