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Glam Magazine

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Festivais: NEOPOP 2015…. NEO Stage… Recondite + Chris Liebing + Paul Ritch…

Recondite… Não são raros os artistas que nos dias que correm conseguem ascensões meteóricas nas preferências globais. Muitos atingem tais patamares à boleia de um qualquer hype criado a seu redor, que se esfumaça com o tempo e põe à vista um trabalho demasiado volátil.14 - Recondite.jpgPomos as mãos no fogo por Lorenz Brunner, o bávaro coleccionador de discos que há 5 anos atrás fazia as suas primeiras experiências com caixas de ritmos e sintetizadores e hoje, com 3 álbuns e mais de uma dezena de Ep's, tornou-se dos live acts mais disputados por clubes e festivais, actuando inclusive nas célebres sessões "Enter" de Richie Hawtin.

Se no seu álbum de estreia "On Acid", explorava as sonoridades minimais do acid e deep house com uma utilização sublime e inventiva da TB 303, e em "Hinterland" o techno atmosférico, sem preconceitos e de ritmos hipnóticos deixava-nos extasiados, mais recentemente em "Iffy", editado pela Innervisions, é a simplicidade na exploração emotiva que nos seduz. Na sua Plangent Records, Hotflush ou Dystopian, podemos encontrar mais registos de Recondite, figura admirável de uma electrónica que faz dançar a mente.

NEO Stage

14 agosto | 01.00h

 

Com mais de duas décadas de carreira o nome Chris Liebing não representa "apenas" um dos mais influentes Dj's da actualidade. CLR é uma marca de que fazem parte a sua editora fortemente implantada no movimento techno, a agência que inclui uma série de artistas na vanguarda desse mesmo movimento e ainda nome de um reconhecido podcast por si apresentado que ultrapassou já as três centenas de edições.

14 - Chris Liebing.pngNão se encontra um cartaz em qualquer Festival de referência onde, nos últimos anos, o seu nome não figure e sempre em posições cimeiras. Em palco, o mentor de toda esta estrutura só tem um pensamento, o de descarregar fortes doses do melhor techno produzido à face da terra e conduzir o seu público numa viagem com destino imprevisto. E cumpre-o na perfeição.

NEO Stage

14 agosto | 02.00h

 

Como muitos outros produtores e Djs, Paul Ritch tornou-se um aficionado pelo techno na pista de dança, ao som de alguns daqueles que mais o influenciaram como Dave Clarke, Marco Bailey ou Richie Hawtin. Este gosto conduziu-o à produção em estúdio criando uma sonoridade marcada por paisagens atmosféricas e fortes linhas de baixo, um techno harmónico com um groove contagiante. Resopal, Get Physical, Drumcode, Wagon Repair, SCI+TEC, Coccoon ou a sua Quartz Music, são algumas das casas que têm dado a conhecer a genialidade do parisiense, que remisturou produtores como Adam Beyer, Barem, Ellen Allien, Slam ou dOP.14 - Paul Ritch.jpgAplaudido internacionalmente, Paul Ritch oferece uma actuação que vai para além do esperado, rompendo fronteiras e contribuindo para a evolução de um género em constante mutação.

NEO Stage

14 agosto | 04.00h

 

Finais dos anos 80, Studio 54, Barcelona. Paco Osuna, um jovem catalão deixava-se fascinar pela explosão acid house que assolava o continente europeu, rendido à sonoridade e técnica com que Raúl Orellana incendiava a pista de dança. Começava aí a traçar o seu destino. Com apenas 20 anos consegue converter a sua paixão em profissão e em finais de 90 conquista uma residência no mítico Amenesia em Ibiza, captando de imediato a atenção do mestre Sven Vath que o integra no roster da sua Cocoon.14 - Paco Osuna.jpgSucedem-se as edições nas por si criadas Shake e Mindshake Recordings, actuações por toda o mundo e o reconhecimento de uma capacidade invulgar de entusiasmar audiências. Desde 2007 que tem vindo a editar pela Plus8 de Richie Hawtin e Acquaviva sendo frequentes as prestações conjuntas com o patrão Minus, por onde viu lançado em 2014 o seu único álbum "Long Play". Criatividade, inovação e evolução são denominadores comuns de um trajecto em ascensão no território do techno mais futurista que o colocam num patamar de difícil alcance.

NEO Stage

14 agosto | 05.00h

 

Muitas são as duplas que ao longo das últimas décadas viram o seu trabalho reconhecido a uma escala global, mas nenhuma atingiu o patamar de Deep Dish.14 - Deep.jpgO projecto formado por Ali "Dubfire" Shirazinia e Sharam Tayebi dá-se a conhecer em meados dos anos 90 com uma série de incursões deep house na americana Tribal, mas é em 98 com o álbum "Junk Science" que rompem as fronteiras estilísticas, alargando o seu leque de seguidores a todos aqueles que, independentemente de géneros, procuram a inovação musical. Por entre produções, remixes, editoras, Dj sets e residências em alguns dos mais prestigiados clubes mundiais, os Deep Dish conquistaram o respeito e admiração tanto dos seus pares como dos seguidores da música de dança, que mesmo após a sua separação em 2006 continuaram atentos às suas carreiras individuais.

8 anos depois, voltam-se a reunir durante a Winter Music Conference 2014, em Miami, com o novo single "Quincy" como trunfo de uma actuação que se comprovou memorável. Este ano cabe ao Neopop fazer história.

NEO Stage

14 agosto | 07.00h

Festivais: VODAFONE Paredes de Coura… The War on Drugs

“Lost in The Dream” é o álbum que os The War On Drugs trazem ao Vodafone Paredes de Coura.

O disco foi editado em Março de 2014, este terceiro álbum dos The War On Drugs ocupa os lugares cimeiros nas listas dos melhores do ano nas publicações musicais de referência e chega ao Vodafone Paredes de Coura ainda fresco, com crítica e público rendidos ao génio criativo de Adam Granduciel.The War On Drugs.pngA obra prima da banda de Filadélfia é uma viagem feita de canções com a estética dos anos 80 e o fervor da Americana, a recordar o talento e estética de Bob Dylan, Bruce Springsteen ou Tom Petty.

 

VODAFONE Paredes de Coura

Palco Vodafone

21 Agosto 2015

Festivais: VODAFONE Paredes de Coura… Charles Bradley

Charles Bradley é a figura central do documentário “Soul Of América” de Poull Brien, que estreou no SXSW de 2012 e que conta o percurso de Bradley, de menino na Flórida a adolescente em Brooklyn e à sua vida nas ruas, passando pelos primeiros concertos com Black Velvet, espécie de sósia de James Brown, até à gravação do primeiro álbum como Charles Bradley e consequente digressão.

bradley.jpgCharles Bradley pode ter-se escondido do seu próprio talento durante metade da vida mas essa fase já foi ultrapassada.

Dia 21 de Agosto traz a essência soul e R&B da América ao Vodafone Paredes de Coura.

 

VODAFONE Paredes de Coura

Palco Vodafone

21 Agosto 2015

 

Fotografia: © Paulo Homem de Melo

 

Festivais: VODAFONE Paredes de Coura… Mark Lanegan Band

Outrora líder dos Screaming Trees, em pleno borbulhar da cena grunge de Seattle, Mark Lanegan chega ao Vodafone Paredes de Coura, a 21 de agosto.

Com 50 anos, um historial impressionante de colaborações com nomes como Queens of The Stone Age, PJ Harvey ou Isobell Campbell (ex Belle & Sebastian) e a sua fascinante carreira a solo, Mark Lanegan lançou este ano a antologia “Has God Seen My Shadow? An Anthology 1989-2011”.Mark-Lanegan.jpgMark Lanegan Band traz ao Vodafone Paredes de Coura o disco de 2014 “Phantom Radio”, um manual de escrita e composição de canções de inspiração folk-blues sombrias, conduzidas pela voz profunda e perigosamente sinuosa do veterano Lanegan.

 

VODAFONE Paredes de Coura

Palco Vodafone

21 Agosto 2015

 

Festivais: VODAFONE Paredes de Coura… Allah-Las

Com os Allah-Las as influências do passado recuam uma década e trazem sobretudo a essência dos anos sessentas, com a característica sonoridade e atitude do garage-rock e da surf music, para a janela contemporânea. Um som único e imperdivel nesta edição do Vodafone Paredes de Coura

09440006.JPG“Worship the Sun”, que serve de base ao concerto no Vodafone Paredes de Coura, foi editado em Setembro passado e é o segundo álbum do quarteto de Los Angeles.

 

 

VODAFONE Paredes de Coura

Palco Vodafone

21 Agosto 2015

Festivais: VODAFONE Paredes de Coura… X-Wife

O Vodafone Paredes de Coura deste ano celebra o regresso aos palcos dos X-Wife, bem como o regresso ao festival da banda.

O power trio electro-rock edita novo álbum em breve, depois de um hiato de três anos, ao longo do qual João Vieira editou enquanto White Haus, Rui Maia lançou um álbum na pele de Mirror People e Fernando Sousa colaborou com os Best Youth, There Must Be a Place e PZ.x wife.jpg

“Movin Up” o single recente que tomou as rádios de assalto traz a identidade dos seus 13 anos juntos, a aliança entre o nervo rock e a frescura das tendências de dança mais recentes.​

 

Formados no Porto, no ano de 2002, os X-Wife começaram a mostrar-se ao público português através do EP "Rockin'Rio".

A banda é constituída por João Vieira também conhecido por DJ Kitten, Rui Maia e Fernando Sousa, seguindo uma linhagem post-punk e igualmente conhecidos pela sua sonoridade electro/punk alternativo com influencias nos Suicide ou Gang of Four.

No inico de 2004, os X-Wife editam o seu álbum de estreia "Feeding The Machine". Desde o seu inicio a banda apostou em atuações ao vivo e digressões internacionais. Comparados por muitos a nomes como os Strokes ou os Rapture, os X-Wife já apresentavam no currículo passagens por diversos festivais. Em 2006 editavam "Side Effects", disco que contou com edição em Espanha e nos Estados Unidos.

No ano de 2007 regressam ao Festival Super Bock Super Rock, depois de uma primeira passagem em 2004, para se estrearem no palco principal do festival, isto já depois de várias actuações em alguns dos muitos palcos do South By Southwest em Austin, Texas, junto a David Fonseca e aos You Should Go Ahead.

Em 2008, a banda toca pela primeira vez no palco Heineken no festival de Paredes de Coura, antecedendo o lançamento do terceiro disco "Are You Ready For The Blackout?", no mês de Setembro. “On The Rádio” foi o single de apresentação do terceiro álbum que contava com a participação de Raquel Ralha dos WrayGunn.

Em 2011 regressavam com um novo álbum de originais "Infectious Affectional" com o single “Keep on dancing” a marcar em definitivo a carreira dos X-Wife

Este mês de Agosto marca o regresso a Paredes de Coura e o lançamento de um novo álbum.

 

VODAFONE Paredes de Coura

Palco Vodafone

21 Agosto 2015

 

Fotografia: © André Tentugal

Festivais: Sonicblast Moledo… Pentagram

Os Pentagram são uma banda norte-americana de heavy metal originária da Virginia. É considerada juntamente com os Black Sabbath, como uma das precursora do movimento que se tornou conhecido como doom metal.

Formada em 1971 por Lee Abney e o guitarrista Victor Griffin à qual se juntou depois o vocalista Bobby Liebling, manteve sempre uma baixa popularidade durante o início dos anos 70, gravaram algumas demos e algumas K7, mas só lançaram um álbum completo em 1985, “Relentless”. O grupo contou com uma alternância de elementos constante ao longo da sua carreira, sendo que o único membro originário da formação é o vocalista Bobby Liebling.

pentagram.jpgDepois da gravação do segundo álbum, “Day of Reckoning”, a banda reformou-se e reeditou os dois primeiros álbuns. Enquanto isso, a editora Peaceville Records lançou o álbum “1972-1979”, que reunia um conjunto de demos gravadas nos anos 70.  Em 1994 editam o terceiro álbum, “Be Forewarned”.

Depois do lançamento do disco, a banda separou-se de novo e regressa mais tarde como duo com Liebling e Joe Hasselvander. Em 1998 editam através da Downtime Records uma compilação, “Human Hurricane”. Ainda como duo, lançam os álbuns “Review Your Choices” em 1999 e “Sub-Basement” no ano de 2001.

 

Depois do lançamento de “1972-1979 (Vol. 2)”, Hasselvander deixa a banda e Liebling recruta Kelly Carmichael (guitarra), Adam Heinzmann (baixo) e Mike Smail (bateria), todos membros da banda de Maryland. Editam em 2004 o disco “Show 'em How”, Nova reformulação da banda que a 23 de Agosto de 2008 anuncia uma nova formação: Bobby Leibling, Russ Strahan (guitarra), Gary Isom (bateria) e Mark Ammen (baixo).

Editam em 2011 o disco “Last Rites” e regressam este ano aos álbuns com o album “Curious Volume”.

Cinema: Festival Filmes do Homem… Exposição NÓS, POR CÁ E POR LÁ

A exposição NÓS, POR CÁ E POR LÁ, foi inaugurada pelas 21 horas do passado dia 4 de Agosto na Casa da Cultura de Melgaço.CH-AE.jpgTrata-se de uma construção a partir de imagens de família, recolhidas ao longo do último ano pelo festival FILMES DO HOMEM, que retratam histórias de emigração. A recolha e digitalização das imagens, muitas vezes guardadas ou esquecidas em gavetas recônditas e álbuns de família, permitiram encontrar uma multiplicidade e profundidade de universos de quem emigrou e de quem ficou em Portugal.

SP-MM5.jpgA exposição, comissariada por Daniel Maciel, está organizada em diferentes linhas temáticas: “Chantier”, Viagem, Trabalho, Convívio e Retratos. Há também uma organização entre as fotografias de “Cá”, tiradas no concelho de Melgaço, e de “Lá”, tiradas na França e um pouco por todo o mundo. Os temas não pretendem uma divisão restrita, condicionante. São antes linhas de orientação, que nos mostram diversos aspetos do quotidiano. A exposição só foi possível, no entanto, com o contributo ativo da população e agentes locais de Melgaço que se prontificaram a ajudar na recolha e a ceder estas imagens.

Fica portanto a mensagem de que a cultura e o património estão nas mãos das pessoas que o vivem. Sem este contributo a História poder-se-ia perder.