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Glam Magazine

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Festivais: VODAFONE Paredes de Coura… TV On The Radio

Ao Vodafone Paredes de Coura, os TV On The Radio trazem “Seeds”, o primeiro álbum composto na íntegra após o desaparecimento do produtor, baixista e amigo de longa data, Gerrad Smith, que faleceu a seguir ao lançamento de “Nine Types of Light”, em 2011. “Seeds”, editado em finais do ano passado, e que serve de mote à atual digressão da banda, perpassa um sentimento natural de capítulo seguinte.

tv.jpgCom efeito, “Nine Types of Light”, é um álbum em que os TV On The Radio mostram um som maduro, mas talvez nunca tenham atingido um refinamento lírico e um som tão apurado como em “Seeds”. Sempre apontados como avant-garde, forjados num caldeirão sonoro onde coabitam influências do post-punk ao trip-hop, passando pela electro ou pelo R&B, os TV On The Radio fazem hoje música com meios técnicos e investimentos claramente superiores aos que podiam fazer no início. Porém, para o refinamento sonoro com que se apresentam, e que os coloca num patamar até mais acessível e menos experimentalista, não contribui apenas o acesso a equipamento melhor, mas uma deliberada necessidade de serem e soarem mais objetivos e articulados.​

Não se pense que a complexidade e a magnitude dos TV On The Radio desapareceu. Há um sentido de aceitação tranquila, sem necessidade de conquistar novos territórios, num álbum que não pode ser interpretado fora do contexto de ter sido composto após a morte de Smith. E depois há sempre a voz, capaz de elevação cósmica, de Tunde Adebimpe.

 

VODAFONE Paredes de Coura

Palco Vodafone

19 Agosto 2015

 

Fotografia: © Paulo Homem de Melo

 

Festivais: VODAFONE Paredes de Coura… Slowdive

Duas décadas é muito tempo e não é de um dia para o outro que se conseguem recuperar as memórias do longínquo ano de 1994. Mas foi isso que Nick, Rachel, Neil, Simon e Christian se propuseram a fazer: pegar nas guitarras, nos baixos, na sonoridade sonhadora de Slowdive para darem uma nova vida a uma banda que é, por muitos, considerada uma das pedras angulares do indie britânico. De lado ficam os projectos a solo e os Mojave 3 de Neil Halstead, Rachel Goswell e Simon Rowe. O anfiteatro do Vodafone Paredes de Coura vai ser testemunha do renascimento de “Just For a Day” e “Souvlaki”, obras primas do dream pop que têm nos temas “Alison”, “Blue Skied an’ Clear” e “Sing” a sua expressão máxima.​

slowdive.jpgNo seio do movimento shoegaze, os Slowdive formaram-se em 1989, em Reading, editando até 1995 três discos de originais. Com o primeiro single homónimo, a banda entrou desde logo para os tops do Reino Unido. Neil Halstead disse recentemente à Pitchfork que a obra da banda reflecte a vontade de criar uma “enorme experiência sensorial”. Em 2014 os Slowdive regressaram à estrada, numa digressão que começou em festivais de música europeus, que se estendeu aos EUA e chega agora ao Vodafone Paredes de Coura.

 

VODAFONE Paredes de Coura

Palco Vodafone

19 Agosto 2015

 

Fotografia: © Paulo Homem de Melo

 

Festivais: VODAFONE Paredes de Coura… Blood Red Shoes

Os Blood Red Shoes, formados pela vocalista e guitarrista Laura-Mary Carter e pelo baterista e também vocalista Steven Ansell, chegam ao Vodafone Paredes de Coura com um quarto álbum de estúdio ainda fresco, que mantém o registo das guitarras na composição de hinos pop.

blood.jpgEditado em Março de 2014, o disco homónimo é um marco de maturidade na dinâmica artística da dupla de Brighton. Gravado em Berlim, marca a sua estreia na produção e edição de autor, através da etiqueta Jazz Life. ​ ​ ​

 

VODAFONE Paredes de Coura

Palco Vodafone

19 Agosto 2015

 

Festivais: VODAFONE Paredes de Coura… Ceremony

Os californianos Ceremony trazem ao Vodafone Paredes de Coura o seu registo post-punk inebriado de melodias densas e escuras.

ceremony.jpgLançado em Maio, “L-Shaped Man”, quinto album de originais e o segundo editado pela conceituada Matador Records, marca, tal como já acontecera com “Zoo”, em 2012, um distanciamento das suas origens mais coladas ao punk hard-core e uma aproximação às atmosferas dos Joy Division, autores da música que deu nome à banda. 
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VODAFONE Paredes de Coura

Palco Vodafone

19 Agosto 2015

 

Festivais: VODAFONE Paredes de Coura… Gala Drop

Os Gala Drop, apurado desenho sonoro feito a partir de um sofisticado decalque de várias influências musicais, são a primeira banda a subir ao palco Vodafone nesta edição do Vodafone Paredes de Coura.

gala drop.jpgCom influências assumidas do kraut-rock, que sempre souberam misturar com o groove de raíz africana, e a que juntam o dub ou a house, são criadores de um território de fronteiras originais e que, por isso, se torna tão especial.

 

Os Gala Drop tiveram origem há cerca de uma década em Lisboa, pelos membros fundadores Nelson Gomes e Tiago Miranda, dando-se a conhecer há altura em concertos na Galeria Zé dos Bois e tendo encetado uma tournée europeia fazendo as primeiras partes das bandas norte-americanas Excepter e Gang Gang Dance. Em 2006 o baterista Afonso Simões actualizou a banda para um trio e o som ao vivo da formação expandiu-se consequentemente, tornando-se mais rítmico, espacial e luminoso.

Em 2008 é lançado o seu album de estreia homónimo, no selo editorial da banda Gala Drop Records, materializando a proposta original que tinham criado de percussão em tempo real, processamento de efeitos, samples e sintetizadores, onde os ritmos afro-latinos e os trabalhos visionários de Lee Perry, Arthur Russell, Jon Hassell ou dos Can teriam informado uma cosmologia musical especial e convicta de que o era.

O guitarrista Guilherme Gonçalves juntou-se à banda no ano seguinte, e sucedem-se experiências ao vivo marcantes, como o concerto no Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação Gulbenkian, inserido no programa Próximo Futuro, a tour europeia com os Six Organs of Admittance, convites para a primeira parte dos Sonic Youth no Coliseu dos Recreios e de Panda Bear, dos Animal Collective, para tocar na sua noite num festival na praia de Governor’s Island em Nova Iorque.

Em 2010 é editado o EP “Overcoat Heat”, na nova-iorquina Golf Channel Recordings, um registo admirável da progressão criativa da banda e da coesão estética que a ‘banda real’ oferecia a fazer uma música de dança que um jornalista descreveu como ‘rainforest futurism’. Seguiram-se novas mudanças no elenco do grupo; a partida de Tiago foi colmatada pela entrada do baixista Rui Dâmaso, enquanto que um encontro casual com Jerry the Cat, um ilustre nativo de Detroit agora residente em Lisboa, que tocou ao vivo com os Parliament, Funkadelic e John Lee Hooker na década de 70, e mais tarde na de 90 colaborou em discos e ao vivo com luminários do Techno como Derrick May, Theo Parrish ou Moodyman, leva a que este ingresse como percussionista.

Dois anos depois surge “Broda”, na editora do grupo, um 12’’ colaborativo com Ben Chasny (Six Organs of Admittance), muito bem recebido pela crítica e pelos fãs, que a banda encarou como um saudável desvio da rota pelo desafio criativo que constituiu, tendo ensaiado e gravado em estúdio na capital portuguesa durante uma semana com o reputado guitarrista. No mesmo ano de 2012 embarcam em nova tournée europeia e terminam a digressão com uma data memorável no Lux Frágil, em Lisboa, numa noite programada pela banda, em que convidam os Hype Williams, Tropa Macaca, Brian DeGraw e Kyle Hall para abrilhantar a festa. Correm também o país de lés a lés, mais do que alguma vez o tinham feito, e embarcam numa breve tour europeia e do Reino Unido com os Rangda (Chris Corsano, Ben Chasny e Sir Richard Bishop).

2013 foi um ano encarado como de abnegada entrega ao trabalho de composição e produção do novo e soberbo disco “II”, que chegou às lojas em Novembro do mesmo ano. Considerado pela banda como o verdadeiro longa-duração sucessor do álbum de estreia, “II” é marcado desde logo pelo facto de Jerry the Cat cantar em vários temas e de como isso contribuiu para aprimorarem uma vez mais a identidade autoral dos Gala Drop, desta vez para um novo patamar que até há um par de anos só em sonhos se permitiam conceber. Todas as dimensões que qualificaram esta banda como sendo tão única e realmente interessante de seguir continuam presentes, sendo que agora os seus temas-canção ambicionam, pela sua eligibilidade e inteligibilidade, chegar a novos e mais amplos públicos, no éter, no mundo online, na escala dos concertos ao vivo.

 

Os Gala Drop são uma incansável e em constante desenvolvimento aventura musical – um caso de paixão pela matéria que trabalham – que se inspiram em sons e vibrações de diferentes lugares e épocas, e tentam pelo poder da imaginação transformada em música transmitir-nos esperança num presente colectivo melhor.

 

VODAFONE Paredes de Coura

Palco Vodafone

19 Agosto 2015

 

Agenda: Ciclo “Máquina de Gelados”… “Almost Visible Orchestra”

Noiserv, a quem chamam “o homem-orquestra” ou “banda de um homem só”, tem vindo a afirmar-se como um dos mais criativos e estimulantes projetos da última década.noiserv.jpgDavid Santos vai a Braga dar a conhecer “Almost Visible Orchestra”, álbum em que Noiserv deixa o preto e branco e nos apresenta o seu mundo a cores. A dimensão visual deste mundo é alcançada pelos desenhos de Diana Mascarenhas que, ao longo do concerto, criam o cenário para as canções de um disco assumidamente mais denso e complexo.

 

Theatro Circo (Braga)

7 Agosto 2015 | 22.00h

 

Fotografia: © Paulo Homem de Melo