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Glam Magazine

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Festivais: Indouro Fest 2015 / The Lost Rivers

Após a estreia em 2013 que deixou os presentes no Hard Club boquiabertos perante a sua performance sonora e visual, os germânicos The Lost Rivers regressam a Portugal para arrebatar a audiência no dia 2 de Maio com as suas descargas de ruído, espasmos sónicos, projeções psicadélicas, shoegaze e noise-pop.

the lost rivers.jpgFormados em 2006 sob o comando de Phil Wolkendorf, compositor, voz e guitarra, auxiliado na bateria pela incansável Izzy e pelo baixista Dom, o percurso dos The Lost Rivers tem sido sempre ascendente.

Para além do estupendo álbum de estreia “Sin And Lostness” de 2012, contam igualmente com vários singles e EP’s, testemunhos de uma banda que desde a sua estreia discográfica em 2010 tem vindo a aprimorar o seu som e que decerto alcançará um novo patamar com o novo álbum previsto para breve.

 

The Lost Rivers

Indouro Fest 2015 - Palco Principal

2 de maio 2015 | 17.30h

 

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Festivais: Indouro Fest 2015 / Electric Litany

Formados em 2007 quando o grego Alexandros Miaris emigra para Londres, os Electric Litany são uma banda que graças ao enorme esforço dos seus elementos tem conseguido gravar e estabelecer o seu nome no universo musical alternativo.

Electric Litany.jpgCom dois álbuns no seu currículo “How To Be A Child And Win The War” de 2010 e o mais recente “Enduring Days You Will Overcome”, editado em 2014, ambos com o selo da editora grega Inner Ear, Alexandros acompanhado por Richard Simic e Duane Petrovich revelam uma banda imersa em poesia, atmosferas melancólicas, silêncio, melodias fantasmagóricas e elaboradas orquestrações que lhes têm valido comparações aos Joy Division, Radiohead, Sigur Ros ou Twilight Sad.

 

Provavelmente a banda mais introspetiva deste festival, que por certo atrairá adeptos das vagas post-punk, gótico e post-rock   

 

Electric Litany

Indouro Fest 2015 - Palco Principal

2 de maio 2015 | 18.45h

 

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Festivais: Indouro Fest 2015 / The Limiñanas

Quais personagens de um filme da Nouvelle Vague... o casal Marie e Lionel Limiñana recuperam a sonoridade pop yé-yé tipicamente francesa com a sensualidade de Serge Gainsbourg, a atmosfera narcótica dos The Velvet Underground e o psicadelismo multicolorido da década de 60.

Liminanas-770.jpgA carreira dos Limiñanas tem origem em Perpignan no sul de França corria o ano de 2009 e um ano volvido já o seu estreante álbum homónimo era lançado pela editora americana Trouble In Mind, especializada em edições vinílicas de garage/psych/rock & roll.

Desde logo podemos atentar ao invulgar pormenor de cantarem em distintos idiomas recrutando diversos vocalistas para o efeito, a aposta ocasional em instrumentais, para além da exploração de um imaginário pop-art-french-chic em títulos tão explícitos quanto “Down Underground”, “Je Ne Suis Pas Trés Drogué” ou “Je Suis Une Go-Go Girl”.

Um par de singles (7”) são editados em 2011 e em Agosto do ano seguinte publicam o segundo registo “Crystal Anis”, um disco que captou a atenção dos média especializados, destacando-se a sua inclusão na lista dos melhores desse ano para a conceituada revista Uncut. Prosseguindo com a sonoridade e ambiência do álbum de estreia, “Crystal Anis” reflete um refinar da sua fórmula catapultando-os para o palco de diversos festivais e um crescimento palpável da sua base de admiradores.

 

O disco “Costa Blanca” de 2013 abre ainda mais o leque sonoro com a inclusão de detalhes étnicos apoiado no emprego de uma panóplia de instrumentos, ênfase nos pedais de efeitos e uma perspetiva mais cinematográfica. Impossível não trazer à baila o tema “Votre Coté Yéyé M’Emmerde”, no qual atores, realizadores, músicos, produtores entre outros são citados como se de uma lista “cool” se tratasse.

 

The Limiñanas

Indouro Fest 2015 - Palco Principal

2 de maio 2015 | 20.00h

 

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Festivais: Indouro Fest 2015 / Tristesse Contemporaine

O que fazem uma punk japonesa, um jogador de hóquei sueco e um rapper britânico em Paris?

Poderia ser a introdução para uma rebuscada anedota mas a resposta consiste obviamente na criação de uma banda com o sugestivo título de Tristesse Contemporaine.

Tristesse-Contemporaine.jpgNarumi Omori, Michael Giffs e Jakob Leo Helden conheceram-se em 2009 em Paris e decidiram criar uma banda francesa de “back seat drivers” como gostam de se definir. As primeiras gravações surgem com os fantasmas dos Talking Heads, The Cure e Young Marble Giants a pairar sobre as suas cabeças e o primeiro EP “51 Ways to Leave Your Lover” é editado em 2010.

 

2O registo homónimo surge em 2012 sucedido no ano seguinte por “Stay Golden”, mediados entretanto por diversos 12” nos quais as remisturas proliferam. Nestes discos detetamos uma fusão indie-minimal-electro-house-synth-pop que remete para uma vastidão de referências mas que a banda consegue contornar criando uma sonoridade muito própria alicerçada num especial cuidado ao nível visual.

 

Tristesse Contemporaine

Indouro Fest 2015 - Palco Principal

2 de maio 2015 | 21.15h

 

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Festivais: Indouro Fest 2015 / Whistlejacket

Quinteto londrino composto por George, Danny, Mickey, YobKiss e Doug, os Whistlejacket apesar da sua curta existência já figuraram no Liverpool Psych Fest e partilharam palcos com bandas tão relevantes quanto os The Orwells, Splashh, Night Beats, The Wytches e Yuck com os quais voltarão a tocar no dia 3 de Maio.

Whistlejacket.jpgCom apenas um EP e editado em cassete, e em vias de editar um novo registo, a banda tem conquistado boas críticas graças à sua sonoridade tipicamente shoegaze com inclinação para o lo-fi, algures entre os The Jesus & Mary Chain, os regressados Ride, os sempre presentes My Bloody Valentine ou os injustamente olvidados Catherine Wheel e Adorable.

Estreia em Portugal no Indouro Fest 2015

 

Whistlejacket

Indouro Fest 2015 - Palco Principal

3 de maio 2015 | 17.45h

 

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Festivais: Indouro Fest 2015 / Yuck

Concebidos por Daniel Blumberg e Max Bloom após a dissolução dos Cajun Dance Party, os Yuck afastam-se do território brit-pop do anterior projeto e com a colaboração da baixista japonesa Mariko Doi e do baterista norte-americano Jonny Rogoff, apontam para uma sonoridade lo-fi com mais sujidade, distorção e devedora do indie-rock americano das décadas de 80/90.

yuck-gig.jpgEssa influência americana é revelada no cativante registo homónimo de estreia datado de 2011, no qual o espectro de bandas como os Sonic Youth, Pavement, Dinosaur Jr., Yo La Tengo, Superchunk e até os primórdios ruidosos dos Mercury Rev e o psicadelismo saturado dos Bardo Pond podem ser detetados na deslumbrante faixa “Rubber”, mas também não olvida o legado britânico dos Teenage Fanclub do marcante “Bandwagonesque” e os obrigatórios My Bloody Valentine.

 

Com a imprensa musical rendida ao seu talento e após bem-sucedidas digressões, os Yuck regressam em 2013 para a gravação do sucessor “Glow & Behold”, contudo sofrem um revés com a saída de Blumberg, o principal compositor apostado em prosseguir com outros projetos.

Temia-se que este disco sofresse com essa ausência, no entanto a banda deu a volta por cima num disco com uma produção mais polida e focado no shoegaze dos Lush e indie-pop com reminiscências da fase épica dos Blur.

 

Yuck

Indouro Fest 2015 - Palco Principal

3 de maio 2015 | 19.00h

 

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Festivais: Indouro Fest 2015 / Lola Colt

O sexteto londrino Lola Colt constituido por Gun Overbye, James Hurst, Kitty Arabella Austen, Martin P Scott, Matthew Loft e Sinah Blohberger são mais uma das estreias em solo nacional que este festival promove.

Lola Colt.jpgCom apenas um álbum editado em 2014 que figurou em diversas listas dos melhores desse ano, “Away From The Water” produzido de forma exímia por Jim Sclavunos o conceituado baterista dos Bad Seeds e Grinderman, revela uma banda com plena consciência das suas capacidades e uma sonoridade onde o negro impera, tecida ao pormenor com elementos de western-spaghetti (o nome da banda foi retirado de um filme deste género), noir-pop, american-country-gothic, e valentes doses de fuzz psicadélico.

 

Lola Colt

Indouro Fest 2015 - Palco Principal

3 de maio 2015 | 20.30h

 

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Festivais: Indouro Fest 2015 / The Lucid Dream

Banda que desde a sua formação em 2008 tem vindo a ganhar notoriedade, os ingleses The Lucid Dream provenientes de Carlisle regressam a Portugal e desta feita já com dois notáveis álbuns no currículo: “Songs of Lies And Deceit” de 2013 e o mais recente “The Lucid Dream”.

THE LUCID DREAM.jpgApesar de desconhecidos por cá, os The Lucid Dream investem bastante nas atuações ao vivo para divulgar o seu trabalho, contando no palmarés com várias digressões europeias e a partilha do palco com nomes tão ilustres quanto os Clinic, Death In Vegas, Spectrum e A Place To Bury Strangers.

 

Banda com uma forte componente psicadélica, contudo o seu som não fica preso a certos tiques deste género e facilmente descortina-se a influência do krautrock (Can, Neu), da escola sónica (Sonic Youth, The Jesus & Mary Chain), do shoegaze (Ride, Swervedriver), dos omnipresentes (Spacemen 3, Brian Jonestown Massacre, Spiritualized), dos teclados vintage (The Seeds, Inspiral Carpets) e o fascínio pela pop “Spectoriana”.

O free-jazz e até o dub são igualmente alvo de exploração em particular no seu portentoso novo disco que os eleva ao patamar de banda a seguir com a máxima atenção. Definitivamente a não perder!

 

The Lucid Dream

Indouro Fest 2015 - Palco Principal

2 de maio 2015 | 22.30h

 

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Festivais: Indouro Fest 2015 / TOY

Formados em 2010, a ascensão dos britânicos TOY quase pode ser descrita como meteórica, dado não ter sido necessário muito tempo para caírem nas boas graças do público e da imprensa especializada mercê de uma sonoridade que conjuga de forma soberba o krautrock, o rock psicadélico, o shoegaze e o post-punk.

toy.jpgParte da sua súbita fama deriva do facto de terem sido apadrinhados pelos The Horrors com os quais andaram em digressão em 2011 e por terem assinado pela Heavenly, uma editora que sabe promover as suas bandas de forma exímia.

Com o influente NME rendido igualmente, não foi de estranhar que os tenham nomeado uma das bandas a ter em atenção no decorrer de 2012.

O louvado homónimo registo de estreia surge em Setembro desse ano apoiado em temas como “Colours Running Out”, “Dead & Gone”, “Heart Skips a Beat” e o fantástico “Kopter” revelador de uma veia mais jam com os seus 10 minutos de duração ao estilo dos essenciais Hawkwind. Seguiram-se as digressões da praxe e o circuito de festivais, com destaque para a atuação conjunta com os The Vaccines na gigantesca O2 arena em Londres.

 

Um ano volvido os TOY regressam com “Join The Dots” novamente com o produtor Dan Carey, mas desta feita com um tempo de estúdio mais alargado que as duas semanas do seu antecessor, dando azo a um refinar da sua sonoridade e uma estruturação mais convencional das suas canções aproximando-se em vários momentos aos The Verve mas sem perder o pendor psicadélico que os caracteriza.

 

TOY

Indouro Fest 2015 - Palco Principal

3 de maio 2015 | 22.00h

 

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Festivais: Indouro Fest 2015 / Clinic

Ade Blackburn, Jonathan Hartley, Carl Turney e Brian Campbell são os quatro mascarados de Liverpool que desde finais da década de 90 representam uma das bandas mais marcantes deste século, os Clinic.

clinic.jpgApós três singles, os Clinic asseguraram um contrato com a consagrada Domino que desde então não os largou, tendo editado até à data oito álbuns, duas compilações e quase uma vintena de singles como os populares “The Second Line” utilizado num anúncio da Levi’s, “The Return of Evil Bill”, “Come Into Our Room” que figurou em episódios das séries “The O.C.” e “C.S.I.” e “If You Could Read Your Mind” um dos temas da banda-sonora do filme “Hallam Foe”.

 

Com uma sonoridade que conjuga diversas vertentes da música popular do século XX, os Clinic tanto piscam o olho ao surf-rock cinematográfico de John Barry e Ennio Morricone, mergulham no psicadelismo dos The 13th Floor Elevators, The Doors e The Electric Prunes, tropeçam nos blues alucinados de Captain Beefheart, fazem a devida vénia aos Velvet Underground, sabem que o punk existiu para alguma coisa e que a produção pop de Phil Spector é contagiante, não esquecem a batida motorik, experimentam com o dub e surripiam capas de discos de jazz.

Se mais publicidade é necessária, acrescente-se ainda a admiração que os Flaming Lips, Arcade Fire e Radiohead nutrem pela banda, convidando-os para digressões conjuntas. Some-se uma nomeação para um Grammy, atuações televisivas em talk shows de referência, encabeçar cartazes de festivais psicadélicos em Austin e Liverpool e estamos em crer que por esta altura já estão convencidos a comparecer.

 

Clinic

Indouro Fest 2015 - Palco Principal

2 de maio 2015 | 23.45h

 

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Festivais: Indouro Fest 2015 / British Sea Power

Um dos maiores feitos do festival INDOURO FEST 2015 foi garantir a presença dos britânicos British Sea Power, banda com uma vasta discografia e um culto nacional de respeito, mas acima de tudo, uma carreira singular e uma forma de estar exemplar neste universo conturbado mas fascinante da música pop.

bsp.jpgCinco álbuns editados: “The Decline Of The British Sea Power” (2003), “Open Season” (2005), “Do You Like Rock Music?” (2007), “Valhalla Dancehall” (2010) e “Machineries of Joy” (2013), aos quais se adicionam duas bandas-sonoras: “Man Of Aran” (2009) e “From The Sea To The Land Beyond” (2013) e o mais recente “Sea of Brass” um disco conceptual com orquestras de metais, um número significativo de singles e EP’s, e facilmente constatamos que os British Sea Power são uma banda com um percurso sólido, de tal forma que asseguraram o recorde de banda mais duradoura na mítica Rough Trade.

 

Descrever a sonoridade deste sexteto é algo que resulta simples e intrincado simultaneamente: se por um lado é evidente a costela post-punk inglesa através dos Echo & The Bunnymen, Joy Division e Psychedelic Furs;

O carimbo da pop britânica via James, House of Love, Pulp, Manic Street Preachers e Super Furry Animals, sem esquecer a aproximação ao território épico dos Arcade Fire e ao post-rock nos registos paralelos, por outro, a sua abordagem musical resulta em algo familiar mas no entanto fresca, inovadora, arriscada e com múltiplas nuances artísticas.

Uma nomeação para o Mercury Prize, elogios de malta tão ilustre quanto Guy Garvey (Elbow), David Bowie, Flaming Lips, Julian Cope entre muitos outros, constantes críticas favoráveis às suas edições discográficas, uma presença em palco que não passa despercebida, autoria do minifestival “Sing Ye From The Hillsides” e até um barco e um cavalo de corrida com o seu nome!

 

British Sea Power

Indouro Fest 2015 - Palco Principal

3 de maio 2015 | 23.30h

 

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Agenda: The LOYD em concerto

Banda originária de Santa Maria da Feira constituida atualmente por Jou Maia (voz e guitarra), Paulo Azevedo (baixo) e Mike B. (bateria), tendo já partilhado palcos com grandes nomes da música portuguesa, tais como Xutos & Pontapés, Blasted Mechanism, Fonzie, EZ Special e Ricardo Azevedo, e representado Portugal na Festa Europeia da Música, em Lausanne (Suíça).

the loyd.jpgFormados em 2004 por Jorge Resende e Paulo Silva convidam Jou Maia e Diogo Gomes dando origem à formação original do grupo.

Em 2006 Jorge Resende e Diogo Gomes abandonam a banda e em 2007 é convidado a fazer parte do grupo o guitarrista Christophe Pinto. Nesse ano editam o EP “Done” do qual lançam o single “Tear in the pocket”.

the_loyd_2008.jpgEm 2010 é editado o 1º álbum do grupo “Love and Revolution”. O disco, em edição de autor, foi apresentado no Cine Teatro António Lamoso

Em 2014 e já com a constituição atual, editam o seu segundo disco de originais “Home”. O disco “reflete as experiências que os membros da banda vivenciaram com os amigos directos e com tantas outras pessoas. Pessoas que por variadíssimas razões foram obrigadas a abandonar o conforto de casa e seguir o seu rumo”

 

Com o estilo característico, os The LOYD atuam agora no foyer do renovado cineteatro António Lamoso, com uma grande dose de energia e irreverência, misturados com um registo intenso, coeso e cheio de rock.

 

CineTeatro António Lamoso (Santa Maria da Feira)

29 de Abril 2015 | 22.00h