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Glam Magazine

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Delikatessen Café Concerto

Mísia apresenta “Delikatessen Café Concerto”, um espectáculo para piano e voz, no Theatro Circo em Braga no dia 06 de Março, Teatro Municipal da Guarda no dia 7 e no Teatro Diogo Bernardes em Ponte de Lima no dia 08 de Março.

misia.jpgÉ em registo intimista que Mísia apresenta em palco as canções do seu último álbum, “Delikatessen Café Concerto”, editado no final de 2013 em Portugal, Espanha, França e Argentina.

A digressão iniciou-se em Janeiro de 2014 em Lisboa e passou por Faro, várias cidades em Espanha e na América do Sul (Chile, Brasil e Argentina), e tem agendadas apresentações em Berlim (14 e 15 de Março) e Paris (Abril).

 

Recorde-se que, em disco, “Delikatessen Café Concerto” conta com as participações de Iggy Pop, Adriana Calcanhotto, Dead Combo, The Legendary Tigerman, Ramón Vargas e Melech Mechaya.

Do álbum consta um tema inédito, “Rasto de Infinito” com letra de Tiago Torres da Silva.

As restantes canções, em espanhol, francês e português são temas que fazem parte das memórias afectivas da cantora, como “Estación de Rossio”, canção que Juanita Cuenca interpretou como atração internacional na revista “Agora é Que São Elas”, que esteve em cena no Teatro Capitólio, em Lisboa, em 1953.

 

Em palco, Mísia será acompanhada apenas pelo piano do Maestro Fabrizio Romano.

A voz refinada de Cati Freitas

Cati Freitas vem de Braga, mas bem podia vir de qualquer outro local do mundo, porque o seu talento não se contenta com as nossas fronteiras.

cati freitas.jpgA escolha de repertório já envia uma mensagem de sofisticação, por um lado, mas também de atualidade. A língua portuguesa é trabalhada com requinte, dando especial enfoque à mensagem. Cati quer mostrar o que tem dentro: aos outros e a si mesma.

Recolhendo influências da MPB, mas também das cores particulares de uma cena musical contemporânea de Cabo Verde, da intemporalidade acústica do jazz e das refinadas vozes de gente como Elis Regina ou do nosso Paulo de Carvalho, Cati Freitas ambicionou sonhar com o seu disco de estreia, «Dentro», depois de descobrir o trabalho do produtor Tiago Costa, que no seu currículo conta com participações em Vento em Madeira, Maria Rita, entre muitos outros nomes.

 

“Dentro” é uma viagem ao íntimo de Cati Freitas que afirma aqui, uma voz segura, doce e quente, madura e sabedora das curvas e contracurvas que as melodias exigem, capaz de ser subtil e forte na mesma frase. Ao vivo o naipe de músicos que a acompanha é também de primeira água.

 

Cati Freitas é uma cantora de corpo inteiro e Dentro, o melhor cartão de apresentação que se poderia pedir-lhe.

No inicio de 2015 regressou ao Brasil para divulgar este seu disco de estreia, culminado esta viagem com um concerto na reputadíssima sala SESC Pompeia em São Paulo.

O final de Fevereiro, já de volta a Portugal, marca o inicio de uma tour por algumas das mais importantes salas do nosso país:

 

26 fevereiro – Bragança (Teatro Municipal)

6 março – Sintra (CCOC)

19 março – Albergaria (Cineteatro Alba)

20 março – Póvoa do Varzim (Cineteatro Garrett)

17 abril – Coimbra (Salão Brasil)

24 abril – Braga (Theatro Circo)

28 maio – Odivelas (Malaposta)

29 maio – Figueira da Foz (Casino Figueira)

Carnaval 2015: Carnaval de Ovar….

Escrever sobre o Carnaval de Ovar é também escrever sobre as suas gentes, a sua forma de estar e sentir a vida, bem como as suas vivencias.

DSC_0130 (Cópia).jpgO Carnaval está nas veias do seu povo, está impregnado na terra e na alma dos vareiros...

Mas não é fácil escrever sobre o Carnaval de Ovar….

A postura dos vareiros faz com que se fechem e se escondam…

Já nos anos 40 se dizia que o Carnaval era a maneira encontrada por “eles” e “elas” de se libertarem, de saírem da “redoma” em que se encontravam durante o ano...

Quase 80 anos depois ainda prevalece essa maneira de ser e estar na cidade de Ovar… mas falemos de Carnaval…

DSC_0319 (Cópia).jpgMal o (grande) corso de terça-feira termina e depois das (sempre acesas) discussões sobre vencedores e vencidos, começa a “pré-preparação” para o evento do ano seguinte.

São meses a fio de noites mal dormidas, mangas arregaçadas (estudos e projetos) e muitas preocupações… mas também (como é lógico) de muitas jantaradas, convívios, brincadeiras, partilha de saberes e experiências, mas acima de tudo amizades e uma rivalidade salutar, mas por vezes agressiva. São os jogos de bastidores, as “transferências” qual equipa de futebol de elementos entre grupos. São eleições de destaques e madrinhas das escolas de samba....

DSC_0382 (Cópia).jpgO Carnaval de Ovar vive do intenso trabalho que antecede os corsos principais por parte de todos que participam e desfilam na avenida.

A contagem decrescente faz-se quando faltam poucos dias para o grande momento. Nesta altura, as pessoas “não dormem”, há que ter tudo pronto, trabalha-se até ao último minuto.

Mas desengane-se quem pensa que o Carnaval vareiro fica apenas pelos grupos. Na verdade, o espírito dos participantes estende-se à família, aos vizinhos, aos colegas de trabalho… surgem quase por inerências autênticos grupos de fãs de determinado grupo e/ou escola de samba.

E este espírito é tão contagiante, que quem vem de fora para residir em Ovar, ou tem amigos em Ovar, não consegue ficar imune e muitas das vezes acaba igualmente por integrar a “grande família” que é o Carnaval de Ovar.

DSC_0424 (Cópia).jpgÉ precisamente nesta forma de viver o Carnaval que reside o verdadeiro espírito desta festa para as gentes do concelho de Ovar.

Ovar orgulha-se de ter o um dos carnavais mais português, apesar das influencias brasileiras cada vez mais patentes e espelhadas na cidade de Ovar, quer pela importância das escolas de samba, quer pelos inúmeros grupos de musica “brasileira” que surgem ano após ano… De resto fica aqui um apelo…

Para quando um Museu do Carnaval na cidade de Ovar?

 

Texto e fotografias: Paulo Homem de Melo

Festivais: Banda do Mar.... no Super Bock, Super Rock

O coletivo que junta Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Fred Ferreira, dará nota de todos os acordes do seu álbum de estreia homónimo.

Disco lançado em finais de 2014, é melodicamente açucarado, cheio de belas e simples canções pop, com um tempero MPB que o torna ainda mais delicioso, como é o caso do sucesso “Mais Ninguém” que ficou no ouvido dos portugueses.

banda do mar.jpg

Marcelo Camelo tem um passado reconhecido como líder dos Los Hermanos e uma carreira a solo rica.

Mallu Magalhães é um fenómeno precoce e edita em nome próprio desde a adolescência.

Fred Ferreira é o elemento português do colectivo, com currículo feito ao serviço dos Buraka Som Sistema, Orelha Negra e mais recentemente 5-30.

 

Banda do Mar. O nome da banda tem tudo a ver, já que “mar” é uma palavra que tem sido constantemente repetida em várias composições de Camelo (e até de uma ou outra de Mallu também). O mar possui um simbolismo que remete à alta sentimentalidade e que combina muito bem com as canções de amor do álbum. A faixa de abertura, Cidade Nova já usa o mar no verso. “Eu só trago o mar de algum lugar comigo”. Outra das faixas de Camelo, ele fala da amada saindo do mar como algo mágico, “Eu vi você sair do mar / E todo o sentimento que rodeia”

 

Depois de uma longa tourné no Brasil, recheada de êxito com sucessivas salas cheias, os três esgotaram duas datas em Lisboa estarão de volta a Lisboa dia 18 de Julho ao vivo, no Palco EDP do 21º Super Bock Super Rock.