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Glam Magazine

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Concertos: EDP Cooljazz com… Lianne La Havas

Pela primeira vez em Portugal Lianne La Havas apresentou-se em palco ontem no EDP Cooljazz, perante uma plateia que aguardava euforicamente a jovem britânica depois de um "aquecimento" do dj francês mas radicado em Portugal, Izem.DSC_0724 (Cópia).jpgRapidamente os jardins do Marques em Oeiras ficaram rendidos a voz quente e aveludada de Lianne La Havas.

Uma postura em palco lembrandos as divas da soul music dos finais da década de 60 do século XX, apesar de alguma timidez na sua apresentação, consegue logo de inicio com “Unstoppable” o público rendido à sua voz.DSC_0780 (Cópia).jpgUma sonoridade funk bebendo influências nos mais variados campo da música negra dos últimos 40 anos, com um som "sujo" e sem eletrônica apoiada num backing vocals por parte de Frida Mariama Touray, que preenche o ambiente, apesar de o vento sentido na noite de ontem não ajudar

Por momentos somos levados a um qualquer concerto num clube de música negra em Londres ou em DetroitDSC_0821 (Cópia).jpgLianne La Havas enalteceu a beleza de Portugal ao afirmar que era a primeira vez no nosso pais tanto como artista ou simplesmente como turista.

Com o tema “Tease me" enfrenta sozinha em palco, o público apenas de guitarra e com a sua voz rouca, apenas perturbada pelo vento que se fazia sentir, mas que afinal parecia do agrado da cantora.

Segue-se “Tokyo”, um tema incluído no disco a editar no final deste mês, foi mais um tema a conquistar o publico com a sua sonoridade folk-soul fortemente marcado pela sonoridade bluesDSC_0811 (Cópia).jpg"Grow" traz a guitarra acústica a palco e uma sonoridade negra num comunhão de gospel e blues com o som do violino a complementar o ambiente.

"Midnight", escrita na Jamaica, apenas para nossa informação, como frisou, aquece a noite fria com uma fusão de ritmos tropicais marcado por um “bass-line” e numa sonoridade a lembrar Erykah Badu.DSC_0819 (Cópia).jpg“Forget” e o seu ritmo dançavel, estaria reservado para o final do “pseudo-encore”, pois praticamente não aconteceu nenhuma pausa, onde mais uma vez agradeceu o carinho de todos que ali estiveram naquela noite. Sem dúvida uma boa aposta para a terceira noite do EDP Cooljazz e sem dúvida a banda sonora perfeita para um final de noite de domingo.

Em palco Lianne La Havas fez-se acompanhar por James Wyatt, Jay Sikora, Adam Prendergast, Frida Mariama Touray e Cameron Miller

DSC_0719 (Cópia) (2).jpgReportagem: Sandra Pinho

Fotografias: Paulo Homem de Melo

 

Discos: “Valediction” de Francisco Sales

Com apenas 27 anos, o guitarrista português Francisco Sales, encontra-se em grande ascensão no panorama da música internacional, tendo recentemente tocado com Incognito e Chaka Khan.

francisco sales.jpgPoucos meses depois de se ter mudado para Londres, o seu talento foi imediatamente reconhecido e apadrinhado por João Caetano e Jean-Paul “Bluey” Maunick, fundador e mentor da banda britanica de Acid-Jazz Incognito.

A convite do próprio Maunick, Francisco Sales faz hoje parte integrante do grupo Incognito, com quem tem tocado em algumas das maiores salas de espetáculo do mundo, a destacar, caso do Blue Note em Tokyo e Ronnie Scott’s em Londres, bem como participado em festivais de jazz pela Europa.

“Valediction” é o nome do primeiro álbum do musico, gravado no ano de 2014 nos “Livingston Studios” em Londres, e editado em março 2015, e que marca o inicio da sua carreira a solo. Sendo a guitarra protagonista da sua música, com efeitos surpreendentes ao utilizar pedais em tempo real e de uma maneira muito original, este é um disco com forte cunho cinematográfico.

Festivais: 27 a 29 de agosto - 2ª edição do Reverence Festival Valada

De 27 a 29 de agosto realiza-se a 2ª edição do Reverence Festival Valada no Cartaxo

São cerca de 50 bandas que atuam em três palcos diferentes durante mais de 12h por dia de música ininterruptareverence.jpgO Reverence Festival Valada distingue-se pelo seu ecletismo e diversidade de géneros representantes da atual cultura musical, do heavy psych ao space rock, passando pelo rock psicadélico, heavy metal, stoner e shoegaze.

De 27 a 29 de Agosto, mais de 50 bandas vão passar por Valada no Cartaxo. No entanto, mais que um festival de música, o Reverence Festival Valada pretende ser uma experiência única em comunhão com a região que o acolhe.

 

A aldeia de Valada é o cenário perfeito para os 3 palcos: Rio, Praia e Reverence, com uma oferta eclética e alargada, perfeitamente integrados no fantástico ambiente natural à beira Tejo.

 

À programação musical, junta-se uma programação cultural mais alargada que inclui artes plásticas, artes performativas e uma mostra de cinema temática.

Durante o festival, o público tem também acesso a outros momentos de lazer proporcionados por parceiros locais como atividades aquáticas, passeios pelo rio em barcos típicos e a possibilidade de provar a melhor gastronomia local.

Em 2015, o Reverence Festival Valada inicia uma nova fase. Depois da primeira edição em 2014, o "Festival da Música Psicadélica", como é conhecido pelos habitantes de Valada, assume ainda mais responsabilidades na promoção da música e cultura alternativas. Valada começa a transformar-se na nova capital da cultura alternativa e o Reverence é o festival que a dará a conhecer ao país e ao mundo.

 

Os horários e alinhamentos de cada palco estão agora disponíveis para que todos os festivaleiros possam viver esta experiência da melhor forma: informação completa disponível abaixo.

 

Dia 27

 

Palco Rio (parceria com Lisbon Psych Fest)

Luna Marada - 17:00

Beautify Junkyards - 17:40

Galgo - 18:50

Chicos de Nazca - 20:00

Purple Heart Parade - 21:10

The Vickers - 22:20

Keep the Razors Sharp - 23:40

Jeff The Brotherhood - 01:00

  

Dia 28

 

Palco Rio

Brahma Loka - 14:00

The Dead Mantra - 15:10

Yawning Man - 16:20

The Warlocks - 18:00

Electric Eye - 02:00

Saturnia - 03:20

Sunrise Jam - 05:00

Palco Praia

Bom Marido - 14:30

Fuzz - 15:40

Novella - 16:50

Grave Pleasures - 18:00

Cheatahs - 19:10

Black Rainbows - 20:20

Dewolf - 21:30

Ufomammut - 22:40

Stoned Jesus - 23:50

Ancient River - 01:00

Blown Out - 02:10

Los Waves - 03:20

The Blue Drones - 04:30

Palco Reverence

Process of Gulit - 19:00

Bizarra Locomotiva - 20:10

Alcest - 21:30

Jon Spencer Blues Explosion - 23:00

Sleep - 00:30

Dia 29

 

Palco Rio

Jennifer - 14:00

The Alterred Hours - 15:10

Spectres - 16:30

Electric moon - 17:50

Magic Castles - 02:00

Dead Ghosts - 03:20

Sunrise Jam - 04:40

 

Palco Praia

Celica XX - 14:30

Jaguwar - 15:40

Fast Eddie Nelson - 16:50

Miranda Lee Richards - 18:00

Calibro 35 - 19:10

The Act-Ups - 20:20

One Unique Signal - 21:30

Echo Lake - 22:40

The Jackshits - 23:50

Samsara Blues Experiment - 01:00

Lamina - 02:30

Ghost Hunt - 03:40

Acid Acid - 04:50

Palco Reverence

1000 Russos - 19:00

Joel Gion & Guests - 20:30

Sean Riley & the Slowriders - 22:00

Amon Duul lI - 23:30

The Horrors - 01:00

 

 

 

Festivais: EDP Cooljazz apresenta… Mark Knopfler

Mark Knopfler, líder e ex-guitarrista dos Dire Straits, vai atuar em Portugal já amanha, 28 de julho, no edpcooljazz, no Estádio Municipal de Oeiras/Parque dos Poetas. Esta será a primeira e única oportunidade que os fãs portugueses do músico britânico irão ter para ouvir ao vivo o novo álbum “Tracker”, editado este ano, mas também os grandes clássicos da sua já longa carreira.

MARK-KNOPFLER.jpgMark Knopfler faz-se acompanhar de 7 elementos em palco que o têm acompanhado nestas últimas décadas: Guy Fletcher (teclados), Richard Bennett (guitarra), Jim Cox (piano), Mike McGoldrick (flauta e flautim), John McCusker (violino e cítara), Glenn Worf (baixo), e Ian Thomas (bateria).

“Tracker” é o nono álbum a solo do músico, numa sequência que teve início em 1996 com o lançamento de “Golden Heart”. Este novo trabalho conta com a participação de vários artistas convidados como Ruth Moody, Bruce Molsky, Nigel Hitchcock e Phil Cunningham.

Mark Knopfler é considerado por muitos como um génio da guitarra e um dos maiores fazedores de canções de sempre. Celebrizou-se pela sua passagem pelos Dire Straits, uma das bandas mais influentes da música pop/rock contemporânea, que liderou na guitarra e enquanto vocalista de 1978 até 1995, e onde alcançou sucesso planetário.

A sua carreira foi também marcada pela colaboração com outros artistas, como Bob Dylan, B. B. King, Eric Clapton e Emmy Lou Harris, na produção de álbuns para Randy Newman, Bob Dylan e Tina Turner, e na banda sonora de vários filmes entre os quais Momento Inesquecível (“Local Hero”) ou A Princesa Prometida (“Princess Bride”).

O seu trabalho a solo teve início no final da década de 90 com o lançamento de vários álbuns: “Golden Heart” em 1996, “Sailing to Philadelphia” no ano de 2000, “The Ragpickers Dream” em 2002, “Shangri-La” em 2004, “One Take Radio Sessions” de 2005, “Kill To Get Crimson” editado em 2007, “Get Lucky” em 2009 e finalmente “Tracker” em 2015

Vencedor de múltiplos Grammys e criador de êxitos gigantes como "Money For Nothing", "Sultans of Swing", "Romeo and Juliet" e "Walk of Life", “What It Is” e “Sailing To Philadelphia”, Knopfler continua a combinar a ironia das suas letras com a sua proeza à guitarra.

 

Discografia:

1983 / “Local Hero” (Soundtrack)

1984 / “Cal” (Soundtrack)

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1987 / “The pricess Bride” (Soundtrack)

1989 / “Last exit to Brooklyn” (Soundtrack)

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1996 / “Golden Heart”

1998 / “War the Dog” (Soundtrack)

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2000 / “Sailing to Philadelphia”

2001 / “A shot at Glory” (Soundtrack)

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2002 / “The Ragpickers Dream”

2004 / “Shangri-La”

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2005 / “One Take Radio Sessions”

2007 / “Kill To Get Crimson”

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2009 / “Get Lucky”

2012 / “Privateering”

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2015 / “Tracker”

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Agenda: Michael Rother and Band... ZDB

Michael Rother é mais do que uma aleatória conjugação de dois nomes que identificam um nativo de Munique.

00 Michael Rother.jpgQuantas vezes estes nomes se combinaram na história da humanidade, é algo que nunca conseguiremos precisar, mas de todas as vezes que tal aconteceu, nenhuma pareceu tão cosmicamente influenciada a tornar-se inesquecível como a que distingue o mentor dos NEU! e dos Harmonia.

Este Michael Rother, o único de que poderemos falar, é inegavelmente talentoso, cuja influência atravessou gerações, géneros e as próprias barreiras do espaço-tempo delimitadas pela física. Desde o início dos anos 70 em actividade, foi um dos poucos artistas capazes de definir o som da sua contemporaneidade sem o vedar do futuro.

Michael Rother participou na fundação dos Kraftwerk, mas foi com os Neu!, ao lado de Klaus Dinger (bateria), outro ex-Krafwerk, que começou, da Alemanha do pós-guerra, a afirmar um outro tipo de rock. Alheia à influência do blues, a sua guitarra emitia melodias e ritmos que se repetiam num gesto concentrado. O minimalismo, a simplicidade, a “geometria” portátil das composições eram as suas principais características, antecipando a elegância robusta e ritmada dos Wire, dos Joy Divison e dos PIL.

Mas ao contrário do que sugeriu Julian Cope, os Neu! não eram uma banda punk “convencional”, não eram (nem sabiam como ser) os Stooges. Contrariavam a agressão com o relaxamento, a música ambiente com os riffs, a sedução das melodias com a repetição rigorosa das batidas. Faziam música sobre arestas redondas, teimosamente livre e portanto imprevisível, o que explicava também a sua riqueza. Por isso, o legado dos Neu! continuou a ser, até hoje, ouvido, escutado, acarinhado. Transformado em referência e em orientação estética por e para muita gente.

Em 1973, Rother fundaria os Harmonia, com Dieter Moebius e Hans-Joachim Roedelius, projecto que expandiria certos elementos dos Neu! na direcção de um ambiente sónico com maior diversidade de matizes e emoções. Chamaram-lhe krautrock, rock ambiental. Era sobretudo música que desposava a electrónica para oferecer ao espírito uma experiência fascinante e benigna (sim, há uma esperança latente nos discos dos Harmonia).

Michael Rother é, ainda, o futuro do que ouvimos nos reinos rock e electrónicos.

Michael Rother (guitarra e electrónica), Hans Lampe (bateria), Franz Bargmann (guitarra)

 

ZDB - Galeria Zé dos Bois (Lisboa)

27 julho 2015 | 22.00h