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Glam Magazine

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Festivais: NOS Primavera Sound 2015 / Line up (Parte 3)

É já no dia 4 de Junho que a cidade do Porto recebe a maior manifestação musical da Primavera. Pelo 4º ano seguinte o NOS Primavera Sound traz à cidade do Porto a Primavera acompanhada de música.

O Parque da cidade vai ser invadido pelos sons do melhor que se faz a nível musical.

A cidade do Porto é literalmente tomada de assalto pelos vistantes oriundos de mais de 40 países que são esperados no festival.

À semelhança das edições anteriores são esperadas cerca de 70.000 pessoas nos 3 dias do Festival.

 

Aqui fica a terceira parte do line up da edição deste ano do NOS Primavera Sound com mais 4 nomes em destaque no festival:

 

DAMIEN RICENOS-DAMIEN RICE.jpgA voz baluarte do folk intimista rompe o seu silêncio

Os oito anos de silêncio que anteciparam o lançamento de “9” fazem do regresso de Damien Rice um dos acontecimentos do ano. Uma marca que o cantautor irlandês quer aproveitar para se superar uma vez mais com “My Favourite Faded Fantasy”, disco de 2014, um álbum de lírica sentimental e folk expressivo com o qual Rice continua a escrever história no universo do pop épico.

Seguindo os passos de artistas como Jackson Browne ou Ryan Adams, o irlandês conseguiu extrair petróleo das suas próprias cicatrizes e, com apenas três discos e uma habilidade única para se passear entre as raízes e o indie, já se tornou numa das vozes mais destacadas da folk intimista.

 

DAN DEACONNOS-DAN DEACON.jpgO mago da electrónica desordenada recupera as suas raízes.

O anúncio do novo trabalho do génio bizarro de Nova Iorque é o pretexto ideal para se apresentar ao vivo no NOS Primavera Sound.

Também em 2013 foi possível ver Dan Deacon a gozar ao máximo o ambicioso e retorcido “America”, uma descomunal obra de electrónica artesã envolvida num ambiente sinfónico e que pode ser retratada no novo álbum “Gliss Riffer”. O disco foi publicado no mês de abril pela Domino e mostra o autor de “Bromst” a regressar ao modus operandi de trabalhos como “Spiderman Of The Rings”, com uma pop plena de colagens electrónicas, vozes estridentes, ritmos frenéticos e zumbidos sintéticos.

Um encontro com as raízes de Dan Deacon com a promessa de se transformar em alguma coisa de mágico nas mãos deste mago da electrónica.

 

DEATH CAB FOR CUTIENOS-DEATH CAB FOR CUTIE.jpg

Veteranos do indie americano e dos murmúrios pop, os Death Cab For Cutie estão há quase duas décadas a inovar a herança genética do rock, com pontes com a música electrónica que contribuíram para que o espírito de ”Built To Spill” surgisse na linha da frente do pop.

Atualmente, depois do lançamento de sucessos discográficos como “Transatlanticism” e “Plans” e do salto multinacional com “Narrow Stairs”, a banda de Ben Gibbard regressa com “Black Sun”, trabalho que reforça o espírito aventureiro do grupo. O concerto no NOS Primavera Sound é uma oportunidade única para o público se encontrar com uma das bandas mais queridas do indie americano.

 

EINSTÜRZENDE NEUBAUTENNOS-EINSTÜRZENDE NEUBAUTEN.jpg Pioneiros do experimentalismo, sempre posicionados aparte do movimento vanguardista, com os sintetizadores, berbequins e maquinaria industrial de toda a espécie, os alemães Einstürzende Neubauten continuam a fugir à reforma para, mais de três décadas depois de se estrearem como colectivo, sacarem novos trunfos da manga. O mais recente é “Lament”, disco editado em 2014, em que Blixa Bargeld e companhia reinventam os ritmos maquinais da Primeira Guerra Mundial.

Um espectáculo comissariado pela Câmara Municipal da localidade flamenca de Diskmuide para comemorar o primeiro centenário do conflito, um trabalho imaginativo e heterodoxo que rompe em pesadelos e lamentos

Agenda: “Conversas com versos” cantados

Depois do muito aclamado regresso aos originais com “Conversas com Versos”, disco-livro editado pela Porto Editora que viu a primeira edição esgotada, é tempo do regresso aos palcos de Eugénia Melo e Castro e dos temas feitos a partir do livro da autoria de sua mãe, Maria Alberta Menéres.DSC_0166 (Cópia).jpgGravado e produzido por Eduardo Queiróz, em São Paulo, “Conversas com Versos” acompanha a re-edição do livro de 1968 e marca o regresso de Géninha ao universo dos mais pequenos dando continuidade e uma nova leitura à obra poética de sua mãe.

Os 14 poemas adaptados em 11 canções vão ser agora interpretados ao vivo com a ajuda de Mariana Melo, filha de Eugénia Melo e Castro, também responsável pelas ilustrações do livro e videoclip, Gabriel Godoi na guitarra, Sebastian Scheriff na Percursão e Gonçalo Prazeres no saxofone.

 

A dar o arranque das Festas de Lisboa 2015, e em jeito de celebração do Dia da Criança, dia 31 de Maio, domingo, pelas17h00, o espaço do Village Underground (Museu da Carris), Lisboa, recebe um espectáculo que alarga o conceito 'para toda a família' numa viagem pelos universos únicos de uma das mais acarinhadas cantoras portuguesas das últimas décadas.

Entrada livre!!!

 

“Conversas com versos”

Village Underground (Lisboa)

31 de maio | 17:00h

 

Fotografia: Paulo Homem de Melo

Agenda: Festival Rotas & Rituais

O próximo dia 27 de maio marca o regresso de Nástio Mosquito a Portugal para um concerto integrado na oitava edição do festival Rotas & Rituais, organizado pela EGEAC.

Nástio Mosquito.jpgEste festival surge num contexto de celebração e reflexão sobre os 40 anos da independência dos países africanos de expressão portuguesa e apresenta uma programação bastante completa que inclui concertos, conferências, uma exposição, arte urbana e documentários.

 

Vencedor do Future Generation Art Prize e depois de inúmeras exposições um pouco por todo o mundo, Nástio Mosquito regressa a Portugal movido pela música para um espetáculo baseado no seu mais recente álbum "Se Eu Fosse Angolano" lançado em Portugal em 2014 e abraçado pela crítica.

Lisboa volta a ouvir "Mais", "Demo da Cracia" e outros temas que marcam este trabalho pela voz única do poeta Nástio Mosquito.

Para este espetáculo, Nástio convidou o projeto O Moço Árabe para uma estreia absoluta.

 

Nascido de uma necessidade interna e premente de dar voz aos sentimentos de quem se sente Moçarabe, surge o projeto “O Moço Árabe“, justamente para tocar em assuntos levantados pelo deslocamento da cultura Moçarabe, vários séculos após a descolonização da Ibéria dos invasores Muçulmanos.

Ainda é raro encontrar quem celebre a união nascida da tolerância entre culturas, religiões e raças que deu nascimento ao Moçarabe, simbolo da pluri-culturalidade e fusão de filosofias, que foi responsável pela reintrodução na Europa do conhecimento perdido durante a idade média.

Música de protesto moderna, O Moço Árabe consegue uma fusão musical entre o que é música tradicional e a invenção resultante da falta de referências culturais, nascendo como produto uma criatividade que tem origem no deslocamento e migração forçada.

 

Nástio Mosquito + O Moço Árabe

Cinema São Jorge (Lisboa)

27 de maio | 21:30h