Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Glam Magazine

Glam Magazine

Cinema Português em destaque no Festival de Taipé (Taiwan)

Portugal será o país em destaque no Festival Internacional de Cinema de Taipé, um dos mais prestigiados do continente asiático, que decorre entre 26 de junho e 18 de julho em Taiwan.

IECLONG.jpgEm parceria com a Agência da Curta Metragem, o Festival vai exibir um vasto programa de curtas-metragens portuguesas de autores consagrados, mas também de cineastas emergentes, com o objetivo de dar a conhecer, ao público de Taiwan, a cultura e o cinema nacionais.

O Certame apresentará, assim, obras de Manoel de Oliveira, João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, Sandro Aguilar, Miguel Gomes, João César Monteiro, Paulo Rocha, Joaquim Pinto, Fernando Lopes, António Reis e Margarida Cordeiro, Teresa Villaverde, Manuel Mozos, Gabriel Abrantes, João Salaviza, João Nicolau, Basil da Cunha, Carlos Conceição, Regina Pessoa e Joana Pimenta.

Em destaque no Festival estarão também os cineastas João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, na secção “Filmmakers In Focus”. A restrospetiva dedicada à dupla de realizadores apresentará a série dos denominados “filmes asiáticos”: “Iec Long” (2014); “Mahjong” (2013); “A Última Vez que Vi Macau” (2012); “Alvorada Vermelha” (2011) e “China, China” (2007), bem como as longas “Morrer como um Homem” (2009); “Odete” (2005); “O Fantasma (2000), todas as curtas de João Pedro Rodrigues e ainda “O que arde cura” de Guerra da Mata.

 

João Pedro Rodrigues e Guerra da Mata serão também homenageados com uma nova retrospectiva em Tóquio a partir do próximo dia 12 de junho, depois da retrospectiva itinerante que, em 2013, percorreu várias cidades do Japão.


 

João Rui Guerra da Mata nasceu em Moçambique e viveu em Macau tendo iniciado a sua carreira em cinema em 1995.

Foi professor de Art Direction / Production Design na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) de 2004 a 2011. Como Art Director / Production Designer trabalhou em várias curtas e longas metragens, destacando-se a colaboração com o realizador João Pedro Rodrigues, em cujos filmes foi também co-argumentista.

Esta colaboração estendeu-se à realização de vários filmes em conjunto. Em 2012 realizou a sua primeira curta-metragem a solo “O que arde cura”, que teve estreia internacional no Festival de Cinema de Locarno, onde foi premiada.

 

João Pedro Rodrigues nasceu em Lisboa.

Depois de um passagem pelo curso de Biologia, formou-se na Escola Superior de Teatro e Cinema. Todas as suas longas e curtas foram estreadas nos mais conceituados festivais de cinema mundiais, tendo recebido vários prémios.

O cineasta regressou recentemente de Cambridge, nos Estados Unidos, onde esteve a trabalhar, como bolseiro do Radcliffe Institute da Universidade de Harvard, na sua próxima longa-metragem “O Ornitólogo” cuja rodagem tem data marcada este Verão, em Trás-os-Montes.

 

“São da maior importância estas retrospectivas que nos são dedicadas no continente asiático. Se pensarmos que se trata do maior mercado cinematográfico do mundo, a presença recorrente dos nossos filmes, seja em festivais de cinema, retrospectivas, edições DVD, exibições televisivas, demonstra o crescente interesse pelo cinema feito em Portugal nesta parte do mundo. Esperamos, agora, que os nossos filmes sejam exibidos comercialmente nas salas de cinema”, explica a dupla de realizadores.

 

Agência da Curta Metragem

Criada pela Curtas Metragens CRL, entidade que realiza há mais de duas décadas o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, a Agência da Curta Metragem assume um papel de extrema importância na projeção internacional das curtas-metragens portuguesas, quer através de ações de promoção em diversos festivais de cinema, quer através da organização de programas especiais retrospetivos ou de iniciativas como O Dia Mais Curto.

Atualmente, o catálogo da Agência da Curta Metragem integra quase 400 filmes, de autores emergentes e de conceituados realizadores portugueses

 

Agenda: Nuno Aroso “1+4=7” + Rita Redshoes

Para além de uma intensa carreira a solo, Nuno Aroso, percussionista, tem vindo simultaneamente nos últimos anos a fomentar a criação de relações em duo com múltiplos artistas.nuno aroso.jpg“1 + 4 = 7”, é uma retro/prospectiva representada por quatro dessas formações: Magnet, 3’30’’, Tímpani et alia, e Limine.

Organizados tematicamente, estes projectos focam-se na colaboração com compositores, e servem o propósito de apresentar a percussão contemporânea mascarada por diferentes possibilidades de cor e textura, oferecidas pelo outro elemento. “1 + 4 = 7”, será apresentado unicamente no Auditório de Espinho. Um espectáculo de grande dimensão poética, visual e sonora.

Música de João Pedro Oliveira, Martin Bauer, Sara Carvalho, Nuno Peixoto de Pinho, Nuno Estrela, Karlheinz Stockhausen e John Cage.

Participação de Rita Redshoes, Marina Pacheco, Mário Teixeira e Rui Sul Gomes

 

Auditório de Espinho (Espinho)

12 de junho de 2015 | 21.30h

Agenda: David Fonseca festeja São João em Braga

David Fonseca é o nome que marcará musicalmente a noite de São João de Braga, num concerto agendado para a madrugada de dia 24 de Junho.

O cantor pisará o palco da Avenida Central para um espetáculo que promete ser "eletrizante".david Fonseca.jpgDepois de em 2014, a noite de São João ter contado com os Mundo Cão, é chegada a vez da Associação de Festas de São João de Braga apostar no nome de David Fonseca para aquela que é a noite mais longa da cidade bracarense, de forma a cativar cada vez mais a população para a noitada de São João em Braga.

Com uma grande versatilidade, David Fonseca conjuga com o talento musical, o gosto pela arte do cinema e da imagem, sendo o responsável pelo design gráfico das suas obras discográficas e pela direção de arte dos seus videoclips.

A sua versatilidade e energia em palco são sempre uma constante, a não perder em Braga

 

Fotografia: Paulo Homem de Melo

Festivais: Salva a Terra - Ecofestival de Musica 2015

O Salva a Terra- Ecofestival de Musica está de regresso de 2 a 5 de julho de 2015.salvaterra.jpgO evento, que promove a sustentabilidade, vai receber nomes como Terrakota, Birds Are Indie, Gaiteiros de Lisboa, El Rupe, Búfalo Sentado, Opaz, Sandro Norton, Teresa Gabriel, Aí, Dorahoag, Seiva, Oco, Galandum Galundaina entre outros.

Além da música presente, o Palco Teatro (por onde passarão companhias nacionais) e as "Conversas de Pôr-do-Sol" (ciclo de conferências para debate sobre temas da atualidade) prometem completar o evento que se realiza a cada dois anos em Salvaterra do Extremo, Idanha-a-Nova.

Festivais: Festival Lá Fora… em Évora

Nos dias 11 a 13 de junho, os espaços patrimoniais e históricos da Fundação Eugénio de Almeida, Páteo de São Miguel e Fórum Eugénio de Almeida, voltam a ser palco do festival transdisciplinar de artes performativas LÁ FORA.

tape junk.jpgA 2ª edição do festival, que este ano cresceu para três dias, traz a Évora sete grandes espetáculos de dança, música e performance que convidam a comunidade eborense e o público a celebrar um encontro com as artes e a sentir a criação performativa contemporânea.

A voz cativante de Salvador Sobral e o piano magistral de Júlio Resende, num concerto intimista que fará uma viagem pelas principais influências destes dois músicos que têm no jazz o seu ponto de partida.

A música dos Tape Junk e a dança do coreógrafo Marco da Silva Ferreira, com o espetáculo hu(r)mano, a obra de mastro chinês de João Paulo Santos, a guitarra intimista de Peixe, os luso-britanicos Time for T e ainda a Banda do Mar, o grupo sensação do momento, marcam presença em 3 dias de celebração em Évora.

O Festival LÁ FORA tem a direção artística de Rui Horta.

Aqui fica o programa do evento:

11 de junho

21h30 - Júlio Resende e Salvador Sobral (Páteo de São Miguel)

12 de junho

21h30 – Marco da Silva Ferreira (Páteo de São Miguel)

23h00 - Tape Junk (Páteo de São Miguel)

13 de junho

19h00 - João Paulo Santos (Páteo de honra do Fórum Eugénio de Almeida)

19h45 - Peixe (Jardim do Paço de São Miguel)

21h30 - Time for T (Páteo de São Miguel)

23h00 - Banda do Mar (Páteo de São Miguel)

Discos: faixa à faixa o disco “Tape Junk” dos Tape Junk…

“Tape Junk” é o segundo álbum de originais dos portugueses Tape Junk.

Em 2013 era editado “The Good and the Mean” pela NOS Discos.

O projeto Tape Junk resulta de uma ideia de João Correia, conhecido como vocalista dos Julie & The Carjackers e baterista de diversos artistas como Márcia, Frankie Chavez ou Walter Benjamin.tape junk.jpgDois anos depois da estreia, “Tape Junk” traz um João Correia mais adulto e com uma sonoridade única em Portugal. A edição do novo disco é da responsabilidade da Pataca Discos, a editora de João Paulo Feliciano, conhecido pelo projeto Real Combo Lisbonense.

São 9 os temas que fazem parte deste disco e que ao longo de 33 minutos e 58 segundos fazem vibrar que o escuta….

 

“Substance”

A substancia da vida… num tema complexo, e com influencias sonoras de várias origens, mas fazendo recordar a obra prima dos The Beatles, “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”.Mudanças de ritmo, pop, rock, blues e psicadelismo, tudo num único tema a abrir, em grande, este novo disco dos Tape Junk.

 

“Bag of Bones”

Logo no primeiros acordes “Bag of Bones” faz-nos lembrar os anos 90 e o americano Beck. A voz de João Correia, e com os “coros” de Luís Nunes e Nuno Lucas transporta-nos para o indie country/rock americano de 1995. Um timbre de voz que nos recorda os melhores momentos de Beck. Uma das melhores faixas do disco.

 

“Scratch and Bite”

O indie rock, sempre com influencias do outro lado do Atlântico, com os riffs únicos da guitarra de Frankie Chavez são a referencia nesta terceira faixa de “Tape Junk”

Um tema em que parte vocal esta relevada para segundo plano. É o som analógico puro e duro que faz-nos render a cada segundo do tema. Ao longe avistam-se os Pixies como influencia, ou se não fosse a banda americana, o expoente máximo do indie rock do outro lado do oceano, e uma das fontes de inspiração dos Tape Junk.

 

“Six String and the Booze”

O blues country com influencias de Johnny Cash chega na quarta feixa. “Six String and the Booze” leva-nos ao imaginário do interior dos Estados Unidos, percorrendo os caminhos de uma vida calma mas atribulada.

 

“Joyful Song”

A canção mais pop do disco. Recuamos até 1989 numa simplicidade melódica e divertida como o próprio tema apela.

 

“Me and My Gin”

Fechamos os olhos… e estamos no Delta do Mississipi. “Me and My Gin”, canção para ouvir no final do dia e pensar no que na vida, deixamos para trás e, claro, acompanhados com um copo de gin.

 

“All My Money Ran Out”

A figura de “Beck” resurge novamente com “All My Money Ran Out”. Um tema simples, bem conseguido, abordando um tema atual. A voz em background de Mariana Ricardo resulta numa sobreposição de vozes excelente resultando num tema alegre e divertido, mas abordando um tema complexo e muito sério.

 

“The Left Side of the Bed”

O lado mais triste do disco, “The Left Side of the Bed” aborda mais uma situação do quotidiano pessoal. Uma letra simples mas muito bem conseguida mostra que a música retrata a nossa vida quer de uma maneira mais alegre e divertida ou mais agreste. Mariana Ricardo surge igualmente nesta faixa como background voz

 

“Thumb Sucking Generation”

Sem dúvida o tema mais despreocupante do disco. São praticamente 8 minutos de “loucura” musical.

O lado mais “cool” do disco e da vida, letra despreocupada.

A finalizar a faixa um excelente solo de Frankie Chavez na guitarra, e a terminar a própria música os créditos do disco são apresentados pela italiana Valeria Cabol

 

“Tape Junk” mostra uma banda mais adulta em relação ao primeiro trabalho. Canções mais homogéneas e em certos detalhes geniais.

Os Tape Junk são João Correia (voz e guitarras), Nuno Lucas (baixo eléctrico), António Vasconcelos Dias (bateria) e Frankie Chavez (guitarras e slide guitar). Formados em 2012, derivam directamente dos Julie & The Carjackers, banda formada em 2009 por João Correia e Bruno Pernadas.

O disco foi gravado e produzido por Luís Nunes (conhecido por Walter Benjamin), em formato “eight track” no Alentejo em Junho de 2014.

 

Paulo Homem de Melo (maio 2015)

 

Festivais: XII Encontros de Cultura em Serpa

A Cultura é feita de diálogos, transmissões e partilhas. Uma ótima oportunidade de comprovar isso é a 12ª Edição do festival Encontro de Culturas, em Serpa no distrito de Beja. Uma festa a decorrer de 5 a 10 de junho, onde, “os principais espetáculos terão uma ligação direta ao cante alentejano, aos cantadores e ao Alentejo”, segundo o Presidente da Câmara de Serpa em declarações à Lusa.

Organizado pela Câmara Municipal de Serpa, denominado inicialmente como Encontros Luso-Brasileiros de Arte e Cultura (entre 2002 e 2003), o Encontro de Culturas tem como objetivo principal a promoção da cultura enquanto fator de desenvolvimento e de união entre os povos e da região.

A imaterialidade da cultura ajuda também a quebrar geografias, com o espetáculo inaugural, no dia 5 de junho, "Património Cultural Imaterial da Humanidade", que foi criado no âmbito da enREDE - Rede Internacional de Municípios pela Cultura. Ao reunir o Cante Alentejano, o Fado, o Flamenco e a Capoeira. Todos classificados como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.ala.jpgA organização do encontro vai dispersar-se entre a Praça da República, com os espetáculos da programação principal, a partir das 22 horas, o Espaço da Nora, que receberá os concertos fora de horas, a partir das 00 horas, e ainda no Jardim Municipal, que será palco de um espetáculo de cante alentejano.

Em termos musicais os concertos de Celina da Piedade e Vozes do Cante, no dia 7, ou de Ala dos Namorados & Grupo Coral "Os Mainantes", no dia 09, merecem o destaque na programação.

O programa completo pode ser consultado no site da Camara Municipal de Serpa.

O Encontro de Culturas já trouxe a Serpa em edições anteriores artistas como Muddy Waters Jr., Pablo Milanés, Inês Ochôa, Lila Downs, Diego El Cigala, Carlinhos Brown, Carlos do Carmo, Gilberto Gil, Cesária Évora, António Zambujo, Mariza, Emir Kusturica and the No-smoking Orchestra, Zeca Baleiro, Magic Slim, Pablo Alborán, Luz Casal e Gabriel o Pensador.

 

Fotografia: facebook - Ala dos Namorados