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Glam Magazine

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“Para Amália” disco de homenagem de Mísia a Amália Rodrigues

A fadista Mísia anunciou que o seu novo álbum, “Para Amália”, em formato duplo CD, que inclui participações do ator Rogério Samora e da cantora espanhola Martirio, é editado em outubro.

Mísia disse ainda que o novo álbum é “uma prenda a Amália Rodrigues”, salientando que para si, “foi importante ter mais de 20 de anos de trabalho num reportório próprio”, antes de abordar o de Amália, apesar de pontualmente ter já cantado temas da fadista falecida em 1999, nomeadamente o tema “Lágrima”.

DSC_0282 (Cópia).jpg“Tenho o meu repertório próprio com os meus poetas e os meus músicos”, e acrescentou “Quando comecei a cantar não quis apoiar-me no repertório da Amália por uma questão de prudência, mesmo, e de sentido das realidades”.

“Fiz um trajeto meu, muito meu, com os meus poetas, os meus músicos, com a minha pesquisa, criando o meu próprio repertório e agora, depois de fazer o meu caminho, de mais de 20 anos, quis fazer algo inspirado no repertório de Amália”, afirmou a fadista.

 

A ideia do álbum surgiu em junho de 2014, quando Mísia apresentou no Festival de Fado de Madrid, o espetáculo “Tributo a Amália”, e em dezembro desse mesmo ano entrou em estúdio em Lisboa, acompanhada pelos mesmos músicos com que atuou em Madrid, Luís Guerreiro na guitarra portuguesa, Daniel Pinto, na viola e viola baixo, e Fabrizio Romano, ao piano.

O duplo álbum é constituído por um CD em que Mísia interpreta, acompanhada ao piano, as composições de Alain Oulman, e de alguns poetas eruditos que Amália gravou, e no outro CD, acompanhada à guitarra e à viola, o repertório mais tradicional da fadista, nomeadamente “À janela do meu peito”, “Flor de lua” e “Rosinha da serra de Arga”, do folclore minhoto.

“Este disco não é exclusivamente inspirado no repertório amaliano, tem quatro temas novos que foram feitos para a Amália, já depois ter morrido”, realçou Mísia.

 

Os temas novos são “Amália, sempre e agora”, de Amélia Muge, com música de Mário Pacheco, “Uma lágrima por engano”, de autoria da própria Mísia, com música de Fabrizio Romano, “Amália que não existo”, de Tiago Torres da Silva, na música de Carlos Gonçalves para “Que fazes aí Lisboa”, um poema que Amália gravou no seu último álbum de inéditos, “Obsessão” de 1989, e “Madrinha de nossas horas”, de Mário Cláudio, na melodia tradicional do Fado Idanha, de Ricardo Borges de Sousa.

O álbum inclui ainda o tema “María la portuguesa”, de Carlos Cano, que compôs esta canção para Amália, e com a qual gravou, e que Mísia interpreta com Martirio.

 

“A biografia de Amália continua-se a fazer”, afirmou Mísia, para quem a criadora de “Povo que lavas no rio”, é “sempre nova e diferente”. Para Mísia “o papel de Amália não foi ainda suficientemente reconhecido e referenciado” na proclamação do Fado como património Imaterial da Humanidade, pela UNESCO.

Amália, sobre Mísia, afirmava: “esta ao menos não imita ninguém”, disse a fadista à Lusa, que citou “pessoas que conviveram com Amália Rodrigues, fadista e poetisa falecida em outubro de 1999”

 

Fotografia: Paulo Homem de Melo

Reportagem: Luna na Casa da Música

Foi no passado dia 26 de Abril que os Luna passaram pela Casa da Música no Porto. Foi um duplo regresso dos Luna.

DSC_1313 (Cópia).jpgEm primeiro lugar a decisão da banda que se juntam novamente para uma série de concertos, 10 anos após o seu fim, bem como a escolha de voltar ao Porto, em data única em Portugal, tal como tinham feito em 2003, dessa vez no Hard Club, ainda em Gaia.

DSC_1309 (Cópia).jpgDean Wareham, Britta Phillips, Sean Eden e Lee Wall sobem ao palco da sala 2 da Casa da música perante um publico que os espera com entusiasmo e acima de tudo com curiosidade. Um público com uma média de idades superior ao que habitualmente encontramos em concertos, mas que mesmo assim mostrou energia e apoio à banda que se apresentava em palco.DSC_1399 (Cópia).jpgPara isso bastou a entrada em palco da banda, juntamente com as primeiras palavras dirigidas ao público, para perceber o registo que originou esta tour: uma desprendida descontração e a vontade de tocar aquelas músicas que os fâs aguardavam

DSC_1298 (Cópia).jpgSean confessou logo de inicio que a feijoada estava óptima e que o Vinho do Porto que provaram e repetiram era delicioso.

DSC_1395 (Cópia).jpgO alinhamento apresentao foi um Best of da própria banda.

“Chinatown” e ”Sideshow By The Seashore” foram os temas de abertura. Entre temas a banda tentava demostrar que estavam ali para tocar o que o publico queria, sempre abertos a sugestões por parte da audiência, com mais ou menos aceitação por parte da banda. A terminar “23 Minutes in Brussels”, num verdadeiro duelo de guitarras, duas vozes inquietas mas doces e uma letra que inclui o “Tell Me Do You Miss Me?” que deu nome ao documentário lançado pela banda, em 2006, para marcar o seu fim.

DSC_1392 (Cópia).jpgO encore começa com “Moon Palace” (que não estava na setlist) e acaba com “Bonnie and Clyde” cantada de forma sublime quer pela banda em palco, quer pelo público que acompanhou o concerto de cerca de 75 minutos sem se desviar do que acontecia na sala.

DSC_1277 (Cópia).jpgNo final uma longa sessão de autógrafos e conversa com os fâs assim tiveram a oportunidade de conhecer melhor aqueles 4 músicos que não sendo perfeitos acabam por se tornar uma das maiores bandas de culto do indie/pop norte americano.

DSC_1292 (Cópia).jpgTera sido esta a última oportunidade de assistir a um concerto dos Luna? O tempo dirá….

 

Alinhamento do Concerto:

- Chinatown

- Sideshow By The Seashore

- Malibu

- Ansthesia

- Still at home

- Cindy Tastes of Barbecue (na set list estes 2 temas estavam trocados)

- Fiendly advice

- Pup tent

- Bobby Peru

- Bewitched

- Lost in Space

- Tracy I love U

- 23 minutes in Brussels

- Moon Palace (não incluído na set list)

- Bonnie & Clyde

 

Reportagem e Fotografias: Paulo Homem de Melo

Festivais: Festival Liberdade 2015

O Festival Liberdade é um espaço de festa, de convívio, de participação, de exposição, de música, de animação e de opinião, que se realizará nos próximos dias 22 e 23 de Maio, na Quinta da Marialva, Corroios, Seixal.     

A Associação de Municípios da Região de Setúbal, em conjunto com os Municípios que a constituem (Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal), lançou o Festival Liberdade pela primeira vez, em 1994, como forma de comemorar o 20º aniversário do 25 de Abril.

Surgiu assim um festival, que desde a primeira hora, visa celebrar Abril e os valores da Liberdade, contando acima de tudo com a dinâmica da juventude e das suas estruturas associativas.

A AMRS retomou o Festival Liberdade em 2014, que decorreu a 9 e 10 Maio, no concelho da Moita, contando com a presença estimada de 20 mil pessoas e que contou com actuações dos Deolinda, The Gift, Toca a Rufar ou Cais Sodré Funk Connection entre outros.

Teatro, Dança, Exposições fizeram parte do programa e do sucesso de Festival.

festivaliberdade.jpgFestival Liberdade 2015

Espaço de Animação, de Participação! Espaço da Juventude!

 

Como espaço de música o palco Carlos Paredes contará, com a actuação de consagrados grupos portugueses, como os Diabo na Cruz, Expensive Soul, HMB, Grupos Regionais e DJs.

Como espaço de Cultura e Debate poderemos assistir a Teatro, Dança, Curtas-metragens assim como ao Encontro da Juventude com dois painéis de debate agendados para sábado dia 23 Maio.

O Recinto do Festival contará com animação permanente com actuações de grupos de performance de rua, bombos, teatro, desportos radicais e pintura de graffiti. As Associações Juvenis com os seus Stands próprios, prometem também dinamizar todo este espaço com a sua criatividade e irreverência.

Discos: Honorato #1

Richie Campbell, HMB e Valete são apenas alguns dos nomes nacionais que Rui Murka seleccionou para a compilação "Honorato #1".

Richie-Campbell-1940x720.jpgO álbum,disponibilizado gratuitamente a partir de hoje pela cadeia de restaurantes, inclui 12 temas, cinco deles inéditos. Segundo o produtor todos os artistas se mostraram cooperantes e interessados em fazerem parte da compilação que é disponibilizada gratuitamente precisamente para «reflectir a forma como as pessoas, actualmente, consomem música. Mais do que ouvir álbuns, ouvem-se músicas e estas normalmente não se vendem, partilham-se.

“ A ideia é que pessoas que nunca ouviram falar destes artistas, possam chegar até eles e, a partir deste ponto proporcionado pelo Honorato, descobrir a obra de cada um deles”, explica Rui Murka.

Todos os nomes incluídos no disco são de artistas portugueses, provenientes dos universos hip hop, electrónica, reggae e funk.

“Nunca a cena musical electrónica/música negra foi tão forte como agora”, afirma o produtor.

Agenda: Clan of Xymox em concerto no Porto

Os Clan of Xymox regressam a Portugal para um concerto único a 13 de Setembro.

clan.jpgOs Clan Of Xymox, formados em 1983, na Holanda, constituem uma das maiores referências dos anos 80 da consagrada editora 4AD, ao lado de nomes como Bauhaus, Cocteau Twins, Dead Can Dance, Pixies, entre outros, tendo-se tornado pioneiros no estilo que posteriormente seria reconhecido com darkwave / ghotic.

 

A banda liderada pelo carismático Ronny Moorings subirá ao palco do Hardclub no Porto para um concerto único onde apresentará o seu mais recente disco de 2014 “Matters of mind, body and soul”

 

Hardclub Porto

13 setembro 2015 | 21.30h

 

 

Agenda: Jacco Gardner em concertos…

Jacco Gardner em dose dupla na próxima semana. Concertos têm lugar no Hard Club e no Musicbox.

Jacco Gardner é multi-instrumentista holandês, de formação clássica, produtor meticuloso e um apaixonado pelo universo psicadélico de Syd Barrett.

jacco.jpg Foi com as composições do guitarrista e fundador dos Pink Floyd que o holandês descobriu a música como porta para o mundo que existe além da imaginação. O seu “Cabinet of Curiosities”, álbum de estreia lançado em 2013, mostra-nos essa estranheza futurista, onde o pop ganha contornos barrocos, pelo detalhe, pela junção de cravo, cordas, flautas e efeitos psicadélicos.

Este regresso a Portugal, depois da estreia em disco que surpreendeu tudo e todos, serve como apresentação de “Hypnophobia”, o seu segundo disco com o selo da Polyvynil, editado este mês de maio.

 

O concerto do Porto tem lugar a 17 de Maio, no Hard Club e a primeira parte do concerto é assegurada pelos The Japanese Girl. Já em Lisboa, a apresentação acontece um dia antes, a 16 de Maio, no Musicbox.

 

Musicbox Lisboa

16 maio 2015 | 21.00h

Hardclub Porto

17 maio 2015 | 21.00h