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Glam Magazine

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Reportagem: 13ª Festa do Jazz São Luiz

A Festa do Jazz do São Luiz conseguiu, graças aos músicos portugueses e à direcção assumida, consolidar um espaço de encontro e de partilha que vai além da música improvisada.

A 13ª edição decorreu entre 26 e 29 de Março e mais uma vez mostrou que o jazz é uma aposta em Portugal e que cada vez mais é necessário ligar e envolver todos os que estão ligados a esta corrente musical.

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A 13ª Festa do Jazz decorreu em três espaços do Teatro Municipal S. Luiz: Sala principal, Jardim de inverno e no Teatro-estúdio Mário Viegas.

Foram 14 excelentes concertos em três dias de “Festa”, com dois na sexta 27, seis no sábado 28 e outros seis no domingo 29. Destaque ainda para o concerto realizado no dia 0 do festival ou como anunciado pela organização o “antes da festa”.

O extraordinário e o sucesso desta Festa é que em todas as sessões e concertos houve sempre bons argumentos e acima de tudo excelentes atuações. Mais uma vez se confirmou que a “Festa do Jazz” é mais importante montra do melhor que se faz neste género musical.

 

Maria João foi uma das cabeças de cartaz desta edição do festival. "É uma referência do jazz como tivemos muitas vezes o Carlos Bica ou o Bernardo Sassetti. Todos são importantes, mas o que queremos é juntar pessoas de diversas idades e experiências no mesmo palco” referiu Carlos Martins, diretor artístico do evento

 

Lina Nyberg Band abriu o festival depois de Pedro Branco Trio ter atuado na quinta feira 26 de Março integrado no programa “Antes da Festa”.

Lina Nyberg, cantora e compositota sueca, fez a sua estreia em Portugal nesta edição da Festa. Trata-se de um dos mais inovadores nomes da música jazz contemporânea, que ao longo da sua já vasta carreira de 20 anos tem inovado dentro da sua área musical. Apresentou em Lisboa o seu último disco datado de 2014 "The Sirenades".

A noite de 27 contou ainda com a atuação da Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal, dirigida por Rainer Tempel, que tem um extenso percurso na área da composição e da direção de orquestras, tendo a seu cargo, atualmente, a Youth Jazz Orchestra Baden-Wurttemberg, na Alemanha

 

No sábado, Maria João, a cabeça de cartaz do festival, apresentou o seu projeto "Ogre", que inclui ainda a participação dos músicos Júlio Resende (piano), João Farinha ("fender rhodes" e teclados), André Nascimento (eletrónica e "laptop") e Joel Silva (bateria e eletrónica). A noite de sábado registou ainda a apresentação dos portugueses Ensemble Super Moderne e o Demian Cabaud Trio, que tocou com Leo Genovese e Jeff Williams.

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Um dos grandes destaques foi a intervenção de Gileno Santana.

Apresentou o seu álbum de estreia “Metamorphosis”, mas acompanhado com outra formação que destacou ainda mais o factor fusion deste seu projeto. Destaque igualmente do guitarrista Peixe que mestriamente acompanhou Gileno nesta sua primeira grande apresentação. Gileno Santana, brasileiro de nascença mas já sem “sotaque”, vive no Porto e é membro da Orquestra Jazz de Matosinhos.

 

No domingo, último dia do festival, foram entregues os prémios aos alunos das Escolas de Jazz. O festival contou ainda neste último dia com Afonso Pais e Rita Maria, que apresentaram o seu projeto "Além das horas", um conjunto de canções portuguesas, cantadas com ou sem letra, e pontualmente instrumentais.

A Festa encerrou com a atuação de André Matos Trio com Tony Malaby, saxofonista norte-americano..

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O palco do estúdio Mário Viegas foi o cenário para apresentação de alguns nomes e projetos emergentes, tais como João Guimarães Octeto, André Santos, Deux Maisons e Kaja Draksler, bem como duas "masterclasses" orientadas pelo pianista e teclista argentino Leo Genovese e pelo saxofonista tenor norte-americano Tony Malaby.

No Jardim de Inverno apresentaram-se os agrupamentos das diferentes escolas de jazz, e realizaram-se as diferentes "jam-sessions", que encerram cada uma das noites do evento. No último dia o destaque foi para a atuação do saxofonista Desidério Lázaro, que apresentou o seu mais recente projeto, "Subtractive Colors", um ensemble formado por três sopros, dois contrabaixos e uma bateria, e "cujo foco composicional se centra na interação e improvisação entre os diversos timbres em palco".

 

 

Relembramos aqui o programa desta 13ª Festa do Jazz:

 

26 março (quinta feira)

Pedro Branco Trio (Pedro Branco - guitarra, Demian Cabaut - contrabaixo, Marcos Cavaleiro - bateria)

 

27 março (sexta feira)

Lina Nyberg Band (Lina Nyberg - voz, David Stackenäs - guitarra, Cecilia Persson - piano, Josef Kallerdahl - baixo, Peter Danemo - bateria )

Rainer Tempel dirige Orquestra de Jazz do Hot Club de Portugal

Jam session - Universidade Lusíada de Lisboa (João Coelho - piano,

Pedro Branco - guitarra, André Ferreira - contrabaixo, João Sousa - bateria)

 

28 março (sábado)

Pablo Lapidusas e Joel Silva "PianoBatuque" (Pablo Lapidusas - piano, Joel Silva - bateria)

André Santos "Ponto de Partida" (Ricardo Toscano - sax alto, André Santos - guitarra, João Hasselberg - contrabaixo, João Pereira - bateria, Beatriz Pessoa e Joana Espadinha - voz)

Gileno Santana "Metamorphosis" (Gileno Santana - trompete; fliscorne, Pedro Cardoso Peixe - guitarra, Sérgio Alves - piano, Sérgio Marques - baixo, Hugo Danin - bateria)

Maria João "Ogre" (Maria João - voz, Júlio Resende - piano, João Farinha - fender rhodes e teclados, André Nascimento – electrónica e laptop, Joel Silva - bateria)

Ensemble Super Moderne (José Pedro Coelho - sax tenor, Rui Teixeira - sax barítono, José Soares - sax alto, Eurico Costa - guitarra, Paulo Perfeito - trombone, Carlos Azevedo - piano, Miguel Angelo - contrabaixo, Mário Costa - bateria)

Demian Cabaud Trio com Leo Genovese e Jeff Williams (Demian Cabaud - contrabaixo, Leo Genovese - piano, Jeff Williams - bateria)

Combo da Escola de Jazz do HCP (2014) (Liliana Fartaria - voz, Adriano Pereira - clarinete, Ricardo Maia - guitarra, Diana Cangueiro - piano, Tiago Martins - contrabaixo, Milton Crespo - bateria)

 

29 março (domingo)

João Guimarães Octeto "Zero" (João Guimarães - sax alto e composição,

Mário Santos - sax tenor, Susana Santos Silva - trompete, Nico Tricot - flauta AP e guitarra, Eurico Costa - guitarra, José Carlos Barbosa - baixo eléctrico, José Marrucho - bateria)

Deux Maisons (Luís Vicente - trompete, Théo Ceccaldi - violino, Valentin Ceccaldi - violoncelo, Marco Franco - bateria)

Kaja Draksler "Solo" (Kaja Draksler - piano)

Desidério Lázaro "Subtractive Colors" (Desidério Lázaro - saxofones, João Capinha - saxofones, Paulo Gaspar - clarinetes, João Hasselberg - contrabaixo e baixo elétrico, Mário Franco - contrabaixo, Luís Candeias - bateria, Carolina Varela e João Neves - vozes)

Afonso Pais e Rita Maria"Além das Horas" (Rita Maria - voz, Afonso Pais - guitarra, Albert Sanz - piano, António Quintino - contrabaixo, Luís Candeias - bateria)

André Matos Trio + Tony Malaby (Tony Malaby - sax tenor, André Matos - guitarra, Demian Cabaud - contrabaixo, André Sousa Machado - bateria)

 

Um agradecimento muito especial ao Gil Quintino pelas fotografias que retratam na perfeição o que se passou nesta 13ª edição da Festa do Jazz

 

 

 

Fotografias: Gil Quintino

Texto: Sandra Duarte Pinho

Agenda: Concerto por um novo Futuro

Os Grandes êxitos dos anos 80!. Ajudar é um espetáculo

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 No dia 9 de abril os Corvos em conjunto com grandes nomes da música nacional como António Manuel Ribeiro (UHF), Carlos Tavares (Grupo de Baile), José Cid, Luís Portugal (Jáfu’mega), Luís Represas (Trovante), Miguel Ângelo (Delfins), Pedro Oliveira (Sétima Legião), Tim (Xutos & Pontapés) entram em palco para saudar os anos 80 na 5.ª edição do “Concerto Por Um Novo Futuro”, da Associação Novo Futuro.

Ana Moura e Luísa Sobral são as vozes femininas que se juntam igualmente ao evento.

Cuca Roseta irá assegurar a primeira parte do concerto.

 

O alinhamento do concerto trará a todos as memorias musicais dos anos 80:

Rua do Carmo - António Manuel Ribeiro (UHF)

Patchouly – Carlos Tavares (Grupo de Baile)

El Rei D.Sebastião – José Cid

Latin’América – Luis Portugal (Jafu’mega)

Memórias de um beijo – Luis Represas (Trovante)

A queda de um anjo – Miguel Ângelo (Delfins)

Sete Mares – Pedro Oliveira (Sétima Legião)

Remar Remar – Tim (Xutos & Pontapés)

Sol da Caparica - Corvos

 

A Associação Novo Futuro é uma instituição sem fins lucrativos que apoia 74 crianças e jovens em risco nos seus oito lares de acolhimento localizados na área da Grande Lisboa e Gaia.

A Associação de Lares Familiares para Crianças e Jovens Novo Futuro é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, fundada em 1996 em Portugal. De âmbito nacional e sem fins lucrativos, tem como objectivo o acolhimento em Lar de crianças e jovens privados de ambiente familiar adequado, proporcionando o desenvolvimento humano a que têm direito, ao afecto, bem-estar e privacidade, para além de uma educação que lhes permita uma plena integração na sociedade

 

MEO Arena (Lisboa)

9 abril 2015 | 21.30h

Reportagem: Royal Blood (Coliseu Lisboa)

Os Royal Blood estiveram no Coliseu de Lisboa no passado dia 2 de abril.

Uma banda com apenas dois anos de existência e apenas um disco editado, mas já com um Brit Award e dois prémios do NME.

Minimalistas em palco… um baixo e uma bateria mas com uma dose certa de atitude. Qualquer semelhança com os The Black Keys pode não ser mera coincidência.

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Chegaram ao Coliseu de Lisboa já com o público conquistado. Sala esgotada para ver uma das novas apostas de rock.

No final do concerto, que pecou por ser curto, o coliseu estava rendido à banda britânica.

O duo é constituido pelo cantor e baixista Mike Kerr e pelo baterista Ben Thatcher, A convergência entre vários estilos como o noise rock, garage rock, hard rock, grunge e blues rock, denuncia algumas das fortes influências da banda como Pixies, Led Zepplin ou Queens of the Stone Age.

Essa “mistura” de influencias ficou bem patente no palco do coliseu.

Royal_blood01.jpgOs Royal Blood tinham cancelado o concerto em Novembro agendado para o Armazém F. Pelo público presente no Coliseu chegamos à conclusão que provavelmente o espaço seria pequeno para esta “grande banda”.

Durante 1 hora, a banda nunca abrandou de ritmo, manteve sempre o auditório a acompanhar o concerto sem nunca abrandar.

No final, sem encore, acabou por saber a pouco mas a banda ainda tem muito pela frente nos próximos tempos. Apenas com 1 disco de originais editado, é sempre difícil de se “esticarem” em palco.

O tempo e o sucesso (ou não) do grupo em próximos discos irá “mostrar” que ainda é possível existirem bandas de rock a conquistar os palcos.

 

Reportagem: Paulo Homem de Melo