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Glam Magazine

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Festivais: Mêda +… anuncia Diabo na Cruz

A sexta edição do Festival Mêda+ acontece este ano nos dias 23, 24 e 25 de Julho e vai voltar a ter entrada livre.

Diabo_na_cruz.jpgApós confirmados os primeiros quatro nomes, Moe’s Implosion, Alice, Karpa, Low Torque, a organização desvendou recentemente mais dois: Diabo na Cruz e A Cepa Torta.

Os primeiros regressam à Mêda na digressão “Vida de Estrada” depois de terem marcado presença na edição de 2011 do festival.

Os segundos são uma banda natural da Mêda e vão estrear nesta edição músicas que farão parte do segundo álbum, que deverá ser lançado ainda no ano de 2015.

 

Ao longo de quatro edições, já passaram pelo Festival Mêda + bandas como Diabo na Cruz, Tara Perdida, d3o, X-Wife, O Bisonte, Feromona, Miss Lava, The Glockenwise, Wraygunn, Supernada ou Mão Morta.

 

O festival Mêda + teve a sua primeira edição em 2010, por vontade de um grupo de jovens do concelho, que se organizaram um ano antes numa Associação Juvenil.

Os principais propósitos passavam por acrescentar valor e diversidade à dinâmica cultural da Mêda e projetar o nome do concelho, com um festival de música que se pautaria por dois critérios essenciais: apoiar novas bandas portuguesas e abranger vários estilos musicais, numa experiência única para muitos dos jovens que habitam no concelho e na região.

As infra estruturas disponíveis colocaram-se desde logo como fatores aliciantes: a cidade dispõe de um parque de campismo e um complexo de piscinas municipais com condições de excelência, para além de um skatepark, que seria mais um motivo de atração.

A marca “Mêda +” estabeleceu-se definitivamente, associada a uma imagem de empreendedorismo, irreverência juvenil e ecleticismo musical.

O festival passou a ser um marco incontornável na agenda do verão e dos festivais de verão.

O Festival Mêda + destaca­se pela entrada gratuita perante um cartaz com bom calibre, mas não só: situa­se numa cidade acolhedora (com baixo custo de vida), criou um espírito familiar, é sustentado por jovens e permite uma experiência diferenciadora em relação a qualquer um dos festivais de música em Portugal.

 

Fotografia: Paulo Homem de Melo

Discos: “Guitarra Makaka” - Tó Trips

“Guitarra Makaka: Danças a um Deus desconhecido” é o segundo disco a solo de Tó Trips, guitarrista dos Dead Combo.

O disco tem data de lançamento a próxima segunda feira dia 6 de abril 2015.

A edição em vinil esta agendade para dia 18 do mesmo mês Integrado no Record Store Day 2015.

tt.jpgQuem recorda Tó Trips nas guitarras dos Amen Sacrisiti ou como líder dos Lulu Blind, ainda não está convencido da sua “transformação”.

O homem que gritava em palco, com a guitarra abaixo dos joelhos, é o mesmo que hoje se debruça sobre a guitarra acústica, silencioso, aparentemente alheio ao rumor do público.

O que aconteceu? Escolha-se um motivo: amadurecimento, necessidade de introspecção, cansaço provocado pelo excesso de electricidade.

São todos plausíveis, mas enuncie-se o mais “prosaico”: os seus gostos, os seus interesses musicais modificaram-se. Prudência. Mesmo nos Lulu Blind, Tó Trips arranjava tempo para sacar de canções “acústicas” e a energia do rock ainda chispa, com violência, nos Dead Combo.

Acontece que na sua obra a solo, as cordas da guitarra acústica, a ressonância do instrumento e a solitude dos acordes tornaram-se soberanos. E a identidade musical, a “voz” de Tó Trips, tem-se construído, progressivamente, com as melodias, os ritmos, as composições, as possibilidades e os acasos que habitam a música acústica. Não se trata de um monólogo sonoro, pois, desde então, Trips tem conversado com Carlos Paredes, Joseph Spence, a Andaluzia, Peter Walker ou o blues africano – sem privilegiar ninguém.

Ouve-os a todos, com o mesmo agrado e atenção. O seu fito tem sido apenas um: criar música nova a partir dos gostos ou dos afectos que partilha nessas conversas.

"Guitarra Makaka: Danças a um Deus Desconhecido", o seu novo trabalho, é música nova, que evoca a tristeza lânguida das mornas de Cabo Verde, a sofisticação ditosa da música do Mali ou uma Lisboa que, numa alegria envergonhada, convida o Mediterrâneo para um baile de verão.

"Tem influências africanas, portuguesas, orientais e árabes! [O disco] é como se fosse um compêndio de temas tradicionais dessa ilha imaginária, com tanto de primitivo como de clássico", refere Tó Trips.

A capa do segundo disco a solo do guitarrista, depois de "Guitarra 66" de 2009, é inspirada num original de Jean Michel Moreau le Jeune para a reedição de 1803 de um livro de Voltaire intitulado Candide ou l'Optimisme.

 

Guitarra Makaka: Danças a um Deus Desconhecido

Edição Mbari / Rastilho Records (Abril 2015)