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Glam Magazine

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Discos: “Soundtracks Vol.1” de André Barros

“Soundtracks Vol.1”, editado no passado dia 25 de Maio pela Omnichord Records é o terceiro registo de André Barros.Andre Barros.jpgAndré Barros transporta a nossa mente numa viagem por várias latitudes numa junção do clássico e contemporâneo. A dança e o cinema sempre presentes nos registos mais ou menos melancólicos que fazem parte do alinhamento desta viagem.

 

André Barros compôs e gravou no ano de 2014, temas para diversas bandas sonoras.

3 Temas do filme "Our Father", de Linda Palmer (protagonizado por Michael Gross no papel principal), que já lhe renderam um galardão para melhor banda sonora no Los Angeles Independent Film Festival Awards, fazem parte do alinhamento do álbum, “Our father” a abrir, “Love Theme” e “Jared”.

Em “Love Theme”, o encontro amoroso, os sons timidos da guitarra e o contrabaixo a desafiar o violino, projetam o nosso pensamento para a envolvência romântica do tema.

“Cuture Clash”, documentário de Jean-René Rinvil, traz-nos uma viagem que não acaba, mas que não começa em “The Passengers who never left” mas deixando-nos sempre as memórias do que ficou. O tema surge no disco num solo de violoncelo magistralmente executado. A melancolia da saudade, sempre presente ao longo dos 17 temas do álbuns, ganha neste tema a sua epressão máxima.

O cinema mudo como que invade o ambiente ao som do piano que desponta novamente a melancolia em “Wounds of Waziristan”

Ao som do violino e do piano, a junção do contrabaixo numa roda de sentimentos, surge “Babacar” do documentário “Le jardin d’Ewald”. Assiste-se ainda ao bailado, acima de tudo é um disco para “ver”, proposto pelo tema “Lac Tanna”

O bailado de uma natureza cinzenta, com toda a sua envolvência clássica e a suavidade surge em “Pallo”

“Quand il fait nuit” traz a simplicidade do piano num movimento contemporâneo dramático. O contemporâneo surge novamente, como um objeto adquirido em “Flowers on your skin”, que representa numa sinopse projetada na nossa mente a obra para a qual foi composta.

“Nandita” é mais uma amostra da junção de instrumentos com o piano a ser “invadido” por sons metálicos, dramatizando de uma forma mais colorida o drama que pretende ilustrar.

“Between waves” é o único tema que não foi escrito por André Barros. Escrito originalmente por Yuichiro Nakano, transmite para os nossos sentidos o drama vivido pelos personagens do documentário do realizar japonês.

O disco finaliza com a voz de Valter Hugo Mãe no tema "Gambiarras", um tema original de André Barrios “construído” para este disco em parceria com o escritor.

 

André Barros ao piano, faz-se acompanhar neste álbum de Joana Correia e Sofia Azevedo no violoncelo, Cátia Alexandra Santos na viola, Clara Gomes, Mariana Pinto e Sandra Escovar nos Violinos.

 

Um disco que retrata de uma maneira única a envolvência do cinema com a música, numa fusão que transmite a imagem dos acontecimentos de uma forma detalhada e carregada de simbolismos, um disco a “preto e branco” como forma de arte, mas com cores únicas e originais.

 

Texto: Paulo Homem de Melo

 

 

FIMO - Festival Internacional de Marionetas de Ovar 2015

O Festival Internacional de Marionetas de Ovar (FIMO) decorre de 12 a 14 de junho e apresenta 27 espetáculos gratuitos por 10 companhias nacionais e estrangeiras, no que se incluem encenações específicas para o público adulto.fimo.jpgCom organização da União das Juntas de Freguesia de Ovar, S. João, Arada e S. Vicente Pereira, esta será a 9.º edição na história do evento e a segunda desde a sua reativação em 2014, após um interregno de nove anos.

Ao longo dos 3 dias do festival, as 10 companhias realizam um total de 27 espetaculos gratuitos, distribuídos pelos 6 palcos instalados na cidade, e que vão fazer as delicias nos mais novos e também dos mais adultos com atuações direcionadas para esse público alvo.

O inicio do festival será no dia 12 pelas 21.30 com a apresentação de “Stop” pela grupo húngaro Mikropodium Family Puppet Theatre

 

Companhias presentes e respetivas apresentações:

MãoZorra (Portugal) ‪”O Caçador” e “O Barbeiro; A Tourada”

Contacto – Companhia de Teatro Água Corrente (Portugal) “Ciderela”

Rotativa Performing Arts (Espanha) “Nymio, histórias mínimas contadas à mão”

Bigolis Teatre (Espanha) “Pete and Pat”

Cia.Periplo Marionetas (Espanha) “Titiribeatles cabaret: Nothing is real”

Kadengue Arts (Espanha) “Los títeres de galiot teatre”

Mikropodium Family Puppet Theatre (Hungria) “Stop”

Teatrapo (Chile) “Sophia, uma verdadeira história de amor”

Le Théâtre du Rugissant (França) “Tout Seul”

Laura Kibel (Itália) ‪”Histórias do Pé”

 

MãoZorra (Portugal) ‪FIMO-MAOZORRA.jpgMãoZorra é uma associação cultural, fundada em 2012, que tem como objectivo a promoção e produção de actividades de cariz tradicional e contemporânea nas áreas do teatro, no teatro de marionetas, formação, e animação. Será a única companhia a apresentar 2 espetaculos diferentes.

A MãoZorra integra a companhia Marionetas João Costa e apresenta vários espetáculos de marionetas do Teatro D. Roberto. O novo espetáculo: “O Caçador”, Novo reportório do teatro D. Roberto, que teve estreia a 31 Janeiro no Museu da Marioneta em Lisboa foi a criação de 2015 e encontra-se em itenerância em Portugal e no estrangeiro, juntamente com os espetáculos “O Barbeiro” e “A Tourada” do reportório tradicional

Em "O Caçador", Rute sente-se muito triste e procura um namorado com quem casar! Roberto de pronto se oferece como noivo, mas terá de satisfazer Rute com um belo jantar. A ida à caça é a solução que Roberto encontra para conquistar Rute. Porém, um outro caçador, um coelho ladrão e astuto irão tornar a tarefa difícil e repleta de peripécias. Para além disso, surge o Mago a reclamar pelo seu coelho mágico. Irá conseguir Roberto casar com Rute?

 

Contacto – Companhia de Teatro Água Corrente (Portugal)

A Contacto nasceu a 22 de Setembro de 1983, data em que se apresentou ao público vareiro com uma das mais conhecidas e carismáticas peças de Bernardo Santareno, “A Promessa”. A par das produções e das iniciativas teatrais que anualmente foram sendo realizadas, a Contacto foi regularmente convidada para representar os seus espectáculos em muitas localidades do nosso país, auferindo com a itinerância teatral grande prestígio junto das populações e o apreço de muitos agentes culturais

 

Laura Kibel (Itália) ‪FIMO-Laura Kibel.jpgOs temas universais da luta entre o bem e o mal, paz e amor, trabalhados com magistral ironia, ritmo e cor: É este o caminho que levou à criação do laborioso repertório, de Laura Kibel, feito pé ante pé. Em palco Laura, escondida pelo casaco, veste os seus pés com elementos desenhados e elaborados pela própria.

Laura Kibel regressa ao FIMO. Desde então, percorreu praticamente todo o mundo, destacando-se a sua colaboração com o famoso Cirque Du Soleil, em Montreal, no Canadá.

 

Francisco Obregon - Teatrapo (Chile)FIMO-Teatrapo.jpgOs chilenos Teatrapo trazem ao festival a relação de amor/ódio entre Francisco e a sua boneca Sophia. Francisco e Sophia conheceram-se numa tarde de chuva em Santiago do Chile… foi amor à primeira vista... Sophia é egocêntrica, provocativa, uma diva. Durante o espectáculo, Sophia, numa atmosfera de música, dança e boa disposição, transforma a realidade em fantasía, superando o espaço entre o actor e o público. O espectador passa de observador passivo a um cúmplice dinâmico, oferecendo ao actor oportunidades sempre novas de improvisação, dando vida a um espectáculo único e original

 

Rotativa Performing Arts (Espanha)FIMO-Rotativa Performing Arts.jpgRotativa Performing Arts é criada pelo interesse de Bernabé Rubio e Nini Gorzerino de estabelecer uma plataforma para dar mais visibilidade a propostas artísticas e inovadoras que surgem em Barcelona. A Rotativa serve ainda de agencia para promoção dos seus artistas junto de organizações de eventos.

Nascido em Barcelona, em 2011, na oficina de Pepe Otal Puppets, o projecto Nymio investiga as possibilidades da mão como principal elemento para contar histórias. Nymio combina marionetas com teatro gestual. Ele explora as possibilidades da mão e as consequências destas no resto do corpo. Nymio traz na bagagem várias técnicas de manipulação, mão e dança são reinventadas para criar um estilo único na linguagem visual.

 

Bigolis Teatre (Espanha)FIMO-Pete_pat.jpgBigolis Teatre é uma companhia espanhola de teatro de rua, marionetas e performances. É formada por membros das companhias Traut cia. d’espectades e Forani Teatre, ambas com mais de 15 anos de atividade em artes cénicas de rua.

Os objetivo artísticos da companhia baseia-se na introdução de novos conceitos nas mais variadas disciplinas da arte de rua, marionetes, circo, música, etc… mas sempre de uma forma itinerante.

“Pete & Pat” foi o seu primeiro projeto a ganhar forma em dezembro de 2013 e que agora apresentam em Ovar pelas mãos dos seus 3 elementos, Arnau Colom, Ignasi Llorens e Jordi Martí.

 

Cia.Periplo Marionetas (Espanha)FIMO-Periplo.jpgDiana Romero e Andrés Maturana criaram a Cia.Peripio Marionetas em 2003. Desde essa altura nunca mais pararam de viajar, fazendo jus ao seu nome “periplo”

“TitiriBeatles cabaret: Nothing is real” é o espetaculo que trazem ao FIMO. O universo da lendária banda britânica The Beatles é a viagem que se inicia em busca do amor.

Diana Romero e Andrés Maturana são ainda os responsáveis pelo fabrico dos seus bonecos para os seus espetáculos, mas também para vídeos e anúncios de televisão. Foram os criadores das marionetas da publicidade de natal da Optimus em 2013.

 

Kadengue Arts (Espanha)FIMO-Kadengue Arts.jpgOriginários de Santiago de Compostella, Espanha, os Kadengue Arts dedicam-se à apresentação de espetáculos musicais e teatrais recorrendo às marionetas como forma de expressão.

Apresentam um espetáculo simples mas acessível aos mais novos permitindo uma interação do público com os bonecos. O coletivo é ainda responsável pela organização de vários tipos de performances incluídas no teatro de rua.

 

Le Théâtre du Rugissant (França)FIMO-Le Théâtre du Rugissant.jpgSediado numa antiga fábrica da pequena cidade de Tarn, quando não percorre as estradas da Europa, o Théâtre du Rugissant inventa espectáculos de marionetas que misturam teatro, canto e muita diversão.

Ao longo de mais de 15 anos, o Théâtre du Rugissant aborda temas universais com um grande sentido de humor desde paixões fatais, dramas amorosos, desgraças….

Em 2005, o grupo criou a sua própria sala de espetáculos ambulante. Uma roulete ao estilo italiano e com capacidade 40 lugares. “Tout Seul” é uma representação de banda desenhada, com muitas referencias cinematográficas. Um espetáculo escrito e interpretado por Arnaud Vidal e Natacha Muet

 

Mikropodium Family Puppet Theatre (Hungria)FIMO-Mikropodium Family Puppet Theatre.jpg“Stop” é a proposta dos Mikropodium Family Puppet Theatre. Coletivo criado à 18 anos na Hungria, carateriza-se pelas pequenas dimensões dos seus bonecos.

Um espetáculo em miniatura totalmente original e de uma técnica aperfeiçoada.

Apesar dos bonecos utilizados na apresentação (Golfinho, Sereia, bailarina e palhaço) serem muito pequenos, os gestos têm a naturalidade dos seres vivos

 

Texto e pesquisa: Paulo Homem de Melo / Glam Magazine

Agenda: Exaltation Gospel Choir… da Africa do Sul para Portugal

A tradição musical da África do Sul é fortíssima.

A luta anti-apartheid foi, em grande parte, travada através da música e o povo da África do Sul tem sempre bem presente que uma canção pode ajudar o mundo. É por isso que projectos como o Exaltation só podiam ter origem no país de Nelson Mandela.Exaltation.jpgMuito antes do fim do sistema Apartheid, nasceu, no final dos anos 70, em Joanesburgo, Arthur Brown estabeleceu um projecto comunitário, um coro pensado como actividade para manter as crianças em segurança, fora das ruas. Mais tarde, o Pastor Andre Coetzer, evangelista, interessou-se pelo projecto, envolveu-se de corpo e alma e orquestrou uma fusão desse coro com uma orquestra de perfil comunitário. Nasceu aí o colectivo Exaltation, corria o ano de 1983.

Mais de três décadas depois, Exaltation é uma marca cultural fortemente implantada na África do Sul, nunca tendo até aos dias de hoje perdido a vocação de trabalhar com crianças. Esse perfil e essa vocação valeram diversos aplausos, gestos de reconhecimento e convites de prestígio das mais altas esferas artísticas e sociais da África do Sul. Em 2004, por exemplo, o colectivo Exaltation foi convidado para se apresentar na estreia mundial do filme Mandela Portrait, oferecendo assim a sua música a um vasto conjunto de dignatários me tendo a oportunidade de actuar juntamente com a Orquestra Filarmónica de Joanesburgo.

O longo percurso do colectivo Exaltation culminou em 2011 com a edição de um disco de estreia, um marco importante na vida do grupo e algo que o ajudou a focar-se ainda mais naquilo que descreve como a sua missão: “levar a sua experiência e testemunho de endurance e partilhar tudo isso com a juventude da África do Sul e do resto do mundo”.

Os espectáculos dos Exaltation são sempre momentos únicos de total entrega, de espiritualidade, de alegria e de comunhão. A música serve de facto um propósito maior e valores de união e paz. Os Exaltation querem inspirar as pessoas, as crianças e os adultos, os anónimos e os líderes. E querem fazê-lo com a força de canções que já mudaram um país e podem ajudar a transformar o mundo. O grupo vai percorrer Portugal numa serie de concertos únicos.

 

Casa da Música (Porto)

7 de junho de 2015 | 22.00h

Centro Cultural de Belém (Lisboa)

9 de junho de 2015 | 22.00h

 

Para além das datas agendadas em Lisboa e Porto, o coletivo vai ainda passar a 5 de junho em Sintra, dia 6 nas Caldas da Rainha, 11 de junho em Lagoa, 12 apresenta-se em Guimarães, dia 13 de junho passa por Lamego e termina a Homenagem a Nelson Mandela no dia 14 em Ourém

Agenda: Books & Movies Rock Fest 2015

O Festival Books& Movies é uma iniciativa do Município de Alcobaça com o objectivo de promover, divulgar e premiar a arte literária e a arte-vídeo.

De 1 a 10 de junho, traz aos cafés e espaços da cidade dezenas de escritores, ilustradores, cineastas e artistas profissionais, que, num clima de diálogo, de tolerância e de abertura, vão partilhar as suas experiências com os leitores e amantes do cinema.

rockfest.jpgA sessão na Rockfest, um dos momentos mais aguardados do festival Books & Movies, regressa este ano, no dia 6 de junho, às 22 horas, ao Museu do Vinho, em Alcobaça, com uma seleção da melhor produção musical que se faz atualmente em Portugal.

Carlão é o cabeça de cartaz do evento que conta ainda com os concertos de White Haus, Noiserv e DJ Mad Mac.

Festivais: As presenças no Caixa Ribeira ’15 (Parte 4)

Depois do êxito do formato apresentado em Lisboa com duas edições esgotadas, o Caixa Alfama que este ano se voltará a realizar, a 18 e 19 de Setembro, o Caixa Ribeira trará ao Porto alguns dos mais consagrados Fadistas, mas também a nova geração do Fado e os novos talentos.

Um cartaz ímpar, que reunirá os melhores e mais atuais nomes do Fado, com especial atenção para os intérpretes do Norte do país.

Afinal, o Fado é expressão cultural da identidade Portuguesa e aqui encontramos alguns dos seus mais notáveis intérpretes, dos consagrados aos jovens valores.

 

Num formato singular, decorrerá em espaços pouco prováveis da cidade do Porto, na Ribeira.

No total, serão dez palcos que irão acolher mais de 40 fadistas, durante dois dias: Palácio da Bolsa no Salão Árabe e Pátio das Nações, Mercado Ferreira Borges no Hard Club 1 e 2, Palco Caixa, Igreja de São Francisco, Fado à Janela (Cais da Estiva), Barco no Douro, Cave no Cais da Estiva e Antiga Junta de Freguesia de São Nicolau.

 

Vamos dar a conhecer os fadistas que estão presentes no festival.

Damos a conhecer mais 5 nomes presentes no evento:

 

Kiko

FADO-Kiko.jpgFrancisco Moreira, é o mais novo dos participantes do Caixa Ribeira.

Natural do Porto e é apontado como uma das grandes esperanças do Fado. Em 2012 Ganhou, na categoria Infantil, o Grande Prémio do Fado RTP/Rádio Amália.

Já participou nas duas edições do Caixa Alfama.

 

Marco RodriguesFADO-Marco Rodrigues.jpgMarco Rodrigues, que já venceu, em 1999, um ano depois da sua chegada à capital, vindo de Amarante, a Grande Noite do Fado, tem, ao longo dos últimos 15 anos, solidificado a sua carreira com muitas atuações, dentro e fora de portas, e discos unanimemente elogiados.

Já partilhou o palco com nomes como Mariza e Ana Moura, e no ano passado, depois dos registos “Tantas Lisboas” em 2010 e “Fados da Tristeza Alegre” em 2006, regressou às edições com “EntreTanto”.

 Com o último lançamento, Marco Rodrigues assume de forma sublinhada o seu lado autoral, responsabilizando-se pela maioria das composições e pela execução da viola de fado.

 

Maria Ana BoboneFADO-Maria Ana Bobone.jpgTem reconhecimento merecido e é considerada uma das melhores intérpretes dos nossos dias. Com formação “académica” em piano e canto, Maria Ana Bobone sabe harmonizar as duas dimensões, respeitando a tradição mas não deixando de, distintamente, inovar.

Tem tocado nas melhores salas do país e, tal como cá, também no estrangeiro, pelos palcos por onde vai tocando/cantando, os elogios chovem torrencialmente.

 Tem seis discos lançados. No último, de 2012, “Fado & Piano”, compôs, escreveu, cantou, tocou ao piano e fez os arranjos de todos os temas que constituem o registo.

 

Maria da FéFADO-Maria da Fé.jpgAos 9 anos começa a cantar em festas particulares, notando-se desde logo o seu talento para o fado. Ganha todos os concursos em que participa.

No Porto faz diversos espectáculos, teatro, revista, e várias digressões, pelo país ao lado de Amália Rodrigues.

Aos 18 anos vem definitivamente para Lisboa, onde começa por ser contratada para encabeçar o elenco das melhores casas de fado da época e do Casino do Estoril. Grava o seu primeiro disco em 1960, alcançando desde esse momento um lugar destacável na discografia nacional. Em 1967, tem o seu 1º grande sucesso “Valeu a Pena”. Nesse mesmo ano, mais um sucesso “Primeiro Amor”, “20 Anos”. Em 1969 (pela primeira vez na história do Festival da Canção), é convidada uma fadista por Braga Santos e Francisco Nicholson, para defender a canção “Vento do Norte”.

Da sua discografia conta com 30 LPs e 20 CDs. A sua voz é presença em todas as colectâneas de Fado. Do álbum “Cantarei até que a Voz me Doa”, já vendeu mais de 350 mil unidades.

Em 1975, funda com seu marido e António Mello Correa, o Restaurante Sr. Vinho, que hoje é o Restaurante Típico mais prestigiado e procurado de Lisboa. Ao longo da sua carreira tem recebido os mais variados prémios quer da crítica, quer da Imprensa, assim como a Cruz de Mérito da Cruz Vermelha Portuguesa, Medalha de Ouro da Cidade do Porto. Ao longo dos seus 40 anos de carreira, Maria da Fé é sem sombra de dúvida uma das melhores intérpretes do fado e uma daquelas que melhor o tem sabido divulgar e defender.

 

Raquel TavaresFADO-Raquel Tavares.jpgÉ um dos nomes mais reconhecidos do fado contemporâneo.

Raquel Tavares é toda fado imanando eco dele desde os 5 anos de idade. Aos 12 já participa em concursos de fado, conquistando 14 primeiros lugares, entre eles o da mítica Grande Noite do Fado, no Coliseu de Lisboa em 1997.

 Com o disco de estreia homónimo (2006), Raquel Tavares vence os prémios Amália Rodrigues e Casa da Imprensa na categoria revelação.

Em 2008 edita “Bairro”, registo com 13 faixas, entre originais e versões. Mas porque o palco é o lugar de Raquel Tavares, tem enchido as melhores salas de uma profusão de países do globo. 2015 é ano de disco e digressão novos: bem-vinda, Raquel Tavares.

 

Agenda: Carlos Maria Trindade “Classic Waves”

Carlos Maria Trindade é, sem dúvida, um dos pilares maiores da modernidade musical portuguesa e o seu currículo praticamente indissociável dos mais importantes momentos das últimas três décadas.

Como músico integrou grupos fundamentais como os Heróis do Mar e Madredeus, duas das mais importantes e inovadoras aventuras musicais portuguesas. Enquanto produtor, envolveu-se em registos marcantes das discografias de António Variações, Xutos & Pontapés ou Mariza, para citar apenas alguns exemplos. E foi igualmente um importante executivo da indústria discográfica. Pode dizer-se que conhece a nossa música como poucos. Mas, talvez por causa da riqueza deste currículo, a sua própria música a solo é, ainda hoje, um segredo bem guardado.

Carlos_Maria_Trindade.jpgFoi em 1991 que lançou o seu registo de estreia em nome próprio, “Mr. Wollogalu”, resultado de uma colaboração com Nuno Canavarro. Trata-se de um importante marco da nossa música electrónica. Esse percurso foi continuado em 1996 com a edição de “DeepTravel”, trabalho em que a electrónica se cruzava com sonoridades próximas da worldmusic mercê da sua colaboração com Natacha Atlas, a vocalista dos Transglobal Underground. Embrenhado na carreira internacional dos Madredeus, Carlos Maria Trindade conseguiu ainda assim arranjar tempo para outros projectos, como o seu Estúdio Nómada, situado no Alentejo, onde se tem vindo a dedicar à produção de música electrónica e ambiental, bem como a dar resposta a encomendas como R.U.R., peça de teatro de Leonel Moura para que compôs, em 2010, música original.

Os concertos que agora apresenta serão estruturados como uma viagem pela sua carreira, tocando em vários dos seus mais importantes momentos e levantando igualmente o véu sobre futuros trabalhos. Em palco, ao seu lado, terá Sara Afonso (voz e sintetizadores) e Alexei Tolpygo (violino acústico e eléctrico, baixo eléctrico e sintetizadores).

 

Centro Cultural de Belém (Lisboa)

3 de junho de 2015 | 21.00h

Casa da Música (Porto)

6 de junho de 2015 | 21.00h

Agenda: A Jigsaw lançam vídeo “Hardly My Prayer” e anunciam novas datas

Os Portugueses a Jigsaw preparam-se para mais uma série de concertos e lançam um novo vídeo/single com o tema “Hardly My Prayer”, realizado por Joana Linda, do recente disco “No True Magic”.

hardlymyprayer01.png

“Quando terminamos o processo de escrita da canção Hardly My Prayer, percebemos de imediato que a canção teria que estar obrigatoriamente no álbum. Contudo, haveria mais tarde a problemática de saber em que ordem estaria. Mas, assim que começámos a trabalhar nos arranjos da canção e experimentámos o Mellotron, com cuja melodia se haveria de abrir e fechar a canção, compreendemos que a Hardly My Prayer teria de ser a última música do álbum. Porque nenhuma outra se lhe poderia seguir.” a Jigsaw

Entre showcases e concertos, aqui fica a agenda para o mês de Junho dos a Jigsaw:

 

5 Junho - O Pecado Mora ao Lado - Samora Correia | 22.30h

6 Junho - FNAC Forum Almada |17.00h

7 Junho - Maga Sessions - Lisboa | 18.00h

9 Junho - Ensaio Geral Projecto "GRITO" - Porto ! 17.00h

10 Junho - Projecto "GRITO" - Porto | 16.00h

11 Junho - Auditório ESGAE - Santiago Compostela | 21.00h

14 Junho - FNAC Norte Shopping - Matosinhos | 17.00h

18 Junho - Café Concerto do TMG - Guarda | 22.00h

20 Junho - Caixa Económica Operária c/ROME - Lisboa ! 23.00h

21 Junho - FNAC Oeiras | 15.00h

21 Junho - FNAC Cascais | 18.00h

 

Agenda: Os Portugueses Time for T em concerto... com novas datas

Os Time for T acabam de lançar o novo single “Tom Tom” que apresentaram ao vivo, pela primeira vez, no fim do mês de maio na sua primeira passagem por Portugal em 2015.Time for T.jpgO mês de junho traz a banda de regresso ao nosso país para três concertos em Coimbra, Braga e Évora, este último no âmbito do festival LÁ FORA que encerra com concertos de Time for T e Banda do Mar no dia 13 de junho.

Antes disso, Tiago Saga, mentor dos Time for T, passa pela Galeria Santa Clara no dia 11 de junho para apresentar os temas que têm marcado a sonoridade da banda a solo no âmbito do ciclo Murmürando e o grupo reúne-se para um concerto com a formação completa no Sé la Vie em Braga no dia 12.

Além dos espetáculos agendados para maio e junho em Portugal, os Time for T estarão em digressão pela Europa durante o verão e prometem regressar para um grande concerto no Centro Cultural de Lagos no dia 20 de agosto, entre outros espetáculos a anunciar em breve

Discos: Os “Ciúmes” de DJ Ride

“Ciúmes” com a participação dos HMB, chega hoje ao mercado musical, apoiado num inquietante vídeo de apresentação assinado pela dupla Stef & Ivo, filmado em Londres, com um excelente cast de atores locais, o avanço em tons de aperitivo do novo disco de originais de DJ Ride, “From Scratch”, com data de edição para Setembro.dj ride.jpgO novo disco, que promete marcar o nosso final de ano, reúne alguns nomes mais significativos da moderna música urbana nacional, e afirma, maus uma vez, o seu gosto pelo risco, pela experimentação, partindo dos alicerces do Hip Hop para viajar pelos universos mais futuristas da cena eletrónica atual Portuguesa.

 

Discos: MESA… "Asteroid" é o novo corpo cósmico de João Pedro Coimbra e Rita Reis

"Asteroid" é o tema que marca o regresso dos MESA e que vem mostrar João Pedro Coimbra e Rita Reis em perfeita simetria.

mesa.jpgDepois de "Pés que Sonham ser Cabeças", disco de 2013, a crescente cumplicidade entre os dois músicos materializa-se agora em pouco mais de quatro minutos que fazem adivinhar que o estilo que define os MESA, ainda que marcadamente pop, está muito longe de estar fechado.

 

As harmonias vocais quase oníricas de Rita encontram, neste novo trabalho, as palavras certas na língua inglesa e acentuam ainda mais as composições inteligentes e os arranjos delicados de João Pedro.

"Asteroid" é o primeiro single do novo álbum dos MESA que terá edição no próximo Outono.

Festivais: Márcia no Palco EDP (Super Bock, Super Rock)

A 21ª edição do Super Bock Super Rock está quase a chegar, mas ainda a tempo de acrescentar uma novidade para rechear um cartaz já imperdível, um dos mais vibrantes, seguros e elogiados nomes da música portuguesa dos nossos dias: Márcia.

marcia.jpg Depois de “Dá” em 2010 e de “Casulo” em 2013, a autora e intérprete está de volta com um extraordinário conjunto de onze canções chamado “Quarto Crescente”.

O disco contou com a produção de Dadi Carvalho, músico de créditos firmados, mais reconhecido pelo seu trabalho como produtor (Marisa Monte, Tribalistas, Carminho, A Cor do Som, Caetano Veloso...).

Gravado entre Lisboa e o Rio de Janeiro, conta com colaborações de luxo como Criolo ou Vinicius Cantuária. O registo é de uma beleza infalível, imenso de palavras que se arrumam em melodias pensadas e tratadas ao pormenor, variado de ritmos e figurará com toda a certeza, nas listas dos Melhores do Ano de 2015. O single “A Insatisfação” já roda por aí, e será seguramente um dos pontos altos do concerto de 18 de julho no Palco EDP.

Por motivos de agenda do artista, Benjamin Clementine tocará no dia 17 de julho e não dia 18 como inicialmente anunciado, no Palco EDP.

 

Fotografia: Paulo Homem de Melo

Agenda: Jay-Jay Johanson “Opium”… ao vivo em Braga

Jay-Jay Johanson, o compositor e cantor de voz melancólica, vai a Braga apresentar, em exclusivo nacional, o seu mais recente álbum “Opium”.

jay jay.jpgO cantor que afirma só fazer boa música em momentos tristes e depressivos mistura no seu trabalho o trip-hop com uma dose de electroclash e synthpop. “Opium”, sucessor de trabalhos tão reconhecidos como “Cockroach”, “Antenna”, “Rush” e “The Long Term Physical Effects Are Not Yet Known” aparece como elemento de reconexão do compositor com arranjos jazzísticos. Assumidamente mais pop e rock, “Opium” mantém, contudo, a instrumentação rica e brassy.

Teatro Circo (Braga)

7 de junho de 2015 | 21.30h

Festivais: Adrock Achada 2015

A freguesia de Achada em Mafra vai ser palco da primeira edição do festival ADRock Achada 2015.

O evento decorre já nos próximos dias 5 e 6 de junho de 2015.

adrock-achada.jpgNo dia 5 o destaque vais para os Diabo na Cruz que levam a sua “Vida de estrada” ao festival em Mafra. De aveiro… os Moonshiners levam igualmente o seu “Good News For Girls Who Have No Sex Appeal” ao festival, quem sabe se Paulo Furtado estará lá nesse dia… o cartaz do dia completa-se com os Mero Acaso e o DJ Rui Remix.

O dia 6 tem como destaque The Legendary Tigerman que dispensa apresentações… completa-se o cartaz com o hard punk de Loures dos Twelve2go, com a banda de Mafra Melodraw e a noite termina ao som do DJ Miguel Simões.

Festivais: Andanças 2015... 20 Andanças

Em 2015, o Andanças acontece de 3 a 9 de Agosto e celebra a sua vigésima edição.

Serão 20 Andanças a promover a música e a dança tradicionais, a provocar encontros e partilhas, a proporcionar aprendizagens entre pessoas, grupos, gerações, saberes e culturas.

20 Andanças a provocar cruzamentos artísticos na dança entre o tradicional e o contemporâneo.

20 Andanças a lembrar que a música e a dança populares também são sinónimo de criatividade, de identidade e, muitas vezes, de afirmação e sobrevivência.

Andanças2015-2alt1.jpgO espaço, na Barragem de Póvoa e Meadas, em Castelo de Vide, incorpora mais um palco e torna-se aldeia, combinando construções tradicionais da região com instalações artísticas inovadoras.

A programação integra projetos que marcaram estes 20 anos, ao mesmo tempo que se reinventa e surpreende. Convida mais presenças vindas de longe e mantém o espaço de destaque para projetos emergentes

As parcerias são reforçadas e um conjunto de pessoas e entidades são convidadas a programar, marcando com a sua vocação e motivação a programação total do festival. Chapitô, Coreto, d'Orfeu, Imaginarius, Popolomondo, Tradballs e diversos produtores culturais autónomos juntam-se à PédeXumbo na construção deste Andanças marcado pela abertura e diversidade.

O Andanças é organizado pela PédeXumbo — Associação para a Promoção de Música e Dança.

A PédeXumbo trabalha desde 1998 a promoção da música e dança tradicional, não apenas de Portugal, mas também de outras origens. Uma equipa profissional dedica-se à recuperação e divulgação destas práticas culturais, através de registos, coproduções, criações artísticas, investigação e através do ensino formal e informal destinado a todas as idades.

A PédeXumbo também organiza festivais em todo o país e programa regularmente no seu próprio espaço, em Évora, oficinas, concertos e bailes para vários públicos

Agenda: Verão na Casa da Música 2015

O Verão começa em ambiente de zaragata na Casa da Música.

Mas… é apenas uma zaragata em Si bemol, também conhecida como “O Grande Enormo”, um concerto divertido da Orquestra Sinfónica para celebrar o Dia Mundial da Criança.verão.pngDepois de nos presentear com grandes sinfonias de Mahler e Chostakovitch, a Orquestra Sinfónica volta-se para as pistas de dança com a música techno‑sinfónica de Jeff Mills.

Mas parte também para uma série de concertos fora de portas, do Matosinhos em Jazz, com a voz portentosa de Gregory Porter, ao Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, com o pianista Yuri Martynov.

E é ao ar livre que se encerra o ciclo, com o concerto da Sinfónica na Avenida dos Aliados, num programa apelativo que é um convite à dança. O São João é celebrado pela Banda Sinfónica Portuguesa e a esplanada está montada para receber uma selecção de bandas emergentes, especialmente nas áreas pop-rock e jazz, mas também os projectos especiais de escolas de música.

O Prémio Internacional Suggia/Casa da Música vai já na 4ª edição e traz violoncelistas promissores oriundos das escolas mais importantes da Europa. Os mais jovens violoncelistas, por outro lado, encontram-se numa maratona de música que atravessa os vários espaços da Casa da Música.

O Remix Ensemble entra, também, num registo diferente com a II Academia de Verão Remix Ensemble.

O Verão não seria o mesmo sem o Encontro de Bandas Filarmónicas, ou sem o caldeirão de criatividade que é o Sonópolis. Está visto que é uma Casa com diferentes cores, aquela que se prepara para o tempo quente, com uma programação que traz nomes tão atractivos como Criolo, O Rappa, Wim Mertens, José James ou CocoRosie.

 

Casa da Música (Porto)

31 de maio a 5 de setembro.