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Glam Magazine

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Agenda: Cores Raras pela primeira vez em Portugal

A oportunidade de os ouvir ao vivo em Portugal acontece em agosto. Diretamente do Brasil, naquela que será a sua primeira visita a Portugal, a banda pretende conquistar os amantes de música portugueses com o seu Rock. “Pássaros podem ou não voar em grupos” é o trabalho mais recente deste projeto e definirá, certamente, o alinhamento dos concertos.

Tour_CoresRaras_Portugal.pngA banda pode-se caraterizar por uma paleta de tons e sons Blues, Rock, regionalismo, tropicalismo e nuances de Erudito e de Jazz. O grupo, formado por Ana de Luna (voz), Antonio de Luna (guitarra e piano), Marcos Rangel (guitarra), Marcelo Pereira (baixo) e João Paulo Gravina (bateria), é natural de Brasília e a sua história teve início em 2007. Chamavam-se Turrón Presidencial e começaram a sua trajetória musical tocando em espetáculos locais, festivais (vencedores do FINCA em 2009, Móveis Convida & Rolla Pedra em 2010, entre outros), festividades (51° Aniversário de Brasília) e outras cidades (Uberaba, Rio de Janeiro, Pirenópolis, Cavalcante e São Jorge)

Em 2010, gravaram o seu primeiro EP, intitulado “Um Breve Conceito”, gravado no Estúdio Refinaria. Daí em diante, a sonoridade da banda encontrou uma identidade, transformando-se, integrando novos elementos, instrumentais e composições, como o piano e a entrada de Ana de Luna, em 2012. Na sequência dessas mudanças, a banda sentiu necessidade de escolher um nome mais representativo da sua nova identidade musical, optando por Cores Raras.

 

Em dezembro de 2014, lançaram o primeiro CD de originais, “Pássaros podem ou não voar em grupos”. O processo de gravação foi iniciado no segundo semestre de 2013. Durante a gravação, os Cores Raras ainda não tinham um baixista fixo, devendo os créditos nas faixas a Dido Mariano, conhecido pelo seu trabalho nas bandas Soatá e Celebration. O disco teve ainda a participação especial dos músicos Mariano Toniatti, Gabriel Preusse, Kika Brandão, Maysa Arantes, Andressa Ferreira e as Juvelinas.

 

Apesar do caráter autoral da banda, ao vivo os músicos tocam também versões de músicas já conhecidas, como “Why don’t we do it in the road” dos The Beatles, “I put a spell on you”, inspirada na versão de Creedence Clearwater Revival, um medley de músicas de Led Zeppelin, “Até o fim” de Chico Buarque e “Canceriano Sem Lar” de Raúl Seixas. O reportório, porém, passa por constantes transformações para se manter sempre fresco e novo para o público.

“Pássaros podem ou não voar em grupos” está disponível para escuta no Soundcloud e no Bandcamp da banda, assim como nas aplicações Spotify e Deezer. O CD pode ser adquirido nos concertos dos Cores Raras ou nos sites Amazon Music e CD Baby.

 

Armazém do Chá (Porto)

8 de agosto | 23.00h

 

B.Leza (Lisboa)

4 de agosto | 22.00h

 

Bar A Barraca (Lisboa)

15 de agosto | 22.30h

Festivais: OITO24…. Um Festival de Rua

Este mês de julho, Espinho enche-se de vida para dar as boas vindas a todos que visitam a cidade.

Na 3ª edição do Festival OITO24, o cartaz apresentado pela Câmara Municipal de Espinho compreende um conjunto eclético de expressões artísticas contemporâneas, da música ao teatro de rua, da performance ao cinema animado, passando pela instalação, gastronomia, novo circo e com criações não só portuguesas como também do Brasil, Espanha, Angola, França ou Austrália.

Durante 3 dias, a cidade de Espinho volta a projectar-se nas ruas, indo de encontro aos visitantes e o mercado, a piscina, as lojas e as ruas convertem-se em palco, cenário, plateia e até bastidores. À semelhança das edições anteriores, a riqueza e contemporaneidade da programação mistura-se, interage e interpreta a cidade de forma surpreendente.

De 24 a 26 de Julho Espinho vive um universo paralelo

 

A música estará presente no festival já no dia 24 com a presença dos instrumentos da Orquestra Clássica de Espinho, o violoncelo de Romain Garioud e a direção musical de Pedro Neves, num momento sublime em que se interpreta o célebre concerto de Dvorak e inclui também a música bem-disposta de Leonard Bernstein.banda do mar.jpgNo dia 25 a música chega pela mão da Banda do Mar, uma mistura surpreendente de sons, ritmos e culturas. Momo (Marcelo Frota), mais um nome brasileiro traz as canções dos seus quatro respeitados e elogiados discos de originais, naquele que será certamente um concerto minimalista e intimista.

 

Norberto Lobo, guitarrista independente e empírico, em construção constante, que abre caminhos surpreendentes a cada composição. Uma das principais figuras da música nacional, vem transformando o seu país e o mundo e, ao ouvi-lo no Jardim da Biblioteca de Espinho, quererá fazer parte dessa mudança. Na piscina do Solário Atlântico são os Throes + The Shine que prometem animar o espaço com os seus ritmos quentes e a brisa tropical.

Mr. Herbert Quain + João Pedro Fonseca apresentam um live-act preparado exclusivamente para o Planetário de Espinho

 

A juntar à música um conjuntos de atividades, instalações e representações prometem trazer diversidade cultural durante 3 dias à cidade de Espinho

 

Fotografia: Paulo Homem de Melo

Festivais: Márcia no Super Bock Super Rock e “A Insatisfação” em vídeo

Márcia apresentou-se no festival no dia 18 de Julho perante uma audiência composta e interessada, junto ao palco EDP.DSC_0649 (Cópia).jpgAs canções de “Quarto Crescente” foram a base do concerto no Festival, repescando alguns temas dos outros discos da sua carreira. Algumas surpresas estavam reservadas para o concerto.DSC_0674 (Cópia).jpgSamul Úria foi a primeira surpresa no concerto, quando surge em palco, como de supresa para acompanhar Márcia no tema “Menina”. Como entra, sai de palco…

DSC_0658 (Cópia).jpgVisivelmente bem disposta Márcia consegue rapidamente criar um ambiente de festival com as suas canções simples e melodiosas, apesar do seu lado mais intimista, pouco habituado a ambientes mais festivaleiros.

O cantor brasieliro Criolo, que nessa noite também atuava no festival, foi outras das presenças em palco para acompanhar a artista no tema “Linha de Ferro”, incluído no mais recente disco

DSC_0661 (Cópia).jpgMárcia cantou muitas das musicas do seu novo disco, como por exemplo a musica "A Urgência", embalando no final de tarde os festivaleiros, pela primeira vez. Recuperou os seus temas favoritos como a “Cabra Cega” e “A Pele Que Há Em Mim".

No final Márcia agradece aos fãs e deixa um recado a todos, "mais bonito que vocês só o Tejo". Márcia consegue no final apresentar um dos grandes concertos do festival.

DSC_0694 (Cópia).jpgMárcia lançou no dia 18 de Julho o vídeo oficial do single “A insatisfação”, tema/single de apresentação do mais recente álbum da cantora “Quarto Crescente”

Segundo palavras da própria, na sua atuação no Festival Super Bock Super Rock, “Escolho o dia de hoje, dia em que subimos ao palco do ‪Super Bock Super Rock, para vos mostrar o que temos andado a fazer. É ESTREIA total aqui e agora!!”

 

Reportagem: Sandra Pinho

Fotografias: Paulo Homem de Melo

Agenda: The New Standard Trio…. Em Braga

Ciclo “Lições de Piano” com Jamie Saft, Bobby Previte e Steve Swallow

The New Standard Trio traz o pianista, teclista, produtor e compositor nova-iorquino Jamie Saft de volta ao Theatro Circo.

THE NEW STANDARD TRIO.jpgO  projeto reúne todas as condições para que mostre as suas capacidades enquanto escritor e, intuitivamente, como a nova estrela do órgão. Ao mesmo tempo, será um prazer ouvir o baterista Bobby Previte no seu melhor e Steve Swallow a desfrutar do seu baixo depois de ter trabalhado em projetos tão distintos como The Impossible Gentlemen e Carla Bley.

 

Theatro Circo (Braga)

21 julho 2015 | 21.30h

Festivais: EDP Cooljazz arranca com Herbie Hancock & Chick Corea

“40 anos de digressão” conjunta que terminam em Oeiras no EDPCooljazz.DSC_1074 (Cópia).jpg40 anos de música, não de amizade, que terminaram na Europa com este concerto.

Com lotação completamente esgotada os dois músicos subiram ao palco visivelmente bem dispostos, a falar “português”, e sem saber o que iam tocar, segundo eles, e a convidar o público a relaxar e “make some noise, lots of noise”DSC_1066 (Cópia).jpgUm concerto acústico de piano e órgão.DSC_1081 (Cópia).jpgUm improviso de piano, a mestria de 4 mãos num crescente melódico num confronto entre estilos e ritmos que padecem de um sincopado ritmado que denota uma profundidade musical inerente ao seu percurso e carreira de ambos os músicos. Corea foi um dos pioneiros do Jazz fusin no inicio dos anos 70 como membro da banda de Miles Davis.

Herbie e a sua mestria eletrônica num improviso único alternado com o acústico do piano dos primeiros 30 minutos do concerto. Tal como Corea, Herbie passou a década de 60 ao lado de Miles Davis, Hancock alterna bem sucedidas experimentações pelo eletrofunk com pitadas daquele espírito do quinteto de Miles.

DSC_1110 (Cópia).jpgHancock foi igualmente um dos pioneiros da música eletrônica e esse seu espírito inovador esteve presente no concerto. Para gáudio do público “Cantaloop island” faz-se ouvir no piano pelas mãos de Herbie e Corea num acústico a 4 mãos do original que escreveu em 1964.

Chick Corea mostrou-se encantado com um tão grande número de pessoas a assistir ao concerto.

Miles David, o “Boss” como frisou Corea teve a sua dedicatória especial numa homenagem musical ao longo dos últimos temas do concerto.DSC_1101 (Cópia).jpgTerminaram a atuação em trio, eles (os músicos) mais o público. O que seria deles sem o público, talvez uma jam session, palavras de Corea

Convidaram o auditório a participar dividindo o público em 5 partes, numa alternância entre a música produzida em palco e o coro “popular” que ecoava nos jardins.

Sem duvido um encore original e único, a terminar a digressão ao som do "concerto for aranjuez". O encore ainda se viria prolongar por mais 2 temas com duas chamadas ao palco, uma das quais permitiu um contato mais “íntimo” entre os artistas e o público que correu em massa para cumprimentar ou até tocar nos músicos.DSC_1114 (Cópia).jpgSem dúvida um excelente inicio da edição de 2015 do EDPCooljazz que prossegue na próxima quinta-feira, nos jardins do marques de Pombal, em Oeiras, com o concerto de António Zambujo.

 

Reportagem: Sandra Pinho

Fotografias: Paulo Homem de Melo