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Glam Magazine

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Dia Mundial do Teatro… “Demónios”

“Demónios”, do famoso dramaturgo sueco Lars Norén, com encenação de Nuno Cardoso, sobe ao palco no próximo dia 28 de março em Ovar no Centro de Arte.

Demonios_gil_vicente_1_510_300.pngNa história, quatro personagens, dois casais que se vão cruzar e vão perceber que os pequenos dramas do dia-a-dia escondem algo maior. O caos diário aqui espelhado, os medos e preocupações que cabem na vida de todos, os afetos, a família, o medo da solidão, as tentações, a morte.

O desenrolar da trama vai fazer com que as personagens se confrontem não só com os seus demónios mas também com os dos outros. O maior demónio de todos a espreitar a cada esquina da história: a solidão. Tudo nos leva a esse medo que, na peça, faz com que as personagens se transfigurem e se revelem. Revelam segredos e angústias, revelam mesquinhez e rancor, revelam ameaças e todos os demónios saltam pela fenda quebrada na perfeição da rotina. O desenrolar da vida com os defeitos que todos carregamos dentro dela, mesmo quando aparenta ser perfeita mas nunca o é porque, de facto, isso simplesmente não existe. Porque se houvesse perfeição ela seria solidão.

 

Centro de Arte de Ovar

28 março 2015 | 22.00h

Agenda: Basset Hounds, Cave Story, Light Gun Fire, Los Waves, Tape Junk e Tracy Vandal (Alive!)

O Palco Raw Coreto by G-Star Raw volta este ano a marcar presença no NOS Alive’15 com uma programação, que reúne os mais proeminentes nomes da cena indie nacional.

Basset Hounds, Cave Story, Light Gun Fire, Los Waves, Tape Junk e Tracy Vandal são os primeiros nomes confirmados para esta edição.

A seleção artística feita para o Palco RAW Coreto procura reforçar a qualidade artística da música independente. O cartaz apresentado para este ano volta a colocar o Palco RAW Coreto como um ponto de paragem obrigatório no Passeio Marítimo de Algés.

basset houbds.jpgOs Basset Hounds são constituídos por António Vieira, Afonso Homem de Matos, José Francisco Martins e Miguel Nunes

Os Basset Hounds começaram sem nome, aliás começaram sem saber ao certo o que eram. Ao início podia-se apelidar de um projecto, mas isso na verdade era só uma desculpa para dizer que nem sequer havia uma banda, pois o EP foi gravado a solo por um dos membros.

Em Março deste ano lançaram o single “Over the eyes”

cave_story.jpgOs Cave Story, banda portuguesa indie post-punk, são constituídos por Gonçalo Formiga, Pedro Zina e Ricardo Mendes, e são uma banda das Caldas da Rainha. O seu último disco, o EP “Spider Tracks” foi lançado em dezembro de 2014. “Spider Tracks” é um conjunto de faixas gravadas em momentos diferentes ao longo de um ano que, em comum, têm apenas o facto de terem reunido na mesma sala as mesmas pessoas.

light_gun.jpgLight Gun Fire, são de Lisboa e constituídos por Camões (Voz), Indo (Guitarra), Pity (Baixo), André (Bateria), Diogo (Teclados), Duque (Trompete), Amândio (Trombone) e Branco (Saxofone)

los waves.jpgLos Waves, banda de Lisboa mas formada em Londres por Jose Tornada e Jorge da Fonseca, os 2 membros do grupo.

O disco de estreia do grupo é já uma referencia musical em Portugal “This Is Los Waves So What?” foi o nome que a banda escolheu para se inaugurar com o primeiro registo de estúdio; uma colecção de onze temas que misturam influências da década de 70 e 80.

tapejunk.JPGTape Junk é o mais recente projecto de originais do músico João Correia, mais conhecido como vocalista dos Julie & The Carjackers e baterista de diversos artistas como Márcia, Frankie Chavez ou Walter Benjamin.

Este projecto é a mais honesta expressão artística e lírica de João Correia, as letras são directas e bastante pessoais e criam uma empatia imediata com o ouvinte. A busca do caminho certo, os desvios e atalhos que a vida nos oferece fazem parte da temática explorada.

A inspiração musical vai do Outlaw Country de Johnny Cash e Hank Williams ao Indie Rock de Pavement e Beck. Os Tape Junk são uma mistura de amigos e projetos, de experiências e sonoridades

tracy1.jpgO nome Tracy Vandal poderá não soar de todo estranho, especialmente se as memórias dos Tiguana Bibles ainda se mantiverem vivas. “The End Of Everything”, é o primeiro EP a solo da voz do quarteto rock de Coimbra. Depois de uma longa ausência esta de volta. Escocesa de nascimento mas Portuguesa de vivência, pois vive há alguns anos em Coimbra, e foi lá que construiu as belas canções que fazem parte do EP. O disco conta com a participação de Boz Boorer, que quando não está em tournée com o Morrissey, faz de Monchique a sua sede.

 

Fotografia: Miguel Nunes (Basset Hounds) / Paulo Trindade (Tracy Vandel)

Festivais: Bombay Bicycle Club, Savages, The Drums, Palma Violets (SBSR)

A edição que assinala os 20 Anos de Super Bock Super Rock prepara-se para receber mais um luxuoso quarteto de bandas: Bombay Bicycle Club, Savages, The Drums e Palma Violets

BBC (Cópia).jpgOs Bombay Bicycle Club são Jack Steadman (voz, teclados e guitarra), Jamie MacColl (guitarra), Suren de Saram (bateria) e Ed Nash (baixo).

Cresceram no norte de Londres e logo depois da escola secundaria, editaram o album “I Had the Blues But I Shook Them Loose, in” em 2009.

No ano seguinte veio “Flaws”, disco mais perto do folk e fortemente intimista, voltando mais velozes em 2011 com “A Different Kind of Fix”.

Jack Steadman é o compositor de todas as canções dos Bombay Bicycle Club, e no ano passado, influenciado por muitas viagens, criou o disco “So Long, See You Tomorrow”, um registo mais próximo da electrónica experimental e que foi número 1 no Reino Unido.

Depois de um 2014 retumbante, com uma nomeação para um Mercury Prize e actuações inesquecíveis em palcos como Glastonbury, Lollapalooza, só para nomear alguns, estarão presentes no Palco EDP, dia 17 de Julho.

Savages (Cópia).jpgAs Savages vêm ao Super Bock Super Rock dispostas a apresentar o seu arsenal explosivo de canções pintadas do negro que o pós-punk soube oferecer.

Com o disco de estreia “Silence Yourself” debaixo do braço, Jehnny Beth (voz), Gemma Thompson (guitarra), Ayse Hassan (baixo) e Fay Milton (bateria), são, no momento, uma das bandas femininas mais amadas do mercado. Incendiárias e dedicadas em palco, vão debitar visceralmente no Palco EDP, junto ao Tejo no dia 17 de Julho, uma música cuja intensidade é imensurável.

drums (Cópia).jpgOs The Drums, banda formada pelos nova-iorquinos Jonathan Pierce e Jacob Graham, trazem-nos o novo registo “Encyclopedia”.

Depois dos elogiadíssimos primeiros discos “The Drums” e “Portamento”, os norte-americanos continuam na sua deriva rock‘n’rol, sem arredondar ou complicar o seu som, mantendo-o espontâneo e cativante.

Os autores de hinos como “Best Friend” ou “Lets Get Surfing”, têm canções frescas para mostrar no Palco Super Bock, no dia 17 de Julho.

 Palma (Cópia).jpg

Os Palma Violets são hoje, a par de nomes como os Arctic Monkeys, uma das bandas inglesas de rock independente mais aclamadas.

Com um disco apenas, “180” de 2013, os Palma Violets conquistaram o mundo com as suas canções directas, de eletricidade aguçada, mas com traços pop que lhes garantem um carácter melódico invulgar.

A banda de Sam Fryer (voz/guitarra), Chilli Jesson (voz/baixo), Pete Mayhew (teclas) e Will Doyle (bateria) vem ao Super Bock Super Rock no dia 18 de Julho, no Palco EDP, trará já na bagagem o novíssimo “Danger in the Club” que sairá no próximo dia 5 de Maio e promete um concerto vibrante e cheio de velocidade dançável

 

Dia 16

Palco Super Bock - Sting, Noel Gallagher’s High Flying Birds, The Vaccines, Milky Chance

Palco EDP - SBTRKT, Little Dragon, Perfume Genius, Kate Tempest

Palco Carlsberg - Toro Y Moi

 

Dia 17

Palco Super Bock - Blur, dEUS, The Drums

Palco EDP - Bombay Bicycle Club, Savages, Kindness, Sinkane

Palco Carlsberg - Gramatik

 

Dia 18

Palco Super Bock - Florence and the Machine, FFS (Franz Ferdinand & Sparks), Crystal Fighters

Palco EDP - Banda do Mar, Palma Violets, Modernos

 

Fotografias: Paulo Homem de Melo

 

Reportagem: Locomotiva…. Porto.

Centenas de pessoas ocuparam literalmente, no passado sábado, 21 de Março, o “novo” Largo da Estação do Porto, junto à rua da Madeira, uma iniciativa incluída no programa de animação Locomotiva criada pela Câmara Municipal do Porto.

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Um antigo parque de estacionamento da Refer, pouco maior do que um campo de futebol junto à estação de São Bento, deu lugar ao mais novo largo da cidade do Porto, com uma zona de esplanada coberta para eventos, um jardim vertical com 20 metros de comprimento e mil vasos de flores e plantas, uma peça de mobiliário urbano de betão e cortiça da autoria da designer industrial austro-alemã Irena Übler e uma torre construída com 2.260 latas.

loco24.jpgNesta torre de latas e rede de galinheiro, foi criada uma escada, acesso alternativo entre a rua por onde passam turistas, e o não-lugar por onde até agora ninguém passava. No projecto Vira-lata do colectivo Morada Vaga, as latas, naquele metal conhecido como folha de flandres, capaz de reagir à luz do sol, reflectindo-a, estão parcialmente pintadas de amarelo. Permitindo, em cada patamar da escadaria, escrever palavras “Temos muita lata”

loco22.jpgSegundo Rui Moreira, presidente da autarquia, “Ainda é o princípio. Vamos intervir aqui até junho, depois até setembro ter atividades continuadas” (…)

“É esse o nosso trabalho: é descobrir espaços que estão um bocado esquecidos e eis Locomotiva e eis a Rua da Madeira”, declarou na inaguração deste novo espaço da cidade.

Rui Moreia reafirmou ainda que a cidade precisa de novos espaços.

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A espontaneidade das centenas de pessoas que passaram sábado à tarde no novo largo da cidade do Porto, na Rua da Madeira, é o “melhor barómetro que podemos ter para que de facto vale a pena a cidade investir nestes espaços que estão esquecidos e devolver à memória coletiva a sua utilização, potenciando-os com animação e arquitetura”, afirmava à Lusa o curador espacial do Largo da Estação, Rodrigo Patrício.

 

Ainda e segundo o curador espacial, a “pequena intervenção” que a sua equipa de arquitetos realizou foi “muito mais ocupação” do que “reabilitação”.

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“Mais do que abandonada, a Rua da Madeira estava já no patamar do esquecimento, a cidade já nem se recordava que isto existia, que dele podia usufruir”, ressalvou ainda Rodrigo Patrício, que depois da limpeza e da programação dos artistas e arquitetos, “compete à cidade saber acolher e acarinhar o espaço”.

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O músico do Porto Rui Veloso, igualmente presente na inauguração do novo largo, recordava que a rua da Madeira do antigamente era um bocado “tipo tugúrio”, era um “sítio complicado” onde apenas se “passava a pé”, mas afirmou à Lusa que hoje poderá bem ser um sítio que venha a frequentar.

Na opinião do artista, o Porto está “completamente diferente”.

 

loco11.jpgA arte está por todo o lado neste novo espaço.

Na rua, Chiara Sumzogni e Irena Ublër e dentro de um dos armazéns da Refer, um espaço de 400 metros quadrados, onde Jesse James, co-criador do festival de arte pública Walk & Talk, em São Miguel, faz a curadoria de uma exposição de quatro artistas: Horácio Frutuoso, João Bento, Nuno Pimenta e Tamara Djurovic (aka Hyuro), inaugurada pelas 22 horas do passado sábado.

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Rodrigo Patrício e a sua equipa, Magda Seifert, Sandra Brito e Miki Itabashi, foram os responsáveis pelo projetos dos espaços interiores e do exterior, a tal praça, ou largo entre o muro da Rua da Madeira e o corpo envolvente da estação de São bento.

Ali, fazendo uso de aglomerados de madeira, andaimes e vigas de ferro, à vista, o atelier criou uma obra que mais parece um estaleiro de algo ainda em construção, dando a sensação de inacabado.

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Este novo espaço, que dispõe de um bar interior, num armazém, e outro na praça, esteve animado pela presença de vários Dj’s. JP Simões subiu ao “palco” pelas 23 horas para um concerto intimista que envolveu os presentes com as suas poesias cantadas.

A noite terminou já de madrugada com a presença novamente de DJ’s.

loco00.jpgA Locomotiva, co-financiada pelos fundos regionais do ON.2 tentará alargar a sua força criativa a ruas da envolvente, como o Largo de São Domingos (onde nascerá uma instalação dos Like Architects), como já aconteceu numa casa velha no topo da Rua da Madeira, ou na ruína a sul da estação, onde o atelier de arquitectura Fahr 021.3 fez uma intervenção, com recurso a uma estrutura de ferro verde, que chama a atenção para outro naco de cidade que a cidade esqueceu.

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Reportagem: Sandra Pinho

Fotografias: Porto Lazer / Locomotiva

Discos: Miguel Ângelo… “Segundo”

O novo álbum a solo de Miguel Angelo, "Segundo", é editado no mercado digital no dia do seu aniversário, 3 de Abril, pela NMusic e apresentado ao vivo e lançado exclusivamente no formato vinil a 18 de Abril pela Rastilho Records, na comemoração do Record Store Day.

O formato vinil inclui download card de todos os temas do álbum.

Miguel Angelo.pngA versão de "O Vento Mudou", em dueto com o seu intérprete original na versão de 1967, Eduardo Nascimento, abre o disco que encerra com um outro dueto no inédito "A Última Canção", desta vez com a cantora, pianista e compositora luso alemã, Nicole Eitner.

 

O álbum inclui também os singles já publicados anteriormente, "Musa" e "Anda Lá". Miguel Angelo regrava "Só eu te posso ajudar", da banda sonora do filme Zona J, numa versão intimista com guitarra e voz que surgiu durante a tour de "Primeiro", aclamada pelo público.

Produzido por Miguel Angelo e gravado por Eduardo Vinhas, nos Golden Pony studios, Lisboa, "Segundo" foi masterizado por Alex Wharton nos Abbey Road Studios, Londres e Rui Fadigas no Romanzeira home studio, Cascais.

A capa de "Segundo", com fotografia de Edgar Keats e design de Minnemann, que mostra Miguel Angelo em pose na sala onde cresceu, junto de sua mãe, Elisa Magalhães, é inspirada numa reportagem que a revista Life fez em 1971, que retratava muitas das estrelas musicais da altura junto dos seus pais, nos apartamentos onde cresceram